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Artesanato

08 jun 2015

Klin d’oeil – Roteiro Artesanal em Paris

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Eu já entendia que este tipo de encontro e que a arte manual na Europa era mais que valorizada, era reconhecida da forma que merece. Como fonte primeira da indústria, como base, como mundo inesgotável de criatividade, como movimento econômico, como investimento, enfim… como algo realmente importante. No Brasil o artesanato segue tomando novos rumos, mas é preciso debater ainda mais e promover mudanças. Mas gente disposta pra engrossar este caldo não falta, eu sou uma delas.

Toda hora surge um evento sobre trabalho manual por aqui, ao menos uma feirinha e lá vou eu. Vale à pena acompanhar sites, fanpages pra ver se encaixa na sua agenda quando você estiver por aqui. Sempre que posso, vou atrás de algum. Se tem uma coisa que eu gosto é deste tipo de evento onde o grupo é harmônico, sabe? Todo mundo na mesma vibe buscando aprender e compartilhar arte, seja ela de qual ramo for. Mais uma vez te digo que não é tudo que vem parar aqui no blog, se não, como é que eu vivo a coisa?

Este encontro em especial foi muiiito bom, um baita evento. Organizado por duas artesãs e autoras de blogs, o “Klin d’oeil” reuniu mais de 60 criadores em sua sexta edição. O nome, que tem sua origem diferente, “Clin” e não “Klin” significa “piscadela” em francês. Por isso o símbolo do evento são dois olhinhos, um aberto e outro fechado. Adorei!

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O Klin d’oeil que participei aconteceu no queridinho Marais <3 em um espaço daqueles que a gente olha e choraminga: “Poww, porque não tem um na minha cidade?” Não pela estética, mas pela possibilidade. O galpão tipo estufa com toques de Art Noveau  é o Carreau du Temple onde se desenvolvem semanalmente diversas atividades com música, teatro, dança e muito mais.

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O tamanho é ótimo, confortável pra caramba, espaço pra criançada, pra o palco com showzinhos lindos (Aii quanta música bacana tô conhecendo!Prometo tirar a poeira do “Toca na minha sala”!) Como te falei acima, foram mais de 60 criadores reunidos, mais as mesas das oficinas, mais balcão de atendimento, trailer de comidinhas.

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E sabe outra coisa que me enche de esperança e felicidade? Quando sinto os criadores envolvidos, comprando a ideia, logo, todo mundo fez questão não só de expor o seus produtos e atrair o cliente, mas cuidaram da decor, deixaram, cada um a sua maneira, seu pequeno espaço agradável pra o visitante.

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Enquanto rolavam as vendas, compras, comidinhas e música, os ateliês não paravam. Foram 17 artistas que ofereceram cursos pequenos e rápidos. Todos pagos, com preços acessíveis, mais que justos para o trabalho dos artistas e material incluso. Compartilhando novas técnicas e aprendendo, cada ateliê era comandado por artesãos, designers de interiores, de moda, de objeto, arquitetos e todos autores de blogs. Cada curso tinha a sua classificação. Tinha gente pequena…

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E gente grande…

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Gosto muiiito do trabalho da Steffie Brocoli, uma ilustradora daqui de Paris. O curso dela, voltado pro público infantil, foi uma delícia!

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O da Virginie Will também. Cada pequeno confeccionou a máscara de monstro que quis.

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Eu fiz dois cursinhos sobre encadernação e novas técnicas de pintar papel.

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Um com uma artista super nova e talentosa e outro com o já queridos, a dupla do Heju. Lembra que falei deles aqui em outra oficina que participei? Então, me encontrei de novo com a Hèlene e com o Julien e claro, foi muito bom! Rimos, aprendemos e saí de lá sempre com aquele aperto no peito tipo “Ainnn, eu quéé mais, eu quéé pra sempre!”

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Tinha atividade dentro e fora do Carreau. A Print Van tava colada lá. A proposta é muito legal: esta van aí, pequena é uma mini gráfica onde você pode escolher na hora sua estampa e imprimir onde escolher, em blusas, cartazes, cards e mais.

