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Por aí

18 fev 2016

Colônia del Sacramento pra encerrar o passeio pelo Uruguai

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Ai que saudade. De escrever mais sobre mais uma viagem sabendo que é o último post dela. Resolvi encerrar com Colônia del Sacramento por ser um lugar bem… hum… “coração”. Sei lá, criei esse conceito há pouco.

Ficamos em um apê dos deuses dentro do centro histórico de Colônia, pelo Airbnb. Como já não morrer de amores? Cadeiras Eames… <3

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A primeira impressão de Colônia é de se surpreender, até mesmo na entrada da cidade. É muito arborizada. Árvores plantadas com distâncias iguais e da mesma espécie.

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A gente vai caminhando pelas ruas de pedra e topando com construções e ruínas delas, dos fortes, das muralhas. Vamos entendendo um pouco da história do lugar.

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Ela é muito fofa. Assim que chegamos, descemos os quatro, direto pra rua, subindo e descendo as ladeiras. E bem pertinho do apê… o Rio da Prata.

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Aprendi que Colônia Del Sacramento é uma cidadezinha de encantar, capital do Departamento de Colônia. Fica às margens do Rio da Prata que mais parece um mar. A duas horas de Montevidéu e pertinho de Buenos Aires também. O centro histórico é patrimônio da UNESCO. Fundada em 1680, Colônia era alvo de disputas entre Portugal e Espanha devido a sua ótima localização. Tendo o Rio da Prata com saída/entrada pra o Oceano Atlântico, o comércio poderia ser facilmente escoado pra o resto do mundo por ali. O Brasil entrou muitas vezes nas batalhas porque era por ele que Portugal fazia as negociações.

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Foram décadas de disputas, de guerras. A cidade ia sendo construída e destruída. Algumas ruínas estão no lugar até hoje como as do Convento São Francisco Xavier e o Farol. Dá pra subir no Farol pelo equivalente a quatro reais e de lá observar a cidade liiinda! Se você tem medo de altura, repense, porque é alto mesmo e o topo final é bem apertadinho. Mas vale muito ir!

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O clima é gostoso, morno durante o dia, fresco à noite e adoro isso. Tudo no seu limite, mais que agradável. Pelo Rio da Prata se chega em Buenos Aires também, por meio de uma barca em pouco tempo de viagem.

Colônia, tão disputada, acabou virando durante tempos um grande ponto de contrabando também. De escravos e de produtos. Uma das ruas mais conhecidas do período é a Calle de los Suspiros e me lembrou muito Igatu, na Chapada Diamatina, aqui na Bahia. Outro lugar divino que todo mundo deveria conhecer.

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Pelos historiadores, há várias teorias pra origem do nome, uma delas é que a rua era o lugar onde os moçoilos iam satisfazer os seus prazeres, humm… Nela, também há construções, lado a lado, de casas portuguesas e espanholas. E todo mundo quer passar por lá.

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Mas se ela tem partes históricas bem antigas há tantas outras mais novas, bem fofas e com cada decor…

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Não tem como não morrer de amores por Colônia. Antes de ir, li sobre os carrinhos antigos que ficavam parados na rua, servindo de um tudo pro lugar. E servem mesmo. É como uma afirmação. Eles não são destruídos por estarem velhos, ficam ali, dizendo que já funcionaram e que fazem parte de história.

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A noite vem chegando e a cidade fica mágica… Luzinhas pelos restaurantes e pelas ruas do centro histórico.

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A cidade é pequenina, talvez no máximo dois dias sejam mais que suficientes pra conhecer Colônia. Esta noite foi muito, muito boa. As lojas que também são galerias de arte me deixaram sem palavras. Saí anotando nome de tanto artista pra ler, conhecer… Visitamos o Almacen La Carlota, lugar mais que recomendável pra voltar com as boas lembrancinhas.

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Depois das guerras, Colônia ficou um bom tempo sob o domínio Português e só em 1828, depois da Independência do Uruguai, virou parte desse país.

No outro dia, alugamos um carrinho elétrico, atravessamos a cidade. Pegamos essa dica com um casal de brasileiros e é super válida! O carrinho é muito massa, seguro e o trânsito o respeita, melhor ainda.

