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Faça você mesma

17 mar 2017

Reformando uma cozinha corredor e usando tinta epóxi

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Ei gente boa, como vamos, hein?

Mais uma cozinha miúda, corredor e cheia de branco ganhou vida, cor e claro, uma decor com carinho. Tenho trabalhado muito (Êêê!) e o que bem tem aparecido são clientes que compartilham dos mesmos ideais de decoração que busco em meu trabalho. Com mais economia, criatividade, possibilidades, memória, afeto e significado.

Corri pro apê da minha irmã mais uma vez, com a roupa da corpo e uma mala de ferramenta. Abri o guarda-roupa dela, roubei uma muda de roupa velha pra trabalhar e assim fiz com esta combinação um tanto estranha de roxo com verde fluorescente. Resolvi quase tudo em um dia e meio. O cômodo da vez era a cozinha dela que estava mais acabada que a sala. Como falei lá no Instagram o casal trabalha viajando, usava muito pouco o cômodo que além de ter sido quase abandonada, não era nada funcional. As soluções foram bem poucas, mas já funcionou. A questão não era, aliás, não é colocar o cômodo abaixo, refazer tudo, quebrar tudo… É fazer dentro do que a gente tem e pode muitas vezes. Então bora lá, olhem como era essa coisinha branca demais e com cara de que ninguém passa por aí:

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Ah, não vai ter foto de boa qualidade, tudo pelo cel capenga mesmo :/ A primeira coisa que fiz foi botar geral pra limpar tudo que estava sujo, principalmente as paredes. Elas foram limpas com álcool. Aproveitei um menino magricelo e comprido que apareceu por lá pra explorar sua energia juvenil 😀 Melll dellls, meu bebê tá crescendo muito rápido!!

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Com tudo tinindo e brilhando parti pra primeira ideia: delimitar uma faixa na parede oposta à pia onde iam as novas prateleiras. Eu não gosto de paredes tooodas brancas, com muita largura e objetos espalhados por ela. Acho que fica tudo um pouco perdido e por isso lancei mão do truque da faixa com uma cor. Delimitei o espaço com fita crepe comum mesmo. E claro, aproveitei pra fazer o batismo de tinta do meu Zequinha.

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A tinta que usei foi a tinta Epóxi da Tintas Suvinil na cor “Piscina Natural” (É mais clara que na foto, pastel mesmo). Escolhi duas cores, um tom de azul e este verde pra minha irmã escolher e ela preferiu o verdinho. Excelente pra trabalhar, a tinta é à base de água, acetinada, cheiro não tão forte como os produtos à base de solvente. Pode ser aplicada em paredes de cozinhas e banheiros, mas não indicada pra pisos com alto tráfego e bancadas de pia, por exemplo, onde facas, garfos e outros objetos ficam e vão arranhar, descascar. A Epóxi à base de água não é indicada pra área dentro do box, onde tem contato com água constante. Pra isso é bom usar a tinta base solvente. Ela é super fácil de trabalhar, seca rápido, cerca de 3, 4 horas entre uma demão e outra. Pra cura total o ideal é esperar sete dias. Muita gente me pergunta se pode aplicar a tinta Epóxi em apês e casas alugadas com o intuito de retirar a pintura depois. É o seguinte: pra epóxi à base de solvente existem produtos químicos específicos pra isso como o Striptizi Gel, mas requer muito cuidado já que libera vapor tóxico e inflamável durante o uso. Já a tinta base água pode ser removida com muito esforço com lixa, jateamento de areia ou espátula. Tudo com muito trabalho, atente. Acho mesmo que, decidindo pintar com tinta epóxi, o ideal é não remover depois, então, pensa direitinho, beleza?

Seguindo. Pintei também acima da bancada e a parte da pedra de mármore.