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Outra lojinha muiiiito massa é a Noir Gazzol, a primeira boutique itinerante de moda de Paris, segundo eles mesmos. É uma loja como outra qualquer, mas assim, dentro de um pequeno caminhão.

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Ainda tinha mesa de pingue-pongue super concorrida por marido digo, crianças, barraquinha de sorvete, jornal, ainnn, muito delícia! Ficam a experiência, aprendizados e ideias. Tudo, como tudo por aqui, inesquecível.

Meu beijo!

28 nov 2014

Faça você mesm@ seu natal!

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Eu confesso: tenho preguicinha de natal. De arrumar a casa, montar árvore, enfeitar tudo… A gente sempre teve natal quando pequenas. Dos tradicionais mesmo, com presentes ao pé da árvore e ceia. Depois de adultas e longe de casa, o natal foi dando uma xoxada. Tinha anos que dava pra ir pra casa dos meus pais, outros não e em muitos passei dando plantão na TV cobrindo a ceia alheia. Confesso também que tenho uma certa resistência a esta áurea de bondade e pureza que se instaura neste período apenas. Conheço gente que fala disso só nesta época do ano, esquecem dos outros 11 meses. Mas acho uma data mais que necessária, super especial pra os pequenos. Necessária pra estimular o encanto, o lúdico nas crianças e ainda fazê-las refletir sobre o motivo da data e nunca deixá-las esquecer quem é o grande Mestre de todos.

Reflexões profundas à parte, eu gosto de ao menos um fru fru nestes dias. E se tivesse mininu por aqui a coisa seria maior, sem dúvida. Se não tem uma árvore tradicional é hora de criar coisa simples e fácil pra não deixar o natal passar em branco. Ou só em verde e vermelho 😀 Saí catando algumas opções baratas, fofas, despojadas e fáceis pra noisis, viu? Se não tem ou não quer uma árvore verde que espeta a gente e arranha o braço, que tal uma com o bom e velho String Arte? Nem precisa furar a parede, basta fixar ganchinhos 3M transparentes ou branco. E a pra enfeitar a árvore feita de cordão, pregadores customizados seguram lembranças e coisinhas queridas. A árvore acaba tendo mais que a função de só decorar.

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Veja o resto aqui

Essa ideia é muito a minha cara 😀 Um simples pedaço de papel vira fundo pra esta árvore que pode ser feita tanto em cartolina quanto com plástico contact. Depois da comemoração é só tirar o painel de papel da parede e dobrar.

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Para ver mais, clique aqui

E se uma não tá bom, vamos de várias árvores pela casa. A ideia é massa e melequenta. Eu adoro! Esta técnica já te mostrei aqui quando fiz os piscas, lembra? Neste caso, monta a estrutura da árvore em papel grosso, reveste com um saco plástico, passa vaselina no mesmo. Em seguida, mergulha o cordão de algodão em uma mistura de água morna, cola e maisena. É só ir enrolando e deixar secar. Retirando com cuidado e pintando com tinta spray, as árvores vão surgindo. Aí é só enfeitar e espalhar pela casa.

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Se não abre mão da árvore tradicional, que tal mudar os enfeites? Os de feltros são fáceis de fazer e mimosos, adoro! Também podem ser comprados prontos.

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Link aqui

Quer algo mais fácil? Rápido e barato? Então receba e diga obaa! Só é pegar macarrão gravatinha, dá uma sprayzada com tinta brilhante, jogar uma purpurina, amarrar no cordão e nasce um enfeite mimoso e feminino <3 Olha o passo-a-passo aqui.

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Tá bom? Tá não? Quer economizar ainda mais? Entendi.. Tu quer guardar granéénha pra ir pra praia logo depois, né? Tá cert@! Então, enfeite de cartolina colorida vai te ajudar. E o efeito fica moderninho e delicado. Baixa o molde aqui.

