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18 fev 2016

Colônia del Sacramento pra encerrar o passeio pelo Uruguai

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Ai que saudade. De escrever mais sobre mais uma viagem sabendo que é o último post dela. Resolvi encerrar com Colônia del Sacramento por ser um lugar bem… hum… “coração”. Sei lá, criei esse conceito há pouco.

Ficamos em um apê dos deuses dentro do centro histórico de Colônia, pelo Airbnb. Como já não morrer de amores? Cadeiras Eames… <3

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A primeira impressão de Colônia é de se surpreender, até mesmo na entrada da cidade. É muito arborizada. Árvores plantadas com distâncias iguais e da mesma espécie.

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A gente vai caminhando pelas ruas de pedra e topando com construções e ruínas delas, dos fortes, das muralhas. Vamos entendendo um pouco da história do lugar.

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Ela é muito fofa. Assim que chegamos, descemos os quatro, direto pra rua, subindo e descendo as ladeiras. E bem pertinho do apê… o Rio da Prata.

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Aprendi que Colônia Del Sacramento é uma cidadezinha de encantar, capital do Departamento de Colônia. Fica às margens do Rio da Prata que mais parece um mar. A duas horas de Montevidéu e pertinho de Buenos Aires também. O centro histórico é patrimônio da UNESCO. Fundada em 1680, Colônia era alvo de disputas entre Portugal e Espanha devido a sua ótima localização. Tendo o Rio da Prata com saída/entrada pra o Oceano Atlântico, o comércio poderia ser facilmente escoado pra o resto do mundo por ali. O Brasil entrou muitas vezes nas batalhas porque era por ele que Portugal fazia as negociações.

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Foram décadas de disputas, de guerras. A cidade ia sendo construída e destruída. Algumas ruínas estão no lugar até hoje como as do Convento São Francisco Xavier e o Farol. Dá pra subir no Farol pelo equivalente a quatro reais e de lá observar a cidade liiinda! Se você tem medo de altura, repense, porque é alto mesmo e o topo final é bem apertadinho. Mas vale muito ir!

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O clima é gostoso, morno durante o dia, fresco à noite e adoro isso. Tudo no seu limite, mais que agradável. Pelo Rio da Prata se chega em Buenos Aires também, por meio de uma barca em pouco tempo de viagem.

Colônia, tão disputada, acabou virando durante tempos um grande ponto de contrabando também. De escravos e de produtos. Uma das ruas mais conhecidas do período é a Calle de los Suspiros e me lembrou muito Igatu, na Chapada Diamatina, aqui na Bahia. Outro lugar divino que todo mundo deveria conhecer.

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Pelos historiadores, há várias teorias pra origem do nome, uma delas é que a rua era o lugar onde os moçoilos iam satisfazer os seus prazeres, humm… Nela, também há construções, lado a lado, de casas portuguesas e espanholas. E todo mundo quer passar por lá.

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Mas se ela tem partes históricas bem antigas há tantas outras mais novas, bem fofas e com cada decor…

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Não tem como não morrer de amores por Colônia. Antes de ir, li sobre os carrinhos antigos que ficavam parados na rua, servindo de um tudo pro lugar. E servem mesmo. É como uma afirmação. Eles não são destruídos por estarem velhos, ficam ali, dizendo que já funcionaram e que fazem parte de história.

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A noite vem chegando e a cidade fica mágica… Luzinhas pelos restaurantes e pelas ruas do centro histórico.

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A cidade é pequenina, talvez no máximo dois dias sejam mais que suficientes pra conhecer Colônia. Esta noite foi muito, muito boa. As lojas que também são galerias de arte me deixaram sem palavras. Saí anotando nome de tanto artista pra ler, conhecer… Visitamos o Almacen La Carlota, lugar mais que recomendável pra voltar com as boas lembrancinhas.

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Depois das guerras, Colônia ficou um bom tempo sob o domínio Português e só em 1828, depois da Independência do Uruguai, virou parte desse país.