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Com a tinta secando comecei a colar os adesivos usando o truque de sempre: passando espuma de sabão na parede ao longo da aplicação. Sentamos eu e o short balão fluorescente da minha irmã trabalhando noite a dentro 😀

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No dia seguinte seguimos com a aplicação do adesivo, a parte mais demorada sem dúvida, mas com resultado muito bom. Usei um rolo e meio dos adesivos tijolinhos da Papel na Parede que tem ótima qualidade, boa impressão e papel grosso, o que facilita a aplicação. É indicado pra áreas como banheiro, cozinha e tudo mais, mas não é todo modelo que vai em área de box, por exemplo. Ah e não vale passar pano com água sanitária, tá bom? Pois mancha a impressão. Enquanto fazia uma coisa ali, esperava secar aqui, pintava cantoneiras, bastão de cortina e seus suportes com tinta em spray vermelha. Também rodamos atrás de ganchos de plástico pra cortina de banheiro pra pendurar a futura fruteira com cestinhas de bike, que compartilhei aqui há mais de um ano.

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Ah uma dica que gosto: é medir, furar tudo antes de aplicar qualquer pintura. Com os furos feitos antes de tudo, alturas e medidas definidas, a pintura entra em segundo plano escondendo qualquer imperfeição da etapa anterior e o acabamento fica melhor. E assim ficou, gente! A fruteira com a abertura dos ganchos pra dentro e aqueles que vão os acessórios, com abertura pra frente pra facilitar o manuseio.

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Evitei colocar ganchos com adesivo porque eles  são muito fortes, grudam muito bem e descascam qualquer parede, inclusive as com massa corrida como acontece comigo direto. Então, o pano de prato ficou em um gancho móvel muito usado em portas pra pendurar bolsas e roupas.

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Tive que fazer muita panorâmica com o cel o que altera o sentido da foto. Então, essa emenda bem fora da horizontal que aparece nos tijolinhos foi efeito da panorâmica e não da colagem, tá bom? Te garanto que tá tudo muito certinho 😀

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Em frente à bancada da pia, mais apoio pra cozinha com prateleirinhas em pínus. Sempre busco furar, no caso de parede de azulejo, no rejunte e não em cima da pedra como minha irmã adora.

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Instalei cantoneiras dobráveis e aproveitamos a bancada que ela já tinha pra fazer a nova bancada de apoio.

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É isso, gente! No final o investimento não foi muito maior que o da sala e a transformação foi bem boa. Saiu quase tudo como quis. Quase porque queria ter coberto os furos da cerâmica com massa corrida, mas venderam o produto errado pra minha irmã e não deu tempo trocar. Também não deu tempo furar no horário permitido e instalar o varal retrátil que vai acima da janela da área de serviço, por toda extensão dela. Mas eles vão fazer isso ou faço da próxima vez que for visitar meu povo.

Já já volto com muita novidade por aqui, mesmo, me aguardem! Têm coisas lindas ganhando forma por aqui, mas demoram como quê, ô!

Um beijo e um abraço carinhoso!

 

23 jul 2016

Como fazer um nicho com cordão

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E ai, gentes? Ó, enquanto sigo aqui com meus estudos e pesquisas em marcenaria, vim compartilhar esse tutorial facinho e lindo! É um dos que vi durante a minha morada em Paris ano passado. Foi desenvolvido pelos designer e autores do L’Atelier des Curiosité que, à convite da Leroy Merlin francesa, saía desenvolvendo oficinas aos clientes. Acompanhei alguns, fiz outros e claro, aprendi um monte. Agora, deixa eu te mostrar este nicho em Pinus que serve como porta-tudo. Os materiais:

1 tábua de Pinus de 1m de comprimento por 20cm de largura

4 parafusos de cerca de 5cm

Cola branca ou para madeira

Lixa ou Lixadeira

Parafusadeira

Serra Tico-tico ou de mão

3m de cordão colorido

Lápis

Verniz em spray

Comecei cortando a tábua de Pinus nas medidas indicadas:

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Um pedaço de 35cm de comprimento por 20cm de largura (que acaba sendo a altura da peça), dois pedaços de 20cm por 15cm e quatro pedacinhos de 3cm por 3cm.