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Encheram o saco de árvore, ninh@s? Então vamos pensar em enfeites por outros lugares da casa. A antiga guirlanda pode ficar mais prática e funcional. Um cabide de arame vira a base pra esta guirlanda. Um jatinho de tinta spray vermelha já forma a base. E pregadores pintados de verde criam a peça que adquire a função de painel. Amayyy! Daqui.

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Quer mais brilho, mais luz? Essa ideia é simples e moiiiinnntoo linda. Casinhas de passarinho artesanais (que eu já vi na feira) viram lindas luminárias que podem ser espalhas por cima dos móveis.

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Passo-a-passo aqui

Tem filhotes e não quer árvores? Então, um presépio, uma mini vila altamente handmade, com reaproveitamento e molde pra imprimir. Quer coisa mais bacana pra fazer com crianças? Olha como fica massa! Aposto que a meninada ia adorar fazer. Olha como se faz por aqui.

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Baixe o Molde

E se mesmo assim, nada disso te agradar e você tiver um bichano que te dá amor e alegria, pede ajuda a eles! Definitivamente aqui em casa onde temos 3 filhotes, essa é a nossa decor de natal favorita! Hahahah 😀 Bjbj, genten!

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“Você sabe, a maioria das pessoas apenas usam estrelas”

 

03 set 2014

Como fazer quadrinho vintage

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Eu adoro um tom vintage, envelhecido, cor de página de livro pela decor, sabe? Em pequenas peças, quadros e em outros acessórios. Aquela carinha gasta conta alguma história. Como não herdei nenhuma peça assim, digamos que a minha história seja relativamente nova 😀 Então vamos criar algo nessa pegada e começar a história a partir daí.

Pra finalizar a reforma de parte da sala, ainda faltava algo na parede. Há tempos namoro os quadros feitos em cima de páginas de livro antigo, com gravuras, ilustrações. Há sites gringos que só vendem este tipo de arte pra parede e aqui no Brasil, o que encontro ou não gosto da ilustração ou do preço 😀 Então a regra é clara: bora fazer. O material é simples, o segredo é arranjar uma boa gravura, ou então fazer, encomendar uma e ter bom senso diante dos outros elementos. Olha as minhas escolhas:

1- Tela de 20cm x 20cm

2- Livro antigo encontrado em Sebo. O bom é que ele seja grande pra não ter de emendar a folha.

3- Cola branca, pincéis grosso e fino, tesoura, estilete, tinta da sua escolha e furadores. Se não tiver furador, de boa, decalca ou desenha alguma forma e recorta depois.

4- Cartolina dupla face. De uma lado uma estampa, do outro, outra. Escolhi a cartolina de acordo com a tinta. Queria tom sobre tom, tudo meio marrom.

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Depois daí é hora de escolher a gravura. Aqui os nossos símbolos são claros pra quem entra no 304. Câmera fotográfica ou de cinema pra marido e coração e maquininha de costura pra mim. Escolhida a figura, você pode jogar num editor de imagem pra ter noção do tamanho, como vai ficar na tela e na folha.

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Imprimi aqui em casa mesmo, em preto e branco. Direto na folha do livro. Agora vamos montar: passa bastante cola na tela. Lembra que ela é um tecido e vai absorver um pouco, o que é bom. “Menina véa, menina véa, isso vai dar certo?” Dá, minha gente, confia! Depois de melecar bem, põe a folha por cima. Com a mão seca ou um pano seco, vai deslizando e ajeitando a folha. Os gominhos vão se desfazendo com isso. E no lado inverso, aquele de dentro da tela, vai passando também. Não tem erro, fica tudo lisinho!

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Apara as sobras com um estilete afiado. Reforça com mais cola estas pontinhas. E nas laterais, chegou a hora de passar a tinta. Aplica a cor que escolher direto, com um pincel mais grosso e vai deixando falhas, pra dar aquele ar meio podrinho que é lindo e cabe na proposta. Com o outro pincel, mais fino, passa na tinta e tira o excesso numa folha ou pano. Pra fazer o efeito envelhecido o segredo tá aí: deixar o pincel bem seco e ir “limpando” na tela. Escurece um pouco das extremidades e só.