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No trajeto a gente cruza com a Colônia mais moderna. Foi assim que conhecemos o trabalho do artista Daniel Barbeito que fica pelos muros da cidade e por tantos outros lugares.

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Como neste Café onde paramos.

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Além do Barbeito, outros artistas deixam Colônia ainda mais atraente.

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De Colônia, voltamos pra Pelotas, ou melhor, pra famosa praia do Cassino, que beleza! E depois, nossa Baêa. E eu só posso agradecer a todos os amigos queridos e ao universo por dias tão bons de férias. Conhecemos pessoas bacanas que nos deram sorrisos e mais sorrisos! Dias pra lá de inesquecíveis!

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Em tempos de diálogos escassos e desse empobrecimento de escuta também, conhecer o outro é mesmo o melhor que podemos fazer pra sermos generosos, mais sábios, menos egoístas e menos cheios de estereotipias. Uma filosofa que adoro, a Márcia Tiburi, certa vez citou um livro em um dos seus textos que dizia que “Viajar é ler”. E ambas as formas são as melhores pra adquirir conhecimento, não? Mas é o conhecimento do outro que falo. O exercício de alteridade mesmo. Somos melhores porque somos diferentes, mas ainda não sabemos disso. E quando a gente se aproxima das nossas diferenças com respeito e amor, realmente nos tornamos mais.

Nossos anfitriões foram os melhores que podíamos ter! Fanzita e Brunão, dois corações sensíveis, abertos, inteligentes e alegres! Nos deram as melhores condições pra esta viagem, conforto, carinho, histórias… E ainda, a gente finge juntos que somos banda de rock pra tirar foto. Não dá muito certo, confesso… 😀

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São positivos, dispostos e bobos pra rir. Os pais, Antônio Sogrão, Márcia, Dona Bete e um pontinho de luz chamado Volmar passaram açúcar nestes dois. Tiram as nossas melhores fotos, com as melhores poses!

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E eu agarro mesmo. Aperto, cheiro e ainda dou beijo melado se tiver bêbada no elevador hahaha26

Digo que nos reencontramos em Paris e é daqui pra frente. Nossos queridos, obrigada por tudo e sempre! Agora esperamos vocês aqui na Baêa!

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E eu, mais uma fez, comemoro mais um passo nesse espaço. Sabendo que ele é miúdo e é meu. E quero muito continuar descobrindo mais sobre ele.

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Beijos e até já! Com muita decor, hein?

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15 fev 2016

Rio Grande do Sul e Uruguai: Férias!

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Eii gentes!

Tudo beleza com vocês? Ô vontade de voltar aqui pra contar tudinho, ou melhor, quase tudo das nossas férias delícias. Mas por motivos de: internet ruim pra caral… caramba, não consegui fazer nada, sumi. Não, não foi o carnaval. É. Existem baianos que não pulam/curtem trio e afins 😀 Mas agora tudo resolvido, vamos papear.

Tiramos onze dias de férias antes do carnaval e fomos encontrar os amigos queridos do Sul. Lembra que falei deles aqui? E fiz um mimo pra casa nova deles? Então, a Stefânia e o Bruno, ou melhor nossa Fanzita e Brunão são mais que queridos, nos deram uma família no Sul de tanto amor com que nos recebeu. Foi tanto carinho e cês nem imaginam o quanto de soluço rolou na hora de voltar #snif #snif. Não foi a primeira vez que visitamos o estado. Há seis anos conhecemos a Serra Gaúcha e claro, a viagem foi linda. Voltamos doidinhos pelo Rio Grande do Sul.

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Um dos passeios na região de Gramado

Dessa vez fomos pra Pelotas, a famosa Satolep e adoramos a cidade. Arborizada, limpa, com casarões antigos lindos, bares legais e clima gostoso. E o lago? Maior do Brasil? Se passa por praia direitinho e é assim que os moradores e visitantes o tratam. Todos levam suas cadeiras de praia, ficam lá se bronzeando e tal… Achei o lugar lindo e claro, rendem fotos mais bonitas ainda!

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Tá, quando o vento deixa…

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Mas sai e ainda, recheada de amor!

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Depois de conhecer mais da cidade, das famílias queridas dos nossos amigos, de comer a comida perfeita de Dona Bete (ainnn <3) e dá umas bandas por Satolep, seguimos de carro pra o Uruguai. Mais um carimbo e on the road!

