05 fev 2014

De “quase” para “uma” (E mais novidadinhas)

Postado por: Eva Mota

Ei, genten! Tudo beleza com vocês?

Sumi por uns dias, mas volto com notícias bem legais pra compartilhar com vocês. A primeira é que tô aqui em Sampa (Ebaaaa!!) e há tempos penso em conhecer essa cidade única! Chegamos anteontem e os dias têm sido intensos, de aprendizado e ótimos! Fora que tá quente pra CARAMBA! Que por segundos penso que tô em Salvador. Sério. Ainda não parei pra postar as minhas impressões, mas prometo posts nos próximos dias 😀 É que é tanta coisa pra conhecer que, se vacilar, a gente se perde.

Depois disso, tenho outra novidade pra dividir com vocês. Há alguns dias saiu o resultado do meu projeto final da Escola de Design de Interiores e…. eu passei!! Deixei de ser “quase” Designer pra já ser “uma” !!!! Eu posso dizer que fiquei bestinha com o resultado. Não foi por ter tirado a maior nota da sala (claro que isso alegra!) Mas foi o fato de ter saído com uma baita sensação de dever cumprido e ter visto que este ótimo resultado, veio do meu esforço. Ninguém fez nada pra mim. Não comprei meu aprendizado. Não me enganei. O que consegui e o que não consegui partiram de uma só pessoa: eu mesma. Contei com ajuda de gente muito querida, que me ensinou muito como minha professora de Autocad, minha orientadora e alguns professores que deixam o ensino das artes como deve ser: prazeroso. Todos deixaram de ser só meus professores e viraram amigos.

Saio dessa fase também com baitas reflexões sobre o ensino de arte no nosso país e mais tarde volto aqui pra dizer o que penso. Como boa virginiana tenho várias críticas sobre escolas que se dispõe a ensinar arte, criação, mas não dão liberdade pra os alunos. Pra muitos isso não faz a menor diferença, estudam pela nota e diploma e acabou. O que os alegram é essa competição besta de segundo grau de quem tira a maior nota e a passagem pelas salas de aula vira uma corrida. Esse tipo de vaidade é de uma limitação incompreensível pra mim. Morro de preguiça. Mas eu tava ali pra mais que isso. Era uma nova fase minha, deixei algumas coisas pra trás pra entrar nessa nova área. Precisava absorver o aprendizado e torná-lo praticável. E foi que eu fiz. Aprendi, estudei, me esforcei, virei noite e além disso, questionei. Esse é meu espírito, questionador. Se tá ruim, critico e proponho. Se tá bom, elogio e me questiono se pode melhorar. Tenho certeza que meu projeto final vai ser lembrado pela discussão que causou 😀 Sugeri um ambiente real e possível se você for criativo, livre e permissivo. E amei o que fiz e muita gente também <3 Claro que o maior aprendizado é o da vida real, só se aprende fazendo. Mas tudo que vivi durante os anos na Escola vai pro currículo de vida.

Daí pra “comemorar”, um mês depois do fim do trabalho final de curso, já recebi um projetinho de reforma de banheiro, coisa pequena e fofa e fiquei feliz da vida!. Prometo mostrar pra vocês. Precisei parar pra viajar aqui pra Sampa como falei lá em cima e a cliente foi super compreensiva. E vou resumir um pouco da nossa passagem por aqui.

Há quase 20 anos minha tia se formou Farmacêutica e veio construir a vida dela aqui. Há anos mora aqui em Pinheiros, numa ótima localização. A gente se vira tranquilo. Ela só vivia me chamado pra cá, dizendo que a cidade era minha cara  e achei mesmo! Pra quem ama absorver informação nova o tempo todo, aqui é ótimo. Há morador daqui que afirma que a cidade é uma mesmice. Sério? Genten… vamo mudar esse olhar aí…tudo é uma questão de disposição, né? Temos traçado os roteiros de passeio nos horários possíveis (pq marido tá fazendo um curso na maravilhosa Inspiratorium) e volto pra contar.

Tudo isso ao mesmo tempo só me faz refletir, agradecer. E impossível não comparar a nossa vida a uma casa. A minha nova profissão, com o processo de erguer um lar. É preciso construir a base sólida, levantar os planos aos poucos. Que por mais que a gente planeje, ela é feita com o dia a dia, com as vivências. É bom tentar passar pela vida de portas abertas pra receber boas influências e aquelas que não são, a gente fecha uma janela e deixa passar pelo basculante só o que é válido. O poeta Arnaldo Antunes, em mais uma canção, a ” A Nossa Casa” vai além e diz que a casa é onde a gente está, está em todo lugar. Eu comecei a pensar nisso pelo lugar onde estou. Aqui em Sampa, minha tia guarda bordados e costura de Vovó Dete, que nos deixou ano passado. Daí olhando as coisinhas dela, vi um bordado lindo, o único que tinha casas em ponto cruz. Me fez pensa nisso tudo e escrever aqui. Obrigada a todos vocês, antigos e novos vizinhos que visitam minha vida, minha casa e me fazem melhor. Beijo em cada coração.

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  • Ana Luiza Dias

    São Paulo até parece legal nas suas palavras! hehehe Parabéns, lindona! Temos que comemorar (assim que eu passar tb 😛 )

  • Mara Ferraz

    Ownnnn!! Que fofoooo!!

  • Yara Aguilar

    Parabéns por mais essa conclusão na sua vida!
    Agora é hora de colher os frutos,já tô curiosa pra ver o banheiro,olha que é um lugar geralmente esquecido da casa!Né?!
    Tenho fobia a lugar grande,acostumei demais com minha cidadezinha não consigo sair daqui!
    Traga na bagagem posts e novidades!!
    Beijo!

  • Giovanna Bacelar

    Evinha, muito sucesso a espera, pois quem tem bom coração prospera. (poetizei, hahahaha…)
    Beijo no coração <3