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Reaproveitamento

18 set 2015

Como fazer uma casinha porta-lápis em madeira

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Ainnnnn que eu tava no fissura pra usar logo esta ferramenta, há tempos. Via lá em Paris um monte delas com suas inúmeras partes, peças e agora eu tenho a minha! E vou sair furando, lixando, cortando tudo por aqui…ok… xô largar de empolgação pra não cortar meu dedo, mas deixa eu te mostrar como usei a Dremel pela primeira vez. A ideia era fazer um porta lápis em forma de casinha, xodó de 11 entre 10 amantes das decor.

Já tinha sobras de Mdf com espessuras diferentes aqui das minhas idas e vindas às marcenarias. Sempre saio catando pedaços com grandes potenciais. Daí, peguei uma lasquinha com 3 mm e desenhei a casinha: um cubo com laterais de 8 cm e frente e fundo de 11 cm (8 cm + 3 cm pro topo). Pra encontrar o topo certinho, dividi e metade da largura de 8 cm, logo, 4 cm.

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A primeira função que usei da Dremel foi o corte. Mas antes de te mostrar, deixa só dá uma pincelada sobre este aparelho. É uma mini retífica que chega ao Brasil por meio da Bosch Ferramentas. É super, super versátil, tanto pra uso profissional quanto amador. Pra pequenos e médios trabalhos. A gente pode furar, lixar, cortar, gravar, fresar e muito mais em diversos materiais até acoplar peças vendidas separadamente pra retirar rejunte, por exemplo. A gama de acessórios e equipamentos extras é absurda e dá vontade de ter todas! Tenho descoberto o pessoal na Fanpage e no Insta que usa e cada troca de figurinha é ótima (Valeu, Cristiano!)

Comprei a Dremel 3000 com 10 acessórios e vou montando diante do que uso. Vem com 2 discos de corte, 1 ponta de óxido de alumínio pra marcar vidro, 2 discos de feltro pra polir, pasta pra polimento, 1 tubo de lixa, 1 broca, 2 mandris. Pera, te explico o que é isso.

2Pra cortar, comprei estas duas peças extras pra madeira, não vem no kit. Um Ez Lock e este disco de carboneto, próprio pra madeira laminada. O Ez Lock é um adaptador pra discos de corte mais reforçado e tem uma espécie de gatilho que você encaixa e trava. Comprei pessoalmente esta peça, então o vendedor me explicou como usar direitinho. Mas há vídeos no canal da Dremel explicando tudinho e  já já em um outro canal amóór <3

3Pra usar este adaptador é preciso trocar o mandril da Dremel. Mandril é esta pecinha preta, um “bico” digamos assim, onde os acessórios são encaixados. Ele pode ser retirado, claro, porque o mandril fixo da Dremel 3000 não recebe algumas brocas e peças. Então, comprei um conjunto de pinças extras pra acoplar pontas, brocas finas, mais grossas, médias..

6Pra instalar, destravo o mandril da Dremel pelo botãozinho azul com a figura do cadeado, retiro o colar de agarre, e instalo a pinça própria pra cada peça que vou usar. Mais larga ou mais estreita.

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Pronto, já sabendo como usar o quê e a que momento, cortei a casinha toda, lixei, dei acabamento e claro, ficou marromenos. O aparelho é ótimo, o corpo é emborrachado, leve e o barulho não é desagradável. Mas requer destreza e claro, tempo. Treinei antes de usar cada acessório, mas só com mais tempo pra ter firmeza na munheca. E logo eu com esta mãozinha seca, com os dedin tudo finin… Os gatos só vivem querendo comer pensando que é minhoca.

A Dremel não vai diminuir meu sonho de ter minha serra tico-tico, minha lixadeira roto orbital e tantas outras ferramentas pra minha marcenaria particular 😀 Mas que ela é um aparelho que eu quero pra sempre na minha vida, agarrada ao meu coração com doses de drama de novela mexicana, ah é.

Então, colei as laterais, frente, fundo da casinha com cola pra madeira. Depois disso, cortei uma base pra cobrir todo fundo. Colei e reforcei com preguinhos bem pequenos. Passei, com pincel, a base acrílica pra madeira. Em seguida, pintei com tinta spray amarela.

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10E ia deixar assim, juro. Mas aí, passando pela sala, um quadrinho me chamou. Fez: “Ei, fia, tu gosta de mim, hein?” E lembrei da história dele e como ele foi parar aqui na parede.