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Nos dois pedaços de 20cm x 25cm marquei distâncias onde iriam os furos. Tirei 1,5cm de cada lado e marquei. A partir daí, as outras marcações devem ter 2cm de distância um do outro, pra no final, aparecer 7 furos.

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Furei com broca 8 pra madeira. Já furei uma em cima da outra pra garantir furos certinho.

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Se você precisar de ajuda pra dar mais firmeza, usar um sargento/grampo pode ajudar.

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Depois dos furos feitos, acertei as rebarbas com a lixadeira. E lixei a peça toda também.

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Em seguida, colei as laterais.

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E parafusei a base pra ficar ainda mais firme.

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Os pedacinhos de 3cm servem para os pés da peça. A gente pode fixá-los com parafuso ou colar. A cola resolve bem, então, grudei os pezinhos a 2,5cm de cada extremidade.

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Depois disso, impermeabilizei com verniz fosco em spray. Apliquei duas demãos. A madeira estava crua, não selei, só lixei. Prometo voltar com dicas que aprendi sobre selar madeira.

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Tudo seguinho, peguei a ponta do cordão com ajuda de um grampo, aquele velho truque que a gente conhece e comecei a passar em “zig-zag” pelos furos. E dando um nó no início e no final da sequência.

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E fica assim! Olha que bacana?

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Serve como nicho pra vasinhos e o que mais a gente quiser!

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Como comprei uma tábua de 3 metros de Pinus, fiz outros nichos de tamanho variados, experimentando passar o cordão de outras formas e tudo certo!

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Depois só é arrumar do jeito que a gente gostar. Na área do jardim, na mesa de um escritório, na cozinha, enfim, é pra portar tudo!

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Quem fizer, me mostra, tá bom? Beijo e até já!

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01 jun 2016

Uma nova sala e como usar estêncil na parede

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Um sala acabada, paredes meladas e super mal pintadas, sofá velho, menos de um dia e meio de trabalho e orçamento de R$ 500 contos pra um reforma geral no cômodo. Operaria milagres, sentia.

Gente querida, como vamos todos, hein? Compartilho agora uma reforma bacanuda com um baita resultado no apê da minha irmã, tô morta de amor! Viajei tipo cometa pra minha cidade natal pra socorrer a sala do apê dela que gritava no estilo Maradona: “Aii, mamita querida! Yo no quiero ser asi!” Pra não xingar sangue do meu sangue em rede virtual, digo que minha irmã é… hum… xô vê….digamos… “desapegada”. O marido também. O filho também. O animal de estimação também. Todo mundo não é de cuidar muito da decor e da organização do ambiente. E aí o bicho pegou quando o casal começou a trabalhar em casa além de fora. Os dois são zootecnistas e tem uma empresa que presta, entre outro serviços, assistências às fazendas da região. Viajam muito, a rotina é puxada e a sala servia pra tudo: era espaço de almoço, estudo do filhote, escritório e descanso em frente à TV. Aí só recebia as mensagens: “Dinhaaa, vem aqui! Dinhaaa isso, dinha aquilo, dinha acolá…” E a dinha caçula aqui, correu pra salvar a irmã. Poderia me vingar, confesso, depois de anos sendo tratada como brinquedo, uma boneca que recebia osso de galinha pra comer. Mas tenho amor no meu coração, né, migues 😀

Fiz uma mala enorme com ferramentas, tintas e o material comprado com os R$ 500. Fiz o dinheiro render comprando tintas, corantes, objetos diversos de decor, tecido, plástico, almofadas, enfim, o necessário pra sala voltar à vida. Prateleiras totalmente tortas, inseguras, cadeiras rasgadas, paredes sujas e por aí vai… Sintam o drama:

