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28 dez 2016

Como decorar uma cozinha corredor (e muitas dicas)

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Gente querida! Como estamos?

O último post de 2016 desse blog que ficou tãoo paradinho esse ano só podia ser cheio de tutorial e antes & depois. Só assim pra compensar o ritmo lento das atualizações aqui. Mas eu não canso de dizer que tudo tem motivo, não é mesmo? E precisei focar na vida do lado de cá pra poder colocar um monte de planos em prática em 2017, por isso aqui precisou esperar. Mas não se enganem, não é porque aqui esmoreceu que as coisas vão parar. Esperem dias de muita lindeza em 2017! <3

Mas como o título do post diz, vamos falar da cozinha corredor! Ela ficou pronta desde setembro (Êê Eva ruim que não mostrou pra gente!) Riléquis, ou melhor, relax que foi por um bom motivo: havia fechado a publicação desta matéria na querida Revista Minha Casa, mas só pra edição de dezembro/2016. Compartilhei pelo Instagram, chegou a ver? Ainda dá tempo comprar a sua! Tá a coisa marrlinda desse mundo e claro, eu super felizona. Só que não deu pra postar tudo por lá e prometi mostrar cada detalhe por esse cantinho virtual que tanto adoro.

A cozinha corredor estava assim: pálida de doer o coração dessa amante das cores. Só com a geladeira já no ponto e pintada à mão, no rolinho mesmo. Já mostrei como fazer isso num tutorial todo explicadinho, clica aqui se quiser dar um saca.

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Além da geladeira amarela, a fruteira feita no início do ano com cestinhas de bicicleta também já estava dando as caras por ali, azul clarinh0 nesse momento. Também já mostrei como fazer uma dessas, super simples. Chega aqui pra ver.

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Ó que feiura?

A primeira ideia que tive, descartei em seguida. Eu tive uma ideia de primeira bem cômoda, na verdade, mas que não se parecia comigo: uma parede lousa. Não, defitivamente não sou fã de parede lousa, pra mim, não serviria muito. Mesmo assim, apliquei adesivo vinil preto e rabisquei, com Poska e giz, um coração que ficou bem lindão, por sinal.

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Mas não, não era mesmo parecido com a gente. Além de ter deixado a cozinha mais escura, pesada. Tirei dias depois. Até definir o que fazer e como fazer, desafoguei as gavetas cheias de utensílios e explorei as paredes e aí está a primeira e fundamental dica para uma cozinha pequena: aproveitar bem as paredes com prateleiras, ganchos e outras espaços de armazenamentos que não sejam só os armários. Pra isso, comprei uma chapa perfurada da Eucatex, recortei com um quadro e emoldurei na cor prata. O truque da moldura é pra não deixar a chapa encostar na parede, já que por baixo dela está a caixa de luz do apê, sendo assim, o painel seria útil duas vezes, tanto pra pendurar os objetos quanto pra esconder a caixa. Depois da moldura pronta, pintei a chapa com tinta metálica prata pra dar uma unidade maior no objeto.

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Além disso, defini uma cor mais forte pra cestinha azul claro: o vermelho, que em detalhes fica bem bom, mesmo num espaço pequeno. Como boa fã dos cenários de programas de culinária, painéis e cestas de paredes são sempre presentes e claro que quis ter pra mim também. Mas feito à mão e feito por mim 😀 E assim esse cantinho ficou pronto.

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Detalhe da foto: meu infusor de chá de coração garimpado em Paris <3 Lembrança mais que linda.

Foi o tempo de decidir o que fazer do outro lado. É claro que iria chover adesivo pra tudo quanto é lado, afinal, trocar revestimentos e pedras não era o foco. Além da parede lousa, estava cansada de azulejos com motivos portugueses, sou fã mesmo dos geométricos. Na minha rápida passagem como redatora publicitária, garimpei um arquivo vetorizado de formas geométricas nos arquivos da agência que joguei pra um programa de edição, alterei as cores e imprimi. Foram três folhas de 1m x 1m com azulejos de 15cm x 15cm. Cada folha custou R$ 60,00. Recortei um por um e comecei a colar. Mais dicas e essa não é nova: sempre que colar adesivo em azulejo é bom passar espuma na parede ao ir aplicando o adesivo. Isso evita bolhas. E pra fazer a espuma, só é pegar um recipiente com tampa, colocar água e algumas gotinhas de detergentes, chacoalhar e ir fazendo a espuma. Fui aplicando e recortando alguns com a forma do encaixe das coisas que não poderiam ser desinstaladas, ou ao menos que eu não sabia desinstalar como o filtro e torneiras, por exemplo. Eu, oxe… já pensou se tiro o filtro e afogo meus bichanos? Ah, esqueci! A cidade onde moro não tem água, rá!