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Foi o suficiente pra querer transferir um bordado em ponto cruz pra casinha. Fui atrás de um molde, adaptei-o pro tamanho da peça. Grudei bem com fita adesiva.

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Comecei a furar com a broquinha mais fina que tinha. Esta é pra metal, mas era a única que tinha. Foi maaaasssa começar a bordar assim! Fui fazendo os furos enquanto aprendia a manusear a Dremel. Pesei a mão ali, saiu torto daqui e pra consertar, massa pra madeira. Apliquei em um único buraquinho que saiu maior, tá vendo? Pra diminuir o danado. Depois reapliquei a tinta em spray.

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Comecei bordando as folhas em verde escuro.

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Depois fui bordando o verde mais claro, o vermelho e rosa. E assim, nasceu a minha primeira peça com a Dremel e claro, vai já é xodó, cheia de afeto!

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Não saiu tãão certinha como queria, mas pra primeira vez, tá valendo, né? E eu, neta de uma grande bordadeira, especialista em Ponto Cruz, nunca tinha bordado nada com esta técnica. Jurava que nunca teria jeito, mas descobri que só precisava mudar o tecido de bordar pra outro material, porque não? Nem de longe tenho o talento da minha saudosa vovó Dete e nem me peça pra mostrar o avesso, que não sou besta, oxe. É, porque eu sei que a boa bordadeira deixa um avesso todo certinho. O meu tá pior que  os cruzamentos aqui da cidade 😀 Massss amei o resultado! Sem contar que veio de restos de madeira. Ai, esse reaproveitamento safado que garrou amor por mim e eu por ele.

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Agora vou sair cortando, furando, com pó até nos cílios, nos dentes e bordando tudo por aí. Se uma linha se materializar perto de ti, sou eu, muahaha, muaha. Certo, a coisa é séria e bonita <3 Já já volto pra te mostrar por onde e como tenho usado a minha Dremel.

Bisou!

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29 ago 2015

Como fazer um painel de madeira cheios de funções

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Já te falei que madeira é meu material preferido? Não? Apoisis, te falo. Adoro as possibilidades, reinvenções, tipos, textura, tudo, tudinho. Vivo pra lá e pra cá nas marcenarias sempre que posso e em uma dessas, sempre encontro pedaços pelo chão que são pra mim, de grande potencial 😀 Ok. O pessoal não aguenta mais me ver, massss, fazêoquê, gente? Jogar os pedacin no lixo? Oxe, de jeito nenhum, catei alguns e montei um painel cheio de função que muito precisava. É cabideiro, porta chave, prateleira, gancho e por aí vai. O projetinho completo e delícia de fazer tá todinho aqui no querido A Casa Que A Minha Vó Queria, vem ver, clica aqui!

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11 dez 2014

Coasters diy

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Ou porta-corpo faça-você-mesmo. E eu sou tarada amarrada em porta-copos, gente. Se deixar, faço um conjunto toda semana. São projetinhos adoráveis, fáceis e onde você pode soltar a mão, a cabeça, a ideia, criar com diversos materiais como feltro, tecido, cortiça, madeira, linha, enfim, o que der na telha. E o diy que compartilho por aqui hoje é tão fácil, que dispensa muitas explicações. Só comprei uma folha de cortiça, mas a gente também acha ( Na Le Biscuit) os círculos já cortados. Cortei na forma que queria, montei desenhos com a ajuda de pedaços de durex, pintei e por fim, apliquei verniz fosco em spray. Repara:

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Estes outros não fiz pra mim. Foram pra um casal de amigos que há séculos me deu uma caixinha com micro pecinhas como estas da foto. Estas peças sobram das cordas de guitarra quando elas são trocadas. O marido desta minha amiga é músico e pela quantidade de pecinhas, tu imagina quanta corda a criatura trocou, hein? Haja dedo! E ela domina a cozinha com primor, então, juntei o útil ao agradável. Só que a caixinha foi esquecida dentro da gaveta e quase foi pro lixo. Confesso. Semana passada, quando ia fazer aquela velha faxina na gaveta, quase dei adeus à caixinha, mas senti o peso e tóinnnn! Já tinha passado da hora de criar algo com elas! Também escolhi a cortiça e pra combinar com as pecinhas, tinta acrílica dourada. E o processo foi o mesmo: fazer desenhos com o durex. As pecinhas fizeram as bordas. Colei cada uma (É, tem de ter paciência) com cola bemm forte:

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E aí estão os dois conjuntinhos prontos!

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Para uma mesa linda a qualquer época do ano! Bjbj, genten!

