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03 jun 2015

Limpeza sem complicação: Helpling

Aí mais uma coisa que herdei de dona Maria. E depois de ter a minha casa então, nem se fala. Gosto de ver tudo limpo, com cheirinho e brilhinho. Sou dessas de pegar escova de dente pra esfregar o cantinho ou palitinho pra tirar qualquer micro sujeira. Só que por muitas vezes, com a rotina apertada, cadê tempo pra limpar a casa do jeito que a gente gosta? Quando se trabalha em casa então… Há períodos em que é preciso escolher o que fazer, tamanha é a correria. E isso causa uma frustração que só, porque esta limpeza pra mim está ligada diretamente ao bem estar, à organização e a fruição do trabalho no lar.

Até agora, uma limpeza profissional para serviços domésticos só era possível de se encontrar por meio de conhecidos. Em tempos de redes sociais, por exemplo, a procura pode até ser facilitada. Quanta gente busca ajuda pelo Facebook: “Gente, quem conhece diarista pra me indicar?” Aí chove resposta, contato dali e de cá, mas nada dá certo, afinal, nem sempre é possível conciliar a disponibilidade de tempo desse profissional. Se for em cidades grandes como Rio ou São Paulo então, é preciso levar em consideração e muito, o tempo até chegar a sua casa.

Mas para salvar geral quando a coisa aperta, aparecem empresas que levam em consideração as necessidades e oferecem um serviço bacana. É o caso da Helpling, uma plataforma online que conecta seu interesse com diaristas de confiança. Tudo de uma forma rápida e simples. Além disso, com a Helpling, você encontra uma diarista que pode atender você por um preço acessível e perfeitamente possível.

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Na Helpling, você faz um cadastro no site. Os serviços de limpeza doméstica são reservados individualmente, tanto a limpeza básica quanto a regular. Os profissionais cadastrados na base da Helpling passam por um processo de seleção rigoroso e treinamento constante, para que possa ser oferecido um alto padrão de qualidade. Além disso, limpezas especiais como geladeira, janelas ou fornos podem ser solicitados separadamente. Ó que bacana? É… porque me diz se você gosta de limpar geladeira? Aff…Eu não.

Outras coisas deixam o serviço da Helpling ainda mais atraente. Ao contratar a limpeza, o pagamento pode ser feito por meio do cartão de crédito. O serviço vem detalhado em uma fatura, logo, você pode conferir o que foi feito, pagando corretamente pelo trabalho. Você também pode fidelizar o serviço, selecionando novamente o mesmo profissional que limpou seu cantinho por meio do seu cadastro no site. Se quiser trocar, você pode, como pode também cancelar a limpeza, se precisar, desde que faça isso com 24 horas de antecedência. Sem custos.

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E olha que coisa boaaaa! Com o Dia dos Namorados chegando, a Helpling preparou surpresinhas bem legais e ainda, descontos para leitores e leitoras do Ateliê Casa de Maria nesta data! Clicando no link www.helpling.com.br/dia-dos-namorados contratando a Helpling e inserindo o código: AMOR2HORAS você ganha duas horas grátis e um pacote presente pensado especialmente para o dia 12. Ahh, perde não!

Aí tá a dica, pessoal. Se precisar de uma limpeza caprichada, chama a Helpling, que facilita a vida com um serviço de qualidade, prático e confiável. A plataforma está disponível em diversas cidades do país. Checa se está na sua e faz a reserva.

Beijo, genten!

16 abr 2015

Síndrome de Wolf-Hirschhorn e o Dia 16 de Abril

Uma só. Uma pessoa a cada 50 mil no mundo é portadora da Síndrome de Wolf-Hirschhorn. Foi descrita há poucas décadas, em 1961 pela primeira vez pelo médico que deu nome à condição. Rara, nova e ainda não conhecida como deveria. Por isso, há a necessidade de estudos, pesquisas, buscas, compartilhamentos, esclarecimentos… enfim, qualquer atitude que possa colocar pra frente esta campanha sobre a Síndrome de Wolf, abreviatura utilizada. Hoje também é um dia importante. 16 de abril é o Dia da Conscientização da Síndrome. Por esse e outros motivos fiz questão de contar uma história mais que especial e como fiz, minimamente, parte dela. Essa da foto é a Giovana. É, essa daí que dá vontade de apertáá, assim, toooda te dando língua, nem aí pra tu 😀