23E tadahhh! Óó céus, óó que vida, ó que lindeza, ó que fácil!

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Lembra que tinha decidido pintas acessórios de vermelho? O escorredor entrou pro time. Antes era azulzinho também, como mostrei aqui. Mas lixei-o, tirei a cor antiga e apliquei o vermelho com tinta em spray. Lembrando que escorredor é o tipo de objeto que vai precisar, uma vez ou outra, de retoque, já que recebe facas e outros utensílios que podem riscar, descascar a pintura.Eu queria as cores quentes, mas ainda sim uma base mais suave como os armários brancos, por exemplo. Pra entender o que faria na outra parede foi rápido, como não tinha pensado nisso antes? Madeira! Ahh como amo esse material, sempre falo por aqui.

Daí surgiu a QCola, marca super bacana que tem loja virtual de adesivos decorativos, pôsteres e espelhos pra uma parceria mais que bem-vinda. O material é excelente, encorpado, a cola adere que é uma beleza e a aplicação não foi difícil. Escolhi o papel de parede modelo Madeira 003 em adesivo vinil fosco, autocolante que sugere tábuas clarinhas, tipo Pínus e comecei a aplicar com a espátula que já vem com o adesivo. Foram três rolos no total. Usei o truque da espuma novamente e em alguns cantos que precisava estar bemmm esticado, pedi ajuda à marido, que esticava enquanto eu ajustava o adesivo. Pra retirar o excesso é só lançar mão de um estilete afiado. Eu amei a cor desse papel de parede da Qcola, de verdade <3

21Olha que contraste bonito ficou? A impressão é boa, próximo do real e adorei o resultado! Uma coisa que sempre me perguntam quando aplico adesivo é se vai ficar a marca do revestimento por baixo. Sim, fica. Se o revestimento não estive nivelado fica, se não esticar bem o adesivo fica. Aí na foto dá pra ver o lado que estiquei, sem marca do azulejo por baixo e o lado que não estiquei muito, com as marquinhas. Juro pra vocês que isso não me incomoda, mas se for um baita calo pra alguém, sugiro aplicar uma massa própria pra azulejo antes, pra ficar lisinho e depois colar o adesivo. Eu não queria mexer com nada que não fosse prático, mais limpo e que envolvesse a compra de materiais de construção, então, optei só mesmo pra aplicar o adesivo. E amei!

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A madeira clarinha deu a pitada de rústico e natural que queria pra o ambiente. Sendo assim, aproveitei pra instalar prateleiras estreitas em Pínus ainda na outra parede vazia. Instalei duas em tamanhos diferentes e só pintei as mãos francesas com tinta em spray amarelo. Ganhei mais local de armazenamento de coisas que preciso usar mais rapidamente e mais vezes. Coloquei os ganchinhos pra pendurar as canecas xodós e desafogar mais uma vez os armários. Além de deixar meus livros (que dobraram de quantidade, çocorr :D) ao alcance das mãos.15

A caixinha de Mdf com portinha, onde os ovos são colocados também foi pintada. E quem lembra desta pecinha vermelha ao lado? Ela era do ateliê e estava sem uso na bancada de trabalho (que já está passando por mudanças, depois mostro também!) Aí só fiz invertê-la, assim mesmo, com os desenhos pra baixo 😀 Coube boa parte dos vidrinhos de temperos que uso bastante.

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E só! Organizei a produção seguindo a linha natural/rústica como falei. Acrescentei cestinhos de palha garimpados na feira de São Joaquim entre as indas e vindas à Salvador ou às feiras aqui do interior mesmo. Copinhos de barro como porta treco, colheres miúdas de madeira e outros detalhes e presentes de lugares por onde a gente passou, por aqui, pelo mundo. Coleção de memórias podem mesmo se espalhar pela casa toda.

