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Design de Interiores

11 abr 2016

Home Tour: Um apê clean em Taiwan

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Aiiii que saudade tenho sentido daqui, gente… Já voltei. Já voltei lá da rua, do meio fio onde estava sentada chorando 😀 Fico na maior agonia em deixar o blog tão parado como nos últimos meses. Mas se tá comigo nas redes (Instagram, Fanpage e Newsletter) há de saber que sigo trabalhando em meu negócio criativo depois que concluí o meu curso de coaching e empreendedorismo criativo, o DECOLA! LAB. Já falo dele por aqui por ele me ajudou a entender um monte de coisa que andava solta na cabeça e precisava de conexões. E te digo, criar um negócio a duas mãos não é fácil, não mesmo. Ô! Além disso, tenho projetos de cliente pra dar conta, afinal, como designer de interiores o que mais quero é criar lares por aí. Mas quando meu negócio for ao mundo, o que espero que seja no segundo semestre, prometo que o blog vai ganhar muito e muitas coisas boas! Ah, também tô mudando algumas coisas no apê: cozinha, sala, até o ateliê. Mas como o volume de trabalho tá enorme, os tutoriais vão saindo bem devagar, tá bom? Mas não deixa de passar aqui sempre que puder!

Antes de te mostrar o que rola aqui em casa, bora espiar esse apê lindo em Taiwan! Ele pertence a uma professora descrita como positiva e cheia de energia. O conceito clean foi a base do projeto. E a esquema de cores foi a alma. Elas, as cores, inspiradas nos tons pastéis dos famosos Macarons franceses. Procura pela Ladurée no Google, marca bem conhecida pela produções açucaradas e você vai ver os tons lindos e suaves dos doces. Vamos começar pela sala, ó que lindeza!

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Base bem neutra em branco, com azul e rosa suave. Madeira clara nos pisos e em parte dos móveis. Estes, de pouco volume, observem, em linhas mais retas. Tem o clean, tem o retrô (mesinha em pé palito) e também tem pitadas de clássico aí com os “boiseries” no teto. Boiserie (ou “boáserrí”) são originários da França do século XVI, XVII mais ou menos. São painéis em madeira aplicados na paredes e mais tarde, nos tetos. Já mostrei alguns por aqui diretamente da fonte quando visitei o Museu Carnavalet e contei lá na coluna que assino no A Casa Que A Minha Vó Queria, lembram? Então, depois os painéis foram evoluindo pra gesso e com menos detalhes, assim como estes do teto que foram pintados de azul do mesmo tom da parede.

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Morri de amor por essa luminária <3

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A sala divide espaço com a cozinha que têm tantos outros detalhes linnndos! A marcenaria planejada ficou toda em branco, me parecendo acabamento em laca branca. Acima da bancada um azul bem clarinho. Na parede oposta um “calor” no clima mais clean por meio desta estante maravilhosa de canos pintandos de amarelo! Ideia simples, despojada feita com lâminas de madeira tipo Pinus. E a mesa de almoço com pezinhos torneados e coloridos também em tom quente. Brilhos nos lustres e mais um espaço encantador deste apê.

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Nem preciso dizer meu amor pelas cadeiras Eames e por plantas trepadeiras, hein?

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Bora pro quarto? Passando por aqui pra chegar até ele… Tijolinhos pintados de rosa, móvel de canto que também serve pra armazenamento e armário pra roupa laqueado em outro tom de azul.

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No cômodo, também clean, outro painel atrás da cama. Inspiração vinda de novo da França, os “Lambris” que claro, foram ganhando novas interpretações ao longo dos anos. Luminárias lindas substituem os abajures com base.