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Foto: Acervo pessoal

A Nana é filha de um casal de amigos jornalistas de lá da Bahia, de Vitória da Conquista, cidade onde moro. Gabriela e Fabyano tiveram esta preciosidade há dois anos. Gabi (Ou Bi, pra mim) é minha amiga há alguns anos. Foi um das primeiras editoras com quem trabalhei na vida e que já me mandava fechar os dentes enquanto entrevistava alguém na TV. Claro que nunca consegui obedecer a Bi 😀 Mudei de rumo, mas vez ou outra topava com a Gabi e as redes sempre facilitavam o contato. Vi que ela tinha engravidado e como ela me contou, o bebê foi planejado, super desejado.

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Foto: Acervo pessoal

Ela me contou também, o que sei sobre a Síndrome de Wolf. Ainda na barriga, na 13ª semana de gestação, o casal descobriu a condição especial do bebê. “Foi uma gravidez tensa, difícil, porque não sabíamos se ao fim desse período teríamos nossa filha nos braços ou não” conta Gabi. A Giovana nasceu prematura, com 31 semanas e pesando 890 gramas, um peso muito baixo.

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Foto: Acervo pessoal

Precisou de transfusão de sangue e passou 68 dias na UTI Neonatal, ganhando peso devagar e evoluindo, vencendo a dificuldade de comer pela boca, coordenando os movimentos necessários.

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Foto: Acervo pessoal

Isso fez com que os exames que dariam um diagnóstico genético preciso da Nana, demorassem, mas quando saiu estava escrito algo ainda desconhecido pelo casal: “Deleção do braço curto do cromossomo 4”. Sem opções de onde ou quem procurar direito, a internet foi o alvo e trouxe de volta só desespero. Mas dias depois, já com o médico geneticista, o que não faltou foi pergunta. Saíram de lá sabendo mais sobre a Síndrome de Wolf e desde então não pararam de se informar. Viraram quase verdadeiros especialistas no assunto. Especialistas de Nana, como eles preferem.

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Foto: Acervo pessoal

A Síndrome de Wolf-Hirschhorn é uma condição que atinge muitas partes do corpo, podendo afetar pele, formação óssea, muscular, órgão internos e partes externas do corpo. O desenvolvimento e crescimento físico e intelectual são lentos e há características faciais próprias. Mas é muito importante lembrar que cada indivíduo é único e que os sintomas e características podem mudar de um para outro. Por isso há a grande necessidade do diagnóstico preciso e da informação, conhecimento sobre a Síndrome.

“Os primeiros meses foram os mais difíceis pela fragilidade dela, da prematuridade, pelo total desconhecimento da Síndrome, pela nossa inexperiência como pais. Fomos agraciados com uma cuidadora que, muito mais que profissional da área de saúde (Técnica de Enfermagem) é uma outra mãe pra nossa filha. Deus nos orientou e hoje temos o nosso padrão de normalidade. Normal pra gente é buscar incessantemente alternativas que possam auxiliar nossa filha a ter uma vida confortável e feliz… Para o estímulo visual, nos primeiros meses de bebês prematuros, é recomendado trabalhar com contrastes. Fabyano criou e adaptou algumas figuras e imprimiu, colávamos em réguas e lápis, ao estilo de pirulito e passávamos lentamente pelo campo de visão dela, no intuito que acompanhasse com o olhar as imagens.” relata Gabi.

Aí eu entrei nessa história. Sem poder contar com mais brinquedos apropriados pra Nana, a Gabi me procurou, encomendando pecinhas em preto e branco. Eu me senti lisonejada por ter sido procurada, claro, mas principalmente por saber que dali em diante teria contato e saberia sobre este universo que tanto carece de campanha e propagação. Sentei à máquina e costurei corujinha, bolinha e frutinhas cheias de amor pra Nana.