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É claro que conhecia o apê, mas vi só por fotos como as coisas estavam. Cores, estado dos móveis e outros detalhes. Por conta deste sofá vermelho, que é desta cor a contragosto (meu) escolhi que esta seria a cor guia. O interessante de uma ambiente é escolher uma ou mais cores guias que fiquem em peças principais e depois, espalhar esta cor por detalhes. Vejam, não precisa combinar tudo, rola ser tom sobre tom também. O espaço pequeno merece mais atenção pra isso. O sofá vermelho, peça de maior destaque foi a origem da cor. Cadeiras, mãos francesas e outras miudezas seriam em vermelho. Mas não era necessário pesar a mão. Da mesma forma que não senti necessidade de cores fortes nas paredes. Era preciso neutralizar mais. Bem, diante do pouco tempo e tamanho trabalho, todo mundo botou a mão na massa. Enquanto a minha irmã organizava os novos quadros e fotos com ajuda de Bonnie Jr., o mascote coelho, marido acertava as novas medidas das prateleiras, meu cunhado tentava cortar as flores e pintar as mãos-francesas. Tentava, porque fez cagada 😀 Mas o que vale é a boa vontade, né? E isso ele tem de sobra. E meu sobrinho Zeca me ajudou por onde comecei: renovar as cadeiras.

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Com um tricoline simples, vermelho escuro e plástico tipo mica, retirei os assentos das cadeiras e forrei com grampeador de estofador.

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A cadeira de escritório que estava com o tecido rasgado recebeu esse tricoline estampado lindo com pitadas de vermelho, escolha de Felipe, meu cunhado. E as primeiras e consideráveis mudanças começaram a aparecer. Cadeiras lindas e novinhas em folha!

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Enquanto isso, marido preenchia os 456546 buracos da parede. Caraca! Ô povo da mão torta, minha gente. Carol e Felipe conseguiram fazer a parede de peneira e ainda, vários furos na diagonal, como isso?? Mão torta mesmo. Sendo assim, era preciso mesmo tampar tudo e refazer. Todos foram preenchidos com massa corrida e depois de seca, lixada e novos furos, com alturas refeitas. Tudo com a supervisão desse gotoso! O Bonnie Jr. coelho de estimação. Uma fofura, tá vendo? Espera até ficar uma horinha com ele e roer tuuuudo que tiver pela frente pra tu vê…

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Abre aspas pra o Bonnie (nome escolhi por Zeca). É uma coisa gotosa, fofa, peluda, mas é um capeta. Dentre todas as capetices de Junin tá entrar na bandeja de tinta e sair pela casa. Ele tentou se esconder pra não levar bronca e me senti na páscoa, perseguindo pegada de coelho. Mas a pata suja entregou o culpado 😀

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Voltando. Depois de escolher o vermelho como cor guia, a opção de neutralizar o resto do ambiente era primordial. E nas paredes, uma pintura original pooooodre. Bota podre nisso. Toda borrada, bege, pintada com uma tinta de quinta categoria, dava pra ver até as marcas do pincel. Decidimos que na parede iria a mistura de tinta que resultou num tom camurça lindo. No início achei que ficaria escuro, mas com tanta broca na parede era melhor um tom levemente mais escuro que claro pra poder esconder tudo. Num galão de 3,6L branco, misturei 12 tampas de corante em bisnaga cor ocre e mais 3 tampinhas de cor preta. Aí o tom, ainda mais escuro por não tá seca.

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Enquanto esta parede era pintada por marido (que virou um adepto pra lá de talentoso do DIY) e por minha irmã, comecei a fazer o estêncil na parede vizinha com o mesmo tom camurça. Sempre fui apaixonada por estêncil na decor. Acho mais original, criativo e despojado. E desde que alguns produtos da Stencil Decor chegaram aqui em casa, apaixonei mais ainda! Escolhi o modelo Losango. A Stencil Decor é uma marca ótima pra este tipo de produto e você encontra um infinidade deles na loja virtual, tô amando de paixão! Escolhi o motivo pra parede, comecei a pintar e aí vão algumas dicas:

É bom começar sempre do canto de alguma parede, seja no topo ou na parte de baixo. Outra dica pra não borrar é usar o rolinho com pouca, pouca tinta mesmo. Você pode retirar o excesso em uma folha de jornal ou revista. Na primeira vez que usei molde pra pintar há alguns anos, o rolinho tava encharcado e foi um horror pra consertar. O estêncil precisa ser preso, uma fita crepe resolve, já que ela é porosa e não fixa tanto, não vai borrar a parede.

