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Antes e Depois

17 mar 2017

Reformando uma cozinha corredor e usando tinta epóxi

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Ei gente boa, como vamos, hein?

Mais uma cozinha miúda, corredor e cheia de branco ganhou vida, cor e claro, uma decor com carinho. Tenho trabalhado muito (Êêê!) e o que bem tem aparecido são clientes que compartilham dos mesmos ideais de decoração que busco em meu trabalho. Com mais economia, criatividade, possibilidades, memória, afeto e significado.

Corri pro apê da minha irmã mais uma vez, com a roupa da corpo e uma mala de ferramenta. Abri o guarda-roupa dela, roubei uma muda de roupa velha pra trabalhar e assim fiz com esta combinação um tanto estranha de roxo com verde fluorescente. Resolvi quase tudo em um dia e meio. O cômodo da vez era a cozinha dela que estava mais acabada que a sala. Como falei lá no Instagram o casal trabalha viajando, usava muito pouco o cômodo que além de ter sido quase abandonada, não era nada funcional. As soluções foram bem poucas, mas já funcionou. A questão não era, aliás, não é colocar o cômodo abaixo, refazer tudo, quebrar tudo… É fazer dentro do que a gente tem e pode muitas vezes. Então bora lá, olhem como era essa coisinha branca demais e com cara de que ninguém passa por aí:

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Ah, não vai ter foto de boa qualidade, tudo pelo cel capenga mesmo :/ A primeira coisa que fiz foi botar geral pra limpar tudo que estava sujo, principalmente as paredes. Elas foram limpas com álcool. Aproveitei um menino magricelo e comprido que apareceu por lá pra explorar sua energia juvenil 😀 Melll dellls, meu bebê tá crescendo muito rápido!!

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Com tudo tinindo e brilhando parti pra primeira ideia: delimitar uma faixa na parede oposta à pia onde iam as novas prateleiras. Eu não gosto de paredes tooodas brancas, com muita largura e objetos espalhados por ela. Acho que fica tudo um pouco perdido e por isso lancei mão do truque da faixa com uma cor. Delimitei o espaço com fita crepe comum mesmo. E claro, aproveitei pra fazer o batismo de tinta do meu Zequinha.

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A tinta que usei foi a tinta Epóxi da Tintas Suvinil na cor “Piscina Natural” (É mais clara que na foto, pastel mesmo). Escolhi duas cores, um tom de azul e este verde pra minha irmã escolher e ela preferiu o verdinho. Excelente pra trabalhar, a tinta é à base de água, acetinada, cheiro não tão forte como os produtos à base de solvente. Pode ser aplicada em paredes de cozinhas e banheiros, mas não indicada pra pisos com alto tráfego e bancadas de pia, por exemplo, onde facas, garfos e outros objetos ficam e vão arranhar, descascar. A Epóxi à base de água não é indicada pra área dentro do box, onde tem contato com água constante. Pra isso é bom usar a tinta base solvente. Ela é super fácil de trabalhar, seca rápido, cerca de 3, 4 horas entre uma demão e outra. Pra cura total o ideal é esperar sete dias. Muita gente me pergunta se pode aplicar a tinta Epóxi em apês e casas alugadas com o intuito de retirar a pintura depois. É o seguinte: pra epóxi à base de solvente existem produtos químicos específicos pra isso como o Striptizi Gel, mas requer muito cuidado já que libera vapor tóxico e inflamável durante o uso. Já a tinta base água pode ser removida com muito esforço com lixa, jateamento de areia ou espátula. Tudo com muito trabalho, atente. Acho mesmo que, decidindo pintar com tinta epóxi, o ideal é não remover depois, então, pensa direitinho, beleza?

Seguindo. Pintei também acima da bancada e a parte da pedra de mármore.

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Com a tinta secando comecei a colar os adesivos usando o truque de sempre: passando espuma de sabão na parede ao longo da aplicação. Sentamos eu e o short balão fluorescente da minha irmã trabalhando noite a dentro 😀

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No dia seguinte seguimos com a aplicação do adesivo, a parte mais demorada sem dúvida, mas com resultado muito bom. Usei um rolo e meio dos adesivos tijolinhos da Papel na Parede que tem ótima qualidade, boa impressão e papel grosso, o que facilita a aplicação. É indicado pra áreas como banheiro, cozinha e tudo mais, mas não é todo modelo que vai em área de box, por exemplo. Ah e não vale passar pano com água sanitária, tá bom? Pois mancha a impressão. Enquanto fazia uma coisa ali, esperava secar aqui, pintava cantoneiras, bastão de cortina e seus suportes com tinta em spray vermelha. Também rodamos atrás de ganchos de plástico pra cortina de banheiro pra pendurar a futura fruteira com cestinhas de bike, que compartilhei aqui há mais de um ano.

