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Paris

27 ago 2015

Dicas de Paris – Parte III

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Humm, voltou, hein… Massa! Paris é mesmo instigante e sempre é bacana poder compartilhar as nossas visões sobre o mundo. É algo mesmo particular como te falei e também pouco diante de tanta coisa que foi vivida por lá. Mas se de alguma forma te ajudar, já tá valendo. Se não sabe, já saiu um primeiro e um segundo post com de dicas diversas sobre Paris. Seguindo com as últimas e maiores dicas, compras. Ê, aê tu gosta..

CASA

Ah, minha gente, foram seis meses postando decor, descobertas, dá uma olhada depois na categoria “Morando em Paris“. Mas te adianto alguns lugares, lojas que, valeiminhanossasinhora… queria morar nelas. Primeirão, IKEA ou “Ikeá”. A loja sueca é uma gigante da decoração pra todos espaços. Existe mais de uma fora de Paris, mas fui na Ikea em Thiais e pra isso, há transporte gratuito em horários específicos da semana. Vale consultar o site da própria loja. Mas os dias são às quartas, sábados e domingos, pela manhã e à tarde também. Peguei o ônibus da Ikea às 16h saindo da Place Denfert-Rochereau. Vindo do metrô só é atravessar a praça e passar provavelmente por uma fila enoooorme porque é ali em frente que fica a entrada das Catacumbas de Paris, um passeio que é bem bacana de fazer também.

Pra chegar à estação de Denfert-Rochereau pode pegar a linha 6. A Ikea em Thiais fica em um centro comercial bonito e pequeno, mas a loja é gigantesca e os preços são incríveis. Depois te mostro o que trouxe <3

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São milhares de lojas menores também por onde eu me perdia por todo tempo que passei por lá. Depois dos estudos, tinha a mania de olhar algumas coisas nos sites de decor de lá e ir conhecer. Geralmente ficava em lugares fora do burburinho de turistas e pra mim, eram daí que surgiam os lugares mais interessantes. Quem lembra do post mostrando o Pavillon des Canaux e a decor que mistura tantos estilos? Moraria fácil neste restaurante que fica no 19º arrondissement.

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A Bastille por exemplo é outro bairro obrigatório, eu penso. Se você é curioso, mais despojado, cansa dos clássicos, ele é muito interessante. Têm restaurantes espanhóis e indianos em algumas ruas apertadinhas fazendo aquela mistureba de gente pela rua que adoro. Há pequenos ateliês de artistas, lojinhas que reúnem o trabalho de jovens e novos designers, coletivos que saem de outros países pra Paris. Aí eu não entedia, porque sair de um lugar como Alemanha, por exemplo, pra Paris, já que pra mim é tão interessante quanto. Mas o que ouvia era que Paris mantém o status de capital da arte da Europa por uma série de fatores, principalmente educacionais. Se ela é cara em moradia e alimentação, é realmente mais barato estudar, se especializar na França, além de ser também de excelente qualidade. Se torna mesmo referência e isso alimenta o sonho de quem cria. Embora Berlim seja considerada a capital da Cultura.

A Les Fleurs fica na Bastille em duas lojas. Um com coisinhas delicadas, acessórios femininos e outras só com objetos de decoração. As lojas de brinquedo de lá também são encantadoras. Babei por todas.

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Outra fora do roteiro é a Casa. Essa loja é muito boa e mais popular. E os preços são muito legais também. Encontrei-a sem querer quando a gente foi checar um lugar pra alugar, antes de achar o Cadet. Existem quatro lojas Casa pela cidade. Conheci a de Convention, no 15º arrondissement.

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A rede vem da Bélgica e oferece itens pra toda a casa. Até móveis pequenos e é uma fofura! Foi o lugar onde encontrei os melhores valores de conjunto de mesa, pra festa e também aparelhos, como as maquininhas pra waffles, donuts e mais. Letras em madeira grande já laqueadas, vasinhos miúdos lindos pra tempero por 1 euro… Ai, muita coisa boa. Pra chegar na Casa em Convention, linha 12, descer em Convention. O endereço é 11 rue Olivier des Serres e abre aos domingos até 14h. Existem outras lojas em Saint-Lazare e também no chique Boulevard Haussaman.

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Mais conhecida, a holandesa Hema também é outra perdição. Os preços e as fofuras são tão boas quanto a Casa. Maison Jars por 2 euros, os carimbos de biscoito por 4 e tantas outras delicadezas pro lar que a gente gosta. Se bem me lembro são 14 lojas por Paris. Fui na da Rue Rambuteau, no 1º arrondissement, nº 118. Pegando o metrô linha 4 descendo em Les Halles, você sai em frente. Você vai sair dentro de um grande centro comercial que é o Les Halles, vai subindo até chegar na rua.

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Pra quem pode gastar mais, tem a Confdéco em pleno Marais. Em promo, vale a pena 😀 Mas só de conhecer, já é bom. Há objetos diferentes, criativos e no subsolo, uma pequena linha de móveis super arrojados. Desceu no metrô Saint-Paul, dá de cara, pertinho do Hôtel de Ville, BHV, Rivoli.

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Taí outro lugar necessário conhecer se você gosta de decor também, o Marais. Há muitos criadores independentes em lojas lindas e conceituais. Se vi moda e decor descolada e boa em Paris, foi no Marais. Mas nada que desse pro meu bolso. Sem dúvida, a minha preferida foi a Fleux. A rede é grande, passei por quatro lojas na mesma rua e cada uma com artigos diferentes. Reunindo a criação de artistas do mundo todo. Muitos produtos já conhecidos por nós, por um motivo ou outro. Sem contar que a própria decoração do lugar já é linda. Pra pegar a lista de endereços e como chegar em alguma, clica aqui no site da loja.

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Foto: Fere

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Foto. Fere

Passear pra olhar a decor do lugar foi uma missão. Cansei de tanto olhar coisa bonita e interessante. No Cadet, onde moramos os últimos 3 meses é um desses lugares. Encontrei ateliês que dão aula de costura até cerâmica. Aí ia subindo a ladeira até Pigalle e de lá, pra Montmartre. Pronto, fazia outro roteiro perfeito pra isso. Passava pelas lojas de decoração, de chás, café, restaurante, enfim…muitas. No início da viagem mostrei por aqui algumas lojas em Montmartre. Uma é a famosa La Case de Cousin Paul com suas luminárias de bolinha de linha. O post original tá lá na coluna que assino com o A Casa Que Minha Vó Queria.