Outra dica. Eu optei por usar a tinta sem misturar com água, pra ela ficar mais grossa e eu fazer apenas uma demão do estêncil. Por isso, é bom lavar o estêncil no meio do processo pra camada de tinta não ir grudando ou secando. Depois dá o maior trabalho pra tirar. Dicas compartilhadas, bora pintar!

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Comecei no alto, da esquerda pra direita, de cima pra baixo. Olha que perfeição!

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A parte de cima mais seca, vai ficando mais clara…

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E aí a gente vai seguindo, fazendo devagar e com cuidado. É tããão bom ver a parede tomando forma e ficando linda! E uma última dica: não é difícil trabalhar com o estêncil. A gente só precisa encaixar os desenhos das bordas no desenho antigo pra não perder o sentido. De primeira é inevitável ficar tortinho ali e até borrar, mas o importante é fazer.

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Depois de fazer o estêncil na parede e esperar tudo secar, dei um jeito nas molduras. Lembra que estas amarelas ficavam aqui no apê com as primeiras fotos de marido? Pois é, como a parede daqui mudou (ainda muda, por isso não te mostrei) doei os quadros pra minha irmã e na cor preta, ficaria lindo.

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Paredes, quadros, mão francesas secas foi a hora de começar a produzir o ambiente, jogar coisas velhas e imprestáveis fora, as boas podiam ser doadas e um novo ambiente estava por nascer. Comecei a montar a parede de quadros acima do sofá com quadros antigos, os novos que comprei com orçamento curto e reaproveitando novas peças.

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Aí acima utilizei coisas que minha irmã já tinha como estes quadrinhos quadrados menores, que na verdade são porta-copos e com ajuda da fita banana viraram quadros. A molduras pretas casaram super bem com o camurça da parede. Adicionei almofadas novas, coloridas, ainda com pitadas de vermelho compradas por preços super justos. Como não rolou reformar o sofá, escondemos a feiura dele com estas belezuras.

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Ó pra isso?! Que lindeza!

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As prateleiras e bancada foram instaladas na nova altura, a 75cm do chão, ideal pra trabalhar e não forçar o corpo. A luminária que era do meu ateliê também foi doada e o cantinho começou a mostrar toda a sua lindeza!

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Organizei as papeladas de trabalho deles, mudei coisas de lugar e tadahhhh!

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Perdoaê a mão torta pra foto.

Um novo cantinho de trabalho, mais confortável e claro, mais bonito!

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Colocamos mais uma cadeira, encostei de leve a mesa de vidro na parede e o espaço do jantar ficou muito mais charmoso!

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A distância de 70cm da cadeira de trabalho foi suficiente pra minha irmã trabalhar com conforto sem bater na mesa de jantar.

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A-M-E-I num grauuu!

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Confere um antes e depois!

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A outra parte da sala onde fica a TV e corredor pra quartos e banheiros também recebeu atenção. No painel e peça da TV, mais organização e objetos novos. E claro, plantas novas que roubamos de mamainn! <3

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O violão que vivia jogado pra lá e pra cá foi pra parede, assim como o painel organizador. Mas aplicamos este tecido no fundo, pois o papel original era feio de doer. O relógio foi presente de aniversário nosso pra Felipe e feito pela marca TATAI, dos artistas  Van Dick e Shirley Ferreira, aqui da cidade. Feitos em vinis antigos, escolhi o modelo “Trem da Alegria”. Tem cada modelo mais lindo que o outro… (Quem quiser encomendar, fala com eles pela fanpage linkada!)

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E foi isso, gente querida! O que vocês acharam? Gostaram? Olha o estêncil na parede mais um pouquinho…

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O tom da tinta ajudou demais o ambiente. Deu mais aconchego e fez a luz entrar mais amarelada na sala.

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Eu não consigo parar de ver tanta diferença bacana, mesmo com orçamento enxuto e em um dia e meio de trabalho.

