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Decor

09 nov 2016

Como decorar um banheiro com muito pouco

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Quando digo pequeno é muiiito pequeno mesmo e se tem uma coisa que não gosto no apê são os banheiros. Porém, quebrar tudo e refazer não era mesmo a opção, então, com muito pouco e objetos bem simples dei um tapa no visu no meu banheirinho que ficou bem melhor que antes.

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Esta mudança não é nova, mas sempre vale à pena relembrar dicas simples e econômicas pra nossa decor de todo dia, né?

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Mas eu não vou te mostrar tudo aqui, não! Pra acompanhar tudo o que fiz, o que usei e as etapas da decoração do meu banheirinho, acompanha aqui nesta contribuição que fiz para o que querido A Casa Que A Minha Vó Queria. Beijo, gentes!

19 fev 2016

Móveis de madeira coloridos. Muitas inspirações!

Fonte: Woon Inspirate Tie

Há tempos recebi uma mensagem da Roberta Querido. Ah, pelo sobrenome nem preciso dizer como é o nosso papo… A Querido tá lá no Rio com móveis em madeira, herdados dos avós (tãão foféénhos, ela me mostrou a foto <3) e é cada móvel mais bonito que o outro. De madeira antiga, bem acabada e de boa qualidade. Ela queria algumas ideias do que fazer com alguns deles, mas a moça é toda criativa e já estava dando cores em alguns deles. Pelo celular, ela fez fotos me enviou pela Fanpage.

Reformar um móvel dá trabalho sim, mas o resultado fica único e vale muito à pena. A Roberta precisou “descascar” a peça, tá vendo? Às vezes é melhor retirar a folha do tampo a depender da idade do móvel. Depois daí a Roberta lixou bem, bem, aplicou tinta em spray branca pra fazer a base, esperou secar e aplicou a tinta em spray azul. Olha que graça!

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Este carrinho é outra coisa linda, meu sonho!! Humm… deixa pensar no que faria… Eu acho que pintaria em uma cor só, que fosse harmônica com este tom de marrom, talvez um cenoura mais fechado, puxado pra cor de tijolo, sabe? Não pintaria as rodas, pernas e alça, talvez mesmo só os tampos… Ou aplicaria algo, tecido, adesivo no tampo e colaria vidro pra proteger… Talvez… É tão lindo…

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Esta cadeira da Querido também é uma coisa de louco, cadeira de diretor de cinema, nem preciso dizer que vou lá no Rio, esperar a Roberta sair de casa e pegar pra mim (Querido, tramando planos mirabolantes…) Como eu gosto de uma estampa, acho que mudaria só o tecido, algum geométrico, talvez, mas a madeira é tão bonita, mas tão bonita, não pintaria.

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Aí diante do papo que tive com a Roberta, pensei em buscar opções pra quem também tá pensando em reformar móveis. Eu e a maior galera sempre, né? Inspiração nunca é demais e os exemplos são possíveis e adaptáveis. Lá no final compartilho algumas dicas de como pintar que venho aprendendo durante este tempo.

 

PINTURA COM COR ÚNICA

Acho que é o básico e não tem como errar depois de escolher a cor que mais nos agrade. Não precisa de detalhes, o móvel por si só, sendo bonito e estando de forma harmônica em um ambiente, já fica perfeito. O que pode fazer cena junto como móvel são os elementos ao redor, sendo estes com base neutra ou não. Amarelo é aquela cor que pouco se erra, penso. Quarto infantil, cozinha, ambiente masculino, sala, enfim, ele vai mesmo bem com quase tudo.

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Foto: Woonispiratie

Uma base neutra das paredes e pisos mais esta cama reinando lindamente e a colcha de crochê. Outro exemplo super atraente.

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Fonte: Mammamia

E móvel com cor uniforme não depende mesmo do tamanho. O que sinto é que fica bem quando os elementos ao redor (parede, piso e etc) são mais neutros…

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Fonte: Bloglovin’

Mas mesmo quando não, quando a parede já tem muita cor e outros detalhes também, fica incrível. Sou louca por este chapeleiro da Ana Sinhana! Foi pintado com compressor.

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Se há peças separadas ou soltas, como um banco + futton, fazer um complemento de cores pode ser uma boa. Aí o que fiz aqui em casa. O banco era branco, velho, com futton floral. Apliquei esmalte sintético à base de água na cor Mundo Verde da Suvinil e encomendei o forro cenoura pra o futton.