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Ainda em Montmartre, mais luminárias lindas e de todas as formas! É a marca Petit Pan com suas luzes em bambu e seda. Contei tudo sobre ela aqui.

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Se não quiser bater perna, existe um templo surreal de tirar o fôlego onde você encontra quase tudo pra casa, cozinha, atividades criativas e de bricolagem reunidas que é o Bazar de L’Hotel de Ville ou BHV. Contei minha saga da primeira visita também na coluna no ACQMVQ. Não é barato, mas é cômodo. É só pegar o metrô Hôtel de Ville. Fica em frente à prefeitura de Paris.

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Tecido, material pra costura assim como aulas? Sobe pra Montmartre. Lembra da tag Roteiro Artesanal em ParisEntão, não deixa de conferir. É uma série de posts te mostrando onde comprar tudo isso com endereço certinho. Uma das minhas preferidas é o L’atelier Frou-Frou. Variedade incrível de tecidos, aviamentos, botões e muito mais.

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MATERIAL PARA ARTES MANUAIS

Já pra material de outras e diversas técnicas manuais, a que mais gostei foi a Rougier et Plé. Todo e qualquer material pra fazer o que quisesse, encontrava lá. Geennnnte como vou sofrer com abstinência dessa loja! Pausa. Vou ali fora, sentar no meio fio e chorarrrrr. Simplesmente perfeita. Material pra ilustração, modelagem, pinturas em geral, decoupage, acessórios, bricolagem, enfim, tudo. Há duas lojas, uma no Saint-Germain des Prés que achei mais cara e a outra no Marais, a preferida. Metrô linha 8 descendo em Filles du Calvaire, pra chegar. Aí ao lado dela tem um Petshop muito boa também. Claro que trouxe coisinha pros meus bebês <3

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A Loisirs et Creation é outra, digamos, foda. Malzaê. É enooorme e também tem de tudo é de enlouquecer. Só que é cara, com uma diferença considerável muitas vezes. Uma loja fica em Bercy Village, lugar fofo que é super indicado, cheio de bares e restaurantes deliciosos. Quem contou um pouco mais sobre a loja quando foi lá, foi a querida Ma, do Colacorelinha. Há outra loja em Creteil no mesmo shopping que te falei ontem e onde está a Primark. Mas os preços são os mesmos.

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COMPUTADOR PIFOU?

Se precisar consertar o computador, cel ou qualquer acessório mais barato em Paris, corre pra rua Mongalett. Já falei tudinho e como chegar.

MANGUAÇA E AFINS

Além disso, poderia te fazer outro roteiro tão grande quanto sobre os bares legais, festinhas, festivais e tudo mais, mas só é ficar de olho nos cartazes pelos metrôs e ruas que o que bem tem é onde se divertir em Paris. O La Cave, bar em Montmartre descendo as escadas do metrô Lamark é um deles. Lugar querido de uma amiga que morou lá. Ou então o Festival de Jazz em La Defense ou no Saint-Germain. Ou mesmo os shows gratuitos e maravilhosos. Ou o vivo Belleville no 19º ou o animado Menilmontant, no 20º. Ou no cool Comptoir Genéral que é um museu do gueto e misto de bar, loja, cinema, tudo voltado pra cultura negra. Lugar interessantíssimo. Ou vai tomar o melhor Mojito que experimentei na cidade (é, porque não gosto de cerva) no Le Fleurus. E se sentir saudade do Brasil, vai no Mineirinho, apertado, cheiro de fritura, mas com a melhor música do mundo, a nossa 😀 Fomos levados por amigos queridos e gamamos. Peguei shows lindos e pra todos os gostos. De George Benson de graça até artistas locais pelos corredores das estações de metrô, que são ótimos, por sinal. Mas evento é o que não falta. O 104, no 19º  têm uns eventos super alternativos, além dos parques, como o La Vilette. A baladinha já conhecida no Rosa Bonheur dentro do parque Buttes-Chaumont por exemplo, é massa conhecer. Lembro do cheiro, do gosto, da cor de Paris, mas o que mais levo comigo sem dúvida, são os sons.

E tudo de lindo que minha vida por lá me deu, me dá e me dará. Espero que sua passagem por lá seja tão linda quanto a minha foi. Por alguns dias, semanas ou meses, Paris é sempre uma boa ideia.

Se tiver dúvida ou sugestão, manda pra mim, blz?

Meus mil beijos pra vocês!

Eva

 

26 ago 2015

Dicas de Paris – Parte II

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Seguindo com algumas dicas sobre Paris que achei bacana te falar. Se não viu as de antes, clica aqui , beleza? Quem sabe te ajuda. E se tiver alguma pra acrescentar fica à vontade e deixa aqui nos comentários. A gente junto tudo!

TELEFONIA

Quén, quén, quénn… Quando eu li que por muitas vezes o sistema de telefonia em Paris deixava a desejar eu não botei fé. Até ficar sem sinal de cel dentro de casa e cri cri cri… Hoje em dia todo cel que conheço é desbloqueado e isso é necessário pra usar um chip na França. As principais operadoras são a Orange, SFR e Free e pra comprar um chip delas é preciso ir até às lojas. Existem outras como a Lebara, Bouygues e Le French Mobile, mas as três anteriores são as que usei e as que os amigos também

A Orange foi a primeira. Chip e o plano ficaram por 20 euros, mas com ligação e internet limitada. Nos viramos com ela por algum tempo até a gente se situar. Achei caro pra oferta tão ruim. Fizemos o plano da Orange do Saint-Germain des Prés.

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Mas os amigos indicaram a Free como opção mais barata. A loja que fomos fica em Opéra e os planos foram bem mais bacanas. Com o mesmo valor, tinha tudo ilimitado, mas caso não quisesse um plano, a opção é comprar no caixa da própria Free, um chip, que se bem me lembro sai por 2 euros e pouco e fazer o mesmo esquema aqui no Brasil pagando pelo que usa, diretamente pelo cartão de crédito. Tanto a Free como a Orange oferecem internet Wi-fi por Paris, mas é lenta demais e olha lá quando dá pra conectar. Já o 3G é rapidão e era o que sempre usava.

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A Free Center fica em Opéra (Operrá), 8 rue de la Ville l’Evêque. Pegando o metrô linha 12, desce em Madeleine e procura pela Boulervard Malesherbes. A entrada da rua de la Ville fica à esquerda pra quem sai do metrô.