No outro dia, alugamos um carrinho elétrico, atravessamos a cidade. Pegamos essa dica com um casal de brasileiros e é super válida! O carrinho é muito massa, seguro e o trânsito o respeita, melhor ainda.

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No trajeto a gente cruza com a Colônia mais moderna. Foi assim que conhecemos o trabalho do artista Daniel Barbeito que fica pelos muros da cidade e por tantos outros lugares.

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Como neste Café onde paramos.

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Além do Barbeito, outros artistas deixam Colônia ainda mais atraente.

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De Colônia, voltamos pra Pelotas, ou melhor, pra famosa praia do Cassino, que beleza! E depois, nossa Baêa. E eu só posso agradecer a todos os amigos queridos e ao universo por dias tão bons de férias. Conhecemos pessoas bacanas que nos deram sorrisos e mais sorrisos! Dias pra lá de inesquecíveis!

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Em tempos de diálogos escassos e desse empobrecimento de escuta também, conhecer o outro é mesmo o melhor que podemos fazer pra sermos generosos, mais sábios, menos egoístas e menos cheios de estereotipias. Uma filosofa que adoro, a Márcia Tiburi, certa vez citou um livro em um dos seus textos que dizia que “Viajar é ler”. E ambas as formas são as melhores pra adquirir conhecimento, não? Mas é o conhecimento do outro que falo. O exercício de alteridade mesmo. Somos melhores porque somos diferentes, mas ainda não sabemos disso. E quando a gente se aproxima das nossas diferenças com respeito e amor, realmente nos tornamos mais.

Nossos anfitriões foram os melhores que podíamos ter! Fanzita e Brunão, dois corações sensíveis, abertos, inteligentes e alegres! Nos deram as melhores condições pra esta viagem, conforto, carinho, histórias… E ainda, a gente finge juntos que somos banda de rock pra tirar foto. Não dá muito certo, confesso… 😀

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São positivos, dispostos e bobos pra rir. Os pais, Antônio Sogrão, Márcia, Dona Bete e um pontinho de luz chamado Volmar passaram açúcar nestes dois. Tiram as nossas melhores fotos, com as melhores poses!

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E eu agarro mesmo. Aperto, cheiro e ainda dou beijo melado se tiver bêbada no elevador hahaha26

Digo que nos reencontramos em Paris e é daqui pra frente. Nossos queridos, obrigada por tudo e sempre! Agora esperamos vocês aqui na Baêa!

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E eu, mais uma fez, comemoro mais um passo nesse espaço. Sabendo que ele é miúdo e é meu. E quero muito continuar descobrindo mais sobre ele.

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Beijos e até já! Com muita decor, hein?

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

17 fev 2016

Montevidéu, decor das boas e mais do Uruguai

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Gente, ó, saquei uma coisa necessária nessa vida de autora de blog. Vou parar de dizer “volto amanhã” por motivos de: internet ruim pra caral…caramba. De novo. Ôôôô sofrência. Quando a gente pensa que tá tudo resolvido, a vida vai lá e pêêêi! No nosso lombo, fazendo a gente sofrer sem conexão. Mas vou aproveitar logo antes que a net dê tilte de nov… e…. e… a…conexã… t.. ruim….d…no…o.. Rá, mentira! 😀

Voltei com mais lugares lindos de viver depois da nossa passagem pelo Sul do Brasil e Uruguai. Depois de te contar como foi por Pelotas, La Paloma, La Pedrera, Punta Del Este, estoy aqui, queriéndote, pera, estou aqui pra te contar como foi em Montevidéu e detalhes de decor incríveis.

O primeiro contato com Montevidéu num final da tarde foi meio xoxo, não conseguimos ver direito a cidade, mas caminhamos bem pelo centro dela, pertinho do nosso hotel. Com o sol do outro dia foi melhor pra ver que ela é uma cidade bonitona e interessante!

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Batemos bastante perna, entrando e saindo pelas ruas, vivendo um pouquinho da cidade. E como de costume, fomos conhecer o Mercado Central do lugar e o de Montevidéu é só com restaurantes dentro e banquinhas de arte por fora.