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A poltrona ficou incrível, hein? Vermelho + P&B sempre casa bem. E ainda ganhou mais uma almofada pra o assento.

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Fonte: Some Little Lovlies

 

PINTURA COM COR PARCIAL

Se não pintar um móvel todo, por exemplo, deixar partes na cor original também é interessante como foi feito nesta peça adaptada pra cozinha com seu tampo natural.

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Fonte: Desing Sponge

O aparador teve parte das pernas isoladas e o resto ganhou cor.

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Fonte: The Sweeteast Blog

Assim como as cadeiras que brincam com as cores por elas.

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Fonte: HeyThereHome

A porta reformada virou painel pra cozinha com ganchinhos adesivos e a pintura parcial, estilizada deu ou não deu uma charme a mais?

 

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Fonte: Design Sponge

 

PINTURA COM EFEITO

O efeito degradê é um queridinho há um tempo e pode ser feito ao adicionar tinta branca ou preta às partes da tinta base enquanto pinta o objeto.

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Fonte: Hometalk

Listras no tampo frontal da gaveta mais puxadores coloridos. Pra quem curte móveis mais discretos, mas não menos bonitos.

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Fonte: Little Super Heroes

O stencil dá outra cara incrível pra o móvel! Sou fã deste projeto da Erika Karpuk, do Estúdio DeKor. O tampo da mesa não foi pintado, na verdade a Erika, assim como a Roberta, retirou a folha. A Erika lixou bem o móvel, aplicou tinta em spray com o stencil que ela mesma imprimiu e também usou spray azul na base. Ficou simplesmente lindo.

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Outro exemplo com stencil, mas com tinta. Uma base de uma cor e o stencil de outra. Pra trabalhar com tinta no rolinho e stencil não é preciso deixar o rolinho tão úmido, tão carregado de tinta, na verdade, quase seco pra não vazar e borrar, tá bom?

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Fonte: Nicolette Tabram Design

Fita adesiva pode salvar e muito! Este aparador aqui do apê foi produzido em pínus. Pintei por dentro de uma cor e por fora, este efeito com fita adesiva e tinta de outra cor. Atenção, o rolinho deve está quase seco também, assim como o uso do stencil, com bemmm pouca tinta pra pintura ficar mais uniforme.

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Quer cor e ainda outra função pro móvel? Tinta lousa pode ser a sua! As tintas acrílicas que vão em parede também podem ir em um móvel de madeira. Pra riscar, giz ou caneta giz (gosto mais da última opção porque não tem pó, né…)

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Fonte: Hello There a House

 

PINTURA MAIS APLICAÇÃO DE TECIDO

Um das minhas opções preferidas pela facilidade e infinita possibilidade. Em partes dos móveis, harmonizando com a tinta ou contrastando, fica mesmo muito bom. Este móvel azul da Aneenha do A Casa Que A Minha Vó Queria é um xodó! As portas receberam o tecido e a gaveta novos puxadores.

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A gente pode impermeabilizar o tecido com cola branca mesmo, passando por cima ou com uma sprayzada de verniz também. E a aplicação com cola branca é a mais indicada. Se quer fazer um detalhe, que tal laterais de gavetas? Só cuidado com o acabamento pra gaveta não emperrar. Penso que os de algodão, tricoline são melhores. Tecidos mais encorpadinhos, porém não grossos. Os tecidos adesivos são uma mão na roda também.

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Fonte: A Girl with a Gluegun

Não quer dentro da gaveta? Então uma corzinha por fora delas também vai bem.

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Fonte: The Design Tabloid

 

PINTURA MAIS APLICAÇÃO DE PAPEL

Outra opção tão boa quanto tecido. A depender de onde coloque, aplicar de leve verniz em spray ajuda a proteger. A aplicação pode ser feita com cola branca diluída em água, em camadas fininhas. A pecinha lateral de cama ficou adorável, amo cores vibrantes com P&B.

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Fonte: Cutequo

Um opção bacana com papel é você criar uma estampa que quiser. Há sites especializados pra isso como o Colour Lovers E o papel também pode ser aplicado colando fita dupla face no verso. Só é retirar uma das faces da fita e aplicar na peça. A depender de onde esteja o papel, é preciso um vidro por cima. Essas dicas bacanas aprendi há um bom tempo com a Thalita, do Casa de Colorir . Aqui todos estes exemplos nesta penteadeira divina.