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Gente, que incrível! O Negones, irmão da Fanzita (é, eu invento apelidos, só meus) alugou uma casa pelo Airbnb em La Paloma no departamento de Rocha, o equivalente ao nosso estado. E fomos em um grupo maior, com gente boa e do bem. As praias são diferentes do que a gente tem no Nordeste, claro, a começar pela água gelada (e super revigorante!) e quase nada de árvores, mas são tão gostosas quanto. E com violão, amigos, novos amigos tudo fica especial.

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A casa em La Paloma, toda em madeira, tipo chalé, rendeu noites tranquilas, super descontraídas e muita, muita risada, melll dellss, ria de chorar por muitas vezes, adoro! Mas antes, conhecemos a famosa Parrilla, comemos também os melhores rangos feitos por Brunão 2, outro Brunão do grupo, tomamos a Patrícia e tocamos muito com direito a um violino perfeito da Lys, mais uma integrante deste grupo viajante inesquecível <3 Adorei!

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Ainda curtimos um pouco a noite, com o centro de artesanato, conhecendo a produção local, tendo ideias e claro, nos divertindo muito. De La Paloma, metade do grupo voltou pra Pelotas e nós quatro seguimos para La Pedrera, que lugar fooofo!

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As ruazinhas de La Pedrera, com seus restaurantes, banquinhas de artesanato, arte em suas diversas formas… Ai, é de suspirar…

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Cada detalhe da decor…

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A praia é uma delícia: depois de um sol punk na cabeça, a gente mergulha na água gelada e volta cinco anos mais xóofemm e com a buzanfa na nunca, minina! 😀 Mentira. A gente volta sem sentir direito certas partes do corpo. Sério, muito gelo. Mas não vou mentir, adorei! Dá uma revigorada, refresca e o sol fica ainda mais gostoso na pele. Fanzita não botava muita fé na baiana aqui, achava que não ia entrar no gelo, toda acostumada com águas mornas… Mas ô mulher frouxa eu seria, depois de tanta viagem, morrer na praia não rola, né… Caí na água!

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E as lojinhas de decor? M o r r i…. Pera, gente, esse post tá ficando altamente “infartante”…

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A noite em La Pedrera é realmente muito boa. As ruas vão enchendo, os showzinhos pelas calçadas e outras apresentações. Dá pra gente se aproximar dos artistas locais, conhecer mais um pouco daquele outro universo que está mesmo bem perto da gente.

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E o que dizer de Cabo Polônio? Distante de tudo, no meio de um nada super interessante. É um povoado a pouco mais de 200 km de Montevidéu, ainda no departamento de Rocha, escondido entre dunas, rochas e santuários de lobos-marinhos. Cara, que lugar… As moradias, hostels, pousadas, baseadas no reaproveitamento, com sobras de madeira pintada e muita, muita cor. Nada de internet, água encanada, rede elétrica… Ó como é:

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A vibe boa, muitos hippies, pés descalços e arte, muita arte…

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E a gente vai seguindo até o Farol, pelas ruas de areia, até avistar as três ilhas que são santuários dos lobos-marinhos.

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E dá mesmo pra ficar bem perto! Que coisa linda, gente, eles são enooormes, gordos, barulhentos e brigões! Mas ainnnn, quelia apertáá! <3

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O dia em Cabo Polônio estava frio, não deu pra ver aquele céu “Azul Uruguai” … acabei de inventar essa cor pra um dos céus mais lindos que já vi. Pra chegar ao Cabo é preciso pegar um transporte especial pra o trajeto na areia, um caminhão 4×4 todo aberto, com andar, massa!

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Caímos da estrada de novo e chegamos à Punta del Este. Ahh Punta… Tudo isso e mais que sempre falaram! Que lugar interessante, lindo e claro, phyyyno até doer o olho. Punta já fica em outro estado, em Maldonado e é considerado o balneário mais luxuoso da América Latina… e o que eu fui fazer lá? Hahaha oxe, me jogar no mundo, mas quá… E falando do céu, olha esse céu? Punta nos recebeu com um baita sol se pondo… A cidade é linda, linda. Badalada, não muito a nossa cara, vai, mas vale demais, demais a visita.