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Pra finalizar, um outro cômodo com um closet bem confortável. Marcenaria clarinha e reta contrasta com o lustre clássico, mas também discreto, por ser todo translúcido. Esse projeto lindo e fotos são do escritório americano Home Design Studio. Não sei te dizer a área do lugar, porque a planta disponibilizada está em chinês, aí…. lascou-se 😀 Mas não é tão grande. A discrição nas cores e móveis é mesmo uma opção ótima pra deixar espaços menores mais confortáveis. Quem gostou levanta a mão! E deixa comentário por aqui pra gente sempre trocar aquela ideia marota sobre nosso vício de espiar lares alheios e bem decorados. Um beijo, gente!

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02 mar 2016

Piso vinílico ou de linóleo estampado

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Não apenas como entusiasta, mas também como designer de interiores, penso que o piso é uma importante e em alguns projetos, uma das mais importantes partes da decoração. Atua como um elemento por ora neutro, por ora ator principal. Requer ser de um material bom, por motivos bem claros. Porcelanato, laminado de madeira, cerâmica, borracha, vinil, linóleo, cimento queimado… São diversos os tipos. Mas o piso também entra no grupo dos itens que podem ser substituídos por versões mais econômicas e tão resistentes quanto outras opções. O piso vinílico e o linóleo são os exemplos de hoje.

O piso vinílico não é recomendado para áreas molhadas porque é aplicado com uma cola, ou seja, água demais ou vapor podem ajudar a soltá-los. Mas tanto pra áreas residenciais e comercias, estes tipos de pisos são produtos já há bastante tempo utilizados em projetos, principalmente pra substituir o laminado de madeira ou cobrir aquele piso já velho, em porcelanato, cimento, estragados. Ou pode ser uma opção para espaços alugados já que pode ser retirado. Os vinílicos são feitos de resina de vinil (PVC) é um plástico reciclado que imita madeira. É bem prático, hipoalergênico, fácil de limpar, a acústica do lugar melhora com ele, é texturizado e não deixa mesmo a desejar. Podem ser encontrados em lâminas ou em mantas, peças mais largas e mais compridas.

Já os pisos de linóleo foram desenvolvidos há mais de cem anos na Inglaterra e diferente do vinílico é feito com matéria-prima renovável, como juta e até óleo de linhaça, são biodegradáveis. Podem ser encontrados do tipo adesivo em quadrados. São ótimos pisos pra área de dança.

Ambos não podem ser aplicados por cima de outro piso de madeira ou laminado e o bom é que contrate alguém especializado pra fazer a preparação adequada do piso que vai receber o material. Fazer um bom contrapiso é mesmo fundamental. Os padrões são já conhecidos por parecerem madeira, mas os estampados chegaram no mercado há um tempo e estão cada vez mais bonitos! Alguns modelos, só fora do Brasil mesmo. Mas fiz uma seleção pra gente, a partir de agora, dar mesmo muita atenção ao piso de um ambiente.

Este vinílico em quadrados são perfeitos <3 Um ambiente com ele pode ser bem neutro ou em tons pastéis pra ele reinar absoluto!

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Aqui um exemplo do que falo. Cozinha toda branca, madeira e toques de cor com um piso preto e branco saindo do tradicional dessa combinação.

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Esta marca tão colorida é nova iorquina, mas no Brasil se encontra padronagens bem legais. Talvez um tanto mais sóbrias ou próprias pra espaços infantis, mas há. Outro exemplo de preto e branco feito pelas meninas do A Beautiful Mess foi aplicar o vinílico em adesivo, quadrado, mas cortado na diagonal pra fazer este desenho. Além de bonito é econômico já que uma peça se divide em duas.

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Olha que lindeza! Paredes e quase tudo bem neutro e este pisto lindo. Super adotaria.

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E os mesmos pisos podem ser revestimentos e ir pra parede.

Julia Lynn Photography

Como também pra móveis. Só é aplicar com a cola especial como mando fabricante de cada marca quando ele não for do tipo piso adesivo.

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A depender da paginação (a posição e orientação de como o piso é colocado) um ambiente pode aumentar, alongar, diminuir.. E com o piso vinílico todas estas opções são bem possíveis também.

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Que charme este restô?