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Aqui os papéis foram parar no fundo dos nichos. Super alegre e ainda dá pra gente reaproveitar sobras dos papéis que a gente tem por aí.

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Fonte: Mommo Design

 

 APLICAÇÃO DE ADESIVO

Se não quiser pintar, aplicar adesivo de formas diferentes já muda o visual de um móvel. Olha este exemplo que fofo?

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Fonte: Pinjacolada

Mas pintando é possível aplicar o adesivo diretamente nas partes escolhidas. E o bacana é que eles costumam ser mais resistentes.

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Fonte: Blayblayablog

Depois de taaaaanta inspiração, algumas dicas que aprendi e compartilhei aqui há tempos, tempos. O tipo de pintura você escolhe, com pincel, rolinho, tinta em spray, compressor… Como eu faço tudo no apê, uso rolinho e pincel fino em algumas partes em peças maiores e spray em menores. Os esmaltes sintéticos podem ser à base de água, meu preferido ou à base de solvente. Pra este último, é preciso usar Aguarrás pra limpar ou diluir parte da tinta como manda a embalagem. Já o esmalte à base de água, só água mesmo pra diluir. Há quem goste de usar tinta acrílica pra pintar madeira também ou PVA, mas eu prefiro o esmalte sintético à base de água. É vendido em latinha e a depender da marca, a gente produz a cor.

Antes de pintar qualquer móvel de madeira é preciso lixar muito até sair o verniz, se ele tiver ou qualquer outro material. Estando porosa, a madeira absorve bem os produtos a seguir e vai por mim, faz diferença. Há tempos quando comecei a pintar móvel ali, peça aqui, não lixava bem nem usava primer e a pintura não durava. O primer é um fundo nivelador especial pra melhorar aderência e acabamento da pintura. Mas tem uma regrinha que é bom seguir:

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Um só combina com o outro, viu? E depois de aplicar o fundo é bom lixar também, bem delicadamente com uma lixa fina (também conhecida como lixa d’água) pra só depois começar a pintar do jeito que você escolher. É isso! Só mesmo algumas dicas, há muito mais entre o céu e o reino da madeira do que julga nossa vã filosofia hahaha 😀 Roberta querida Querido! Obrigada por nosso papo e pela inpira em fazer o post <3 E quem pintar o quê aí me avisa? Ó que fico esperando, hein?

Beijo, gentes!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20 jan 2016

Como fazer um painel de recados com rolhas

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A gente estava se despedindo lá em Paris. Era mesmo um dos últimos dias juntos com estes amigos mais que queridos que fizemos por lá. O casal também estava voltando ao Brasil, assim como a gente, com o fim do Doutorado Sanduíche. A gente pra Bahia e eles pra Pelotas. Daí surge uma sacolinha entupida de rolhas que eles não sabiam o que fazer… se deixavam por lá, se jogavam fora, mas essa, definitivamente não era uma boa ideia pra o monte de rolhas de vinhos, espumantes, champanhes que eles beberam ou nós também juntos 😀 Eram uns pedacinhos de ótimas lembranças da vida deles por lá, cada garrafa tinha sido aberta pra algo bom, o que aconteceu com muita frequência no tempo em Paris. Ainda bem.

Aí pedi pra mim. Prometi que faria algo e que entregaria aqui no Brasil. Ótimo pretexto pra gente se encontrar. Ou eles subiam pra Bahia ou a gente descia pro Sul. Então, lancei mão das rolhas e de uma moldura de quadro em Mdf. Comecei cortando cada uma na metade com um estilete bem afiado.

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DICA

Se quiser cortar rolhas com maior facilidade, das duas, uma: ou você pode colocá-las de molho na água por 10 minutos, aí ela vai ficar mais molinha pra cortar. Ou então ferver água e na panela, colocar um escorredor de macarrão com as rolhas dentro. Deixar ali por 10 minutos, como se fosse cozinhas as rolhas no vapor. O vapor também vai amolecer as rolhas que ficam mais fáceis de serem cortadas.

Voltando. Depois de cortar as rolhas na metade, montei o desenho na base da moldura. Fui criando um desenho tipo “espinha de peixe” e comecei a colar pelo centro e deixando as rolhas sobrarem na lateral. Depois iria aparar as bordas.

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Enquanto secavam, pintei a moldura com o amor de nós todos, a tinta em spray.

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Depois, cortei os excessos das rolhas nas beiradas. Não me preocupei, porque as marcas do estilete iriam ficar cobertas pela moldura.