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Detalhe da foto: porta vela comprado em Colônia, Uruguay que virou porta flor. Mas se faltar luz, ele cumpre sua função <3

É isso, pessoá! Adorei a cara da nova cozinha e sei que muita gente gostou também. Muito obrigada pelo Feedback tão bom, carinhoso de quem comprou a revista e vibrou junto comigo por isso.

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Tem cor na medida certa pra gente, criação fácil, econômica e que atende ao que a gente quer no momento.

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Espero que vocês tenham gostado! E mais que isso, que tenham se inspirado pra entrar 2017 dando uma cara nova com carinho, economia, criatividade e cor em algum canto do lar de vocês. Cozinha, quarto, banheiro… Qualquer um. Vai por mim, um decor cheia de afetos muda muita, muita coisa por fora, claro e por dentro também. E se precisar de ajuda, corre aqui no bloguinho que três anos de conteúdo já ajuda, né?

Em janeiro eu volto doida pra compartilhar as coisas boas que estão sendo colocadas em prática, que foram trabalhadas com dedicação, tempo e muito esforço. Muita coisa vai mudar, mas vocês não, né? Estamos sempre juntos. Um beijo enorme, paz, sabedoria, trabalho criativo, saúde e muitos sorrisos em 2017 pra todos! Até já!

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22 jul 2016

Oficina de Jardinagem Amanda Mol. Aprendizado e doçura!

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Quando digo que sou apaixonada pelo Empreendedorismo Criativo e todo aprendizado, encontros que ele me proporciona, eu não tô sendo exagerada. Eita, peraí, então era pra escrever APAIXONADA assim, em caixa alta pra ficar mais enfático, né? 😀 E por conta do Empreendedorismo Criativo conheci a Amanda Mol, designer de moda e ilustradora mineira que tem um trabalho incrível. É pura poesia o que ela faz. Delicado, amoroso. É de Varginha que saem diversos produtos desenvolvidos pela Amanda Mol e equipe, desde ilustrações autorais, objetos de decoração, de papelaria, tattoos temporárias até, como recentemente, camisetas lindas. Tudo voltado pra o universo feminino. Eu já sou cliente da Amanda há uns dois anos. Tenho colar, álbum de fotografia e agora, virei aluna. Calma, te explico.

A Amanda, inquieta e curiosa, resolveu jogar pro mundo mais talentos e desenvolveu oficinas online super bacanas onde ela compartilha o que sabe. Há a Oficina Online de Ilustração que é um sucesso e adorada pelos mais de duzentos alunos que já fizeram e mais recentemente, ela lançou a Oficina de Jardinagem. Quase tive um treco quando vi esta última. O apê daqui, sempre passando por mudanças, me fez ter mais atenção com minhas meninas verdes e a Oficina Online de Jardinagem Amanda Mol me cairia como luva. Daí tive a oportunidade e super comemorei!

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Em seis vídeos super fofos (e um bônus ótimo no final!) e objetivos, a gente aprende com as dicas dessa moça do dedo verde. Falo com vocês aqui o falei diretamente pra Amanda e equipe. A comunicação é muito gostosa, simples e direta, a gente nem sente o tempo passar. Tudo é feito de uma forma simpática, delicada. E ainda, são num tempo super agradável que deixa a sensação de “quero mais” sabe…? Sem contar a estética, trilha… amei, de coração.

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O aluno ou a aluna, tem seu próprio perfil, um painel com mais dicas e vários links pra sites, bibliografia e painéis de inspiração no Pinterest criados especialmente pra oficina, com muitas ideias de customização de vasinhos, por exemplo!9

Aproveitei as inspirações e aprendizados e comecei as modificações das plantas aqui em casa. Fiz meu vasinho pra nova moradora de pétala. Pintei com tinta em spray verde menta…

6… e assim nasceu a dona Violeta! 😀

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O conteúdo não é inteiramente técnico pra alguém que não sabe nada, mas também não deixa a desejar pra quem já entende alguma coisa. Seguindo mais dicas, impermeabilizei os vasos de barro com Neutrol da Vedacit pra receber plantas que não gostam tanto de rega e umidade. Sendo assim, o vasinho fica mais seco. Escolho espécies assim porque bate pouco sol aqui e preciso também de plantas que não exijam taaanta luminosidade assim.

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Replantei as suculentinhas também, nas latinhas da antiga horta que cresceu e foi pra casa de mainha. Segui a ordem de forrar o fundo com argila expandida e começar as mudanças.