BANCO 

Usamos o Banco do Brasil e em Paris fica na Avenue Kléber. Metrô linha 1, fim de linha, descendo em Charles de Gaulle – Étoile. A quantidade de saque é limitada por dia, num valor muito baixo diante do que é a cidade e as taxas de juros são, digamos, de partir o coração em picadinhos minúsculos. A dica é utilizar o cartão de crédito internacional sempre que puder e com a bandeira Master, pois as taxas são menores. E não há opção de débito neste esquema, tipo, cartão brasileiro internacional sendo utilizado em Paris. Mas esta dica é muito mais pra evitar sacar dinheiro, se você não conseguiu trazer tudo trocado do Brasil. Se for ficar pouco tempo, faz um esforço e vem com euro trocado. Mas no caso de seis meses e recebendo bolsa, foi difícil, então, todo mês a gente tava lá no Banco. Depois de olhar a conta esvaziando, a gente esquecia esta dor no peito sofrido de estudantes lascados… porque ó o que fica pertinho da avenida?

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O Arco do Triunfo.

 

LIVRARIAS

Melll delllsss!! São perfeitas! E ó, como a viagem era pra estudos, o que a gente bem rodou foi por livrarias. Claro, não por todas, impossível seria, mas por grandes e importantes que quem sabia muito indicava. Te digo logo as minhas duas preferidas, pelo preço e pela incrível variedade. Cara, descobri tannnta coisa legal! <3 Esta primeira fica no Saint-Germain des Prés e é de não querer sair mais. Em algumas áreas como Cinema, Fotografia e Artes ela é uma das mais indicadas, a Librairie Eyrolles. Também é editora.

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Em frente, na esquina, uma Eyrolles SÓ de artes manuais. Ooo gente, eu trouxe um total de 25 livros e revistas, com 3 malas de excesso e se pudesse, te juro, traria mais. Mentira, traria não, já tava no limite. Ainda no Saint-Germain, outra muito bacana e que adoramos é a L’Écume des Pages. Alguns títulos de arte só encontramos aí e o preço é mesmo muito bom. Melhor que a Eyrolles muitas vezes. Fora o atendimento que é muito bom, pessoal simpático que consegue fidelizar com gosto.

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A segunda é a Gilbert Joseph e a Gilbert Jeune. A primeira é enorme, ao menos a que visitei e fica na Boulevard Saint-Michel. São andares com livros novos, em promoção, semi-novos e artigos de papelaria também. Pra chegar e andar pouco é melhor pegar o metrô linha 10 descer em Cluny-La Sobornne. A gente fez tudo à pé porque a gente morava no Saint-Germain e fica pertinho, no vizinho do famoso Quartier Latin. Na verdade, eu comecei a considerar tudo um só de tão misturado. O Quartier é mais animado, com muitos jovens e é conhecido como o bairro dos estudantes, então tem muita livraria, papelaria e bar. Se precisar comer, se joga pelo Quartier e se diverte. Os preços são bem convidativos.

Dentro do próprio Quartier Latin, fica a minha queridinha, a Gilbert Jeune na place Saint-Michel. Metrô linha 4 descendo em Saint-Michel pra chegar. Não tem erro. O lugar também é movimentado, não só por ficar no Quartier, mas por ficar a poucos metros da Notre Dame, então é gente pra caramba. Quando ia, sentava no chão e me perdia. Cheguei a pegar uma caixa que a vendedora apoiava os pés pra sentar porque ficava horas, “Dá licença, fia? Tô ruim dos quarto :D” e pronto, sentava. Os títulos de decor, bricolagem e artes manuais ficam nela e já comprei livrões por 3 euros. Sério. Pertinho daí ainda tem outra parte da Gilbert, não tão movimentada, mas é onde ficam os livros sobre esoterismo, astrologia, feitiçaria pra trazer a pessoa amada e etc 😀 Pra quem foi uma adolescente fã de Hocus Pocus (assisti mais de 30 vezes e decorei as falas, só te digo isso) é um encanto!

Outra bacana e vazia <3 é a livraria da loja Cultura. Fica no complexo comercial e administrativo de La Defense, fora de Paris. Pegando o metrô linha 1, só é descer no final da linha, em La Defense mesmo. Você já sai dentro do complexo e parece que você viajou pro futuro, saindo daquela Paris antiga e clássica. Prédios com arquitetura futurista te aguardam pra você gastar seus eurrôs. No shopping Les Quatre Temps é onde a Cultura fica e onde comprei alguns livros bem bacanas. O preço não é tão bom quanto a Gilbert, não mesmo, mas vale à pena porque o que tava faltando nas outras, encontrei nela.

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ESTUDOS

A depender do que queria, estudar em Paris pode ser mais barato do que você pensa. Uma especialização por exemplo, pode sair por menos de 300 euros por ano. Se te interessa, clica aqui e saiba mais. No nosso caso, estudamos de duas maneiras em Paris, por meio de um doutorado “sanduíche” que te expliquei tudinho aqui e particular, pagando um curso de francês. Os cursos de francês em Paris sempre são bons investimentos. Alguns mais caros, outros nem tanto e outros, de graça. O da Aliança Francesa ou da Sorbonne são bem procurados e quem fez, diz quem é bom, mas o meu bolso não teve afinidade, digamos. Já o gratuito oferecido pela prefeitura é bastante concorrido e precisa de inscrição presencial que abrem duas vezes por ano.

Ainda bem que quando se trata de estudos, as informações pela net em outros sites e blogs são muitas e sempre bacanas. Depois de muito pesquisar, comecei a estudar na Atelier 9, uma escola com cara de casa e foi muito bom, pra mim e pra minha conta bancária. Morro de saudade. Já fiz um post contando tudo sobre esta experiência tão bacana! Clica aqui, não deixar de conferir, mostrei cada parte e como funciona tudo. Comecei com uma turma super diversa, com gente das Filipinas, Polônia, EUA, Inglaterra, México, Espanha e uma professora querida, a jovem Hèlene.

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Ao longo do curso, o tempo de cada um vai acabando, mudando os horários e dias. Minha professora mudou e entrou a alegre Anna, de cabelo curtinho. Ria muito com Anna! E foi assim, com um turma bem reduzida que cheguei feliz e realizada ao final.

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Pra quem se interessou depois de ler o post sobre a Atelier 9, aí segue o e-mail: latelier9@latelier9.com.