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E prontinha! Painel com rolhas cheias de memórias pra afixar recados e lembranças.

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Ah, antes que esqueça: nos espaços vazios entre uma rolha e outra, fui cortando pedaços das que sobraram no mesmo sentido do desenho e completei. Ainda preguei outro ganchinho pra ser usado também na vertical.

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E conforme prometido, vou entregar este mimo pessoalmente: tô saindo de férias por alguns dias e vamos pra essa região que a gente adora, o sul do nosso país! E de lá, vamos pra outros lugares incríveis que claro, te conto. Se quiser acompanhar mais uma volta minha por esse mundão, chega aqui no Instagram, fica à vonts. Já já volto pra contar mais esta viagem, claro! E na volta, coisas boas nos esperam. Mesmo. Um beijo grande e peraí que eu volto!

 

07 out 2015

Como fazer horta em canecas e em locais pequenos

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Pra alguns isso é um calo. Digo “alguns” me incluindo. Já te falei que moro num apê pequeno e sem varanda, né? Oxe, sabe não? Eita, cadê tu lendo minhas prosas por aqui? 😀 Pra completar, as janelas e basculantes têm as redes de proteção por conta dos bichanos. Mas mesmo assim, não desisti (e de repente a trilha de missão impossível começar a tocar)

Se você tem casa com jardim, troféu joinha pra ti. Se tem apê com varanda, outro troféu, se não, só tem uma sacadinha meia boca de janela de apê, outro troféu, mas quá, porque é daí que vão vir opções criativas e úteis pro espaço. A primeira é clássica: vasinhos pequenos nas sacadas ou alguma parte da casa que tenha sol por mais de três horas por dia. O porém desse esquema é que as plantas não vão desenvolver por completo, claro, por conta do tamanho. O Alecrim, por exemplo é um arbusto e pode chegar a mais de um metro de altura. Mas mesmo assim é possível cultivá-lo.

1Se tem varanda, pra ocupar menos espaço, a opção vertical é super boa. Fica ali no cantinho da parede com luminosidade abundante e na hora da rega é bom tirar as plantas dos vasinhos, escorrer todas e recoloca-las. Reaproveitar na decor já virou regra, então, vidros de conserva, palmito e etc pra pequena horta. A ideia dos cartões escritos à giz é massa também. Agora, aí entra um detalhe importante: os vidros precisam ser furados pra água pode escorrer e isso pode ser feito com uma furadeira e a broca diamantada. Mais pra frente de explico.

2Pra quem pode utilizar toda a varanda, caixinhas, vasos e floreiras na própria grade ou parede. Mas sem espaço? Mais uma ideia de horta vertical. Vidros (com furo no fundo) + braçadeiras + pedaços de madeira. Pra prender as braçadeiras o princípio é o mesmo deste painel multifuncional que já fiz.

3E a minha, meu povo? São miudinhas, mas limpinhas e com amor. A primeira trouxe da Ikea de Thiais, na França e foi uma visita e tanto! A Ikea é de enlouquecer qualquer fi de Deus. Quase caio dura e já tinha deixado avisado: ” Marido, se morrer, plis, me creme e me esparrame pela parte das cozinhas.” Aviso dado, comprei meu kit horta da Froer por 6 euros. Vem com as latinhas em zinco, bandeja, os discos de terra e adubo, as sementes de tomilho, coentro e orégano.

Sem Título-1Não vem com furo do fundo pra escoar a água então eu fiz com furadeira e broca pra metal. Mesmo não sendo plantas que gostam de terra encharcada, preferi furar pra se caso pesar a mão, a água escorrer a não matar a planta.

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Mas tinhas uma canecas velhas, trincadas que não serviam mais pra o uso tradicional, então, resolvi fazer outra parte da horta. Mas pra receber as plantas, um furo precisa ser feito. Pra furar vidro e porcelana com furadeira é necessário usar uma broca diamantada. Um dos formatos é este aí. Observa que há uma “textura” na ponta? É isso que garante o furo em porcelana e vidro. É mais cara que uma usada em madeira, concreto, mas nada que doa o bolso.