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Ah uma dica que gosto: é medir, furar tudo antes de aplicar qualquer pintura. Com os furos feitos antes de tudo, alturas e medidas definidas, a pintura entra em segundo plano escondendo qualquer imperfeição da etapa anterior e o acabamento fica melhor. E assim ficou, gente! A fruteira com a abertura dos ganchos pra dentro e aqueles que vão os acessórios, com abertura pra frente pra facilitar o manuseio.

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Evitei colocar ganchos com adesivo porque eles  são muito fortes, grudam muito bem e descascam qualquer parede, inclusive as com massa corrida como acontece comigo direto. Então, o pano de prato ficou em um gancho móvel muito usado em portas pra pendurar bolsas e roupas.

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Tive que fazer muita panorâmica com o cel o que altera o sentido da foto. Então, essa emenda bem fora da horizontal que aparece nos tijolinhos foi efeito da panorâmica e não da colagem, tá bom? Te garanto que tá tudo muito certinho 😀

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Em frente à bancada da pia, mais apoio pra cozinha com prateleirinhas em pínus. Sempre busco furar, no caso de parede de azulejo, no rejunte e não em cima da pedra como minha irmã adora.

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Instalei cantoneiras dobráveis e aproveitamos a bancada que ela já tinha pra fazer a nova bancada de apoio.

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É isso, gente! No final o investimento não foi muito maior que o da sala e a transformação foi bem boa. Saiu quase tudo como quis. Quase porque queria ter coberto os furos da cerâmica com massa corrida, mas venderam o produto errado pra minha irmã e não deu tempo trocar. Também não deu tempo furar no horário permitido e instalar o varal retrátil que vai acima da janela da área de serviço, por toda extensão dela. Mas eles vão fazer isso ou faço da próxima vez que for visitar meu povo.

Já já volto com muita novidade por aqui, mesmo, me aguardem! Têm coisas lindas ganhando forma por aqui, mas demoram como quê, ô!

Um beijo e um abraço carinhoso!

 

04 maio 2015

Uma nova e fantástica sala

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A gente fica fuçando ambientes pela net, vendo projetos lindos e incríveis por aí e por vezes, internamente a gente solta um: ” Quáá… Isso é showroom..” Mas quando encontro a fonte eu penso: ” Caraléoooo, que massa, bicho!” É. Meu pensamento também é empolgado e têm exclamações. Foi assim com esta sala do designer gráfico, fotográfico e diretor de arte Dabito. Ele é autor do blog Old Brand New e também decora espaços lindamente. Nascido em Los Angeles, o Dabito mudou pra New Orleans onde encontrou um apê pequeno e uma sala assim, com 11 metros quadrados. Mudou quase tudo e o resultado é sensacional. Sério, achei maravilhoso e a mudança enorme. Segundo o designer, ele até gostava do tom das paredes, mas todo o resto estava bem marromenos.

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O apartamento é um retângulo comprido, conta ele, tipo característico das moradias de 1800. Com móveis e objetos da West Elm e que ele já tinha, foi mudando móveis aqui e ali e do pouco, nasceu uma transformação giga.

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Tudo foi pintado de branco, aquele truque maroto pra aumentar um ambiente. É que paredes mais escuras, a depender do caso, marcam o início e o fim de um espaço, dando a real noção do tamanho. Logo, quando uniforme, alonga, expande. A vista da porta, esta madeira ao redor dela, ficou branca também e a porta amarela, vibrante. O sofá pequeno deu lugar a uma pecinha e pufe. Uma nova mesa de centro, um novo lustre, tapetes, muitas plantas também foram acrescentadas e aiiii, que lindo!

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A pecinha que substituiu o sofá pequeno é um pequeno bar. A janela que ele encontrou vedada  foi aberta e recebeu cortinas bem leves e claras, afinal, a sala é escura, conta o Dabito.

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A sala também é onde o designer trabalha, logo, ele criou uma estação ideal para espaços pequenos, aproveitando bem as paredes. Pintou toda a estrutura de ferro com tinta spray dourada, fixou tábuas em madeira e a cadeirinha azul contrastou com a porta.