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E logo depois daí, desse clique, marido, que tinha ido fotografar entre as pedras, me volta toooodo cortado, todo tirado pedaço, desde os dedos, as mãos, perna e pé. Sangue aqui e ali e eu na maior preocupação, enquanto os amigos riam…. Ok, eu também. Resultado: tinha caído nas pedras. Aí conferindo o estrago…

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E eu dando bronca: “Ô, menino! Cadê a unha do dedão do pé? E o dedo? Ficou por onde? Ai….aquil…aquilo é san… sangue… morri… poft…”

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Mas nada que água do mar não cure, farmácia e carinho, nhoimmm <3 Nos dias seguintes, mais praia, mais céu lindo e lugares mágicos pra conhecer!

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Pertinho de Punta, tem Punta Ballena, península onde fica a Casa Pueblo,residência do artista plástico Carlos Páez Vilaró. É um misto de museu, resort e galeria de arte atualmente. Ninguém podia entrar no dia, pois estava reservado pra um evento, mas ir lá pra admirar a vista do lugar é ordem, plissss, quem for ao Uruguai, não deixa de passar por lá!

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O lugar fica bem no alto mas a gente tem acesso tranquilo às serras e um mar enooorme na tua frente te deixa encantada! Além de render fotos lindas pra porta-retrato e pra guardar pra sempre.

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Os amigos nos apresentaram estes e outras lugares lindos que te mostro amanhã! Volto com decoração das boas do hostel que ficamos em Punta, sobre Montevidéu e um post inteirinho sobre Colônia! Beijo, gentes!

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha.

 

 

 

25 fev 2015

Saint-Germain-de-Prés/Parte I

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“Mas logo nele? Êêê, tamo lascado” Foi isso que pensei quando tudo se encaixou. De todo o processo de organização (de meses) da viagem pra cá, a parte da moradia sem dúvida, me coube. Lembro aqui, de relance, ter ficado um mês fuçando todo santo dia, aluguel em Paris.  No final, consegui inúmeros contatos, mas nada nos servia ou muito caro ou o tempo disponível curto. Até que uma amiga querida facilitou demais a coisa. Me passou o contato de brasileiros que moram aqui em Paris e trabalham alugando imóveis. O preço que dava no nosso bolso, um bairro central, ótima localização, seguro e um cantinho confortável. Foi assim que a gente veio parar no Saint-Germain-de-Prés. Pensei “logo nele?” Porque já sabia a fama de caro do bairro.

O Saint-Germain-des-Prés é um bairro secular à margem esquerda no rio Sena. Isso quer dizer que, junto com outros, foi por aqui que Paris começou quando ainda fazia parte do domínio romano.

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Fica no 6º Arrondissement  ou” distrito”. O mapa de Paris é como um caracol com uma escala decrescente, sabe? Quanto menor o número do distrito, mais central ele é. Aqui foi onde construíram a primeira abadia da cidade, um complexo monástico medieval, no século VI. Tu tá entendendo? É muito tempo, minha gente, muita história. A única construção que sobrou depois de séculos de lutas, guerras (saaangue pra dédeu) e mudanças foi a igreja, já bastante reformulada. O bairro tem esse nome em homenagem ao bispo Germano, que consagrou a abadia e foi sepultado na igreja. Além disso, virou santo. Santo Germano, ou “Saint-Germain” e o “des-Prés” quer dizer “dos prados”. Prados são vales, campos, o que mostra que a abadia ficava fora da cidade nessa época. São Germano dos Prados.

Hoje a Eglise Saint-Germain-des-Prés é a mais antiga de Paris. E eu não tinha noção que tava ao lado de tanta história. Além de bispos e outras pessoas influentes, nomes como do filósofo René Descartes estão sepultados nela. A gente sai do studio, vira à direita, depois à esquerda e logo à frente tá a igreja.

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Sinceramente? Gostei muito mais dela que da famosa Sacré-Coeur. Vou logo avisando, chorei. Chorei quando entrei ao som de órgão de tubos immeeensos. O lugar é lindo, arrepia, a atmosfera aperta o peito e ainda, estudava pelo livro, minha gente, agora tava dentro da bagaça. Ver de perto as aulas de história da arte, as naves, abóbadas, transeptos típicos das construções das igrejas antigas foi demááás pra o coração.

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A igreja conta com um App só dela pra guiar o visitante. Mas se quem for lá não tiver, há panfletos e gente pra tirar dúvidas.