 

FARMÁCIAS

Aí, povo de Deus, é preciso se jogar na maravilha das farmácias Parisienses. Grandes marcas de cremes pra o rosto, corpo e cabelo por preços absurdamente mais baratos que aqui. Todo mundo já falava e vi que é de vera. Rodei  pra lá e pra cá e achei quatro com melhores preços. Grande parte dos turistas brasileiros vão direto pra Citypharma  do Saint-Germain des prés. É quase impossível andar pelos corredores e achar algo. O que se vê é gente com sacolas enormes enchendo tudo. Como não ia fazer isso, só comprar mesmo pra mim, fui perto de fechar, quase às 19h uma única vez, porque não tive saco, de tão cheio. Pra chegar, linha 4 descendo em Saint-Germain des prés, 26 Rue du Four. Uma cruz verde iluminada em neon é sempre o símbolo das farmácias de Paris.

Aí, se quiser evitar a muvuca, há uma vazia e com preços tão bons quanto. Fica em 10-12 no Boulevard Saint-Michel. É a Pharmacie Bader. A linha completa da Mavala por exemplo têm preços ótimos. Pra chegar, metrô Saint-Michel, linha 4.

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Agora, a mais completa que achei, sem dúvida, maior e com atendentes que falam português, caso precise é a farmácia da Place Monge. Caral.., digo, caraca, que enorme! Que ótima! Produtos por 6, 8 euros que no Brasil custam quase ou mais de 100 reais. Ui, meu rim. Então, Bioderma, Vichy, La Roche e tantas outras com preços excelentes. Pra chegar, metrô linha 10, descendo em Place Monge, pegando a saída da place. Ali perto ainda tem um dos melhores museus de Paris que é o Museu de Arte Natural e ainda, uma região, ou melhor, uma rua com lojinhas, feirinhas e cafés muito legais e fofos que é a rua Mouffetard. Só é seguir pra direita aí da placa de estacionamento, tá vendo?

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E por fim, uma pequeninha, mas que também você pode encontrar bons preços de vez em quando é a dos Archives. Fica em frente ao BHV, ao Hôtel de Ville, perpendicular à Rue du Rivoli, a mesma do lugar barato onde comemos muito que te falei ontem aqui

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COMPRAS

Aí já tem gente com assanho que eu sei… To sentindo pelas ondas cibernéticas. Vou começar por um item que menos comprei em Paris: roupas. Consumi bem pouco, na verdade, se pudesse, mandava fazer todas a minhas roupas, nada de comprar assim. Mas bati perna até comprar e recebi dicas muito legais também. Não, não uso grandes marcas. Vi muita gente falando da Mango, Pimkie e outras marcas, considerando-as baratas, mas achei preços muito melhores na H&M. Muito minha cara, misturando bastante básico com boho, floral e cintura alta que tinha a imensa dificuldade de encontrar no Brasil. A maior e melhor, na minha opinião é a H&M do Saint-Germain des Prés, no 6º arrondissement.

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Ainda sobre roupas, algumas coisas da Zara valem bem à pena também, mas nela comprei quase nada. Me apaixonei de verdade por outra marca que conheci, a Stradivarius, mais uma dica da amiga Ta <3 O básico, os acessórios e os jeans da Stradivarius são realmente muito bons. Se já acompanha o blog há um tempo, sabe que sou filha e neta de quem muito costurou. Quase a família toda. Minha relação com roupa vai além de grife ou etiqueta, penso em um monte de coisa antes de comprar. Tive um tio que costurava jeans perfeitamente e fazia saias lindas pra mim e pra minha irmã. Desde que ele morreu há um bom tempo, nunca mais usei uma bela saia jeans como gostava. Encontrei o modelo, digamos, afetivo, na Stradivarius.

Consegui comprar meu número como aqui no Brasil, pra blusas, vestidos, saias. Agora, calças são mais justas que as nossas, então comprava um número maior. Calçados são dois números a mais. Ia na Stradivarius da Rivoli.

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Há lojinhas bem bacanas no 20º arrondissement também. Em uma avenida que não lembro o nome agora :/, mas que liga à praça da Republique ao 20º e é repleeeta de lojinhas com preços muito bons. Agora, se quer comprar bastante sem gastar, a Primark é um lugar bom pra isso. A qualidade de algumas peças não são tão boas quanto a H&M por exemplo, mas tem muiiiita coisa que é mesmo boa de comprar nela. Há algumas lojas da Primark perto, mas todas fora de Paris. Fui conhecer a de Creteil. Pegando a linha 8 do metrô dá pra chegar. Esquece e dorme 😀 É looonga a depender de onde esteja. Descia em Creteil – Prefecture já dentro do shopping. Ficava bem distante pra mim, então pra ir lá, só mesmo pra conhecer a Primark. É realmente muito barata, mas não gostei, não. As outras lojas de Creteil,  você encontra tudo na Rue du Rivoli, por exemplo.

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Mas se não curte nada disso, se perde pelos brechós, no Marais, então… Passei em vários por lá, mas realmente roupa não era item principal da minha lista. Nem perfume, maquiagem e etc. Já creminho pro rosto e cabelo, skjfnwekjf ss Ui, gente, meu dedo tá dfdjadjskjs tá fdjgdk dormente, ficando duro de tanto digitar, sério… Acho que pode hoje já deu de dica, né? 😀 Amanhã, terceiro e último post entupido de mais lugares pra comprar coisinhas pra casa e fechando aquele roteiro artesanal que comecei, lembra? Se não, só é procurar a tag Roteiro Artesanal em Paris pra ver uma série de posts sobre onde encontrar artigos pra artesanato, tecidos, material e etc.

Bisou e até!

 

 

 

25 ago 2015

Dicas de Paris – Parte I

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Ei, delícias queridas que passam por aqui, lembrei de algumas dicas legais pra compartilhar. Algumas. Porque foi tanta, mas tanta coisa…Impossível conseguir colocar aqui tudo. “Ô minina véa ruim..” Né não, gente, oxente, imagina se vou ser má contigo? Muahaha Tô brincando, ó, mas lembrei de coisa muito bacana, aquelas que podem te ajudar de alguma forma a se virar melhor por Paris e como evitar desperdiçar grana (é, porque o euro não ama ninguém) além de algumas pra te ajudar a ver Paris diferente, fugindo um pouco do olhar turístico. E se por acaso vir que esqueci algo, vou atualizando o post, então, se for viajar pra lá, passa aqui antes, hein? Foram dicas que vivemos, outras descobrimos e tantas outras que os amigos nos deram. Primeiro, aquilo que é difícil conseguir mais barato:

MORADIA E HOSPEDAGEM

Não adianta, é mesmo preciso desembolsar uma grana pra se hospedar em Paris ou alugar um canto. Ouvimos dos próprios parisienses e sentimos como esta área é superfaturada, mas você pode encontrar lugares legais com uma diferença de preço pequena, mas que ajuda o bolso. Hotéis fechados por antecipação pelo Booking podem ser uma boa, usamos por várias vezes o serviço e adoramos. Além das hospedagens pelo Airbnb que também usamos em e foi maravilhoso. Já pra morar por mais tempo, há as imobiliárias por exemplo, mas é tanta burocracia pra estrangeiro e preço alto, que desistimos.