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Descobrimos que a noite no Uruguai só começa a partir da meia-noite, uma da manhã… A galera fica no virote mesmo curtindo a night pelas ramblas. Mas marido tinha descoberto um Café Bar antigo e tradicional de Montevidéu, o Tabaré e fomos pra lá. Aberto em 1919, o Tabaré era um armazém e hoje é tido como um lugar da boemia. Que delícia! Quem for à capital, pliss, passa lá porque vale muito à pena. O ambiente ganhou a gente logo de cara: boa música, aconchegante, discreto, ótimos vinhos e comida de salivar.

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Sorrentino ao molho de tomate seco e vinho Uruguaio. Ótima pedida!

A gente sempre faz isso quando viaja: sair meio sem roteiro por algum período e ir topando com os lugares, sentindo a cidade, as pessoas. Topamos com esta livraria! A Moebius tem uma decor maravilhosa, meio kitsch, vintage e criativa.

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Aí se quiser saber o endereço: neste livro velho você encontra.

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Vende livros, vinis e objetos de decor. A música ambiente é super bem selecionada e assim ficamos conhecendo alguns músicos do Uruguai e já ouço apaixonada 😀 É um misto de galeria de arte também, com quadros de artistas locais à venda.

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Depois que a gente comprou alguns livros, saímos passeando por ali e como disse antes, tem coisa bem boa de se ver pelas redondezas. Olhem esses cantinhos?

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E como a vibe que tomou conta do meu ser agora é a da decor, prometi compartilhar o hostel onde ficamos em Punta lá no Instagram, lembra? Nooossinhora, minha gente, prepara aí que vem coisa linda com dicas bem a nossa cara!

El Viajero é um hostel, na verdade, uma pequena rede de hostels presente no Uruguai, em Punta Del Este, Paraguay e Colômbia. Segundo a funcionária a proposta é sempre esta: uma casa antiga, reformada e repensada pra receber a galera viajante. A entrada tem um deck, móveis de pallet e este azul céu divino!

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A mesa: uma ex-gaveta que ganhou rodízios e pernas de outro móvel viraram objetos de decoração do centro da mesa.

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A noite os grupos se reuniam por aqui, as luzinhas se acendiam, uma galera na viola, outra jantando, outra bebendo e esse clima gostoso de hostel, super à vontade.

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Por dentro, espaço e mais opções boas de reaproveitamento e criatividade. Uma sala aberta, onde a galera dorme também,  a TV apoiada em uma antiga radiola e o Dumas, mascote do Viajero que, claaaaro, eu enchi de dengo e foi parar no nosso quarto, um bebê <3 <3

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A recepção é essa coisa de enlouquecer que já tinha mostrado no Insta: um balcão feito só com malas vintages! Lustres adaptados com utensílios de cozinha e instalados em trilhos e…ai…tô sem fôlego de amóór <3

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Do lado oposto, a área do café e do bar. À noite, sinuca, aula de dança e umas biritas e pela manhã, a mesa de sinuca virava a mesa do café.

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Páginas de revista em quadrinhos cobriam paredes e móveis, essa arte maravilhosa escrita “Viajero” e detalhes coloridos. Os tampos das mesas recebiam pinturas diversas. E observa onde as taças do bar estão penduradas? Uma prancha foi adaptada.. E o balcão do bar, sobras de móveis.

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No quarto, mais alternativas. Adorei o nosso, de casal com banheiro. Os tijolinhos, amor dessa pessoa que vos fala, foram pintados de branco, uma porta virou cabeceira, mesinhas laterais em madeira de demolição deram um tom rústico e aconchegante, ainda sinto uma pitada de industrial.

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O teto foi pintado de preto após os tijolinhos e uma lâmina de Mdf foi pendurada por cabos de aço e um spot foi embutido, adorei! Estilizou a iluminação de uma forma simples e despojada.