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Logo quando a gente entra, ao lado direito, uma outra pequena nave (sala) recebe agora uma exposição linda, a “The Bridge”. Uma exposição inter-religiosa de arte contemporânea.

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Jovens artistas de várias partes do mundo, várias religiões e uma única linguagem: a arte. Em tempos pós atentados, é mais que necessário promover estes questionamentos, não?

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Quase em frente à igreja, o famoso café Les Deux Magots (Magots são figuras orientas, relativas à comerciantes). Depois da segunda guerra, virou um reduto de artistas, intelectuais. Sartre, Simone de Beauvoir, Picasso, Ernest Hemingway, Saint-Exupéry foram alguns dos que sentaram a buzanfa pra tomar um cafezinho quentchy aí do Les Deux.

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Até hoje ele mantém essa áurea da época, com garçons suuuper bem vestidos e todos homens. Há algum tempo a primeira garçonete chegou por aí. Assim como o Les Deux, grande parte dos cafés parisienses são no estilo art-déco, herança do art-nouveau. Cores fortes, escuras, brilho, bronze, madeira pesada e espelhos, a gente vê por aqui. Só vive cheio à noite e acho um tanto caro pra mim. Essa semana tá fechado, tão pintando, fazendo reforminhas.. Eita, nem pra me chamar pra ajudar, néammm? 😀

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Antes dele, na mesma calçada, o Café de Flore que eu acho mais bonito. Não só pelo nome, mas por achar mais acolhedor com essas plantinhas. À noite fica lindo com o letreiro ligado e mais luzes por ele. É tão tradicional quanto o outro por ter recebido toda a galera dazartchy. E pra bolso raso como o meu, também não é o mais indicado pra comer bem. Um café ou um chocolate são de lei. Aí vale.

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Mas têm opções boas e com preços bons também, só é procurar. Procurei e achei o Le Mondrian. Só pelo nome, sabia que era algo massa <3 A decor típica, do mesmo jeitinho dos outros. Madeira escura, cores forte e até um teto dourado.

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O pedido clássico: Quiche lorraine com salada e creme brulée de sobremesa.Um garçom rápido, simpático que ainda arranhava o português. Tá demorando de ver um francês mal educado, viu, minha gente? O que sinto é que eles são práticos, objetivos, escolheu, escolheu, pediu, pediu, não pediu, já foi, muda na hora pra outra mesa. E eu, boa virginiana (pra não dizer chata pra caraléo) me reconheci, não vou mentir 😀 O gerente também, simpático, rindo do meu esforço pra falar o francês mais correto que conseguia. No final ele que tentou e soltou um: “Obrrricatô”.

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Mas se quer matar a fome rapidinho, ali na rua mesmo, ó os quiosques de crepes, churros (que aqui é Chichi)?? Nutella com banana e queijo emmental com tabaco… Já elegi os dois como amores grandes da minha vida roliça!

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O Saint-Germain-des-Prés é enorme e tenho adorado conhecer mais sobre ele. Mas veja, só é um pouco, um pouco mesmo do que é. É a minha visão, o que tenho registrado. Tenho topado com muiiiiita coisa boa por ele, mas não dá pra te trazer tudo, se não, seriam semanas só pra falar dele. E tu sabe como eu converso, hein?

Então amanhã te falo mais, beleza? Um bisou!

 

 

23 fev 2015

Bem-vindos a nossa casa! Bienvenue chez nous!

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Relouu, gentenn!

Tu viu o tamanho? Do vácuo desde meu primeiro post daqui de Paris?  Hehehehe (Risada safadjénha essa com “hehe”) Pois, então volta aqui sempre que puder, porque agora o bicho vai comer solto, digo, tem é coisa pra compartilhar aqui contigo sobre Parríí!

Minha gente do céu, que cidade é essa, mermão… É coisa boa, bonita e que gosto por esquina. Não tô falando de ponto turístico só (têm uns que nem são essa coooisa toda) Mas de uma simples ruela, uma lojinha escondida, uma plaquinha que te mostra algo divino, um som que tu ouve no metrô… Ai, Paris… <3 E eu já falei, né? Que a Europa nunca teve em minha cabeça quando o assunto era viagem internacional e sim o México. Acho que essa coisa de não esperar faz bem. Uma hora a vida vem lá é peiiii! Te surpreende.