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Criei moldes menores especialmente para a Nana.

A única coisa que lamentei, foi entender que são quase raras as empresas que abrem os olhos para crianças em condições especiais. A Gabi e o Fabyano puderam ter o apoio de um baita time formado por fisioterapeutas, fonoaudiólogas, terapeuta ocupacional e nutricionista. Só gente sensível que põe o coração em cada atitude e que também procuram sempre se informar, aprender junto.

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Foto: Acervo pessoal

O casal segue feliz, unido, conscientes do seu papel de contribuir para o esclarecimento e apoio às famílias que apareceram e aparecem depois que a história deles se torna conhecida. Sabem do caminho que percorrem diariamente junto à Nana. Andar, falar, interagir, ter independência depende do desenvolvimento dela, não há um padrão. Sabem também que tem uma vida normal. O que não é normal é cruzar com olhares da ignorância, do preconceito. Que bom que com estes, eles cruzam pouco.

Comemoram toda conquista da Nana, pois sabem que isso requer um grande esforço dessa pequena gigante. No último dia 17 de março mais uma. Esta, bem grande, na verdade. A Giovana completou dois anos e superou a triste estimativa que diz que 33% das crianças não chegam a esta idade. Viva a Nana!!

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Foto: Acervo pessoal

De lá pra cá, a Nana mostra a cada dia mais vitórias. Algumas delas é expressar descontentamento e prazer, ter a coordenação pra empurrar a mamadeira na hora que tá de barriguinha cheia, controlar a cervical, buscar de onde vêm os sons, balbuciar “mãmã” <3 e uma das últimas, entender quando os pais fazem o famoso aviãozinho e abre a boca pra receber a colher!

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Foto: Acervo pessoal

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Foto: Acervo pessoal

Gabi conclui: “Os nossos filhos dependem de nossos cuidados, de nossas iniciativas, de nossas decisões, mas precisam, sobretudo, de nosso afeto. Da certeza de serem amados, da segurança afetiva do toque, do olhar, do falar. Sem amor, não tem profissional de saúde que possa ajudá-los. Sem determinação e fé, eles não vão progredir muito. Meu papel é auxiliá-la a desenvolver o máximo de seu potencial com amor. Porque eu tive o privilégio de ser escolhida por ela. Ela despertou o melhor em mim. Não sou eu quem dedica a vida aos cuidados dela. É ela quem me deu o presente de dedicar a vida, a me fazer mãe.”

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Foto: Acervo pessoal

Ei…repara… tu aí.. Já limpou o zói? Então enxuga aí e entra pra esta corrente? Compartilha o post, fala pra a amiga, marca o amigo, não fica de fora. E hoje, dia 16 de abril, é um dia mais que importante pra isso, afinal é o Dia da Conscientização da Síndrome de Wolf-Hirschhorn. Agradeço a Deus por tá engrossando o caldo por meio destas pessoas. E desejo de alma, que a Bi, o Fa e a Nana sejam sempre muito felizes! Que assim seja!

 

 

 

09 abr 2015

6 meses com A Casa Que A Minha Vó Queria

É isso. Resolvi começar assim. Com este “com” e não “para”. Hoje eu completo seis meses de parceria com este blog tão querido, o A Casa Que A Minha Vó Queria. E faço questão de enfatizar assim, minha gente, por conta da relação de generosidade que há, que sinto.

Eu creio que a generosidade é uma das práticas mais puras do amor. E que o amor vitaliza a generosidade, na verdade. Não deixa que uma relação fraterna se torne egoísmo, quando visa apenas interesse próprio, o benefício próprio antes de proporcionar a alegria ao outro. E disso, a gente já anda cheio, né não? Logo, quando um encontro mostra com clareza que é generoso, não tem como dá errado.