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O banheiro teve os azulejos pintados de um verdinho quase branco, em tinta epóxi e a partir deles, esmalte berinjela escuro, ficou bem bacana. No encontro da pintura com o azulejo, pastilhas foram coladas. E outro detalhe que adorei do banheiro foram os bicos de renda de algodão costurados diretamente na cortina de plástico pra tirar a feiura dela.

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O corredor segue a linda rústico/industrial com fiação aparente em canos de alumínio, teto cinza escuro, tijolinhos pintados e pitadas de cores vibrantes.

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Ao descer as escadas, uma moldura varal.

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Animou com as ideias, meu povo? Massa, hein? Espero que estejam gostando desse passeio por cantos tão legais deste país que já me é muito querido. Amanhã vol… eita, pera, não. Prometi. Com essa net meio aqui e acolá, tipo Mestre dos Magos, posso te dizer que vou trazer o último post, inteirinho sobre o meu lugar xodó: Colônia del Sacramento. Até já, se a net não me podar! Rimou!

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha

 

15 fev 2016

Rio Grande do Sul e Uruguai: Férias!

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Eii gentes!

Tudo beleza com vocês? Ô vontade de voltar aqui pra contar tudinho, ou melhor, quase tudo das nossas férias delícias. Mas por motivos de: internet ruim pra caral… caramba, não consegui fazer nada, sumi. Não, não foi o carnaval. É. Existem baianos que não pulam/curtem trio e afins 😀 Mas agora tudo resolvido, vamos papear.

Tiramos onze dias de férias antes do carnaval e fomos encontrar os amigos queridos do Sul. Lembra que falei deles aqui? E fiz um mimo pra casa nova deles? Então, a Stefânia e o Bruno, ou melhor nossa Fanzita e Brunão são mais que queridos, nos deram uma família no Sul de tanto amor com que nos recebeu. Foi tanto carinho e cês nem imaginam o quanto de soluço rolou na hora de voltar #snif #snif. Não foi a primeira vez que visitamos o estado. Há seis anos conhecemos a Serra Gaúcha e claro, a viagem foi linda. Voltamos doidinhos pelo Rio Grande do Sul.

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Um dos passeios na região de Gramado

Dessa vez fomos pra Pelotas, a famosa Satolep e adoramos a cidade. Arborizada, limpa, com casarões antigos lindos, bares legais e clima gostoso. E o lago? Maior do Brasil? Se passa por praia direitinho e é assim que os moradores e visitantes o tratam. Todos levam suas cadeiras de praia, ficam lá se bronzeando e tal… Achei o lugar lindo e claro, rendem fotos mais bonitas ainda!

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Tá, quando o vento deixa…

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Mas sai e ainda, recheada de amor!

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Depois de conhecer mais da cidade, das famílias queridas dos nossos amigos, de comer a comida perfeita de Dona Bete (ainnn <3) e dá umas bandas por Satolep, seguimos de carro pra o Uruguai. Mais um carimbo e on the road!

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Gente, que incrível! O Negones, irmão da Fanzita (é, eu invento apelidos, só meus) alugou uma casa pelo Airbnb em La Paloma no departamento de Rocha, o equivalente ao nosso estado. E fomos em um grupo maior, com gente boa e do bem. As praias são diferentes do que a gente tem no Nordeste, claro, a começar pela água gelada (e super revigorante!) e quase nada de árvores, mas são tão gostosas quanto. E com violão, amigos, novos amigos tudo fica especial.

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A casa em La Paloma, toda em madeira, tipo chalé, rendeu noites tranquilas, super descontraídas e muita, muita risada, melll dellss, ria de chorar por muitas vezes, adoro! Mas antes, conhecemos a famosa Parrilla, comemos também os melhores rangos feitos por Brunão 2, outro Brunão do grupo, tomamos a Patrícia e tocamos muito com direito a um violino perfeito da Lys, mais uma integrante deste grupo viajante inesquecível <3 Adorei!

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Ainda curtimos um pouco a noite, com o centro de artesanato, conhecendo a produção local, tendo ideias e claro, nos divertindo muito. De La Paloma, metade do grupo voltou pra Pelotas e nós quatro seguimos para La Pedrera, que lugar fooofo!