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Você podia comprar a telinha, como as montagens no estilo “collage” já prontas, impressas, mas diz se montar cada camada não é mais charmoso? Eu simplesmente AMO as colagens e prometo voltar com um post só sobre isso (disfarça que a minha lista de post prometidos só cresce) O próximo passo é recortar outros elementos, imagens pequenas pra sobrepor ou formas bacanas. O bom é que sejam menores que o elemento principal, pra ter uma harmonia. Pro meu coração escolhi as flores de um lado da cartolina e perfurei pequenos corações e pra maquininha, formas geométricas. Só aplicar a cola nestes recortes e ir montando.

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Pode deixar a cola vazar um pouquinho e quando finalizar, passa um pouco dela diluída com água, bem pouco mesmo, por cima dos recortes. Espera secar. Ainda apliquei uma camada de verniz fosco em spray.

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E só! Coração, diz pra mim, porque é que fico sempre desse jeito quando faço o que amoooo?? Parafraseei descaradamente o pobre do José Augusto de tanta empolgação! Mas amei mesmo, marido amou e já foi pra parede! Símbolos que são nossas identidades, flores pra entrar o meu mês lindo e muito afeto.

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Genten! Antes que termine o dia, digo, o post, faço questão de lembrar que este amor pelo coração não é só na decor é na vida também. Como filha de um cara cardiopata desde os 20 anos, sei o quão necessário é cuidar do nosso coração e como levar uma vida assim pode ser complicada muitas vezes. Lembro rapidinho que este mês o Instituto Lado a Lado pela vida, de São Paulo, uma instituição sem fins lucrativos lançou a campanha nacional “Setembro Vermelho”. É um alerta para os cuidados com o coração, conscientização e como evitar as doenças cardiovasculares que matam uma pessoa por minuto em todo mundo! O mês de setembro foi escolhido por que eu faço aniversário dia 8. Rá, mentchera! É porque dia 29 é comemorado o Dia Mundial do Coração com movimentos por todo o mundo. Se quiser saber mais, clica aqui no site Siga o Seu Coração Nele você encontra muita informação e até receitas saudáveis. Cuida do seu coração, no teu corpo e também na sua parede! 😀

Bjbj!

 

27 ago 2014

Como fazer letra decorativa em papel

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Desde pequena e roliça tenho a fama de imitar bem alguém, de encenar alguma característica específica, seja na voz, fala, expressão.  Claro, não é algo do tipo como imitar Silvio Santos, Faustão, pelo amorrr. É coisa miúda, detalhezinhos. Mas como boa tímida, sempre fiz isso só entre os amigos íntimos. Sério. Tu me vê toda gaiata e saliente por aqui ou em alguma conversa, mas no tête à tête, neguinha fica muda. Aí, nessa coisa linda que é a vida, me caso com um cara que nasceu com riso frouxo e qualquer besteira é motivo pra abrir o bocão. Há tempos brinco com ele de “Daniela Mercury”. Explico, se não, cê vai ficar aí pensando besteira.

É que a Daniela tinha a mania (não sei se ainda tem) entre uma música e outra, levantar um das sobrancelhas, balançar o pescoço meio duro e gritar um empostado: “Alegria!” Ok. Nunca fui a um show da Daniela, mas como ela tá na mídia baiana há décadas é fácil notar estas características. O bicho pegou quando a entrevistei certa vez aqui. A gente conversava sério e ela seguia respondendo. Eis que no meio da fala, ela, que também tem a mania de responder aos repórteres cantando muitas vezes, começa a cantarolar e solta um “Alegria!” Fiz todas as promessas possíveis naquele momento em troca da minha seriedade, em troca de esboçar apenas um sorriso comportado pra não soltar uma gargalhada na cara da minha friend Déénny. Depois disso, a coisa se instituiu aqui em casa e em meio a uma conversa séria, virava pra marido e “Alegria!”. Fazia desaparecer qualquer vestígio de um papo cabeça 😀