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Aqui neste banheiro foram usados tanto o vinílico em lâmina quanto o linóleo em desenhos hexagonais adesivos, olha que efeito bonito…

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Mais um efeito geométrico interessante.

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Estes imitando ladrilhos já nos são bem conhecidos e por aqui há também em outras opções como em porcelanato e cerâmica.

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A partir de agora vamos pensar na decor do piso ao teto, beleza? E me diz o que achou, esquece não, meu bloguéénho adora comentários, um beijo!

Fotos dos pisos da designer nova iorquina Mirth Smith

 

 

 

 

 

 

26 out 2015

Decoração e Quarto Montessoriano

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A palavra e o método vêm do sobrenome da médica. Maria Montessori (1870-1952).  A educadora foi a primeira mulher a se diplomar médica na Itália e desenvolveu métodos educativos que transformariam as formas com as quais lidamos com nossas crianças. O método destaca a importância da liberdade e estímulo para o desenvolvimento físico e mental das crianças e muito mais.

E porque a educação Montessoriana é tema tão recorrente na decoração? Porque o método defende que a casa deve ser estruturada a partir da chegada da criança e não está pronta antes dela chegar, ou seja, o uso deve ser o da criança e não do adulto. E penso que o profissional da decoração deve ter acesso a estas informações no caso de ser solicitado a projetar um quarto assim.

Um ambiente adequado, segundo o método Montessoriano deve ajudar a desenvolver o aprendizado infantil de forma criativa, saudável e livre para a criança expressar suas capacidades e habilidades. A criança vai aprendendo com a suas próprias experiências e espontaneamente. Pra isso, algumas dicas dadas pela educação Montessoriana para montar um ambiente:

Ponto de vista da criança e acessibilidade 

Para desenvolver a autonomia, autoconfiança, independência, os móveis de um quarto Montessoriano devem ter a altura ideal para cada criança e não para o adulto. Nada de cama convencionais. Colchões no chão, tapetinhos ou camas com altura mínima.

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Fonte: Binti Home

Fonte: Babble

Fonte: Babble

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Fonte: Meet Mot And Pea

A estrutura de casinhas virou mesmo uma tendência em quartos assim, olha quanta lindeza!

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Fontes: Buknola e Mommo Design

Estantes, prateleiras, cadeiras, guarda-roupa também. Ainn, pera, num tô guentando com tanta fofura, ó pra isso?

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Fonte: The Free Child

Tudo deve ficar ao alcance dos pequenos. Se ela tem o costume de rolar a noite, por exemplo, vale investir em rolinhos ou laterais aconchegantes. Abaixo um exemplo lindo e um quarto completo. Adoro este projeto:

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Fonte: Petite Vintage Interiors

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Fonte: Petite Vintage Interiors

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Fonte: Petite Vintage Interiors

Espaços livres, de trabalho, organização e segurança

O design essencial é a escolha do método Montessoriano. Com móveis mais básicos, mas não menos estimulantes e aconchegantes, o estímulo, o aprendizado e decodificação das crianças passam pelas mãos, pelo toque, pela exploração do mundo ao seu redor e por isso, ter espaços livres, menos entulhados, entupidos de brinquedos é o recomendado. Para que ela saia tocando, descobrindo o que tem ali.

A criança precisa ter acesso livre para brincar no chão e também um espaço separado para atividade de mais concentração, destreza. Uma mesinha com cadeira, prateleiras, painéis por exemplo são ideias pra aprender a ter organização, ter acesso aos brinquedos, saber onde fica o quê.

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Fonte: Retro Villa

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Fonte: Home My Design

Móveis com formas mais arrendondadas são mais indicados também pra trazer segurança, em vez de móveis com quinas retas. Além do monitoramento constante dos pais, claro.

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Fonte: How We Montessori; Etsy

Cantinhos de leitura também são super recomendados. Ainn, zentiii.. <3 <3

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Fonte: Just Real Moms

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Fonte: Escarabajos, Bichos y Mariposas

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Fonte: Pinja Colada

Espelhos e Barras

Espelhos de acrílico bem fixados na parede na altura da criança é outro item do quarto Montessoriano. Segundo os profissionais que trabalham com o método, o espelho ajuda a criança entender que é um indivíduo único e distinto da mãe, do pai, de quem cuida.