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Depois desse mutirão intensivo de reforma, geral foi descansar e a gente pegou a estrada de volta pra nosso apê. Assim que der outra repaginada mostro por aqui, beleza? Me contem o que acharam! Beijo, gente!

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31 maio 2016

Como fazer um porta livro de cano de PVC

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Eu falei bastante pelas redes do blog sobre o curso de empreendedorismo criativo que já fiz e mais que recomendo, o Decola!LAB, lembram? Como parceira do curso, pessoas queridas se inscreveram comigo e a promessa era, além de acompanhamento no curso, um projeto em 3D pra um ambiente e um mimo surpresa feito à mão. Duas meninas lindonas trabalham com esta nossa e querida revolução: a comida. Propõem maneiras muito mais saudáveis e que resgatam nossas raízes na hora de comer. Então claro que o que criaria pras duas seriam mimos ligados a este universo.

A amiga Ju Rolemberg já passou por aqui com receitas ótimas e agora caiu de cabeça no empreendedorismo criativo, segue estudando e se apaixonando ainda mais. Cheias de livros de culinária e leitora ávida, botei em prática um projeto antigo com cano de PVC que vi pela net pra presentear a Ju e tá na hora de compartilhar com vocês: um porta livro com canos de PVC, muito massa! O material, mais uma vez, simples:

8 pedaços de cano de PVC de 3/4 com 10 cm de comprimento

2 pedaços de cano de PVC de 3/4 com 45 cm de comprimento

2 cruzetas

4 joelhos de 45 graus

4 joelhos de 90 graus

Cola para cano

Lixa

Tinta em spray da cor que escolher

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Depois de cortar os canos nas medidas certas, a velha dica de lixar as extremidades deita no último tutorial do blog. Comecei fazendo as laterais do porta livro. Colei quatro pedaços de 10cm em cada saída das cruzetas. Esta cola da embalagem verde e branca é bem boa de aplicar. Lembra que é bom aplicar no cano que vai encaixar e onde o cano vai ser encaixado.

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Repeti o processo com as duas cruzetas que ficaram assim:

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Enquanto secavam, segui fazendo os suportes superiores do porta livro, unindo os joelhos de 90° a cada ponta dos pedaços de cano com 45cm de comprimento.

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Colei tudinho e voltei pra lateral do porta livro. Cada “X” que foi feito tinha precisava de uma base, um pé. E foi aí que colei dois joelhos de 45 graus em cada “X”, repara:

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Essa inclinação de 45º é perfeita pra fazer um pé, uma base de apoio além de acabamento. Em seguida, nas outras duas pontas dos “X” encaixei os suportes superiores. A peça então, ficou de pé

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E com a base assim, apoiada, nada em falso e segura.

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Escolhi a tinta em spray Verde Menta e comecei a pintura.

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E cabô! Aí como deve ficar! Tudo conectado direitinho, firme e já com a pintura seca, que por sinal tem um acabamento perfeito!

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Depois é só arrumar os livros. Este porta livros vai bem num cantinho no chão mesmo e pode receber livros de diversos tamanhos…

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… ou também por ir naquela peça e receber os livros com mais organização.

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Aí tá o meu mimo pra mais uma querida que virou aluna do Decola!LAB. Pra organizar os velhos e novos livros sobre o que ela ama fazer. Te mostro o outro já. E quem fizer, já sabe, né? Joga na roda e mostra

 

27 maio 2016

Como fazer um suporte para câmera fotográfica com cano de Pvc

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E aí, todo mundo, como vamos?

Já tava aqui no ponto pra postar no início dessa semana os tutorais de projetos super bacanas que tenho feito por aqui. Mas aí, sabe comé, a vida vem lá e PEIIII! Um código, um código miúdo deu uma pane no blog que pra descobrir, demorou. Tudo resolvido, estoy aqui pra te mostrar esse tutorial mais que interessante!

