13 set 2016

A salinha mudou (e parede nova com tijolinhos!)

Postado por: Eva Mota

A saudade é grande de passar por aqui mais de uma vez na semana como antes. Esse processo todo que envolve um post de um blog é uma delícia, mesmo demorado. Mas como tô há tempos falando por aqui, pelo Instagram, Fanpage, Newsletter, esses meses de maciota por aqui antecipam mudanças bem legais, podem confiar!

Mas enquanto isso, outras mudanças aqui pelo apê rolaram e eu tô há temmmpos pra te mostrar. Deixa só te lembrar de como as coisas acontecem. Antes mesmo de me formar como designer, era viciada em blogs de decor. O Brincando de Casinha, da Mari Mari <3 era um dos meus preferidos. E ainda é. Foi lá que apaixonei pela cor Berinjela Profundo e encuquei que queria essa cor na decor do nosso futuro apê. O mais certeiro e mais comum era pintar a parede e usar o sofá branco, na época bem novinho. Ficou a coisa marrrlinda no início. Mesmo a parede sendo difícil de pintar: seis demãos. Haja braço e sovaco com câimbra. Sério, já tive câimbra no sovaco devido aos movimentos repetitivos e viciantes de pinturas paredísticas. Também pintei o quadro (é, eu desenho desde pequena e pinto de vez em quando :D) e ficou assim:

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Eu, inspirada por Mari Mari <3 😀

Um apê próprio bem vazio, tudo aproveitado do outro alugado com móveis da minha época de estudante. Ai, que coisa gostosa relembrar… Massss (trilha de filme de drama) a parede começou a dar trabalho e ficar feiosa. Quando sujava, pra limpar era um horror e com dois gatos (que agora são três) pra sujar esta parede não era difícil. Depois de tentar limpar, ela sujar ainda mais, desbotar, descascar demos tchau ao sonho do Berinjela Profundo na decor. Por um tempo, confesso. Pensei que deveria transferir o berinjela da parede pra o sofá. Massss (volta a trilha) o sofá branco ainda servia, porque descartá-lo? Não precisava de outra reforma, então, segurei o fogo de ter algo berinjela e pensei uma alternativa temporária pra sala. Adiós, Berinjela. Mais câimbra no sovaco porque dei mais seis demãos de branco pra tirar a cor antiga.

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Defini a meia parede cinza como um truque de não deixar o sofá branco perdido no branco da parede. Já tinha começado a estudar design, tudo muito no início, mas o mesmo amor pela arrumação do cantinho. Meu e alheio.

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Aí, tadahh! Era a coisinha mais linda, confesso. Clean, colorida na medida certa, ajudava a clarear o ambiente. Fizemos molduras  das primeiras fotos de marido que saíram puuuodres e precisei pintá-las de amarelo. Comprei este lambe-lambe divo na antiga Leite.com que não funciona mais. Super lamentei, queria outros. Quem souber onde vende parecido, me avisa?? Pois bem, meu quadrinho diretamente da antiga lojinha da Aneenha, do A Casa Que A Minha Vó Queria assinado pelo J. Borges, ô coisa linda! Apitos que imitam sons dos passarinhos para as trilhas dos vídeos de marido e meu pôster woodstock garimpado na Benedito Calixto. Manta de crochê linda e colorida feita pela Marcinha da Temco, almofadas novas e só. Pronto. Ficou pronta a nova salinha.

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Joguei com o que tinha e investi quase nada pra essa parte ficar assim. Masss (Ai, a trilha de novo) ideias se adaptam o tempo todo, né? Então, sobe e flagra o sofá estragado? Tá, tudo bem, a foto não mostra tanto, mas estava bem nas últimas. Já tinha sido reformado três vezes e na última, recebeu um corino, um plástico que imita couro. A sujeira não saía mais, rasgado dos gatos até não poder mais, além de desconfortável pra duas pessoas. E quando uma delas trabalha com Cinema e precisa ficar um bom tempo vendo/analisando filmes? Pobre de marido saia todo amassado e torto. E depois de cinco anos, adiós sofá branco. Foi novamente reformado e doado pra um lar menorzinho onde foi muito bem acolhido. Sendo assim, concretizei a ideia: o berinjela ia voltar, tcharannn! Pra um sofá. Rodamos semanas atrás de um com preço justo. Não valia à pena investir em algo super caro tendo três gatos em casa. Mas precisava ser bom, reforçado, espaçoso e roxo. Ah e fofão. Adoro sofá fofão. O único modelo encontrado não me agradou, mas compramos e claro, logo sofreu alterações. Novas almofadas pro encosto, por exemplo. O assento retrátil garantiria mais conforto também e espaço, mesmo sabendo que seria grande pra sala, mas não atrapalharia a circulação. Enfim, sofá berinjela!
Mas a parede não estava em harmonia. A parede simplesmente desapareceu em meio a cor do sofá, ao tamanho dele. Novos quadros, plantas e outras miudezas das nossas viagens chegaram e estavam só esperando a sua hora de briliarrrr. Sendo assim, separamos uma grana pra um desejo antigo: tijolinhos na parede. Gente, eu sou apaixonada. Sugiro sempre nos projetos dos clientes e claro, quando mudar pra nossa casinha, eles vão aparecer mais vezes. Traz aconchego, remete às casas, rusticidade que pode não pesar se bem equilibrado… ai, adoro. Então, pegamos os tijolinhos. Escolhi os mais queimadinhos, aqueles do fundo do forno.