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As mesmas regras foram aplicadas com as plantas e vasos maiores. A minha Ráfia lindona foi transplantada de vez…

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Já a espada de São Jorge, que encontrei abandonada e pequenininha na área do antigo apê, foi replantada uma por uma. Ela só cresce e também precisava de um vaso novo. Cresce tanto que nem cabe mais na foto!

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Fui, ao longo da Oficina de Jardinagem, colocando as dicas em prática, fazendo no meu tempo, como é a proposta da oficina. A Amanda, junto com equipe (Beijo, Talita querida!) é acessível, troca ideia diante dos nossos questionamentos e os estudos fluem. O formato online desse empreendimento criativo é dinâmico, possível e pode ser feito por qualquer um, sugerindo o cultivo em qualquer lugar, seja ele pequeno ou não.

E assim fui criando e recriando meu jardim particular da forma que posso, me inspirando com minhas filhas de pétalas e já esperando pelo volume II da oficina. O apê tem verde por vários cantinhos, sejam com plantas novas, sejam com mudas das antigas e não tem como o ambiente não ficar bonito.

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Se ficou no gostinho, acessa a página da Oficina Online de Jardinagem Amanda Mol  pra conhecer um pouco mais e se encantar tanto quanto eu. Agradeço demais, à Amanda e equipe pela oportunidade de aprender mais sobre jardinagem. É dadivoso ter mais informações boas sobre mais do que a gente ama! Beijo, gentes!

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09 nov 2015

Candida Specht: moda com afeto e significado

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Cores e originalidade. Duas palavras que me chegam de imediato à cabeça quando penso em Candida Specht. Conhecia a marca há um tempo, namorando pela rede as criações até que em uma mais uma passagem por Salvador, bati lá no ateliê da Candida pra uma troca de ideia. Outra coisa que me chamava a atenção era ver que a criação da Candida trazia uma mensagem e que fica clara depois que a gente a conhece.

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Candida Specht. Foto: Loja Tanlup

Pra mim, como criativa que está empreendendo, nada melhor do que conhecer gente que também tem seu negócio baseado neste modelo. Tenho conhecido tanta, mas tanta gente bacana depois que me apaixonei pelo tema, depois de começar os estudos que o fluxo segue naturalmente, pinta gente de lá e de cá, na mesma vibe, com as mesmas ideias e com a Candida não foi diferente.

O espaço fica no Rio Vermelho, entre ruas gostosas que adorei, super moraria lá. Parece um bairro de cidade pequena dentro da giga Salvador. Nosso encontro foi bem gostoso, me fez um bem enorme. Nós, com nossos amores também por ali papeando e ainda conheci a família de 4 patas da Candida: duas tartarugas (Beijo, Magu!)

3Colorido, claro, despojado, delicado e alegre. Assim é o espaço da Candida que funciona não só como ateliê, mas também loja e no andar de cima, sua casa. Mesmo quem não conhece o lugar antes, imagino que deve ficar de olho comprido querendo levar tudo pra casa na primeira visita, porque o trabalho é mesmo lindo.

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Bolsas, mochilas, carteiras, necessaires, lancheiras térmicas, sandálias, malas, tiaras e muito mais, afinal, como boa criativa, a mente dela não para até ter algo novo em pouco tempo. Independente só das tendências, estações, padrões e roteiros, a criação da Candida flui por meio de uma observação muito particular do mundo ao redor, coisa de quem entende muito e faz isso há tempos.

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5Mas digo há tempos mesmo. Aos 28 anos, Candida começou a empreender aos 14. A ideia nasceu de ter algo único, original, que fosse só dela. Sentou à máquina de costura da família e produziu sua primeira bolsa. Não demorou muito para os pedidos começarem a aparecer e rapidamente definiu seu modo de trabalho. Depois de quase se formar em psicologia, seguiu pra estudar moda no Rio de Janeiro e a experiência que já tinha ao longo dos jovens anos de empreendedorismo aliaram-se aos estudos, técnicas e mais aprendizados. Não que antes não fosse, mas depois de voltar, trabalhar muito, buscar as próprias oportunidades,  Candida Specht Ateliê virou uma marca sólida e cheia de significado.