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Antes, as paredes vazias, tudo xoxo, tadinho…

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Agora cheias! Adoro parede cheia <3 E o Dabito confirma uma ideia que também penso. Segundo ele, muita gente tem medo de encher uma parede em um espaço pequeno, mas não se dá conta que isso não diminui o mesmo, mas deixa-o, na verdade, aconchegante. Ah e aqui ele usou um truque: a planta da direita, comprida, escondeu a podiura do ar condicionado.

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Pra preencher ainda mais as outras paredes, ele aproveitou capas de revistas que gostava. Mais uma afinidade com este cara, ó a frase: “Uma vida é muito curta para fazer tudo.” Dabito, liamo 😀

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Ei, eu sei que tu ficou doidinh@ pra ver mais projetos do Dabito, né? Então entra no blog dele, tem o link lá em cima. Adoro quando topo com projetos pra espaços pequenos, cheios de criatividade, grandes mudanças e ainda com conceitos que gosto, como o Bohemian, que possui algumas características como misturas de estampas exuberantes, étnicas, folhagens e assim nascem ambientes ecléticos, aconchegantes e confortáveis. Por isso, confesso, quero me jogar nesse sofá, rolar com esses dois nenéns enormes do Dabito e sair toda babada.

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Todas as fotos foram feitas pelo próprio Dabito e vieram do blog dele. Mas tem Fanpage e outras redes do moço pra tu pirar, assim como eu.

Beijo e já já te trago uma outra estética que vi de perto! A holandesa! Seguuura que vem coisa massa por aqui!

 

 

27 jan 2015

A reforma final da salinha

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Mas minha gente, eu tava tão, mas tão doidja pra mostrar como tá a nossa salinha! Mas tudo tem a sua hora, né? Precisava ajeitar dali, fazer algumas coisinhas daqui, encomendar de cá e pronto. Agora sim eu posso compartilhar o maior cantinho do nossa gaiola morada. Ele é a afirmação do que penso sobre decor: é aos poucos, é construída só por afeto, é identidade, é pessoal.

Há dois anos quando recebemos o nosso apê, a grana curta era um obstáculo. Mas pouquíssimo tempo depois, foi a solução. Era chegada a hora de exercitar a criatividade e botar em prática o que eu vinha armazenando durante os anos. Tudo era branco e com poucas intervenções: apenas um rebaixo de gesso mínimo de 15cm e com traços retos pra o pé direito, que já era baixo, não ficar ainda menor. Pontos de luz amarela, persianas (sem cortina, por conta dos gatos), tela de proteção, cozinha, banheiro e ateliê/escritório planejados. Pronto. O resto era todo da época de estudante, móveis surrados e já alguns quebrados.

Metade da sala ficou pronta ano passado, te mostrei, lembra? Não? Oxente! Tu tava onde que não viu? (Aí tu me responde, “cuidando da minha vida, fia”) Então clica aqui pra ver o resto desta fotinha.

13Mas faltava a parede do sofá e mais detalhes. E a parede era o meu xodó. Foi a primeira coisa que pensei quando recebemos o apê: “Quero ter uma parede berinjela” Berinjela Profundo da Coral foi escolhida pra contrastar com o sofá branco e a peça amarela que recebia a televisão. Mas era um amor garrado na bendita, que eu tentei grudar pra supervisionar cada detalhe, mas não deu. Nesta época trabalha praticamente o dia inteiro como repórter e ficava só sonhando com a danada e fazendo pose besta pra foto. Eu, minha havaiana véa retrô e meu cabelo de cuia 😀 😀

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E ficou assim por um bom tempo. Com o quadro que eu pintei, o” 3×4 brejeiro” e o sofá sem almofada.

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Mas o que eu não sabia era que o sofá ia descascar a parede. E que a parede não havia sido preparada corretamente pra receber aquela cor. E muito tempo se passou até eu chegar a uma conclusão do que fazer com aquilo. Cada broca descascada da parede era um aperto no meu corassaumm! #dramaqueen.

Pra começar a mudança, lixei a parede berinjela nos pontos descascados pra poder nivelar tudo. Apliquei um fundo preparador. Já falei dele aqui. E só aí comecei a pintar de branco. Haja braço e sovaco com câimbra, amuris.

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O dia foi passando e só na demão pra lá, demão pra cá. A tarde ia caindo, a noitinha vindo, o tom poético seria ideal se meu gato não tivesse mal humorado por ter sido tosado, esse amor lindo de mamain <3

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E depois de seis demãos, um braço à menos, mentira, só seis demãos, uma tarde inteira de trabalho e boas horas de secada, o berinjela foi embora e o branco voltou.