Passamos por dois lugares, dois studios em seis meses vivendo em Paris e alugamos depois de contatos com os amigos. O primeiro, um studio pequeno no caro Saint Germain des Prés por meio de um grupo de brasileiros que moram em Paris e trabalham com aluguel de imóveis. O preço era salgado, ainda pagamos energia por fora e a localização não era a nossa cara. Vale lembrar que estes contatos foram muito facilitados por conta da nossa condição de estudantes. Tem gente que estuda há anos lá e contatos de aluguel rolam soltos pelas listas de e-mails do grupos.

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Com a ajuda de uma amiga que trabalhava temporariamente intermediando locações, mudamos para outros studio maior, melhor, mais novo, melhor localizado diante do que queríamos e com uma boa diferença no preço. Foi no Cadet que nos apaixonamos por este studio, nome que se dá aos apês pequenos em Paris.

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Nos dois há o pagamento de uma caução que foi acordada com os locatários. Conseguimos de volta as duas, mas a primeira, só depois de muiiiiita dor de cabeça. O bacana é se você tem alguém que já alugou, enfim, qualquer contato e um vai puxando o outro. Mas não se espante, é mesmo muito caro se hospedar na cidade mais visitada do planeta.

Ela é segura, claro, diante do nosso pais, mas não é bom vacilar. Há bairros considerados melhores que outros, normal, mas gostei muito justamente dos mais afastados. Também dos mais populares, com um número maior de imigrantes e estes foram os nossos preferidos. Se morasse em Paris de novo, moraria em Montmartre, no 18º arrondissement. Parte alta de Paris, vivo, mais simples e tão charmoso, onde os artistas e grande boemia se reuniam, onde existiu o cabaré mais famoso de Paris, o Chat Noir. Sabe aquela imagem clássica de um gato preto em um anúncio de evento que é vendida como poster? Uma que eu tenho e amo na sala? Pois é, é muito mais que só uma imagem. Prometo te contar a história do Chat Noir, um cabaré que foi  local de festa, tendo um papel social e político em Paris, além da importância pra arte e jornalismo da época. Ainda hoje, um outro cabaré importante também funciona, o”Au Lapin agile” ou “A lebre ágil”.

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TRANSPORTE

Cara, Paris tem um sistema de transportes mais que bom! O metrô é ótimo, o buzu também, trem regional e internacional e o “bondinho” enfim, difícil reclamar. Só mesmo no verão, porque, viu…. Haja fedor. Sem falar nas ciclovias e nos carros elétricos pra alugar. Os pontos das bicicletas e dos carros ficam por várias ruas e você pode alugar ali mesmo por meio de um guichê eletrônico e depois de usar, pode devolver no ponto mais perto de você.

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Usamos bem o metrô, ônibus e as bikes. O metrô corta a cidade toda. São mais de 300 estações, mais de 200 km de linha, 14 linhas grandes e 2 pequenas. Há guichês eletrônicos espalhados por cada estação e você escolhe se compra bilhete único por 1,70 ou vários. Lembrando que há a opção de tarifa normal, que é a que a gente deve comprar ou tarifa reduzida (crianças e idosos). Caso você seja pego usando um bilhete de tarifa reduzida sem fazer parte do grupo que a tarifa cobre é multa na certa. A fiscalização aparece quando você menos espera, na saída de algumas estações. E na hora de comprar bilhete de metrô, cuidado. Tanto em Paris como em outras cidades da Europa, aparece gente sacana pra te roubar mesmo, enquanto você compra.

Mas como ficamos por um bom tempo, fizemos o Navigo. Por 70 euros por mês, o Navigo é um cartão que cobre Paris e outras cidades próximas. Escolhemos este valor que nos deu direito de utilizar o metrô nas áreas um e dois. E nos finais de semana, fica liberado então, já viajamos de metrô pra cidadezinhas do interior <3. Além disso, você pode usar seu “Navigô” em ônibus que vão até a sua área. Você pode fazer o cartão em algumas estações específicas. Fizemos na estação Odeon, linha 4 e você faz tudo na hora, já saindo com seu cartão.

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Imagem da RATP

Pra viajar pra fora de Paris, você pode consultar e comprar pelo site da SNCF a Société Nationale des Chemins de fer Français. Aí vai te dar todas as opções e valores de como viajar pela França e fora dela de trem. Há as estações grandes com conexões para trens que são as Gare (lê-se Garr) Como a Gare de Lyon, Nord, L’est.. Viajar de ônibus também é uma ótima opção. Buzão novo, confortável com Wi-fi e barato. Ir de Paris pra Londres pode custar 28 euros, Paris pra Amsterdam, 14. O site da Idbus têm todas as informações também. Ah! Última dica! Baixar os aplicativos pra se virar pelo transportes parisienses é uma mão na roda. Usei muito o Paris Metro Map mas tem o da RATP pra metrô e ônibus também.

TÁXI e UBER

Pegava em último caso, último mesmo, sei lá, pra ir pros aeroportos em horários que o sistema de transporte não funcionava ainda ou já estava parado. Paris tem essa coisa de parar ou fechar tudo 1h da manhã. Uber fica mais barato que táxi e claro que rola tensão entre as duas classes. Mas evitava ao máximo pegar, principalmente só.

 

COMIDA

Não é barato comer em Paris. Ao menos eu não achei. E a gente confirmou isso comparando os preços por outros países. Berlim e Madri ganharam como as mais baratas. Pra quem tá acostumado com frutas e legumes com preços bons nas nossas feiras, se assusta quando vê uma manga, brasileira, custar 9 euros o quilo… cri cri cri…. Em compensação, o que nos é caro aqui como as diversas frutas vermelhas divas é acessível lá. Os queijos, massas, vinhos e outros itens também. Uma opção legal é ir às feiras dos bairros ou comprar do pessoal que fica na porta dos metrôs com pequenas banquinhas. Geralmente, são os simpáticos argelinos ou indianos. Era onde a gente mais comprava. Há redes bacanas também pra comprar pratos prontos e bons, com preço justo, como a Picard. Mas são MUITAS as opções de comida da Picard e são deliciosas, sem gosto de comida congelada, te juro! Vale comprar o prato principal e você cozinhar os acompanhamentos, por exemplo. Viu este símbolo tipo “Frozen” é a rede. Sabia da Picard antes de ir por uma amiga querida e te juro que é mesmo muito bom!