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4Pra quem “vê de fora”, um modelo de negócio baseado na criatividade pode parecer fácil, um caminho cheio de flores com passarinhos guiando e segurando a barra do vestido. Mas a ralação é enorme, dou fé. Eu, a Candida, amigas e amigos que estão criando ou já criaram seus negócios criativos sabemos o quão árduo são os processos envolvidos. Processos de inspiração, planejamento, estudo, criação, pesquisa, desenvolvimento, comunicação, precificação, enfim, são tantas as etapas e que dependem muitas vezes ou só da gente ou de um grupo muito pequeno de trabalhadores. Em meio às resistências do mercado viciado no consumo por consumo, da valorização de negócios sem propósito, da apropriação das ideias, da cópia mal feita e feita sem respeito, o trabalho de uma empreendedora criativa como a Candida é sempre motivador.

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Porque ela mesma se propõe sempre a buscar por algo novo, melhor, mais bonito, mais original e o trabalho nunca para. E ainda alimenta a rede de criativos, no momento que contrata, que capacita uma costureira ali, um ajudante aqui, um sapateiro acolá criando e dando oportunidades, fortalecendo e ajudando a desenvolver os novos rumos do mercado. Pra ela, nada disso precisa de propaganda pra rede social ver, o que vale mesmo é ver, na real, o que atitudes assim mudam na prática, na vida destas pessoas. Cria vínculos duradouros, verdadeiros.

6Penso que o que a Candida Specht produz diz pra gente: “Ei, faço moda com coração, cuidado, com peças em quantidades limitadas, atemporais, penso com carinho em tudo isso pra você se sentir única.” E a gente se sente. Comigo vieram meu jardim suspenso, com tecidos lindos! Por enquanto, ele tá entre os violões, mas assim que consertar a nova parede da sala, mudo de lugar. (É, tá tendo mudança de novo por aqui por conta do sofá novo, depois te conto.)

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Garanti também minhas tiarinhas turbantes, mais uma criação dela. Estruturadas, tecido africano de ótima qualidade, tramas fechadas e com estampas lindas.

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Escolhi uma marrom, com pitadas de preto e laranja, mais neutra. Adoro marrom e tons que se parecem com a minha pele. Depois de cortar a juba estragada e de uma maquiagem nude, saí de tiara por aí.

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Elas não apertam, mas ficam firmes e por cima, o nozinho é costurado.

16 Saí por aí fazendo a meyyga, ownn, mas com limite, porque se fizer demais, minha irmã diz que viro a Lili 😀

17Pra contrastar com o cabelo escuro, escolhi outra colorida, claro!

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21Desejo vida mais que longa à Candida, ao seu trabalho e a esta roda de gente boa, do bem e criativa que acredita e prova que vale a pena e é possível viver fazendo o que ama com significado, com relações afetivas e duradouras. Quem quiser conhecer mais sobre Candida Spetch Ateliê tem a loja física que atende com hora marcada, a Loja virtual, Fanpage e o perfil do Instagram que tá sempre na ativa.

Um beijo, genten!

06 nov 2015

Para seu pet com amor? Design de Estimação!

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Quando vi o nome já fiquei com esse zoião brilhando, mas quando recebi a caixinha recheada com as criações da Carol Soares, emudeci. É porque dava pra ver, sentir o amor depositado em cada criação, em cada dobra, papelzinho, recado, embalagem.

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A Carol foi minha colega no DECOLA!LAB curso de Empreendedorismo Criativo da Rafa Cappai e sempre que posso o cito por aqui. Porque ele é um agente transformador na vida de muita gente e não foi diferente com ela. O negócio da Carol já foi ao mundo. A Design de Estimação é um negócio criativo voltado para os nossos anjos de quatro patas. São acessórios diversos como tapetinhos, bowls, petiscos, camas e outras fofuras. E sabe o que é bem bacana da Design de Estimação? As estampas não são nada clássicas, o acabamento e cores são impecáveis. É design de verdade, com afeto e muito, muito cuidado.

DENa minha caixinha vieram algumas dessas fofuras para os três bichanos que tenho. Cada um ganhou sua bandana que vem embalada com muito carinho.

1Em outro saquinho, de papel, petiscos saudáveis para os felinos, porta copos e uma cartinha querida para nossa família. Ainnnn <3 <3

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Olha os bowls em porcelana! É, porque se você cria gatos, sabe que o melhor pra eles é que a comida fique em comedouros de porcelana pra evitar a acne felina e outras doenças. Eu estava numa dificuldade danada de encontrar por aqui no formato ideal para eles, mas aí estão minha salvação! Cada um com sua estampa, morri de amor, gente, pô, ó pra isso!