 

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O rodapé foi retirado. E como os tijolinhos são em plaquetas, mais finos, muitos são tortos, com barriga e foram descartados. Além, claro, de aparados. E cortar plaqueta de tijolo é coisa do cão, gente. Haja pó! Sobrou pro banheiro social ser palco dos cortes.

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Agora estava tudo certo. Sofá berinjela, parede de tijolinhos queimados e tadahhh! Nossa nova sala do jeito que era pra ser <3

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Ficou “quentinha”, me sinto numa casa, sério. Sofá rechonchudo, paredes com novas memórias e muito amor pra garrar 😀

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Na parede quadros antigos e outras coisinhas novas: o quadro de mandala em azulejo, presente de um amigo querido, o artista plástico Chico Salles. As três canoinhas feitas por índios da tribo Sateré-Mawé do Amazonas, em madeira Mulungu. Tão leve que parece cortiça é esculpida ainda verde. Sapatinhos de Amsterdam, plaquinha com nossas iniciais em azulejo de Barcelona e a nova moradora, minha Columéia batom. Ainda estamos nos conhecendo, ela é um tanto sensível e ainda está se adaptando. Mas vem recebendo muito carinho e cuidado pra continuar bem linda. Tive uma ajuda e tanto com a Oficina online de jardinagem Amanda Mol, lembra? E tudo foi colocado mais acima, um pouco mais perto do teto pra equilibrar mais as proporções, já que o sofá é maior.

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A manta entra de vez em quando agora, principalmente quando a janela está aberta, pra proteger o sofá do sol e claridade que ajudam a desbotar a cor. As almofadas que ainda duram, mais novas, continuam por ali também quando a gente quer. No final da tarde, bate uma luz amarela linda e a salinha fica a coisa mais incrível com esses novos tons.

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Com manta jogada.

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Sem manta jogada e janela fechada.

Uma dica além dessa de proteger sofás escuros da claridade é para paredes com tijolinhos. Prefira sempre usar pregos entre os encontros das plaquetas, tá bom? Porque o prego trinca o tijolo se usado no meio dele, quebra na verdade. Mesmo não ficando 100% linear é melhor pendurar as coisas assim, penso eu. Se não tiver jeito, usa a furadeira com broca fina pra parede, caso precise fixar algo muito pesado. Por mais que tenha cara de grosseiro e resistente, o tijolinho mais queimado é fácil de se desfazer.

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O sofá é em camurça. Dá mais trabalho pra limpar? Sem dúvida. Os bbs bichanos o fazem de cama? Sem dúvida. E recebem sprayzada de água quando pensam em afiar a unha nele? Sem dúvida. Ele ainda segue resistindo. Além do spray de água no focinho pra espantar o trio, aparo as pontinhas das unhas (mas não por maldade, tá? Por recomendação da vet deles, já que um deles já machucou o olho depois de limpá-lo com a patinha e quase causou uma úlcera) Ah e os pelos saem fácil com luva de borracha pra limpeza que venha com aderência na palma.

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E é isso, minha gente. Vai ficar assim por um bom tempo, quem sabe pequenas mudanças (quero pintar o suporte de planta de cobre) e mais lembranças, trocando quadros por outros… E o sofá, claro, só muda quando precisar ser reformado. Quem sabe roxo ainda ou outra cor… Bora se permitir, né? Plisss, evitemos regras, tendências, cartilhas de estilo… Apenas um bom senso e algumas regras pra nossa segurança. Mas decor não pode vir com manual. Antes de tudo é afeto, reunião de afetos. E o lar, como sempre falo é união de memórias e construção de muitas delas. Aí na parede há lugares e pessoas queridas, experiências únicas, inesquecíveis e muitas outras ainda virão. Um lar é vivo. Muda com a gente. Meu beijo!

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E aí? Bora trocar uma ideia por aqui? Bora fazer na tua casa também? Êêêê bora!

  • Juliana Amado

    Olha…. eu não gosto de berinjela, mas você conseguiu me fazer amaaaaaaaaaaaaaaaar essa sala! <3 Ficou tudo lindo demais, muito aconchegante! Parabéns pela nova sala!

    • Ooo Ju! Tu sempre querida <3 Que bom que gostou! Eu acho uma cor linda, mas achei também um tanto mais desafiadora pra decor. Queria, mas não queria tinha horas, aí agora acho que foi no ponto. Muito obrigada mesmo, um beijo enorme!

  • Jessica Kamille

    Que coisa linda! Quero uma parede de tijolinhos queimados também!

    • Ebaaa! Que bom que gostou, Jessica! Fico felizzzzz! Faz, faz, fica a coisa mais linda e aconchegante. Um beijo!

  • Primeira vez por aqui e amei sua sala nova! Já foi pro meu PInterest ? Gostei mais ainda de descobrir que você é a famosa “Evinha” que tanto ouvi falar no Decola!!! Meu site acabou de sair baseado no curso… Parabéns pelo trabalho!

    • Ooo Cinthia! Que coisa boa! Que bom que gostou, fico toooda besta de feliz <3 Muito obrigada! Também fiz o Decola em 2015! E sigo reformulando o blog aqui e meu trabalho como designer de interiores também. Ahh mas eu não sou a Evinha que Rafa fala hahahah Essa é a Evinha da La Pomme 😀 Um beijo, querida, bom trabalho pra ti!