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Fonte: Apartment Therapy

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Fonte: Montessori Home

Barras ou alguns móveis fixos contribuem pra coordenação e independência motora também. A criança pode se apoiar, se levantar sozinha, sendo estimulada ao movimento, liberdade e autonomia.

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Fonte: Parents of Color

Brinquedos estimulantes e em sistema de rodízio

A escolha de brinquedos pra um quarto Montessoriano é tão importante quanto projetar o ambiente. E segundo especialistas, eles devem ir mudando de acordo com o crescimento da criança. Brinquedos seguros, criativos, que estimulem o aprendizado, imaginação e o toque, acima de tudo.”Caixinhas do tesouro”com itens do cotidiano em materiais diferentes, por exemplo, ajudam no desenvolvimento sensorial. Podem ficar em lugares específicos, assim como móbiles, cordinhas e outros objetos pendurados também. Livros, brinquedos de montar, de pintar, tocar podem ser oferecidos um por vez, afirma o método.

Aqui só foram algumas das características desenvolvidas na educação Montessoriana, há muito mais pra se admirar e praticar. No blog How We Montessori há um caminho longo do desenvolvimento periódico de uma criança por meio desta educação e é lindo de se ver. No Brasil, o Lar Montessori conta um pouco mais da vida da Maria. Pra inspirar, uma das histórias sobre ela.

Conta-se que, tendo terminado sua exposição em um congresso médico, um dos participantes da plateia pediu a palavra e perguntou à Maria: “Por que preocupa-se a senhora com estas crianças? Não sabe que elas não podem aprender?” – Maria Montessori respondeu: “Elas podem. São os senhores que não permitem”.

Um beijo e até!

22 set 2015

Um apê bem resolvido e arrojado

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O projeto é de um escritório fodão  de São Petersurgo, na Rússia. Tudo é feito por grupos de arquitetos, designers de interiores, de produtos, artistas, fotógrafos e até filósofos. Eles defendem que as respostas para muitas perguntas podem ser encontradas na fronteira entre o conhecimento lógico e a intuição. Os ambientes nascem de todos estes questionamentos, de um profissionalismo e técnicas bem arrojadas. É, minha gente, adoro descobrir coisas assim, porque Design de Interiores é muito, muito mais que projetar um ambiente. Os trabalhos contam com influências profissionais do mundo todo, então não é só inteligente, intuitivo, mas internacional, interativo, interdisciplinar.

Projetado há dois anos em Moscou, este apê de 45 metros quadrados, de uma jovem solteira se divide em uma sala de estar, cozinha, área de dormir e uma pequena varanda. Na Europa chamam de estúdio (e tava morando em um há um mês, lembra? <3) e se bem projetados, conseguem resolver o problema de armazenamento, fruição, iluminação e tudo mais. A opção de ampliar o ambiente por meio de cores claras foi usada. Mas nem por isso é frio. O tijolinho branco por todo o apê traz aconchego, assim como o tapete de fibra e madeira nos móveis e piso.

1aA sala de estar é dividida por mais uma parede de tijolinho branco e o balcão da cozinha americana. O janelão ilumina bem e observa que é o mesmo piso por todo o lugar, até a cozinha. E olha como é o quarto?

2aO quarto fica onde eles denominaram “pódio” construído em madeira clara. Morri de amores. Mas a opção não é só esteticamente boa, mas também útil, já que o pódio recebeu gavetões pra armazenar peças com grandes volumes. Iluminação com fios soltos e ganchos. E o detalhe pra o varão da cortina…

3aEscrivaninha com tábua desgastada e cano de ferro.

5aUm armário embutido pequeno e em vez de portas, cortina. Adoro esta opção e vejo como é bastante utilizada, principalmente em projetos fora do país.