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As ruazinhas de La Pedrera, com seus restaurantes, banquinhas de artesanato, arte em suas diversas formas… Ai, é de suspirar…

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Cada detalhe da decor…

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A praia é uma delícia: depois de um sol punk na cabeça, a gente mergulha na água gelada e volta cinco anos mais xóofemm e com a buzanfa na nunca, minina! 😀 Mentira. A gente volta sem sentir direito certas partes do corpo. Sério, muito gelo. Mas não vou mentir, adorei! Dá uma revigorada, refresca e o sol fica ainda mais gostoso na pele. Fanzita não botava muita fé na baiana aqui, achava que não ia entrar no gelo, toda acostumada com águas mornas… Mas ô mulher frouxa eu seria, depois de tanta viagem, morrer na praia não rola, né… Caí na água!

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E as lojinhas de decor? M o r r i…. Pera, gente, esse post tá ficando altamente “infartante”…

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A noite em La Pedrera é realmente muito boa. As ruas vão enchendo, os showzinhos pelas calçadas e outras apresentações. Dá pra gente se aproximar dos artistas locais, conhecer mais um pouco daquele outro universo que está mesmo bem perto da gente.

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E o que dizer de Cabo Polônio? Distante de tudo, no meio de um nada super interessante. É um povoado a pouco mais de 200 km de Montevidéu, ainda no departamento de Rocha, escondido entre dunas, rochas e santuários de lobos-marinhos. Cara, que lugar… As moradias, hostels, pousadas, baseadas no reaproveitamento, com sobras de madeira pintada e muita, muita cor. Nada de internet, água encanada, rede elétrica… Ó como é:

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A vibe boa, muitos hippies, pés descalços e arte, muita arte…

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E a gente vai seguindo até o Farol, pelas ruas de areia, até avistar as três ilhas que são santuários dos lobos-marinhos.

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E dá mesmo pra ficar bem perto! Que coisa linda, gente, eles são enooormes, gordos, barulhentos e brigões! Mas ainnnn, quelia apertáá! <3

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O dia em Cabo Polônio estava frio, não deu pra ver aquele céu “Azul Uruguai” … acabei de inventar essa cor pra um dos céus mais lindos que já vi. Pra chegar ao Cabo é preciso pegar um transporte especial pra o trajeto na areia, um caminhão 4×4 todo aberto, com andar, massa!

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Caímos da estrada de novo e chegamos à Punta del Este. Ahh Punta… Tudo isso e mais que sempre falaram! Que lugar interessante, lindo e claro, phyyyno até doer o olho. Punta já fica em outro estado, em Maldonado e é considerado o balneário mais luxuoso da América Latina… e o que eu fui fazer lá? Hahaha oxe, me jogar no mundo, mas quá… E falando do céu, olha esse céu? Punta nos recebeu com um baita sol se pondo… A cidade é linda, linda. Badalada, não muito a nossa cara, vai, mas vale demais, demais a visita.

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E logo depois daí, desse clique, marido, que tinha ido fotografar entre as pedras, me volta toooodo cortado, todo tirado pedaço, desde os dedos, as mãos, perna e pé. Sangue aqui e ali e eu na maior preocupação, enquanto os amigos riam…. Ok, eu também. Resultado: tinha caído nas pedras. Aí conferindo o estrago…

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E eu dando bronca: “Ô, menino! Cadê a unha do dedão do pé? E o dedo? Ficou por onde? Ai….aquil…aquilo é san… sangue… morri… poft…”

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Mas nada que água do mar não cure, farmácia e carinho, nhoimmm <3 Nos dias seguintes, mais praia, mais céu lindo e lugares mágicos pra conhecer!

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Pertinho de Punta, tem Punta Ballena, península onde fica a Casa Pueblo,residência do artista plástico Carlos Páez Vilaró. É um misto de museu, resort e galeria de arte atualmente. Ninguém podia entrar no dia, pois estava reservado pra um evento, mas ir lá pra admirar a vista do lugar é ordem, plissss, quem for ao Uruguai, não deixa de passar por lá!