Imagem: Posted in Paris

Imagem: Posted in Paris

Há Monoprix, Franprix, Carrefour que também vendem pratos prontos, mas achei mais caro. E se tiver longe de uma Picard e quiser parar pra comer em restaurante e a grana tá curta, e bom comer em qualquer restô italiano que o preço é razoável e se come bem. Uma pizza inteira por pessoa por cerca de 13 euros. Ainda assim achei esse preço bem marromenos pro bolso, mas eis que surge o nosso preferido e super bem localizado. Nossos amigos descobriram e nos deram a dica e de lá pra cá, comemos MUITO no Snack Rivoli. Pratos enormes com massas suuuper saborosas por 6 euros. Ô, maravilha! Mas serve saladas, paninis crepes, bons drinks também. É aquele lugar que você vai esfomeada depois de horas batendo perna por Paris e senta pra comer com gosto e sem dor no bolso. O lugar é pequeno e fica na Rue du Rivoli, a famosa. Pertinho da prefeitura, Hôtel de Ville. Se pegar o metrô Hôtel de Ville, só é caminhar alguns minutos e chega lá.

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Se uma vez ou outra quiser experimentar comidas de várias partes do mundo, o lugar certo é o Marché des Enfants Rouges, no coração do Marais. A amiga Ta, que já te falei dela aqui e que mora no bairro, me levou e eu adorei. É pequeno, super movimentado, cheio e se chegar no horário do almoço mesmo, vai precisar esperar vagar lugar. Africana, marroquina, italiana, libanesa, enfim, comida boa do mundo todo e gostosa. Mas não é tão barato, o prato sai em média por 16 euros. Pegando a linha 3 do metrô e descendo em “Temple” fica super fácil de chegar.

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Comida libanesa, uma delícia!

Se tiver a fim de jantar em um lugar phyno com preço bom e fora do roteiro turístico, o Mama Shelter é massa pra isso. Fui indicada pela mesma amiga e já falei da Talita aqui. Entrada, prato principal, sobremesa e bebida, tudo perfeito! Fica no 20º arrondissement e a decor é assinada por ninguém mais ninguém menos que Phillipe Starck.

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Ó, outro lugar que adorei comer também foi no Recyclerie. Com conceito de fazenda urbana, uma antiga estação de trem de Paris se transformou neste restaurante, bar, horta e espaço para oficinas. Há apiário, criação de cabras, galinhas, plantação, um lugar muito bacana pra se conhecer. Um prato serve tranquilo duas pessoas que não comem muito e como em muitos restaurante menos tradicionais de Paris, há opção vegetariana.

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Também fica no 20º (esse arrondissement esconde coisas muito legais!) e perto do mercado de pulgas de Port Clignancourt, considerado o maior de Paris. É de enlouquecer mesmo. Só é pegar a linha 4 e descer em Port Clignancourt. Lá no meu Insta tem foto do La Recyclerie e o lugar ainda oferece oficinas de bricolagem <3

Ó, outro lugar já bem conhecido e delicioso é o L’As Du Fallafel, no Marais. O Marais é super descoladinho pra que gosta de moda e decor diferentes, mas também têm bares e cafés super cools. O Fallafel é um deles, mas não parei pra comer. Pedi um Fallafel vegetariano por 6 euros e é de babar, muito, muito bom. O dono é um figurão gaiato e garante um atendimento muito bom. Filas costumam se formar de tanta procura, mas flui rápido. Vem assim, em pão pita em cone.

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Fica na Rue des Rosiers, Marais. Metrô Saint Paul pra sair pertinho.

 

Se quiser tomar um chocolate quente em um lugar diferente, com preço acessível e que é o melhor chocolate quente que tomei em Paris, vai no Café des Chats. Mas se for alérgico à gato, esquece. Foi no Café também que comi a meliorrrrr torta de limão da vida. Sério. Já falei dele aqui e de como chegar.

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ÁGUA

Ruim e “dura” como a gente costuma falar. Rica em calcário, a água de Paris foi um terror pra minha pele e cabelo. Eu, dessa cor, saía esbranquiçada. Até hoje nunca ouvi ninguém dizer que gostou da água. Pra beber, a gente chegou a comprar muitas vezes, mas depois relaxamos e tomamos da torneira mesmo. Então, se entope de hidratante na pele e no cabelo. E se começar a cair, como foi o caso do meu, é bom tomar a velha e boa queratina.

MÉDICO

Se isso não resolver, aí é o jeito procurar um médico. Como fui sorteada com um endometriose, caros e caras, então, preciso uma vez ou outra correr pro médico. O sistema de saúde na França é tido como complexo e bom, engloba uma série de serviços e achei mais barato que aqui, principalmente os medicamentos. Um exemplo, uma caixa de anticoncepcional pra 3 meses, por 4 euros. E ainda, as receitas médicas em grande maioria são pra 6 meses. Você não precisa ficar doida marcando médico toda hora que precisar do medicamento, no caso, do anticoncepcional, que na França é tratado com muito rigor e só vende com receita. Os casos de mortes de mulheres usuárias são considerados altos e muitos já foram comprovados. Infelizmente o meu uso faz parte do tratamento da endometriose.

Paguei 20 euros pela consulta com direito à retorno. Precisaria morar por até um ano pra ter direito à Carte Vitale, cartão que me daria uma série de acessos a serviços diversos e preços bem menores. Se for passar mais tempo lá, checa este artigo aqui com mais informações sobre os cartões de saúde. Mas como passei seis meses, fui direto a um posto, o Centre de Santé au Maire – Volta que têm diversas especialidades, ao lado deste pequeno mercado, na rua Maire, no Marais.  É uma rua escondidinha, mas se tornou conhecida por mim, porque era ali que minha amiga morava. A frente é bem discreta com portões verdes e quase não tem indicação. Paguei a consulta ali mesmo e adorei o atendimento com a Madame Lotte. O centro é muito bem organizado, limpo, tranquilo e atendentes atenciosas.