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Mas branco com branco, num rola, né não? Comecei a fazer uma meia parede pra ressaltar o que vinha a seguir. A altura foi a mesma do peitoril da janela. Fui medindo a mesma altura ao longo da parede pra não sair torto, passei a fita crepe e comecei a pintar com um cinza mais escuro do resto da sala. Fiz misturando pigmento em uma latinha de 1L de tinta acrílica branca.

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Depois de secar direitinho, não teve mais o que fazer. Sério. Só isso. Era preciso deixar assim, um tanto neutro porque o que ia fazer a decoração desta parte, sem dúvida seriam quadros e outros acessórios. Na parede, coloquei o lambe-lambe emoldurado sem espelho (mas no nosso caso, 3 nenéns <3) um pôster que comprei na benedito calixto e emoldurei, o quadro mais amor do mundo, em xilogravura da Casa de Criação a Vó Queria, da Aneenha e fotos de marido. As fotos são do início dele como um fotógrafo prático. Foi um jogo de claro e escuro e a gente tem grande carinho por elas. Precisava de molduras claras. Mas quem emoldurou não entendeu isso e me trouxe um cor bemmm bufenta que claro, caiu no pincel. Pra seguir a harmonia da composição, adicionei a coleção de apitos que marido usa pra trilha sonora dos docs que produz.

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O sofá de lá pra cá envelheceu horrores, mas muito mesmo e é todo cheio de unhada de gato. Mas trocá-lo agora, no way. É preciso poupar pra algo maior. E claro, tenho opções legais pra isso. O corino branco, opção que dava pro nosso bolso quando o reformamos, vai ficando amarelado mesmo todo limpo. Pra cobrir esta feiura misturada com estrago, só cor. Encomendei a querida Marcinha, da Tem Colheita, esta manta de crochê tipos “quadradinhos da vovó” e ficou simplesmente perfeita! Arrumei as almofadas coloridas, parte que ganhei de uma amiga amada e a outra parte comprei. A capitonê linda também é da Casa de Criação Avó Queria.

10Olha aí tudo junto!

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E mais das outras partes. Esta aí foi a primeira de todas. O primeiro post do blog <3 <3 E ali, a arte da amoreca Ju Amora, o banquinho. Ele faz às vezes de mesinha lateral onde coloco flores. Só vou mudando o tipo do vaso, mas ele fica alí quietinho. Né todo mundo que bota a buzanfa nele, não.

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Ao lado dele, a pecinha em pínus que eu projetei, o marceneiro executo e eu pintei em uma oficina do Casa de Colorir. Nesta parede estão mais xilos lindas! Em forma de azulejos, compõem essa arte que eu amo e que também são da Casa de Criação A Vó Queria.

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Pra esquerda, mais da gente. O rabisco feito com Poska que já te contei e o cabideiro feito com sobras de madeira. O projeto foi meu primeiro post como colunista do A Casa Que A Minha Vó Queria. É ou não é especial?

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E é isso, minha gente, nossa salinha tá completa. Dois anos depois construída aos poucos, com carinho e muita coisa nossa. Nossa cara, nossos gostos, amores, afinidades. Com o dedo, a ideia de um monte de gente querida, artistas que adoramos e amigos também. Com miudezas, lembranças de viagens dos amigos, da família, nossas. Lá em cima disse que decor é assim. Leva tempo e é uma reunião do que a gente é. E além disso tudo, decor é permissividade. Que a gente se permita mudar, transformar, rever, recomeçar e que assim seja com o nosso lar. Um beijo grande!

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10 abr 2014

Reforma simples em uma agência de publicidade

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Quando um espaço tem a mão feminina a gente já sabe, né? Tem uma pegada diferente. Pegada, mão, relaxa que isso não é coisa de “osadia”. Mas como deixar um ambiente delicado, onde reinam mulheres, porém sem tanto fru fru agradando a todos? Foi isso que comecei a pensar enquanto caminhava. Tinha comido muito e fui caminhando lento, a pança pesava pra subir a ladeira e infinitos lances de escada até o meu destino…daí tu tira como pensei.

Ia pra Agtm, uma agência de publicidade focada só em saúde e bem bacana aqui da cidade. Isso de que eles entendem de saúde é bom demais, porque cheguei quase morrendo no último andar. Eu e todo meu preparo físico excelente. SQN! Quem me chamava pra sugerir algumas mudanças no ambiente era a Chele ou Michele do Carmo, proprietária e Diretora de Atendimento da Agtm. Conheço a Chele há quase onze anos quando fui caloura dela. Mas não, ela foi muito gente boa comigo, não picou ovo na minha cabeça nem fez sacanagem com meu cabelo 😀 Junto com ela trabalham a Elle Lapa, Diretora de Arte, a Priscila Coelho, Assessora e Mídias Sociais e o Rubens Freitas, Diretor de Criação. Girl power, né? Todo mundo é jornalista. E bonito. É minha gente, o povo é bonito e tem tatuagens lindas.