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O lugar fica bem no alto mas a gente tem acesso tranquilo às serras e um mar enooorme na tua frente te deixa encantada! Além de render fotos lindas pra porta-retrato e pra guardar pra sempre.

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Os amigos nos apresentaram estes e outras lugares lindos que te mostro amanhã! Volto com decoração das boas do hostel que ficamos em Punta, sobre Montevidéu e um post inteirinho sobre Colônia! Beijo, gentes!

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha.

 

 

 

06 fev 2015

Salut, mes amis! (e Planejamentos)

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Ainnn minha gente! Como queria vir logo aqui pra gente prosear!

Chegamos há três dias aqui em Paris e a gente tá bem naquela fase de arrumação, adaptação e deslumbramento por segundo! Mesmo ainda nem parando pra namorar os lugares. Como vamos morar aqui por alguns meses (só voltamos pro Brasil no segundo semestre) É preciso conhecer, checar e ter segurança de um monte de coisa que aos poucos eu vou lembrando e contato aqui, tá bom? Realmente foi e ainda é muita coisa na cabeça de duas pessoas. E vou compartilhar um pouco, mas muito pouco dessa saga que foi chegar até aqui. Quem sabe não te ajuda?

Apois, o planejamento começou cedo, muito cedo. Em julho de 2014, mas até ontem, exatamente ontem, ainda tinha coisa em aberto. Sério. Como a ideia era vir pra estudar, foram etapas e mais etapas pelas quais a gente precisou passar. Marido é professor de uma universidade estadual e aluno de doutorado. O programa possibilita o “doutorado-sanduíche” (é assim que fala mesmo :D) onde o aluno pode realizar parte da pesquisa em outro país. A universidade onde marido ensina possui uma parceria com a Sorbonne Nouvelle – Paris III aqui na França e era o lugar ideal para os estudos em direção de fotografia no cinema, objeto de pesquisa dele.

Pra saber se o aluno é apto pra este tipo de curso fora, cada universidade tem a sua forma de trabalhar, seus programas, suas parcerias. Então, tô te contando o que foi a nossa história, tá bom? Depois de ter a versão parcial da tese de doutorado examinada e aprovada, a banca de avaliação recomendou que marido realizasse um plano de pesquisa na Europa. A partir daí é com o aluno e foi aí que começou a corrida loooonga pra dar conta de tudo. Gente, cês não tem noção de como é burocrático, demorado, cansativo, restritivo, estressante todo este processo. Se a gente fosse desistir, já era pra ter acontecido bem no início de tudo. O prazer só vem depois. Oká. Depois daí, foi a vez do órgão responsável pela bolsa de estudos entrar no jogo.

A CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior. É um órgão federal que fomenta o aprimoramento dos pesquisadores e professores do ensino superior do Brasil. É ela que ajuda financeiramente o bolsista. Mas atenção, neste tipo de doutorado, o “sanduíche” não há ajuda de custo para acompanhante. E essa informação a gente não encontra em lugar nenhum, só mesmo “natoralmente”, no meio do processo. Mesmo sendo casado, no papel como é o nosso caso. Por isso sim, foi preciso juntar grana, poupar, economizar pra caramba. Feriados, réveillon e outras comemorações foram dentro de casa mesmo. Nada de gasto. Roupas, festinhas, saidinhas com amigos, mesmo sendo coisa pouca, pra gente era grande, então o que eu ouvi de gente reclamando “cês tão sumidos” não foi brincadeira. Mas era pra um bem maior, talvez o maior passo das nossas vidas até agora.

Seguindo. O aluno junto com o programa da sua Universidade precisa enviar as papeladas pra CAPES. No site da Coordenação têm todos os documentos necessários. Mas em caso de um funcionário público, como marido, é preciso enviar junto um outro documento importante.

A autorização de saída do país é algo indispensável neste caso. Quem concede esta autorização é Casa Civil de cada estado. É um documento assinado pelo governador do estado. A gente foi prejudicado e tudo atrasou por conta da transição do governo baiano. O processo voltou sem ser julgado, mas insistimos, reenviamos e conseguimos.