Mas não é que a mulher tá certa, minha gente? Ser sem graça deve ser muito chato. Ter alguém ao lado pra falar alguma gaiatice durante um minuto sequer do dia é muito bom. Se a gente tá xoxa ou p da vida então, ajuda bastante. E eu cresci assim, com uma mãe que dançava reggae, mesmo sem saber, pra me animar, que beliscava a bunda das minhas amigas que subiam a escada na frende dela, com um pai que contava os podres dos amigos nas festas e ria de ficar vermelho, mesmo sendo o poço da timidez, com uma irmã que chorava de rir depois que eu imitava Will Smith dançando rap em “Um Maluco no pedaço”. Eu sempre levei fama de mau humorada, como boa virginiana cri cri, mas só ficava na sonsidão fazendo o povo sorrir.

“Oo fia, tu conversa demais, o que isso tem a ver com tua parede, dinha??” É que não podia ter pensado em palavra melhor pra ir pra parede aqui do apê! Já tenho “Amor” espalhado por aqui, agora, faltava um complemento. Amor e alegria, existe combinação mais perfeita que essa? Daí resolvi fazer as minhas letras decorativas.

Tive a ajuda de um site muito legal que descobri há cerca de dois anos, o Mr. Printables. Quando dava aulas pra umas criancinhas, imprimia algumas coisas de lá pra compor as aulas. O site é cheio de atividades pra baixar e montar, brinquedos pra produzir, decoração pra festas e casa. Tudo em papel. Você imprime e pronto! Mamains e papains, o site é uma ótima dica!

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Já tinha feito o download há tempos das letrinhas em 3D. Não queria fazer da forma que via pela net, com a ajuda de copinhos de plástico e fita crepe. A vantagem desta última é que você pode escolher a fonte. Mas baixei o arquivo que vem como um alfabeto completo em PDF e em um só tipo de fonte, dessas parecidas com fontes de computador antigo. Por favor, entendedores, sorry, eu não sei como se chamam.

Então, joguei o alfabeto pra um editor de imagens, fui separando as letras que queria. Fui a uma gráfica, imprimi em uma folha tamanho A3 no papel mais grosso e fosco que tinha lá. Nota que as letras possuem as laterais escuras, pra poder dar profundidade caso você imprima já em um papel colorido. As letrinhas vêm  com a superfície superior, estas tiras que são as laterais pra fazer a altura ou volume e a superfície inferior, ou fundo, pra poder “tampar” a letra. Vou te mostrar lá na frente.

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Depois daí, foi recortar com a ajuda de um estilete bem afiado pra alguns pontos e pra tesoura em outros.

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Comecei a dobrar cada risco pontilhado ou não. O site não te mostra como montar, ao menos não achei e têm algumas letras que realmente são mais complicadas como a “G”, mas nada impossível. Naturalmente você vai vendo o que cabe e encaixando até ela sair completa. Primeiro, cola as junções pra dar o formato. Olha como vai ficar atrás. Nestas sobras, passa cola, tá bom?

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Agora é a vez das laterais. Dobra nas partes indicadas e vai encaixando na letra. Olha atrás como ficou: ela tá toda fechadinha. Agora é só colar o fundo como indica a imagem.

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Eu ia só pintar com tinta spray cobre. Gosto do prata, um pouco do dourado, mas adoro o cobre. Porém, queria um ar mais desgastado na letra, mais podrinho, sabe? Com uma cara de “ah, encontrei naquela indústria abandonada”. Certo, bem coisa de quem vive em NY, mas se nois num tem, nois inventa. Aí lembrei que tinha uma massa acrílica que é ótima pra fazer texturas.