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Pra usar a broca, não precisa de força. E não pode ser usada na função “Martelo” da furadeira, já que esta é pra pressão, em lugares “pesados” como paredes. Vai furando sem fazer força e aprendi que precisa ir molhando a broca quando começar a sair o pó da peça. Isso faz com que a broca dure mais. Mas ó, já te digo, demooora. É preciso paciência, minutos à fio pra ir furando. No início vai escorregar até fazer uma mínima profundidade, por isso, apoia onde você achar melhor, tanto a peça quanto a furadeira. Mas dá certo!

10As canecas vão ficar penduradas na área de serviço, assim que o projeto dessa parte da casa tiver pronto, compartilho. Forrei o fundo com manta, argila expandida pra não deixar a terra escorrer e as sementes. Agora é só esperar brotar.

11Nas canecas vão Manjericão, Alecrim, Salsa e Cebolinha e na horta do kit da Ikea saem Orégano, Tomilho e Coentro. O Coentro foi o mais assanhando e dias depois do plantio começou a crescer rápido. Nem todas as sementes de Orégano vingaram, as que sim, brotam lindamente e também adicionei mais às novas que comprei, vamos esperar pra ver o resto. Já o Tomilho original não brotou, então, consegui sementes novas e uma muda! Olha que lindeza! Na ordem: coentro, orégano e tomilho.

13O Coentro não gosta de muuuita água, mas precisa de solo úmido, boa luminosidade e sol pra ter mais sabor. Não suporta climas frios. O Orégano também gosta de muita luz e sol algumas horas por dia. Pode ficar até dois dias sem água. É do tipo que não gosta nem de muita nem de pouca. E o tomilho? Ai, pera, vamo ilustrar pra ficar melhor:

8Aqui não pode faltar Manjericão e Alecrim.

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Também adoro Cebolinha e Salsinha.

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Pronto. Opções de onde, como e o quê cultivar dentro de espaços pequenos. Não tem mais desculpa pra gente não ter nossa horta agora, néamm? Eu que o diga!

Beijos!

 

02 out 2015

Design de Iluminação – Projetar pensando na luz

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Depois de curso de design de interiores e da disciplina Iluminação, minha admiração por esta área dentro da decoração (e também fora dela) só aumentou. Mesmo o contato tendo sido rápido e limitado, me dediquei um pouco às pesquisas deste segmento que ainda vou buscar mais conhecimento, tentar me especializar, sério. Uma pós em Design de Iluminação nunca saiu dos meus planos. Um dos livros bem interessantes que tenho sobre o tema é o “Como Criar em Iluminação” da Editora Gutemberg. Traz quem cria pra o centro da discussão e muito mais. Fala dos processos de instalação em um ambiente, concepção e mostra um estudo de caso do Arnold Chan, um dos maiores designers de iluminação do mundo. O livro diz muita coisa que concordo quando se trata de criar em iluminação. Tanto uma pequena peça quanto um espaço por completo. Mas vamos falar por aqui da primeira opção.

“PROJETAR UMA PEÇA DE ILUMINAÇÃO ENVOLVE PROJETAR PENSANDO NA LUZ”

E penso que isso, minha gente, requer conhecimento. É um designer pensando como designer, engenheiro elétrico, mecânico, físico, artista, deixando ainda em alta a sensibilidade e emoção. Uma peça de iluminação é um objeto físico, assim como uma cadeira. Mas diferente desta última, o que determina o design da primeira não é só a estética, material, forma, engenharias e funções. Além de ocupar um espaço, uma peça de iluminação existe como meio de revelar este espaço. De mostrar ou esconder, de atrair o mínimo de atenção ou expor ao máximo.

Saber criar uma peça de iluminação que pode ser elegante, peculiar, atraente é tão crucial quanto saber a qualidade da luz que ela emite, sua disseminação, difusão, direção, cor, temperatura relata o livro. Uma cadeira implica o ato de sentar-se, uma casa sugere ocupação. Um objeto de iluminação somente se torna uma peça real quando é aceso. E antes disso, os processos de experimentação, estudo, pesquisa e claro, inspiração foram muitos. Adoro poder conhecer um pouco mais de certas histórias e exemplos. Fica melhor pra entender este caminho. Mas escolho mostrar primeiro as luminárias e já já eu volto com ambientes, fechado?

De um processo de observação minucioso e calmo da natureza. Formas, cores e consciência ecológica fazem nascer a Moth Lamp, criação do estúdio de design holandês Snowpuppe. Desenvolvida pela arquiteta Nellianna e pelo designer industrial Kenneth as luminárias são feitas em papel especial que dá ares quentes às lâmpadas frias que economizam energia. A iluminação é mais direta e aconchegante. Desde o material, papel e madeira, até a cor, tudo nasce da inspiração vinda na natureza. Optam por não usar materiais como plástico pra não degradar o ambiente e fazem tudo à mão. Trazem uma geometria mais simples e assim afirmam que “se você olhar de perto, você pode ver que as formas na natureza são construídas a partir de proporções simples.”