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A Carol trabalhava na área financeira. Depois de 10 anos, começou a surgir aquilo que dá no coração de um criativo: um monte de questionamentos. “Tô feliz? É isso que quero viver fazendo? E se? E se? E se?” Não deu outra. Ela conta que depois disso começou a se investigar por dentro e resgatou a costura, que já fazia parte da história da família. A Carol aprendeu a costurar com a avó e com a mãe. E o design era um hobby que virou trabalho.

“Aí eu juntei essas duas habilidades/paixões com outra grande paixão que são os bichos. E nesse momento, eu me permiti pela primeira vez fazer algo que eu amava e não alguma coisa que eu “precisava” fazer.” Conta Carol.

E ela sabe que vez a escolha acertada. Com o DECOLA!LAB tudo isso foi se organizando e nasceu seu negócio criativo. Eu nem preciso dizer… Aliás, preciso, que fico muito feliz, muito mesmo pela Carol e por todos os colegas do curso que estão jogando pro mundo o que acreditam, o que sonham, o que os fazem felizes. Eu me emociono junto, desejo a eles tudo de melhor porque também sinto na pele como é difícil e requer dedicação. Fiquei entusiasmada, alegre pra caramba com o trabalho da Design de Estimação que chegou aqui. Agora, deixa eu te mostrar quem também adorou!

Minha família felina, meus amores maiores! Meus bichanos foram tosados assim que voltei de Paris. O pelo é 3, 4 vezes maior que o da foto, mas é bom que não esconde os produtos da DE e é melhor pra você também conhecer tudo. Começando pela nossa caçulinha, a Amora <3. Como é a mais gulosa, uma Magali da vida, a estampa escolhida pra ela foi a de melancia. Primeiro rolou aquela cheirada, o velho reconhecimento: “Mainha, qué isso aqui, hein? Vô cumê!”

12Minha filhote, não, pera, larga de má criação, coma não 😀 Como obediente, me ouviu e ficou o dia todo linda, fofa pra sessão de fotos. E esses olhos caramelo que eu aaaaamo?!

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Marcou o território e ninguém trisca na ração dela.

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Minha bebê é mistura de Himalaio, Persa e Pelo Curto e foi a última a entrar na nossa família por meio da doação de uma amiga. Completou um ano em abril. É maior que a minha fêmea mais velha, ossos chatos, pernas mais curtas e corpo comprido. É a mais danada, sem dúvidas, se pendura no lustre se deixar, perturba os outros 24 horas, corre atrás da gente, adora morder o pé, uma espoleta. Mas depois de tanto aprontar, dorme em segundos.

14A do meio é a Joaninha. Minha amoreca tem três anos, é uma Pelo Curto cálica. Pra ela, a estampa âncora P&B pra contrastar com este pelo lindo!

7Acho que é mais “felina” de todos. Super caçadora, desconfiada com desconhecidos, ágil, rápida, pernas mais compridas, porte médio e magro. A gata anda por lugares que os outros dois não vão, caem. E o miado é quase uma frase inteira, interrompida com sussurros, só falta falar. Nunca tive um gatinho pra miar assim.

8Ela é irmã da Amora e também veio de doação. Adora o afiador e brincar de lutar. Derruba o mais velho rapidinho. É a mais apegada também, adora contato, toque. Só vive por perto, na minha barriga 😀 Enquanto digitei esse post, ficou o tempo todo deitada e com a cabeça no computador.

9Nem preciso dizer que gostou dos petiscos, néaam?

25E depois de comer, trabalhar como modelo, cansou a beleza e capotou 😀

10Por fim, nosso bebezão mais velho, o Chicão. Com quase seis quilos e cinco anos de vida, é mistura de Himalaio e Persa. A estrutura é muito parecida com a Amora, patas curtas, largas, corpo comprido. Ele foi resgatado de uma Pet Shop que ia fechar. Estava doente da cabeça aos pés e há semanas sem ninguém comprar. Pegamos e o levamos direto pro Vet onde ele já ficou internado de tão debilitado. Hoje é essa coisa laranja linda!