Se já tá por aqui há algum tempo, sabe que já falei que marido também é jornalista como eu e um criativo. É diretor de fotografia no cinema, professor de cinema e realizador. Já já segue pra outra viagem por esse Brasilzão pra filmar outros mundos. Aí tava na maior agonia precisando de um suporte bem específico pra quem trabalha com fotografia e filmagem, o Kit fig/top handle.

Como ele já tinha investido em novo equipamento, lentes, a grana evaporou e nada do suporte. Então, ele buscou alternativas e acabou encontrando este passo-a-passo com canos de pvc pra fazer o suporte. O kit é uma mão na roda, tanto pra quem filma, porque permite muito mais liberdade durante a realização quanto pra quem fotografa, pelo mesmo motivo e ainda a possibilidade de fazer fotos em ângulos mais diferentes. Então, anota aí os materiais. É tudo muito simples!

MATERIAIS:

Dois pedaços de cano de Pvc de 3/4 com 2cm

Um pedaço de cano de Pvc  de 1/2 (meia polegada) com 10 cm

Dois pedaços de cano de Pvc de 3/4 com 12 cm 

Um pedaço de cano de Pvc de 3/4 com 14 cm

1 “T” para cano de 25mm

2 “Caps” para cano de 25mm 

3 joelhos de 90 graus para cano de 25mm

Tinta spray da cor que preferir

Um parafuso pequeno com rosca borboleta

Quatro parafusos pequenos, com até 1,5cm de comprimento

Cola para cano

Cola de resina epóxi 

Um punho de plástico para bicicleta

Uma placa fina de alumínio com 15cm de comprimento por 10cm de largura

Furadeira

Lixa 200, régua, marcador

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Depois de cortar cada pedaço de cano é preciso lixar as rebarbas. Fiz assim, em movimentos circulares com o próprio cano.

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Todos os canos preparados, hora de fazer a base. Observa a foto. Conectei aos joelhos, o pedaço de cano de 2cm e colei ao T. O pedacinho pequeno de cano serve como um conector mesmo, deixando a ligação mais segura. Antes disso, passei cola no pedacinho de cano. Ah, o T tem de estar com a saída pra cima, beleza?

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Com esta parte pronta, colei os dois pedaços de cano com 12cm.

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E em seguida, colei os caps nas extremidades.

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Com a base pronta, marquei os furos que iam receber a placa de alumínio.

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Dica importante

Pra segurar a câmera na base é necessário fazer um furo maior por onde o parafuso pequeno com rosca borboleta vai passar e segurar a base da câmera. Câmeras semi ou profissionais vem com um orifício na base pra o encaixe de tripé. Cada câmera tem uma posição, por isso, o que eu fiz pra furar no lugar certo, foi desenhar, contornando a câmera na placa de alumínio e medindo as distâncias das laterais até o furo. Pronto, assim fica certinho. Mas mais pra frente te mostro de forma mais clara.

Furos feitos na base, encaixei o pedaço de cano de 14cm na saída do T. Reforcei com cola por fora também.

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No fim desta parte do cano, conectei o último joelho de 90 graus com a saída virada pra frente e encaixei o pedaço de cano de 10 cm. Depois pintei com tinta em spray preta fosca. Olha a imagem:

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Depois da tinta seca, colei o punho de bicicleta com a própria cola pra cano. O punho é fechado em uma das extremidades, então não precisa de acabamento.

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Outra dica importante

O parafuso pequeno com rosca tipo borboleta precisa ser fixado na rosca, colar mesmo. Então, a cola de resina epóxi (Aradilte) resolve. Colamos o fundo da rosca com a parte logo abaixo da cabeça do parafuso.

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E aqui como ele deve ficar, com a rosca e cabeça virados pra baixo e parafuso encaixando na câmera. Repito, cada câmera tem seu furo, é preciso medir antes.

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Câmera segura e tá pronto! Olha que massa, gente!

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Um suporte que ajuda e muitoooo a galera do audiovisual ou mesmo quem faz por hobby! Firme, seguro e com mais liberdade pra filmar/fotografar!

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É isso gente, até já! Tem mais um DIY com cano de pvc muito massa pra compartilhar já! Beijo e me espera que eu volto!

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