Então, vamo largar a prosa de lado, reflexões e rami rami que eu vou te mostrar onde a gente tá morando. Se é pra começar a postar daqui de Paris, então vamo começar do começo. É num verdadeiro achado em pleno Saint-Germain-de-Prés (lê-se “deprê, tadinho) no 6º Arrondisement (distrito) à margem esquerda do Sena ou na rive gouche. E foi uma achado justamente por isso, os bairros situados à margem esquerda são antigos, tradicionais e bemm mais caros.

Mas não vou falar do nosso bairro agora não, vou te mostrar o nosso mini cantinho. Como bairro antigo, as construções também são. Prédios e mais prédios com aquelas portas enorrrmes de lindas. Construções centenárias que ainda hoje estão bem conservadas. Muitas, claro, foram reformadas. A gente fica na Rue du Prex-aux-Clércs, duas esquinas antes dos famosos Café des deux Magots e Café de Flore que o Gil, de “Meia-noite em Paris” tanto fala com romantismo e nostalgia.

Essa é a frente do nosso prédio. Na verdade uma espécie de condomínio. Essa portona verde (mara!) só abre por código e cada morador tem o seu, um diferente do outro. Ao lado são lojinhas ateliês, muita coisa feita à mão. Que aqui é suuuper valorizado, ganhando o valor que merece.

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Foto: Google Earth

Aí depois que a gente aperta o código 98.. Rá! Segredo, né fios? Então, entramos.

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A entrada é comprida, a gente olha por fora em nem dá que cá dentro tem tanta gente. É uma moradia bem típica daqui pelo que vejo e descobri. O nosso studio (como os apês pequeninos são chamados) é logo à direita, no térreo. São três andares, só sobe por escada. Vi que o elevador foi instalado recentemente só pra uma parte e ainda não tá funcionando. O nosso é esse da foto da esquerda, com luz acesa e janela aberta pra ventilar depois da faxina. Mesmo o vento que entra sendo de -1º! Mania de mainha essa de faxinar e deixar ventilar. Tirar a uruca, a vibe que não é nossa e deixar a coisa fluir! Aiiii, mamita querida!

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Ó que coisa fofa, gente? Todas as janelas com floreiras. Isso na primavera vai ficar só o amóór. Tá vendo esta parte aí acima? Fica bem na nossa frente. E de quando em vez ouço alguém tocando piano… Uma lindeza sem fim. Quase vou atrás e “Ninh@, me ensina aí? É que esqueci como é..” Ainnnn <3

Beleza, já na nosso “bloco”, tudo muito velho, antigo. Os primeiros dias aqui estranhei. É que o apartamento estala o tempo todo. Sério, estala mesmo. Não é só por ser antigo, quase todo em madeira (revestida por gesso) mas por um algo a mais. Aí vai eu pensar: ” Vlws, flws, morar com um Poltergeist não tava nos planos” Mas né coisa do além, não. É física-química. Tudo se dilata e se contrai, afinal, o aquecedor esquenta tudo e depois o frio, o gelo, resfria e aí fica assim, uma madeira estala daqui, a outra responde de lá.

Uma escada estreita liga aos andares de cima. E ao lado dela, uma porta velha dá acesso à escada do porão. Bem naquele estilo filme de terror. Tudo escuro, úmido, escada de pedra. E eu num quis entrar? Tava chegando da rua e a porta tava aberta. Vi que tinha uma luz fraca acesa e duas vozes masculinas conversando (Pausa, pressinto suspense) Aí botei minha cabeça e eles se calaram. O ar ficou pesado e eu comecei a entrar, senti um arrepio na nuca e de repente um mão estalou no meu ouvido perguntando se queria brincar de esconder… Mentira. Mentira descarada. Entrei correndo de frio pro apê (Ô coragem!). Só era o pessoal dando manutenção. Assim que a gente entra pela portinha antiga e pesada pra carái, o meu best friend forever me espera ao lado: o aquecedor.