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Te digo uma coisa, ao longo dos anos que criei cachorros, gatos, papagaios, tartarugas, cabritinho, coelho, peixe e camarão (é, já tive um quarteto de camarão de estimação. Durou 2 dias. E eu chorei. Chorei muito. Ah pô, tinha 7 anos, né…) Então, ao longo desse tempo, NUNCA tive um bichinho tão, mas tão dengoso quanto o Chico. Gente, esse gato é muito, é demais, um dengo, uma manha, impressionante. Pede dengo o tempo todo, mia se tá só e só sossega se fico ao lado, chora à noite pra dormir com a gente e sabe que é fofo. Ele sabe, ponto final. Dou bronca por alguma coisa e ele se joga no chão, se enrosca e aí já foi, babo e dou dengo. Odeia ser tosado, mas precisou. Já o banho, eu mesma dou. Depois que meus bichos chegaram feridos do banho, nunca mais.

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É o meu ginger, meu rei leão, meu mais velho, meu gato de botas lalanza! Coração aperta só de digitar!

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Foi muito, muito difícil fazer uma foto dele na atividade. Só comendo e dormindo. Ele ficou com a estampa geométrica pra se fazer de hipster. Se fosse um homem, seria uma loirão puxado pra ruivo, um bigode enorme, camisa xadrez e óculos de aro grosso. É, eu imagino isso com meus animais <3

21Tomou banho, escovei, comeu, posou pra foto e ZZZzzZZzzz….

18Mas quando percebeu que eu estava por perto, virou a barriga mesmo dormindo pra eu alisar….Nhoimmmm <3 <3

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Eles se sentiram super bem com as bandanas, adoraram o petisco e sei que vão ficar mais seguros com os bowls em porcelana da Design de Estimação.

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Eu acredito na marca, na proposta e no amor envolvido. É feita com o coração e ela crê na beleza das relações das pessoas com seus animais de estimação. Eu também. E acredito ainda que a Design de Estimação é ideal para cuidar dos nossos anjos e desejo muito sucesso, muito trabalho, muito tudo de bom a ela.

Muito obrigada, pessoal da DE, vocês são incríveis. Carol querida, conte sempre comigo. E quem quiser conhecer ou ter algum produto da DE, clica aqui no site pra conhecer mais. É lindo! Nossa família adorou e tem muito, muito amor envolvido.

Um beijo, genten!

 


06 nov 2015

E quando sonhos saem do papel?

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A gente comemora e compartilha, claro. Mas antes, eu preciso te dizer que a ideia é antiga, acho que mesmo antes do blog. Já realizava oficinas criativas com crianças sempre que podia aqui mesmo no apê, mas muito mais por brincadeira, minha e das crianças, que um projeto. Faltava tomar corpo, botar no papel e organizar o que fazer. É algo tão espontâneo, pensava eu. Mas hoje entendo que nossas habilidades também nascem do acúmulo do que somos. E ser filha de uma alegre professora de crianças e jovens faz parte dessa bagagem. É muita influência e serve demais como inspiração, creio.

Se tá ligado no movimento sexy, tô de brinks, se tá comigo por algum outro canal,  há de saber que sou aluna da turma 2015 do DECOLA! LAB da querida Rafa Cappai. O empreendedorismo criativo tem mudado a vida de tanta, mas tanta gente e eu entrei pro time. Vou falar mais dele por aqui quando acabar o curso, tô na retinha final. Não é simples, não é fácil e requer um esforço muitas vezes bem maior que aquele que a gente acha que consegue fazer. Mas faz. Por enquanto sigo modelando meu negócio, organizando o trabalho grande e diário pra isso, estudos, planos, realizações e projetos. E alguns já indo pro mundo.

“Pequenos Conteúdos Criativos” é o nome dado a um desses: oficinas gratuitas, pagas e em vídeos. A ideia é compartilhar pequenos projetos realizáveis de faça-você-mesmo, decoração, brincadeiras e outros temas para públicos diferentes. Crianças, jovens, adultos, idosos. As oficinas gratuitas foram as primeiras a saírem do papel e são só para crianças. Por enquanto.