Cada envio de documento, cada e-mailzinho simples, cada carimbinho, QUALQUER coisinha que envolveu o processo envolveu outra coisa chata pra carai: a demora. Se a gente fosse morrer do coração já era pra ter morrido. Lembra que te falei? A gente começou tudo isso em julho do ano passado! Pra cada etapa, eram semanas e mais semanas de espera. Mas a CAPES autorizou a bolsa, a Casa Civil deu ok. Beleza! Estas etapas foram vencidas, mas nem tava perto de chegar ao fim.

A esta altura, uma outra fase que ocorre ao mesmo tempo foi vencida. É que o aluno precisa enviar diretamente para o Campus France todas estas documentações.

O Campus France é uma agência oficial de promoção do ensino superior francês, uma espécie de plataforma de cadastramento de alunos de outros países que desejam estudar na França. Alguns documentos são enviados online por formulário e outros via Correios. E mesmo sendo um procedimento feito diretamente com outro país, foi um dos mais rápidos.

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Campus France autorizou, voillà! Chegada a hora das passagens, documentação, fotos, passaporte e seguros. Passaporte é facinho de tirar e tem um custo razoável. As fotos precisam estar em um formato específico de 3,5cm x 4,5cm além daquela que a gente tira na hora. Conseguimos fazer rapidinho com a Polícia Federal, mas em uma agência do SAC.

As passagens foram compradas em uma agência e até fechar tudo, a gente atualizava a cotação do Euro que andou mais caro ainda antes dos atentados em Paris. Conseguimos um preço melhor pela 7ª companhia mais segura do mundo a TAP Portugal,  ou seja, entramos na Europa por Portugal. Havia outra opção que era a empresa Air Europe que entra pela Espanha, mas o preço tava bem mais salgado. É preciso levar isso em consideração porque o valor total aumenta muito com o seguro de viagem internacional. Descobri depois de muito pesquisar, que o melhor pra o nosso caso era o Affinity.

O Affinity  é um tipo de assistência que engloba várias situação do viajante em outros países. A mais preocupante, claro, é a assistência médica que pro nosso caso, 6 meses fora, muito nos serviu. Mas uma questão importante é preciso saber. Quem for demorar um tempo razoável fora do país, morando, estudando e etc é preciso escolher a assistência médica por enfermidade preexistente, tópico que muitos planos nem abordam, mas o viajante pode pedir. Se por exemplo, eu passe mal e descubra pedras nos rins aqui na França, mas nunca tive sintomas aí no Brasil, o seguro cobre este tipo de atendimento. Porque esta opção não é dada na maioria dos planos. Se isso acontece e seu plano não cobre, os gastos com saúdem em Euros não são nada amigáveis. Então, quando descobri isso, sugeri que pagássemos este extra, mas com mais segurança.

E isso tudo durou semanas, meses e a gente seguiu estudando a língua antes de tudo, trabalhando aqui e ali. Na reta final foi de enlouquecer. Cê viu que o bloguinho deu um murchada a partir de agosto? Então, era por isso. Foi bemm complicado administrar apê, blog, lojinha, medos, novidades e descobertas com a viagem. Enquanto um resolvia ali o outro organizava cá. E nesse malabarismo a gente seguiu por meses.

Saímos de Salvador na segunda meia-noite. Mas antes ainda deu tempo de rodar um pouco pelo reino do dendê com queridos novos e velhos amigos, tomar um banho na praia do porto bem no dia de Iemanjá.

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De almas lavadas e blindadas, chegamos em Portugal antes das oito da manhã no horário de Brasília, mas pra eles eram quase meio-dia. No aeroporto da Portela em Lisboa há alguns guichês para diferentes tipos de passaporte, o Europeu e outros dois pra determinadas partes do mundo. Escolhemos a fila “Todos os passaportes” e é aí que a gente recebeu a carimbada final no passaporte pra seguir pra França. Esperamos nossa conexão e voamos de novo pela TAP perto das 14h. Chegamos em Paris na terça finalzinho da tarde, com 1º de temperatura nos esperando. Descemos no pequeno aeroporto de Orly e pegamos um táxi por sugestão de uma amiga que se vira super bem em Paris. O esquema é super organizado, com fila e taxistas ágeis e educados.