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Aí também uma luminária de pé, porque não há luminária de teto. Coisa de lugar antigo. E tá vendo que ao lado dele, no cantinho da parede tem uma coisa grudada na parede? Gennnten, cês não tem noção que eu vivo com um cogumelo linnndo! Sério. No dia que em que a gente recebeu as chaves, o locador esperava a gente. Um brasileiro, paulista, gente boa pra caramba. Contato passado por uma querida amiga que super me ajudou nesta viagem <3 O Jean, locador, disse “Ó, acho que isso é de plástico.” Ooo fio, né não! E quem ia me ajudar a saber mais sobre o cogumelo? Aquele menininha fofa e cogumelenta: tirei uma foto em mandei pra Zi Das Coisinhas. ” Zi, me ajuda, isso é mortal?” Hahahhahahah Zi achava que era uma coisinha pequena, quando viu, ó o tamanho?! Mas assim como eu, achou lindo e batizou o cogumelo, ou melhor, a cogumela, de Étoile, “estrela” em Francês 😀 Na falta do meu trio de gatos, Étoile ganhou ares de bichinho de estimação. E isso no chão não é sujeira. É da Étoile.

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A carência faz é coisa, né minha gente…ô diaxo… Seguindo. Um sofá que vira cama (e xooxo que só) fica logo ao lado, na mini salinha-cozinha.

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E o dito cujo (com estas almofadas xoxinhas também) tá por aí porque por enquanto é inverno e as janelas de baixo ficam fechadas. Mais luminárias porque mesmo durante o dia, tudo é muito escuro, pra tirar foto é dose, pra não dizer, foda. Pra completar, toooodo o studio é pintado de cinza :/ Ao lado da pequena estante tem uma mesinha de ferro, preta só com dois lugares. E até agora não sei onde foi parar esta foto, minha gente. Prometo voltar depois com ela. Mas não tem muito segredo.

Em frente a ela a TV que tá sendo bom ver aqui pra descobrir como é a programação local e treinar o ouvido. Não muito diferente do Brasil. Os mesmos programas de auditório, de perguntas e respostas, de decoração, de culinária… Quase confundo. Um gaveteiro pras miudezas, uma poltrona e mais uma luminária. Repara que há portas nas paredes? Então, são pequenos armários já socados de coisas.

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Mais pra direita, a cozinha mini e que tenho adorado! Uma coisa que me encheu de expectativa pra vir aqui pra França foi justamente saber que teria tempo e voltaria a cozinhar. E vou botar no blog sempre que puder. E quando não puder compartilhar alguma receita, amigas queridas e de mãos de ouro vão. A cozinha é algo que gosto muito. Por menor que seja, ela é muito funcional. Fogão tipo cooktop esquenta bem, a pia com uma cuba grande e funda, com água pelando, quente, fria e congelante. A bancada imita pedra, mas é madeira revestida. Porém é muito fácil de limpar. A mini geladeira (que eu só vivo abrindo achando que é armário) e mais armários até o cantinho da parede onde tem o aquecedor de água. Só tô sentindo falta de um forno.

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Pra ir pro quarto e banheiro, uma escadinha estreita de degraus altos e de madeira escorregadia. Se a havaiana embolar, bicho, dê o estabaco no chão como certo.

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No andar de cima, logo em frente à escada, uma arara pra guardar casacos mais pesados, já que não tem guarda-roupa. Ainda bem que trouxemos bem poucas roupas pra cá. Em frente à arara, um ventilador e peça pra guardar outras roupas. E tu me pergunta pra quê o ventilador.. E eu te respondo que é pra tomar no centro quando for verão. Tooodo mundo fala que o verão nessa cidade é um terror. E como as casas não são feitas pra o verão, tudo vira um saúna. Espia só como vai ser.

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A peça aí em cima segura toda a onda. Tudo é guardado nela e a bichinha vai empenar de tanta coisa, nem fecha direito. A Tv monstruosa aguarda o novo locatário chegar no outro apê. Por enquanto vai ficando com a gente. Aí em frente, a cama gostosa, mas mole. Ao lado dela, outro BFF. Um aquecedor que agora, indo pra o primeiro mês aqui, a gente nem liga mais. Acima da cama, o tubo de ventilação do banheiro serve de prateleira pras trocentas toalhas que já estavam aqui.

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E o que eu mais gosto daqui de cima, a janela linda com a vista da cama. Muito amor!