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05 set 2014

Reformando a nossa salinha

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Esta semana te mostrei a reforma do banco que berrava: “Ai, mamita querida! Yo no quiero ese color!” Tasquei uma paleta com a minha cor favorita, verde e uma que usava muito pouco, cenoura.

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A reforma foi o ponta pé inicial para as mudanças em parte da sala. Ela tava da mesma forma desde que compramos o apê, com paredes quase vazias, quadros passeando fora do lugar. Mais sem graça que a top model magrela do Zeca…

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A antiga mesa de vidro quebrou no meu colo. Sério. Ainda bem que não feriu meus cambitos bronzeados. Depois daí, encomendei a um carpinteiro gente boa, na zona rural daqui, esta mesa com pé em X como a gente queria. Grande e comprida, ela iria quebrar um galhão. Fora que a gente queria este ar de casa, aconchego que só a madeira traz. Amo de paixão este material. Desenhei cadeiras delicadas como as do modelo Texas, da Tok & Stok.

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Como aqui não tem a loja e o custo do frete pra cá, nesta e em outras lojas saem mais caro que o próprio produto, resolvi encomendar. Mas ele empolgou e pesou o braço no formão, as cadeiras saíram grandes, meio grosseiras e ele ainda meteu bolinha pra todos os lados. Quando vi soltei um “quén, quén, quéénnn” mental. Mas trouxe pra casa assim mesmo. O bichinho tinha me recebido com um sorriso tão grande, que amoleci. Enquanto isso elas vão ficando assim até a gente poder trocá-las por nossas cadeiras xodós, como as Eames DKR em acrílico translúcido. É uma excelente parceira da madeira.

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Ou então, outra xodó, colorida, delicada e super prática, as do modelo Lapa, da querida Meu Móvel de Madeira.

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Depois de ter dado um jeito no banco, passei para as paredes. Antes, foi preciso retirar as prateleiras do lugar e tampar com massa corrida os trocentos buracos que fiz na parede “infurável”.

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Resolvi dar uma cor nas paredes, um cinza claro pra ressaltar tudo que tivesse perto dela. Escolhi bons produtos. Na ordem: 1 – Pigmento preto. 2- Fundo preparador pra parede. 3- Tinta pra parede branco neve. 4- Massa corrida.

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O Fundo é excelente e já falei dele aqui quando montei o Ateliê. É um líquido, como uma água esbranquiçada e ajuda a tinta a aderir na parede. Tirei uma foto contrastando com a luz pra você ter uma noção. Fica tudo transparente, com um leve brilho. Depois daí, foi a vez de isolar a parede com fita crepe usando o truque da massa corrida que aprendi com a Anéénha do ACQMVQ. Com um pincel, fiz a moldura de tinta.

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Cai na bagaceira, minha gente, põe a roupa mais velha que tiver e aproveita pra se melecar sem medo. Essa é a hora. Eu sempre me permito sujar, sem frescurite, mesmo fazendo charminho, fingindo que sou delicada e usando meu avental querido que ganhei na oficina do Casa de Colorir 😀 <3

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Tudo isolado, comecei a pintar. Peguei um rolo dos grandes, mas quando o bicho encharca, minha munheca não aguenta. Pesa demais, mesmo com a ajuda de um cabo e até o sovaco começou a ficar dormente. Eiiita que parei na hora! Troquei por um rolo menor, sabendo que ia demorar mais, mas ia chegar com os dois braços até o final. Comprei uma galão de 3,6L e ainda sobrou. Usei cerca de 2L. Medi num balde pequeno que tenho, no olhômetro. Algumas gotinhas foram suficientes pra surgir o cinza discreto e também foram suficientes pra eu viajar na maionese nas formas psicodélicas da tinta.

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Primeira demão dada. Mas pra ficar do jeito que queria, foram 3 e um dia pra secar bem, pois aqui faz frio pela manhã, calor à tarde, frio à noite, escalda de madrugada.. Nem a parede entende tanta mudança de temperatura.

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Gentchy, eu não sei vocês, mas eu não consigo pintar da forma tradicional, fazendo movimentos em “W” na parede. Faço movimentos retos, pra cima e pra baixo e vou abrindo um pouquinho pra direita. Crio linhas horizontais imaginárias até onde meu braço vai e sigo pintando com a ajuda do meu master uber blaster friend: um banquinho.