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É o seguinte. O mapa de Paris é como um caracol e é divido por “Arrondissement” algo parecido como “distritos” ou “áreas” e cada um acolhe vários bairros. Vai do 0 ao 20. Aqui tá um mapinha marromenos com os pontos turísticos de cada um, mas a ideia é ter a noção de como a cidade é organizada. E tudo tá interligado, então, se você pode bater perna, conhece Paris à pé ou de bike, pra ver a cidade. Metrô é bom, mas que graça tem? Ê, mas o que a gente rodou conhecendo todos esses números não foi brincadeira.Cada arrondissement tem a sua “prefeitura” chamadas de Maire e elas tem site mostrando o que cada um oferece, desde serviços de saúde como o que encontrei, veterinário, dentário até centros de cultura, atividades de lazer e etc. Isso vale muito olhar. No site da prefeitura de Paris você pode encontrar o necessário pra achar a sua Maire.

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Amanhã volto com dicas de curtição e compras, êê aí tu gosta, safadjenh@! 😀 Mil beijos!

 

 

 

 

 

21 ago 2015

Morando em Paris. E aí, como foi?

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Eita, eu sou uma anta: eu mesma me faço uma pergunta que não consigo responder. Mas antes de buscar alguma resposta, vou tentar imitar o Cauby e com aquele sotaque muso dizer que “Voltcheii, voltcheiii…” e tava morrendo de saudade de sentar aqui pra gente prosear. Precisei suspender o serviço da Casa por um tempo, foi preciso. Era muita distração nos últimos meses de vida na Europa e não queria vir aqui pela metade.

Agora não tá faltando parte nenhuma, então, colírio no zói porque vai ter muita coisa boa por aqui e por outros meios. Sério, dou fé. Mas eu digo que sou anta porque é impossível eu te dar um resposta objetiva do que foi morar em Paris e conhecer outros lugares da Europa. Quando os amigos me perguntam, eu simplesmente digo que não sei direito, não por não ter o que falar, mas por ter muito! Foi surreal, foi maravilhoso, foi importante, foi único, foi inesquecível, foi engrandecedor, foi impulsionador. Veja, são opiniões minhas, inteiramente pessoais.

Foi surreal quando depois de oito meses de planejamento, isso, oito, a gente pisou os pés em Paris com menos dois graus de temperatura. Era um trabalho tão grande pra duas pessoas que jurava que não ia dar conta. Nenhum momento pensei desistir. Começou, já foi, vai até o fim. A disciplina, as abdicações não foram esforço, confesso, mas lidar com a espera da burocracia, sim. Além disso, tratar de grandes assuntos pessoais como quem ficar no apê, pra cuidar dele e dos bebês, as contas daqui, o carro, enfim. Mas a sabedoria divina é perfeita, claro e um anjo (Dan, muito obrigada!) acolheu nosso lar com segurança, carinho, respeito e viajamos seguros, com a sensação de dever cumprido.

Pisar em um lugar tão estranho com gente tão diferente e com o idioma básico ainda sem treino com nativos teve lá suas dificuldades. A primeira semana, então, foi de uma grande adaptação. Era tudo MUITO novo, mas quatro dias (quatro mesmo) o estranhamento deu lugar às gostosas descobertas e aprendizados que vivemos até voltar.

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Foi maravilhoso porque começamos morando no Saint Germain des Prés, tido como bairro nobre, chic e… nada a ver com a gente. À margem esquerda ou Rive Gauche parisiense. Mas foi sim maravilhoso porque a gente se questionaou pra caramba ao cair logo de cara nessa Paris de alguns blogs de turismo. Dos Cafés onde artistas e escritores frequentavam, onde o burburinho “fancy” acontecia e muito mais, afinal, essa é a cara que os meios fazem acreditar que a cidade tem e que ela também gosta de vender. Foi no Saint Germain que comecei a treinar a língua, a manter um contato diário com a moça do mercado, com o cara da banca de revista, com o da papelaria e os pequenos vínculos de onde nascem uma rotina mínima começaram a existir.

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No primeiro cantinho e os primeiros sinais de amor por Paris <3

No primeiro cantinho e os primeiros sinais de amor por Paris <3

Mas o dia-a-dia de uma cidade grande também deu logo as caras. Era a família de pedinte no mesmo lugar de sempre tremendo de frio, calçadas absurdamente sujas, atropelamento de pedestre na faixa de pedestre, gente grossa como a porra e por aí vai. Não demorou muito pra eu, na maior audácia, discordar do caro Hemingway e ver que Paris não é uma festa. É uma cidade. E como tantas outras no mundo têm mil maravilhas e mil problemas, claro. Um, dois, três meses se passaram, o inverno deu lugar à primavera e seguimos conhecendo os principais e os escondidos pontos da cidade. Conhecendo moradores dali, de outros países e bebendo cada influência.

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Notre Dame

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Giverny, interior da França. Jardins de Monet.

Foi importante porque é aquela velha história que você começa a aprender, lidar e ver coisas que expande mais sua visão de mundo, sua mente e voltar pro tamanho anterior não dá mais. A essa altura já tínhamos feito amigos franceses e brasileiros. Outros estudantes com outras vivências, mas com o mesmo sentido que a gente queria dar pra este período: de experimentação. A Paris mais popular, mais original, mais crua, mais distante dos roteiros turísticos. Enfim, a gente queria construir na gente, a nossa Paris. Mudamos pra margem direita e mesmo ainda sendo numa região considerada chiquetosa, encontramos um cantinho perfeito no querido Cadet.

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Nosso studio querido!

Comecei a estudar francês com gente do mundo todo e sem dúvida, sem dúvida, uma das coisas mais inesquecíveis da vida. Sinto saudade de Carry, a inglesa com alma mexicana, minha colega mais próxima e das minhas professoras queridas, Helene e Anna. No Cadet, ficamos aos pés das ladeira de Pigalle e Montmartre, da antiga boemia e a pouco tempo de bike do 19º arrondissement, onde encontramos nossos parques preferidos, a noite perfeita, do 20º arrondissement e seus imigrantes, amigos queridos e muito, muito, muito mais. Ouvi grandes músicos, vindos de várias partes do mundo, assisti grandes shows fora e dentro do metrô que só confirmaram que de Paris eu vou lembrar sim dos gostos e cheiros, mas quando pensar nela, vou lembrar do som. Extremamente musical. Só coisa boa. Conseguimos fugir da Paris que começou a nos cansar e descobrir com outros olhos, todo encanto de verdade que ela tem.