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É muito lindo acordar e dá de cara com ela. Ok. Acordar em meio à noite ainda. No inverno, como agora, o dia amanhece pouco depois das oito e termina às 18h. Peeense num dia curto, cabra? Mefu. Logo eu que sou totalmente diurna, tô penando pra dormir, ainda não acostumei. As olheiras tão no pé.

O banheiro fica aí nesta portinha. É mini, mas também funcional. Meio de quina, ruim de limpar, confesso. Não tem bueiro, saída pra água escorrer como no Brasil, por conta do hábito europeu de não lavar muita coisa com água.

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O chuveiro é tipo ducha e não vou mentir que gostei. Achei muito mais econômico, mas não é limitado. A água sai forte também. A gente direciona tudo, altura, direção e pra lavar o box é ótimo. Também é bom até a gente acertar o ponto da água. Eu tiro daí, ponho virado pro chão até a água fervendo encontrar o ponto certo com a água congelante. Evito de me esturricar ou de virar coadjuvante de Frozen (Let it goouu, let it gooou) O box fecha apenas encaixando o côncavo com o convexo e não vaza nada pra fora.

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Tá sem graça? Tá sem graça? Quero dá cor? Quero dá cor. Eu tô falando que nem o Paulo Gustavo? Eu tô falando que nem o Paulo Gustavo. É que tô morrendo de inanição, amuris! Mas não é nosso canto, né gente? Penso medidas bem pontuais, pra amenizar a frieza e deixar nosso cantinho aqui em Paris um pouco menos impessoal. Mais nosso e cheio de carinho. A decor precisa ser mínima e que eu possa levar pra o nosso apê na Baêa. Mesmo sendo coisinhas pequenas, são e serão feitas aqui com cuidado. Pra fazer desta passagem por aqui, algo inesquecível. E elas já começaram. Um bisou!

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31 jan 2015

Novos rumos!

Passaporte_Mercosul

Êê, mas tu é rapida, hein? E tu também, viu fio? Te chamei lá no Instagram e ainda bem que tu veio correndo pra cá! Ai, minha gente, como eu fiquei ansiosa pra escrever isso aqui com um “OK” bem grande nesta lista específica. Nem é a ansiedade por si só, mas a de resolver todos os inúmeros processos que envolveram os novos rumos que as nossas vidas de cá tomaram. Por isso, era preciso tudo tá nos conformes pra poder compartilhar isso com vocês.

Como te falei lá, a partir da semana que vem, vou blogar de fora do país. Mais precisamente da Europa. Vai ser uma temporada, que eu espero que seja maravilhosa, até meados do segundo semestre. Marido segue pra estudos do doutorado dele em Fotografia do Cinema e eu o acompanho para cursos da língua (e o que eu mais achar).

Pra uma viagem de turismo, a organização já é punk, imagina pra estudos… Pra morar durantes meses em um outro país? Muitos de vocês já imaginam o planejamento, organização e economia. Tudo isso começou em agosto do ano passado e até os últimos dias antes de partir, muita coisa ainda precisa ser feita. Agora tu entende porque depois de agosto o bloguéénho caiu um tantinho, a Lojinha também. Era muita, muita coisa pra organizar e várias vezes perdi o foco bom o blog. Era coisa demais pra administrar pra uma cabeçona só.

Muitas se mostraram desafiadoras, mas com fé, paciência e disciplina foram contornadas. Tudo foi fluindo aos poucos e graças a Deus, mesmo com as zicas alheias (é, porque teve) deu certo. A regra é clara né, minha gente, faz o bem = recebe o bem. É o que aqui a gente tenta seguir sempre, mesmo errando feio e muito ainda. Mas reconhecer, tentar e seguir é o que a gente busca fazer. E depois de tudo, eu chorei de alegria, de alívio e de felicidade. Sensação de dever cumprido du ca..!!!!!

Então, amuris! A partir da semana que vem o Ateliê Casa de Maria vai virar “Atelier Chez Marie”. Isso. Vamos morar na França, em Paris! Já já tô postando do nosso pequeno “Studio”, mas antes, ainda tem coisa pra caramba pra resolver, então eu vou adiantar pra não perder o bonde, digo o voo, né. Se quiser acompanhar bemmm de perto esta nova fase do blog, vem aqui no Instagram?

Um “bisou” bem grande, um tanto comportado (porque tô cansada e corrida pra caramba) e  “à bientôt”!

Paris

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