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É só esperar secar e corrigir mais furos e outras imperfeições. Olha o cinza como é discreto e mesmo assim, dá um detalhe a mais? Depois de uma tarde inteira e início da noite de trabalho, apaguei e dormi. Caí direto na cama assim, podre. Rá! Mentchera, zamuris. Titia é limpinha 😀

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Agora começa a parte mais gostosa. Reinstalei as prateleiras e comecei a organizar as nossas coisas. Nelas, nossos vinis preferidos, alguns livros, minha Peperômia que roubei de mamain e já tá na segunda muda, além de fru fru nossos. Abaixo delas, a parede recebeu os quadros que fizemos. As fotos feitas por nós mesmos, os quadrinhos vintages que te mostrei esta semana e a plaquinha de bichano, um mimo que comprei com a Toda Coisinha da querida Zi.

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Alguns amigos já perguntaram sobre estas fotos e eu te conto. Há tempos vi a decor da casa do nosso muso, Gilberto Gil. Em uma das salas, há uma foto dele e da Flora, mas apenas das bocas de cada um. Achei a proposta delicada e divertida, daí fizemos a nossa versão. Marido fez a minha e eu tirei a de marido. Nota-se que ele tá com um sorriso enorme mostrando os dentões. Conclusão: eu tinha falado alguma gaiatice.

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Na outra parede que forma um “L”, mais arrumações. O trio de casinhas perfeitoooo que comprei com a Anéénha dá todo um up na parede. Eu já tinha decidido colocar laranja no banco, então, comprei as casinhas baseada nisso. Nelas coloquei a câmera de marido, minha maquininha de ferro que ganhei de uma amiga e na outra, outra câmera fotográfica em resina. O “Alegria” inspirado pela minha BFF Daniela Mercury que fiz com papel e spray. Tá achando esta história esquisita? Já te contei aqui, ó.

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Além disso, mais fotos lindas de marido, um pôster clássico do Chat Noir amado que ganhei de uma amiga querida que foi à Paris. Outra foto de passos na Champs Elysées feita por outra amiga artista plástica. Um par de forma de sapatos pintado pra lembrar de quando meu pai costurava calçados, o bordado de vovó que virou quadrinho (já te mostrei também). E as molduras reformadas que voltaram a ser espelhos. Já te mostrei. Vixe, mas eu te mostro é coisa, né?

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A parede se encheu de coisas nossas, que nos contam e lembram boas histórias, boas pessoas, que amamos. Mais pessoal, mais nosso, impossível. Ia fazer duas almofadas pra amenizar o assento reto-quebra-cóccix, sem ergonomia das cadeiras. Mas aí, fui a Le Biscuit comprar um vasinho pra flor e toinnnn! Meus cílios quase caíram de tanto amor! Encontrei estas duas lindas, com cores vibrantes que super casaram com o que já existia. Mesmo não sendo do formato exato do assento, servem. Voltei pra casa com elas e o com o vasinho verde limão.

14E cabô, minha gente! Olha mais foteenhas!

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O cantinho vai ficando assim, alegre e tropical como a minha Baêa! Um beijão e espero que cês tenham gostado, porque eu adorei dividir mais uma história com vocês <3

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06 ago 2014

Como fazer seu próprio nicho de parede

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Ainda bem que tinha voltado a usar franja, pois a marca ficou punk. Não menos que a dor. A dor foi enoorrrme! Isso é pra dizer sobre os meus benditos pedaços de Mdf que peguei do meu marceneiro. Eram restos que iam pro lixo, já cobertos com a melamina da cor que o cliente tinha escolhido. As lâminas de Mdf pra marcenaria não são leves, cês sabem. Daí recolhi algumas pra fazer String Art, mas desisti, pois não é a material mais recomendado. Então, guardei as sobras empilhadas no alto do armário do Ateliê e esqueci-os lá. Por cima, fui jogando tralha que num belo diz precisei tirar. Aí lá vai eu puxar as tralhas e PEIIIIIII! As sobras de Mdf escondidas por baixo caíram e as danadas miraram na minha cabeça, uma em especial, na minha testa. Cara, foi dor, dor, dor que não parava mais! E isso tudo fez apenas um arranhão e um inchaço. Ainda bem que não teve algo grave e depois dessa, saí distribuindo caixas e mais caixas pelo Ateliê e organizar tudo a uma altura confortável.

O que foi tragicômico ia se tornar útil. Depois de tomar um toco na testa do Mdf, me “retei” e ia jogar tudo fora. Mas acho que a porrada ajudou a brotar boas ideias. Fiquei com peninha, minha Estamira interna fala muito alto. Com alguns meses de blog e trabalhando pra lançar a lojinha (Eba!!) percebi que precisava de mais espaço pra guardar miudezas, caixinhas que vão surgindo diante das necessidades. Por isso decidi fazer meus próprios nichos com as lâminas. Os novos nichos foram para as paredes onde coloquei as flores, por isso, mudei algumas coisas de lugar no Ateliê.Lembra aqui como ele é!