4aVoltando pra sala, entramos também na cozinha. E este espaço é simplesmente sensacional. O apê é pequeno, mas a cozinha foi super bem aproveitada, ganhando um pequeno bar que também é balcão americano e se torna um lugar mais que agradável pra receber. Madeira os armários superiores, nichos embutidos, tinta lousa na lateral e bancos Tolix em metal na cor verde menta.

9aAi, minhanossassinhora, lindo demais!

8aEm frente, o resto da cozinha. Tudo planejado pra caber no espaço, marcenaria de linha reta, bancada clara e esse revestimento colorido na parede.

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 Fios de lâmpadas, um pôster e um toque de despojamento.
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 No banheiro, a casadinha que é sempre boa, cinza mais amarelo. Luzes difusas por trás do espelho, mais um pôster e toques de descontração com o revestimento que é um jogo de palavras.
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E por fim, a mini varanda que fecha o projeto afirmando o charme, o arrojo e a delicadeza do lugar. Os livros foram parar nas prateleiras em madeira e cano de metal junto com as plantas.
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Os puffs são caixas de metal utilizadas pelo Exército e encontradas em brechós. Restauradas e customizadas, ganharam futtons e ficaram ótimas. Luminária “Faça-você-mesmo” com vidrinhos de conserva. E ainda tem uma bancada dobrável em madeira pra refeições.
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Me apaixonei pelo projeto, por todo o espaço, pelas ideias e opções! Baita inspiração. Até o próximo Home Tour!
Projeto e Fotos: Int2
15 set 2015

Dicas para sobreviver a uma cozinha pequena

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Dramaqueen o título, eu sei, mas deliciosxs que chegam por aqui, a coisa é séria quando se tem uma cozinha corredor. Mas não é retangular, é corredor mesmo. A retangular ainda cabem móveis ou objetos nos dois lados, mesmo que pequenos. Já a corredor, apenas uma fileira, apenas uma parede pode ter volume. E a minha, não é só corredor estreita, ainda é “curta”, pequena mesmo. Ou seja, vesti uma roupa decente, fui lá fora, sentei no meio fio e shooorayyyy. Minto. Quase. Pensei que tinha perdido o jogo pra esta cozinha maquiavélica que tramava planos mirabolantes contra minha criatividade por um bom tempo, isso antes de me tornar designer há menos de dois anos.

O apê foi comprado antes de mudar de área e cair de cabeça no universo da decor. Logo, pequenos erros foram inevitáveis, mas nada que atrapalhe ou dificulte. Agora é hora de corrigi-los.  Na verdade, tudo que pudemos fazer, correto ou não, veio da grana curta, coisa que acontece com milhões de gentes. Agora, já com um pouco mais de informação e muito amor, busco opções que estão ao meu alcance, na minha mão. Faço com o que tenho e isso pra mim é ótimo, pode ser pra você também. Pensar na decoração que está na sua mão. Não é uma decoração barata na qual falo, porque esta pode ser dor de cabeça, mas econômica. Sendo assim, as pesquisas pra melhorar a cozinha, sem quebradeira em primeiro lugar, começaram há tempos. Comecei observando uma falha na daqui de casa, a luz.

Iluminação

Como em muiiiitos apês do país, a cozinha e área de serviço são juntas e há apenas uma entrada de luz. Aqui é quase assim. Se você mora em apê, vai se reconhecer, eu creio. O ideal é se quiser separar área de serviço da cozinha, fazer com vidro translúcido pra não diminuir a luminosidade. Ou então, persiana ou cortina clara, na metade, pra não barrar toda a entrada de luz. Ao menos eu prefiro iluminação mais natural possível. É bom pensar também na ventilação do lugar. Aqui em casa, pela posição do apê, se o basculante da área de serviço é fechado, a circulação de diminui muito.