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Imagem: Wikipedia

Francês mal educado só vi aqueles que deixam os animais fazerem cocô em qualquer lugar. Já passei por calçadas aqui que creinnn… Preferi ir pro meio da rua.

Mas sobre nosso cantinho, nossa rua, nosso bairro e meus cursos livres (que eu vou atrás, cráriu, néamm?) eu te conto já, viu? Vixe, o que não vai faltar é post de Paris agora! Este foi grande, eu sei, mas fiz questão de compartilhar estas dicas porque recebi algumas perguntas pela Fanpage e pelo Insta Mas qualquer dúvida me envia um e-mail, tá bom? Daí se puder te ajudar, tô por aqui!

Ah, antes de terminar, eu preciso agradecer MUITO a vocês amigos e amigas queridas e a nossa família amada que emanaram boas energias, bons desejos, nos sustentaram, nos compreenderam, nos perdoaram e nos alegraram! Deus sabe como isso tudo é o que mais importa. Foco, fé, MUITA disciplina, restrições mas aqui chegamos!

Bisou!!

 

 

 

31 jan 2015

Novos rumos!

Passaporte_Mercosul

Êê, mas tu é rapida, hein? E tu também, viu fio? Te chamei lá no Instagram e ainda bem que tu veio correndo pra cá! Ai, minha gente, como eu fiquei ansiosa pra escrever isso aqui com um “OK” bem grande nesta lista específica. Nem é a ansiedade por si só, mas a de resolver todos os inúmeros processos que envolveram os novos rumos que as nossas vidas de cá tomaram. Por isso, era preciso tudo tá nos conformes pra poder compartilhar isso com vocês.

Como te falei lá, a partir da semana que vem, vou blogar de fora do país. Mais precisamente da Europa. Vai ser uma temporada, que eu espero que seja maravilhosa, até meados do segundo semestre. Marido segue pra estudos do doutorado dele em Fotografia do Cinema e eu o acompanho para cursos da língua (e o que eu mais achar).

Pra uma viagem de turismo, a organização já é punk, imagina pra estudos… Pra morar durantes meses em um outro país? Muitos de vocês já imaginam o planejamento, organização e economia. Tudo isso começou em agosto do ano passado e até os últimos dias antes de partir, muita coisa ainda precisa ser feita. Agora tu entende porque depois de agosto o bloguéénho caiu um tantinho, a Lojinha também. Era muita, muita coisa pra organizar e várias vezes perdi o foco bom o blog. Era coisa demais pra administrar pra uma cabeçona só.

Muitas se mostraram desafiadoras, mas com fé, paciência e disciplina foram contornadas. Tudo foi fluindo aos poucos e graças a Deus, mesmo com as zicas alheias (é, porque teve) deu certo. A regra é clara né, minha gente, faz o bem = recebe o bem. É o que aqui a gente tenta seguir sempre, mesmo errando feio e muito ainda. Mas reconhecer, tentar e seguir é o que a gente busca fazer. E depois de tudo, eu chorei de alegria, de alívio e de felicidade. Sensação de dever cumprido du ca..!!!!!

Então, amuris! A partir da semana que vem o Ateliê Casa de Maria vai virar “Atelier Chez Marie”. Isso. Vamos morar na França, em Paris! Já já tô postando do nosso pequeno “Studio”, mas antes, ainda tem coisa pra caramba pra resolver, então eu vou adiantar pra não perder o bonde, digo o voo, né. Se quiser acompanhar bemmm de perto esta nova fase do blog, vem aqui no Instagram?

Um “bisou” bem grande, um tanto comportado (porque tô cansada e corrida pra caramba) e  “à bientôt”!

Paris

Imagem Tumblr