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Minha primeira turma. De filipina à polonês, todo mundo se embolou no francês.

 

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Meu coração pelo mundo: com Ni e Ta em Paris, com Nic em Fortaleza, com Fanzita no Rio Grande do Sul <3

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Parc des Buttes-Chaumont. Os melhores pique-niques dessa cidade aconteciam aqui!

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E com as queridas companhias. Sa e Fanzita <3 Mas falta muita gente

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Parc de La Villette. Roteiro imperdível pra todo mundo!

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Belleville e a arte livre <3

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Feirinhas e shows. Ai, que saudade!

Foi único porque são experiências que, claro, podem até se repetir, mas não com a mesma configuração. Não tem como ser a mesma, mesmo que de forma mínima, depois de sair do seu quadrado e conhecer o quadrado alheio.

Foi inesquecível e por inúmeras, inúmeras vezes me pegava por minutos à fio contemplando, agradecendo tudo o que meus olhos viam. Tudo que senti, aprendi. Tudo que vou carregar comigo. Descansei, curtir, tomei várias, estudei, aprimorei meu trabalho como designer, artesã e jornalista e trouxe na bagagem um tanto de coisa boa. Relaxa, prometo compartilhar contigo daqui pra frente.

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Alguns dias nela e ela vai comigo pra sempre. Amsterdam.

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Memorial do Holocausto, Berlim. Berlim me nocauteou e ganhou minha preferência e meu amor.

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Cursinho de novas técnicas em encontros com blogueiros franceses incríveis!

Foi engrandecedor porque conheci o modo de pensar de diferentes pessoas do mesmo lugar, de diferentes pessoas de outros lugares. Aprendi com ele e os ensinei também. Refleti sobre os conceitos pré concebidos e desmistifiquei outros tantos. Me apaixonei por tantos outros lugares e culturas, mas não deixei de amar os meus e a minha mais ainda. Reafirmamos o que já carregamos, respeito, amor, perdão, humanidade, alegria. E uma grande recompensa é poder viver com mais tempo em um lugar e poder saborear muita coisa dele. Comida, música, livros, artes… Com tempo pra caminhar, comer, olhar, viajar pelo interior…

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Um dos campos de Tulipas em Keukenhof, Holanda.

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Brugges, Bélgica. Alegria? Temos sempre!

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Espanha e o seu céu mágico <3

Auver-sur-Oise. Interior da França e última cidade onde o mus Van Gogh viveu. Vai ter post <3

Auver-sur-Oise. interior da França e última cidade onde o mus Van Gogh viveu. Vai ter post <3

Cidade de boneca é igual à Monnicenkdam, interior da Holanda.

Cidade de boneca é igual à Monnickendam, interior da Holanda.

Ó, a gente aprendeu tanto nessa viagem, que até essa coisa que os jovens bonitos fazem voltamos fazendo: selfie.

Paris1Ok. Quase.

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Ainda não dessa vez que vamos voltar craque em selfie. Preciso de outra viagem internacional pra aprender 😀

E por fim, foi impulsionador, porque fizemos que nem esponja seca quando encontra uma nesga de água. Sugamos tudo o que pudemos, absorvemos tudo o que a cabeça conseguia captar. Caminhamos como NUNCA em nossa vida, rodamos, rodamos que este resumão foi mesmo bem pouco diante de metade de um ano de experiências. Vou te trazendo mais, aos poucos, prometo. E pra onde isso vai nos levar? Pra coisas boas, eu espero. Já começamos a colher esta semeadura. E mesmo se não, o que vale mesmo é o que ficou registrado da memória e no coração. Vou ficar com saudade? Demais, principalmente de poder andar onde e como quiser sem me sentir insegura ou agredida. Mas não há o que lamentar. Só comemorar e agradecer.

Meu beijo de amor e gratidão a tudo e todos. Simbora que tem é coisa pra fazer e volto pra dividir contigo dicas que podem te ajudar numa viagem pra lá. Vamos ficar perto de novo, sim ou com certeza?

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16 jun 2015

O marco zero de Paris – Parte II

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Eu não sabia e descobri sentando a buzanfa pra ler, que Paris nasceu na verdade por meio do povo de uma tribo, os “Parísios”. Era o povo celta que vivia por aqui até a dominação romana. Depois que Júlio César dominou geral, deu o nome de “Lutécia” e o motivo mais aceito é que o nome venha do latim Lutum, “lama” pra relacionar com as terras pantanosas do lugar, já que estavam à beira do Sena. Entrando na Cripta Arqueológica que fica bem em frente à catedral de Notre Dame é possível descobrir isso e mais.

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A gente passeia por ruínas do período Pré-Romano, Romano e Idade Média. O porto, as ruas, as salas de banho são recriadas a partir do que já existe, com a ajuda de projeções e a gente tem uma ideia exata como a coisa era. As construções eram feitas com pedras retiradas dos depósitos de calcário. E dos depósitos de gesso saíam o reboco e argamassa. E é esse taaannto de calcário que explica essa água ruim daqui. Ahh que água ruim, sério. Eu, dessa cor, saio esbranquiçada. É difícil alguém que vem do Brasil, gostar, até agora não conheci um.

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Também têm animações pra clarear ainda mais.

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Conta a história que a Lutécia não desempenhou um papel econômico, social ou cultural importante como outras cidades da época, mas era o principal centro administrativo. Possivelmente chegou a ter 8 mil habitantes. Há alguns anos, entre 1991 e 1992 um dos conjuntos mais impressionantes de artefatos humanos mais antigos ainda que a Lutécia, da Idade da Pedra foi encontrado onde hoje é a região do Bercy, no 12º arrondisement. As escavações do Bercy estão há 2 quilômetros rio acima da Île de la Cité e delas foram tiradas objetos e até canoas do povo primitivo, tudo conservado ao longo de milênios por conta da lama. Ó que coisa, minha gentchy.. É, amigues, bora atrás dessa lama véa pra passar na cara, porque, viu… conserva bonito…

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Eu não vou mentir que minha cabeça viaaaja conhecendo sobre as histórias das origens e acho que me marca ainda mais fundo. Adoro! Me empolgo mais que o normal, se é que é possível. Saber que estas ruínas eram de uma cidade que deu origem à cidade mais visitada do mundo é de fazer voar minhas borboletas do estômago. Se este post é pouco? É minúsculo diante de tudo, de toda a história da Paris. Mas que eu gosto de saber, ah gosto.

Beijo beijo!