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Caso ainda esteja escuro, luminárias. Uma só no teto pode ser ruim e fazer muita sombra. Por isso se puder é bom espalhar outros pontos pela cozinha, mesclando luz branca com amarela pra trazer aconchego. Algumas esquentam mais que outras, como é o caso das incandescentes, então é preciso avaliar a distribuição. A luz difusa também vejo como ótima opção, como esta da foto, chega por meio de um rasgo no gesso com luminária de vidro ou acrílico fosco. Pode ser com uma única luminária maior ou várias menores, os spots embutidos por exemplo. Aqui em casa a iluminação tá bem ruim e alguns truques vão ser necessários.

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Truques como a colocação de pontos de luz pelas prateleiras. Isso pode ser feito como parte do projeto luminotécnico do ambiente, com pontos já definidos e ligações feitas enquanto o projeto do lugar fica pronto é mais fácil. Claro que dá pra fazer depois, mas há um trabalho maior. Ou então, se precisar fazer depois como eu, luzes portáteis. São spots à pilha ou à bateria e podem ser grudadas. Mas ainda vou avaliar a qualidade dessas lâmpadas adesivas, porque acho um tanto fraca. A fita de led também é opção.

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E por fim, a sensação de que o ambiente está mais iluminado pode existir com a ajuda dos eletros e objetos com superfície que refletem a luz, como os cromados, alumínio ou em inox.

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Cores e mais truques

Eita, aí é meu calo, calo de amór <3 Só que o bacana em uma cozinha micro é abusar de cores claras. Na marcenaria, no revestimento e eletros. Tu sabe que eu bem gosto de uma cor, mas devo usar tons claros. Só não fico sem uma corzinha, me amarra é melhor 😀 Mas uma opção que vi, é colocar cores em pequenos detalhes, como nos armários ou prateleiras, estas últimas, itens fundamentais em uma cozinha pequena, né?

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Mas se a mão coçar por um pincel, observa bem a iluminação. Adoro cores quentes juntas na cozinha, porém o ideal é que o espaço tenha uma boa fonte de luz. Olha que lindeza e ó o tamanho da janela? E na cozinha, uma claraboia ajuda bastante.

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Uma outra dica é propor a cor de outra forma. Paredes, móveis, tudo em tons claros, mas o piso geométrico chama a atenção e ainda, assim disposto, faz o comprimento parecer maior. A disposição dos revestimentos podem mesmo aumentar ou diminuir um ambiente, então, cuidado antes de instalá-los.

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Utilizar as paredes

Se já tem muito armário, como no caso da minha cozinha corredor, sobra apenas o outro lado para explorar, logo, prateleiras, ganchos, painéis são mais que necessários. Além disso, tendo alguns utensílios à mostra, a rotina na cozinha pequena fica mais fácil. É que a gente sabe que em muitos imóveis, a bancada da pia fica entre o fogão e a geladeira e é utilizada para preparação dos alimentos ou apoio. Sendo assim, quanto mais fácil for o acesso à certos objetos, melhor. Super vou adotar aqui na reforma.

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Adaptações

Isso eu adoraria ter feito: usar fogão, forno, coifa embutidos, adaptados, acoplados. É prático e ocupa menos espaço se planejado com uma marcenaria com linhas retas, por exemplo.

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A Vivi é uma designer de mão cheia e sempre lança mão de opções acessíveis e bacanas. Olha como ela adaptou a cozinha: em formato retangular, tirou a mesa, preferindo uma bancada feita de porta de armário, mais prateleiras, o bom e amado contact e uma decor cheia de afeto. Além do ambiente ter ficado mais bonito, ficou prático, organizado e adaptado diante do que ela queria.

17A decoração precisa ser possível, antes de tudo e sempre lembro do que te falei antes: fazer com o que a gente tem em mãos e na melhor hora, sem ansiedade, é sempre a melhor escolha. Sigo aqui pensando sobre o projeto da minha e já tô prestes a concluir tudo. Muiiito em breve te mostro!

Imagens: Casa abril; Offbeat Home and Life; Apartment Therapy; Decorviva.

Beijo e até djá!

Eva