Por isso agora escrevo pra agradecer por mais este encontro que a vida, que Deus, que o blog me deu. Eu já contei como conheci a Aneenha aqui, quando a entrevistei pro Hora do Chá. E de lá pra cá, nosso contato só aumentou, assim como nosso carinho. Quando me vi escrevendo pra o A Casa Que A Minha Vó Queria, só pude comemorar e agradecer.  Não era só tá em um canal bom e de qualidade. Era tá em um canal, bom, de qualidade e que admiro, acima de tudo. Que sempre vi um trabalho desenvolvido com carinho, com muito bom gosto, esforços absurdos e honestidade, clareza. Bota clareza nisso. Com a Ana não tem rami rami, o coração é escancarado. Eu faço parte de um time de verdade, onde escrevemos juntos com este veículo. Tenho e recebo liberdade, afeto e respeito pelo trabalho da escrita, da criação que desenvolvo e também com o meu tempo. Sou tratada como parceira, sem hierarquia e como disse mais acima, não alimento um propósito egoísta.

Descobri afinidades que foram além do território nordestino: ela pernambucana e eu baiana. Além do gosto estético, por cores e madeira crua. Além da boca suja, isso dispensa explicações, caraléo 😀 Além do humor e dos agudos das vogais safadjéénhas. Descobri que na internet, campo minado tantas vezes, vive gente que pensa e dá valor às coisas boas da vida assim como eu. Que é humana, erra, acerta, erra de novo e que faz de um blog trabalho digno, verdadeiro, integral e amor da vida.

Aqui vão os meus projetinhos que já passaram pelo ACQMVQ. O caminho começou com pé direito. Com este primeiro projeto que morro de amores. Um painel barra gancho barra cabideiro, cheio de funções e que adorei fazer. Link aqui.

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Ainda no mesmo mês, em outubro, enviei um suporte pra livros depois que achei um tutorial pela net. Tava de saco cheio de ver um bando de livro entortando sem ter o que segurar direito. Com materiais simples, nasceu o meu segundo post por lá. Link aqui.

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Com o trabalho de final de ano chegando, eu com a minha lojinha virtual recém montada, demorei um tempo maior pra enviar o terceiro projeto pra Aneenha. Um mês depois, mostrei como dei um grau na parede onde marido estuda e trabalha em casa. Foi o mais demorado, mas sempre prazeroso. Se eu não fosse pôdi da coluna, teria sido mais rápido. De qualquer forma saiu bem legal e com materiais, mais uma vez, simples. Clica aqui.

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Faltando poucos dias pra terminar 2014, enviei a reforma da maquininha de escrever que uma amiga havia me passado. Simplesmente amei o resultado! Tinta e adesivo estampados e a bichinha voltou à vida. Pela quarta vez, o ACQMVQ me recebeu com carinho e alegria.

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Já em 2015, todo mundo queimado de sol e de férias, entrei pro meu micro banheiro pra dá um jeito naquela feiura. É, porque não suporto os banheiros do nosso apê na Baêa. Aí busquei opções aqui, dei um jeito cá e fiz um banheiro só pra mim, todo girly e frufruzento, porque eu gosto de fru fru mesmo, de delicadezas e cor de rosa 😀

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Um mês depois, já aqui em Paris, tive um treco, fui pro além e voltei quando visitei o BHV, esta miséra lindeza de lugar. Pra que matar a gente assim do coração, me diz? Porque reunir tudo que eu mais adoro em decor em um lugar só?? Óóó cheeiinte, morri! Dito e certo, meu zói encheu d’água em plena loja. Compartilhei com os leitores da Aneenha esta experiência e este mico em forma de um livro post.

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A última história que contei por lá foi mês passado quando visitei, comprei e montei minhas guirlandas de bolinha de linha de uma marca francesa bem bacana. Amenizei a feiura do quarto com a luminária. Clica aqui pra ver.

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Ainda este mês tô pelo ACQMVQ de novo e até quando a família Medeiros me quiser 😀 São seis meses de aprendizado, alegria e de uma parceria fraterna. Eu desejo que tudo de bom, de lindo, de grandioso que a Aneenha me trouxe e me traz, volte mais radiante e intenso pra ela e pra esta família linda, real e que a gente tanto gosta de conhecer mais e mais.

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E estendo o meu desejo, meu agradecimento a outras pessoas que se tornaram fundamentais em minha vida depois deste blog. Elas sabem que falo pra elas também <3

Meu beijo e que venham mais e mais meses!