6As luminárias do parisiense Mathieu Challières é de uma delicadeza sem fim. Em 1997, o designer deixou o mundo dos negócios e grandes empreendimentos pra começar sozinho seu próprio negócio. Resolveu fazer pro mundo o que fazia pra si mesmo: luminárias e objetos de decoração. Fazendo à mão, começou com luminárias em gesso nas mostras de Paris que logo de primeira foram vendidas. A série “Aves” sem dúvida é a mais poética criada por ele. A ideia, segundo o designer era brincar com as aves falsas de penas reais que foram se refugiar na malha de metal da peça. Olha que lindo? Passarinhos fazendo abrigo na luz, ainnnn <3 A depender do ambiente, os reflexos dos pássaros mudam. O que deixa a obra ainda mais encantadora.

 

7A Eva Newton e a Lorena Canals escolhem muito bem as palavras pra defenderem suas ideias e conseguem traduzir tudo em peças contemporâneas, não só para adultos, mas principalmente para crianças. Depois de pesquisas e estudos resolveram trabalhar com linhas simples, cores pop, graça, kistch e nostalgia. Acreditam que o bom design integra luz, forma e função. Além disso, qualidade, já que no caso desta luminária, a lâmpada de LED pode durar até 50 mil horas. É um convite à imaginação. O escritório da Goodgnight Lamp é baseado em Paris e Barcelona.

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A história da Seletti é antiga o que faz dela uma marca clássica, inovadora porque criou por si mesma novas formas de negócio e porque agrega sempre o que é bom . Tem muita estrada e mesmo assim, não perde a cara de contemporânea. Nasceu na Itália em 1964 por Romano Seletti, um entusiasmado e curioso empresário que viajava pra o oriente para comercializar pequenos objetos pra casa e matéria-prima para confecção de outros mais. Com ajuda de outros empreendedores, o negócio foi aumentando, Romano envolveu a família, filhos e irmãos, que cresceram assistindo ao sucesso do precursor. Na década de 80, adaptou sua própria maneira de fazer negócios devido às enormes mudanças mundiais. A adaptação deu super certo. Filhos e irmãos enveredaram pela área da criação, se profissionalizando.

Hoje, a Seletti trabalha com novos e experientes designers italianos da própria Seletti e de outras partes do mundo. Junto com eles, criam e comercializam inúmeras peças de iluminação e também mobiliário. Os valores da empresa continuam os mesmos: entusiasmo, paixão, criatividade e experimentação. Os profissionais afirmam que pra uma ideia vencer é preciso acompanhamento, proximidade e inovação.”Visite fábricas, converse com os artesãos, com os criadores, introduza no processo novas ideias.”

Aí os exemplos da Seletti. A Maman criada pelo escritório Selab é vendida pela Seletti e é um grande sucesso. 14 lâmpadas em LED, 7 fios de 3m, 7 fios de 4m, um design simples e atemporal.

1As caixas de luz customizáveis também da Seletti. A frente pode ser trocada.

3Caixas e neon.

5Monkey criada pelo designer Marcantonio Raimondi é feita em resina. A proposta é ousada e divertida. Já a Egg of Columbus criada por Valentina Carrera é um design simples que me encanta. É feita em papel prensado e bocais em cerâmica. É delicada, mas resistente. Acho lindas!

2Vi algumas quando fiz umas oficinas em Paris no La Petite Épicerie, te falei aqui, lembra?

14Olha outra difundida por todo o mundo. Também desenvolvida pelo Selab, assim como a Maman e comercializada pela Seletti.

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No mesmo livro que te falei lá em cima, o Arnold Chan diz que a iluminação é interessante porque é  técnica e há muita arte envolvida também. E isso se aplica não só à ambiente, mas às peças. O lado emotivo da iluminação influencia na vida. É intangível. É um salto no escuro. É preciso equilíbrio e conhecimento nos dois campos. A técnica precisa atender à criatividade assim como o contrário. Depois que conheci um pouco mais deste universo brilhante te deixo outros exemplos de criador e criatura com os quais topei. Um beijo!

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