Tudo já tinha o reflexo do trabalho do grupo e da personalidade da chefitcha: alegre e despojado. Mas vi que a Chele queria alguns pequenos ajustes pra deixar ainda melhor o que já era bom: “… achei que a equipe merecia um local que tivesse mais a cara dela, tanto que todas as sugestões foram sugestões que surgiram de todos. Queria que a gente já pudesse atender a todos os “eu quero isso, eu quero aquilo, seria tããão legal!”, mas como a verba é curta, tivemos que reduzir nossas ideias e fazer mudanças que cabiam no bolso. Motivo específico pra deixar um local mais bonito? Não tem! Admirar o local em que se trabalha é essencial e tudo tem que ter um pedacinho de cada um. Ninguém entendia do que estávamos falando ou podia nos ajudar com tanto carinho e de forma tão certeira como o Casa de Maria.” conta Chele.

Uebaaa! Fiquei feliz mesmo em ajudar. Quando cheguei lá vi que a agência era antes uma única sala. A Chele pediu pra dividir o espaço com uma parede de Drywall pra criar duas salas, uma pra receber clientes e a outra, o local de trabalho. O lugar é alugado, então as mudanças não podiam interferir tanto na estrutura. Começando de dentro pra fora: a sala de trabalho era estreita e comprida. Todo mundo trabalhava numa bancada e virado pra parede. Ô minha gente, todo mundo de cartigu 😀 Então, a bancada foi retirada.

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Pra corrigir as imperfeições da parede, um retoque na pintura. O amarelo canário, cor base da agência foi reaplicado pelo próprio pessoal com a ajuda duzamigos!

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O pedido da Chele foi uma ilha de trabalho pra substituir a bancada. Ela tinha uma queda pelo modelo redondo, porém sugeri uma retangular. Uma ilha redonda é realmente linda, mas iria comprometer a circulação da sala retangular. Daí, fiz um croqui com as medidas reais em escala e chamei meu marceneiro ligado no 220w pra projetar o móvel em MDF revestido por melamina branca. Gostei do resultado, mesmo ele abrindo o passa fio de cada mesa no lugar errado… qué qué ilsson, Adailton? Depois do puxão de orelha nele, tudo certo. A ilha ficou pronta, quadros de anotações e outros itens fixados e ali na sala, detalhes que já existiam foram realocados pra harmonizar.

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A outra sala recebia as visitas, clientes e quem mais chegasse de primeira no ambiente. As paredes eram todas brancas assim como as duas pequenas poltronas. Um tapete cinza e uma peça em MDF coberta com melamina azul klein fechavam a decor desta parte. Mas este era o ambiente que precisava da atenção de quem entrasse, não podia ser muito nem tão pouco. Pedia por mais cor. Daí, depois de várias ideias, olhei pra o bloquinho que a Chele me deu, um brinde da agência e vi uma arte linda, feita pela diretora de arte, a gatchenha Ellen. Já foi! Era isso que podia ir pra parede: a composição de cores era linda, uma identidade da agência, autêntico e podia compor muito bem com cada item. Sugeri que fosse impresso em adesivo vinil e a gráfica fez um bom trabalho.

A Ellen criou a arte com primor e com a medida correta, só até o dente da parede pra que o desenho não fosse interrompido. Os funcionários da gráfica capricharam na aplicação. Os quadros, antes na outra sala passaram pra esta, sugeri outra posição para as poltronas e só! A mudança foi aprovada: “A sala de reunião, que é por onde as pessoas entram, estava sem personalidade, abandonada. E agora as pessoas entram e falam “Nossa que lindo aqui!” e a gente fica muito feliz com isso.” afirma Chele.

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As luminárias no teto também mudaram de lugar pra melhorar a iluminação vinda apenas de uma janela. Daí em diante só foi mesmo trocar pequenos itens e acessórios do lugar: “cada um agora tem seu espacinho pra fazer a sua bagunça, colocar suas fotos, seus objetos pessoais, como se fosse uma mini casa no trabalho. Só temos a ganhar quando o lugar fica ainda mais fofo.” conclui Chele.

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Te disse que era pá pum, mas que dá diferença, dá. Um adesivo ali, um móvel projetado pra atender as necessidades de cada um e todo mundo feliz! Ah e bonito. 😀

Agtm11Foto: Erley Santos