30 dez 2014

Um 2015 cheio de “As”

Eu não quero pedir nada em 2015 a não ser saúde. Mais que isso é injusto. Só quero continuar o que tive em 2014. Sem demagogia. Nunca gostei de fazer estes balanços de fim de ano longos e em tempos de redes sociais, compartilhar. Mas o blog não é uma rede só. É meu cantinho, é meu diário, é meu trabalho, é meu amor. E acho mais que justo compartilhar por aqui, com vocês, gente que só me traz alegria.

Quero continuar com a mesma gratidão pelo o mínimo que venha a ter, fazer, conquistar como foi este ano. Sem dúvida, o ano de maior trabalho. De beirar à exaustão. E por isso os frutos foram imensos, mais que podia querer ou imaginar. Fui neste ano, grata pelas chances, amizades, parcerias e por todo o aprendizado. Então, 2015, o primeiro verbo pra você é Agradecer.

Quero continuar de ouvidos atentos para o que os mais velhos, mais sábios e mais experientes podem me dizer. Continuar com olhos abertos, intuição mais aguçada, interesse focado, coração ávido e curioso por conhecimento, por coisas novas, úteis e os velhos mandamentos pra o bom viver. Foi lindo poder contar com tanta gente querida pra me ajudar, me guiar, me ensinar neste novo caminho. 2015, o segundo verbo pra pra você é Aprender.

Quero continuar com meu sorriso largo, que fica maior ainda de batom vermelho, no rosto. Quero poder ter a alegria como minha parceira sempre que possível. Assim como meu humor irônico, minhas piadinhas rápidas, minha boca suja de palavrão que aprendi com a minha mãe e minha gargalhada de traveco do fundo da garganta. E se isso tudo tiver companhia, melhor ainda! Pois “sorriso dividido é sorriso dobrado”. E quando não for possível sorrir, que o silêncio e paciência fiquem comigo como foi no ano que está indo embora. Pra você, 2015, meu terceiro verbo é Alegrar.

Quero continuar com este coração bobo, bola, balão. Porque jurei que iria endurecê-lo pra evitar as dores, mas não consegui. Então, desisti e aceitei que quem entra e fica nele é quem é do bem. Meu coração tem muito amor, muito mesmo e têm poucos “gostar”. Ele tem muito “amar”. Gostar é muito morno, não é suficiente. É muito mais ou menos. Amar é intenso, total, envolvente, completo. Quem bom que a lista de amores aumentou em 2014 e tenho fé que vai seguir fortalecida. 2015, meu quarto verbo pra ti é Amar.

Quero continuar com a minha fé. Que ela me guie, me mantendo no caminho do bem pra que eu vacile sempre menos. Não tenho muito o que falar sobre isso, pois fé não só se tem. Mas principalmente, se sente. 2015, pra ti, meu quinto verbo é Acreditar.

Por fim, quero continuar aproveitando o vácuo do empurrão que tive em 2014 e seguir na coragem pra tentar. Sem tantos medos, confesso, mas tentando. Buscando novos caminhos. Fernando Pessoa já dizia que “tudo é ousadia para quem nada se atreve” então, vamos! É preciso, porque se der certo, ótimo, é felicidade. Se não, foi aprendizado, sabedoria, mais bagagem. Vou continuar repetindo isso pra mim sempre e sempre. O sexto e último verbo pra ti, 2015, é Atrever, afinal:

 

UP

Imagem via La Papeterie

Com os meus “As” eu sigo pra mais um ano junto com vocês. Vem aí coisas boas, novas! A Casinha virtual vai ganhar nova decor, nova identidade e se tudo der certo, terei uma nova Casinha física (e é por conta disso que o blog andou tão xoxo 🙁 ). Mas te conto mais pra frente! Tudo tem caminhado e dado certo! No mais, meu mais profundos desejos pra vocês: agradeçam, aprendam, alegrem-se, amem, acreditem e atrevam-se. Até já, viu? A partir do dia 12/01 tô de volta cheia de prosa e gaiatice!

Um beijo enorme de carinho e um abraço bemm apertado!