Além disso, as letras já tão estavam tão lisinhas assim. É que com as tentativas de colagem, o dedo sujo de cola vai grudando e formando pequenos gominhos. Adorei esta textura mais grosseira. Aí só lambuzei o dedo na massa e saí passando pelas letras, num mesmo sentido vertical. Foi bom também porque pode cobrir os encontros do papel. E a tinta escolhida, foi este cobre lindo com cobertura bem legal.

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A massa seca e fica plástica, firme, tirando a cara de papel da letra. Desci pro play pra brincar, digo, pintar, já que usar spray em lugar pequeno é de #shorar!

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Apliquei duas demãos, esperei secar e apliquei ainda um restinho de verniz em spray fosco que tinha. E foi só! Fiz a nossa própria “Alegria!”

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Ela vai pra parede djá djá e eu também vou te mostrar. É que tô reformando a sala e tô escolhendo direitinho o que vai pra parede. Coisas minhas, coisas de marido, coisas nossas, algumas compradas recentemente, outras feitas por mim, por vovó e outras por chegar. A parede de afetos tá sendo montada, como casa que tem coração e um história que se constrói aos poucos, com amor, cuidado, trabalho e “Alegria!!” (Não esquece de levantar a sobrancelha e endurecer o pescoço, viu?) 😀

 

08 maio 2014

Feirinha Craft – Parte II

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Voltei com mais gente massa pra te apresentar. Ontem postei a primeira parte sobre a Feirinha que participei. Leu não? Então vai. Mas volta 😀

Esta outra queridona também depositou na criação manual todo o aperto que tava em seu peito depois de uma baita tristeza. Só que em pouco tempo a Gi Decrescenzo virou artista das maiores. Eu olho pros bonecos da Gi e minha cabeçona dói imaginando o trabalho minuncioso, cuidadoso. São roupinhas bem trabalhadas, cheias de detalhes, bochechas rosadas, olhinhos pintados, cabelos trançados, uma lindeza sem fim! Parabéns, Gi querida, trabalho fantástico! Não é à toa que a meninada cercou a bichinha que quase ela nem respirava 😀

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E quem tá pelo Insta comigo viu que postei botões SURREAIS de tão lindos! Mas eu fiquei embasbacada com a quantidade e variedade de desenhos! Não é pintado, tá na parte interna, de uma lado do outro.Tudo feito artesanalmente com uma resina alemã por uma fábrica do Rio de Janeiro. Só que o que não sabia era que os donos eram da minha cidade. Deixaram a agonia da cidade grande, a fábrica na mão dos filhos e voltaram pra viver tranquilos no interior. Mas nem por isso ficam parados. Em toda Feirinha, dona Lena e seu Djalma tão lá, firmes e fortes vendendo seus botões lindos. A banquinha deles não parou! Prometo uma matéria só sobre eles.

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Também adorei conhecer o trabalho do Cristian . Ele é daqui de Sampa (te falei que tô por aqui, né?) e faz animais só, eu disse, só com papel e cola. Até a estrutura é feita com rolinhos e aí ele vai revestindo tudo com fita adesiva e mais papel. Pra o Cristian, o melhor papel é o da Revista Caras (Ó menino bom pra humanidade :D) Isso é apenas parte do que ele cria:

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Além dos expositores, oficinas de tricô, crochê e criação em barro foram oferecidas. O Marcos, artesão há 30 anos matou a curiosidade de grandes e pequenos que paravam pra criar suas peças. E sabe o que é melhor? Todas as oficinas foram gratuitas.

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E no fim, não teve como não ficar com um sorriso de todo tamanho! Eu fico muito agradecida, orgulhosa e satisfeita em saber que tem gente cheia de garra e que promove encontros assim. É ótimo sair da sua aldeia e ir pra uma maior, onde tudo já tá pronto. É mais cômodo, né? Mas é lindo ver gente com esta relação de pertencimento com o seu lugar. Que ajuda e renova a realidade ao redor. Em dezembro tem mais uma. Vamos que vamos! Vida longa à FEARC!

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