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Há um mês, as tardes de sábados são ao lado delas. Crianças que vivem situações tristes, super difíceis, dessas que a gente infelizmente conhece e outras tantas que nem imaginamos até conhecê-las, ouvir delas. Dessas que a gente se pega a refletir, sente até culpa e pensa em como tentar mudar um pouquinho só o que está ao redor. A casa onde trabalho já realiza outras atividades com elas e com as famílias delas, tudo de forma gratuita. É mantida por doações. O espaço é simples, mas tem tudo que preciso: um chão e sombra 😀

Tudo começou quando fomos doar um dos nossos violões pra um querido amigo músico que promove as oficinas de música nessa mesma casa. Quando entrei e vi aqueles pequenos, não tive dúvida, era ali. Era ali que ia botar em prática o primeiro projeto do Ateliê Casa de Maria pós/durante DECOLA!LAB.

Na semana seguinte, comecei. Os menores ficam comigo e os maiores com outros professores. O meu mais novinho tem 5 anos <3 A turma varia entre cinco e dez crianças. Os maiores ajudam os menores muitas vezes, esta é a regra nascida de muita boa vontade para alguns, para outros, nem tanto. Aos poucos o diálogo é aceito. Resistência mais que compreensível para quem vive situações duras.

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Com gravuras em papel, comecei com noções de costura, para todos. Uma aula de concentração, coordenação motora e memória. Eles ficaram super envolvidos. Grudo os menores comigo, no meu colo pra eu ficar atenta ao uso da agulha e tesoura por eles.

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Senti cada olhar atento, curioso com a novidade e também com a perspectiva de criarem, por eles mesmos. No final, soube que ali estavam os mais danados e que até eles ficaram quietos 😀 Nas semanas seguintes, mais atividades. A minha turminha migrou pra o andar de cima e a outra turma, continuou no espaço anterior com a outra trabalhadora.

No último sábado por exemplo, o Pequenos Conteúdos Criativos chegou por meio da atividade “Amarrando meu sapato” que tinha visto há tempos pela net, mas não lembro onde. Mas fiz do meu jeito. Só com papelão, tesoura, barbante e canetinha, as crianças aprenderam como passar o cadarço e amarrá-lo. Primeiro, marcamos os pés de cada um com canetinha. Deixei que elas mesmas fizessem, uma na outra.

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Depois, sugeri uma quantidade de furinhos, fiz com tesoura e eles complementaram, abrindo os furos com lápis. Olha a mãozinha! Zá mordo esse tlein, zá! Aperto e beijo muito!

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Daí em diante, ensinei como passar o barbante e fazer o laço do sapato. Eles fizeram em seguida e a atividade foi desenrolando. Erravam, faziam de novo, tiveram autonomia, incentivo em uma brincadeira que ensina, auxilia o desenvolvimento intelectual e coordenação motora.

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Cada um identificou o seu sapato.

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E fizeram a sua maneira, deixando solta a imaginação e a graça!

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Antes de qualquer coisa, a gente tá se divertindo muito. Dou boas risadas com eles. Como inteligentes, já conhecem o que é o livre-arbítrio, mesmo sem consciência tão clara ou coesa das escolhas e influências para as mesmas. Mas sendo assim, eu tento, nessa horinha pouca, trocar o que é bom, o que é do bem e vem do nobre com eles. Não há espaço para coitadismos. Há pequenas normas, algumas regras e ensinamentos básicos para toda a criança desenvolver seu senso moral também, mesmo que por vezes saiba que esse não é o meu papel principal na vida deles.

Mas se puder influenciar nisso, com exemplos, mesmo que de forma miúda, me alegro. Também não é assistencialismo barato e oportunista. É uma troca. Conversamos sobre o bairro onde moram, a família, escola, da tarefinha de casa, o que eles sentem, desejam, pensam. O que ficou faltando em um sábado, fica pra o próximo e o vínculo só aumenta. Falamos do futuro, das escolhas e de opções melhores para nós. Para todos nós. Eu dou a eles uma horinha de tudo o que o universo criativo oferece, digo que há opções nas mãos deles e eles me dão em troca esperança, fé, bom humor, doçura, humanidade e corações enormes. Me ensinam muito mais que o contrário. Por enquanto é isso, mas já é um começo. A ideia é continuar com as oficinas, em parceria com empresas, escolas, eventos e também em vídeo, em breve.

Que o “Pequenos Conteúdos Criativos” antes de ganhar asas, tenha pés largos e firmes pra caminhar por aí, ter força pra pegar impulso e voar bonito. Vou só à princípio, mas sei que na caminhada surge quem deve pra tudo fluir pro melhor.

Beijo grande!