Eva

03 dez 2014

Nosso primeiro ano!

Minha gentchyyy! Eu achava que ia demorar horrores pra sentar aqui e escrever um post com este gosto tão especial de aniversário. Mas passou voando, por mais lugar comum que isso possa parecer. E também agora, passa um filme na minha cabeçona, isso também não é lugar comum. Passa mesmo. Acho que pra descrever tudo teria de ser mais de um post, com tantos detalhes, mas eu vou fazer esta tentativa árdua de resumir o que sinto, o que penso, enfim, minhas reflexões sobre este primeiro ano do Ateliê Casa de Maria.

Eu já falei por inúmeras vezes como a ideia de ter este blog nasceu, mas se você chegou por aqui agora, eu conto rapidinho. Há mais de cinco anos descobri os blogs de decor, de faça-você-mesmo e de lá pra cá, diariamente, era por eles que passeava e me perdia. Mas um em especial, o Banana Craft da querida Dani Sinhoreli mexeu comigo e pensei que era de um espaço assim que também precisava. Pra falar o que pensava, o que descobria e foi lindo saber que tinha tanta gente que pensava como eu. Sabia que eu não era um E.T. como minha irmã sempre me dizia 😀

Depois da ideia, foram meses e meses pensando na identidade, no nome, nos profissionais pra entrar nesta comigo. No tempo pra me dedicar e trabalhar. Decidi por Ateliê Casa de Maria. Ateliê como espaço de criação, produção e Casa de Maria como homenagem a minha mãezinha Maria que me ensinou o poder da criatividade e das nossas mãos. Criei a primeira identidade junto com um amigo querido, o designer Erick Santos. Passei pra segunda, encontrei a Ana Luiza ou Baby para mim, uma amiga e designer que me deu a mão e veio junto comigo, vetorizando, colorindo e virtualizando os rabiscos que eu tinha no papel. Depois do trabalho da Aninha, foi a vez de programar e acertar as pontas deste espaço virtual, em uma plataforma prática que eu pudesse trabalhar sem me lascar, afinal, até há um ano eu era muito, muito burrinha com estas tecnologias. Aí encontro o Mark ou Babycito 😀 designer de mão cheia que apara as arestas e põe no ar o que a gente havia feito. No dia 3 de dezembro de 2013 meu bloguinho foi ao ar. O Ateliê Casa de Maria tão sonhado, ganhou vida.

Mas eu sabia muito pouco sobre o que me esperava. Era Trabalho, assim mesmo, com T maiúsculo. Dia, tarde e noite. N-U-N-C-A trabalhei tanto na vida. Comecei a encará-lo como meu jornal (uma vez jornalista, sempre) com pautas, em vez de posts, com cronograma, com contatos e público. E a cada semana eu via que era preciso mais dedicação, mais empenho pra isso que já era, há tempos, meu projeto de vida. O blog nunca foi minha segunda opção, meu passatempo, minha fonte de renda extra, nada disso. Sempre foi um projeto de vida onde deposito todo meu amor, meu empenho.

Ao longo dos meses fui percebendo que o trabalho é de conquista. Cada leitor, cada pessoinha que vem aqui, na Fanpage e no Insta, que tem interesse em prestar atenção no que você tem a dizer é uma vitória. A cada uma delas, a vocês, eu agradeço enormemente. Aprendi que é preciso sempre, nunca deixar, na verdade, de estudar. Quem lê um blog, quer sim ver imagens bonitas, bons projetos, mas também quer um conteúdo agradável. Eu sou assim como leitora, porque quem me lê é o contrário? Claro que não. Entendi também que o mundo virtual é igual ao real, com altos e baixos, mas talvez um tantinho mais complicado, já que a barreira da tela, um belo esconderijo. Vi que a inspiração é um processo que se retroalimenta, quanto mais eu penso, eu busco, eu tento, eu me inspiro, mais ideias eu tenho, eu sonho. Que você pode sim se inspirar em quem está por perto, com respeito e admiração.