Voltei ao marceneiro e pedi pra cortar algumas sobras do Mdf no tamanho escolhido e aproveitei tudo. Só aí comecei a montar. Quis pendurá-los de uma forma diferente, então precisei furar nas laterais, no centro de cada lâmina. Medi 2cm a partir do alto do Mdf e cerca de 4cm a partir de cada lateral do pedaço.

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Furei uma lâmina por cima da outra pra evitar medir tudo de novo.

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Depois daí preguei as laterais. Fazer isso sem uma terceira mão pra quebrar teu galho não é tão simples, mas saiu. Reforcei o meio com mais de um preguinho. Só por cisma mesmo. Vai que cai de novo e bem na minha cabeça, pra variar?

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Ah, antes de pregar, passei cola pra madeira onde uma ia grudar na outra. Aí um exemplo do nicho maiorzinho.

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Pra dar uma corzinha e unidade pro Ateliê (ainda não sabe como é meu Ateliê? Entra aqui, criatura, vem, oxe :D) escolhi cartolinas estampadas num vermelho mais fechado, puxado pro terroso e fui cobrindo tudo, aplicando cola pra papel direto no Mdf. O excesso é bom cortar com estilete pra o acabamento ficar certinho.

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Os bichinhos todos forradinhos? Sim sim. E como pendurá-los? Espia: eu podia furar a parede e instalar o nicho diretamente nos parafusos. Mas os furinhos das laterais eram pra fazer diferente. Escolhi cordão de algodão, desses mais grossos e fiz alcinhas pros nichos. Peguei cerca de 50 cm do cordão e passei pelos furos com a ajuda de um grampo. O que sobrou pra dentro do nicho, dei nós e reforcei com Super Bonder. Olha só:

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Aí como ficaram! O cordão é forte e grosso, mas pode ser substituído por corda, couro, contanto que aguente peso.

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Medi onde queria instalar os dois e escolhi colocar em posições diferentes, no estilo escadinha por conta da diferença do tamanho. Fiz o primeiro furo com a minha Makita. Já te falei que aqui no apê as paredes são feitas do mesmo adamantium que deu origem ao Wolverine, né? Nossinhora, furar algo é um suplício! E quando encontro um pilar então, eu sento e #shoro. Com o segundo furo foi assim. A minha furadeira é doméstica e quando isso acontece preciso parar, bater um pregão de todo o tamanho no furo pra ir quebrando micro partes do pilar. Vou assim, alternando a furadeira com prego até brocar de vez. Mas trocar minha furadeira, comprar minha tico-tico e minha lixadeira são planos futuros. Aceito de presente em setembro (Ôôô bichinha pidona do caramba :D) E pra velha sujeira de pó, dá-se um jeito. Os coletores ou porta pó pra furadeira ajudam horrores. Pena que aqui na cidade não encontrei nenhum. O único lugar que vendia, parou. Precisei me virar e com uma folha de papel velha fiz um bolsinho pra segurar o pó quando cai. Mas enquanto lamento, dá uma olhada como eles são:

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O 1º é o Dust Free, sanfonado e super prático. Se você mora onde tem Tok&Stok aproveita, tá por menos de R$20,00. O 2º é um coletor também de plástico e fácil de limpar. Encontrei em alguns sites pra marcenaria. O terceiro é phyno, meu bem. Tem um sistema de ventilação que vai sugando o pó enquanto você fura o local. Tá vendo o botão liga e desliga? É por aí que funciona. Achei-o nas Lojas Americanas por quase 100 dinheiros. E este último…ah vai… diz se não é o mais do mais? Design, charme, praticidade e durabilidade (#sqn) 😀 Tá, tá, mas ajudou e muito meu coletor de pó caseiro.

Pra ter noção do nozinho da alça, olha na parede como ficou legal. E a dica é: os furos precisam ser feitos no meio da lateral dos nichos, nem pra frente, nem pra trás, pois é isso que garante que os nichos fiquem encostados corretamente na parede.

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E olha tudo já cheio das minhas tralhinhas fofas <3

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E você aí? O que tem feito com as sobras? Joga fora não, aproveita e cria, tenta algo. Mas espero que as suas sobras não sejam tão violentas quanto as minhas! hahaha Bjbj, genten!