Aprendi neste tempo a ter mais coragem, mais força e menos medos. Há quem diga que já tinha quando larguei 8 anos de telejornalismo pra me aventurar no mundo dos blogs. Mas eu não achava. Senti que precisava ousar mais e não ter medo de tentar. Nesta busca encontrei pessoas tão queridas no mundo virtual que hoje não penso em viver longe delas. Paguei a língua, vivia pensando que entre as telas seria muito difícil construir relações sólidas. Hoje se não falar com algumas delas ao menos uma vez por semana, fica tudo muito chato. São mais que amigas, são parceiras, cúmplices e foram aquele empurrão que precisava. Me dão aquele puxão de orelha sempre quando é preciso, mas sempre em meio a boas risadas e na maioria das vezes, gargalhadas. Eu tenho receio de citar nomes, porque sempre fico com a sensação de ter esquecido alguém, mas agradeço de coração às amigas baianas, mineiras, paulistas, pernambucanas, gaúchas, por fazerem deste meu primeiro ano como blogueira, um dos meus melhores. Eita que meu coração é grande! Cabe meu país todo! <3 <3 Amora, Zi, Anenha, Marcinha, Dani, vocês sabem, porque já lhes disse, o quão especiais são!

Mas não foi um ano só de alegria, teve muita decepção, muita tristeza, lágrima? Nem se fala. Sou chorona confesso, não por fraqueza, mas por saber externar fortes emoções. Entendi que viver de sonho é mais difícil que imaginava, que nesta caminhada você não pode contar com todo mundo. Eu entendi que o desapego é um grande gesto a se praticar. É esperar menos ou nada de onde você achava que ia sair um gesto gentil, de amizade, de apoio. E isso, o apoio faz toda a diferença. Mudar de vida, se refazer não é mesmo fácil, reconstruir um caminho, fazer um novo é mesmo difícil. Encontrar amigos que te entendam, te respeitam, aceitem que este é o SEU momento, que ninguém pode fazer por você e que por isso, você precisa trabalhar muito, se ausentar, mudar posturas… Não é tão simples. Mas eu continuo acreditando no que vivi. Os de verdade sempre permanecem e eu e eles temos carta branca na vida uns dos outros. Entramos e saímos pela mesma porta do coração sempre, a qualquer hora. Nine, Maroca, Laninha e tant@s mais, vocês sabem que @s amo!

Há 4 meses o Ateliê ganhou uma lojinha tooda cheia de amor, miudezas e fofurices que sempre gostei de fazer, mesmo antes da janela virtual existir. Se as vendia em um bazar, nada me impedia de vender por aqui também. A Lojinha Casa de Maria tem sido mais um desafio que me mostrou quanta organização, disciplina, rotina e cuidado é preciso ter pra levar um micro mini negócio adiante. Mas mais uma vez, pude contar com anjos que aqui na terra se chama amigas pra me ajudar. Clientes, taxas, bancos, fretes, envios, embalagens, encomendas, pedidos, são palavras que a cada semana me soam mais próximas e costumeiras. Espero aprender mais e mais.

E foi assim, aprendendo, que comecei este projeto e espero seguir com ele pra sempre. Sem dúvida, se tiver uma palavra pra definir um primeiro ano de blog é aprendizado. Acrescento gratidão e amor a ela. Aprendi um monte, quero aprender sempre. Agradeço a Deus, aos amigos e amigas, a minha mamain Maria, meu painho, minha irmã, primeira entusiasta do blog, meu neném e sobrinho Zequinha, meu anjo, parceiro e marido, Rogério e as minhas estrelinhas que seguem comigo, me alegram e me são companheiros, meu bichanos Chicão, Joaninha e Amora. Por fim, te agradeço, a você que me lê, do FUNDO do coração. Sente daí meu abraço apertado, meu beijo estalado e toda a gratidão que emana daqui. Que esta boa energia nos guie por mais um, dois, três anos juntos. Em breve te trago novidades, mudanças boas, claro. Tudo pra gente ficar ainda mais felizes e melhores!

Aqui deixo mais um beijo e se puder te ofertar um presente como agradecimento, te oferto o que tenho de melhor: um sorriso sincero e largo, de amor e alegria!!

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