17 mar 2017

Reformando uma cozinha corredor e usando tinta epóxi

Ei gente boa, como vamos, hein?

Mais uma cozinha miúda, corredor e cheia de branco ganhou vida, cor e claro, uma decor com carinho. Tenho trabalhado muito (Êêê!) e o que bem tem aparecido são clientes que compartilham dos mesmos ideais de decoração que busco em meu trabalho. Com mais economia, criatividade, possibilidades, memória, afeto e significado.

Corri pro apê da minha irmã mais uma vez, com a roupa da corpo e uma mala de ferramenta. Abri o guarda-roupa dela, roubei uma muda de roupa velha pra trabalhar e assim fiz com esta combinação um tanto estranha de roxo com verde fluorescente. Resolvi quase tudo em um dia e meio. O cômodo da vez era a cozinha dela que estava mais acabada que a sala. Como falei lá no Instagram o casal trabalha viajando, usava muito pouco o cômodo que além de ter sido quase abandonada, não era nada funcional. As soluções foram bem poucas, mas já funcionou. A questão não era, aliás, não é colocar o cômodo abaixo, refazer tudo, quebrar tudo… É fazer dentro do que a gente tem e pode muitas vezes. Então bora lá, olhem como era essa coisinha branca demais e com cara de que ninguém passa por aí:

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Ah, não vai ter foto de boa qualidade, tudo pelo cel capenga mesmo :/ A primeira coisa que fiz foi botar geral pra limpar tudo que estava sujo, principalmente as paredes. Elas foram limpas com álcool. Aproveitei um menino magricelo e comprido que apareceu por lá pra explorar sua energia juvenil 😀 Melll dellls, meu bebê tá crescendo muito rápido!!

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Com tudo tinindo e brilhando parti pra primeira ideia: delimitar uma faixa na parede oposta à pia onde iam as novas prateleiras. Eu não gosto de paredes tooodas brancas, com muita largura e objetos espalhados por ela. Acho que fica tudo um pouco perdido e por isso lancei mão do truque da faixa com uma cor. Delimitei o espaço com fita crepe comum mesmo. E claro, aproveitei pra fazer o batismo de tinta do meu Zequinha.

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A tinta que usei foi a tinta Epóxi da Tintas Suvinil na cor “Piscina Natural” (É mais clara que na foto, pastel mesmo). Escolhi duas cores, um tom de azul e este verde pra minha irmã escolher e ela preferiu o verdinho. Excelente pra trabalhar, a tinta é à base de água, acetinada, cheiro não tão forte como os produtos à base de solvente. Pode ser aplicada em paredes de cozinhas e banheiros, mas não indicada pra pisos com alto tráfego e bancadas de pia, por exemplo, onde facas, garfos e outros objetos ficam e vão arranhar, descascar. A Epóxi à base de água não é indicada pra área dentro do box, onde tem contato com água constante. Pra isso é bom usar a tinta base solvente. Ela é super fácil de trabalhar, seca rápido, cerca de 3, 4 horas entre uma demão e outra. Pra cura total o ideal é esperar sete dias. Muita gente me pergunta se pode aplicar a tinta Epóxi em apês e casas alugadas com o intuito de retirar a pintura depois. É o seguinte: pra epóxi à base de solvente existem produtos químicos específicos pra isso como o Striptizi Gel, mas requer muito cuidado já que libera vapor tóxico e inflamável durante o uso. Já a tinta base água pode ser removida com muito esforço com lixa, jateamento de areia ou espátula. Tudo com muito trabalho, atente. Acho mesmo que, decidindo pintar com tinta epóxi, o ideal é não remover depois, então, pensa direitinho, beleza?

Seguindo. Pintei também acima da bancada e a parte da pedra de mármore.

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Com a tinta secando comecei a colar os adesivos usando o truque de sempre: passando espuma de sabão na parede ao longo da aplicação. Sentamos eu e o short balão fluorescente da minha irmã trabalhando noite a dentro 😀

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No dia seguinte seguimos com a aplicação do adesivo, a parte mais demorada sem dúvida, mas com resultado muito bom. Usei um rolo e meio dos adesivos tijolinhos da Papel na Parede que tem ótima qualidade, boa impressão e papel grosso, o que facilita a aplicação. É indicado pra áreas como banheiro, cozinha e tudo mais, mas não é todo modelo que vai em área de box, por exemplo. Ah e não vale passar pano com água sanitária, tá bom? Pois mancha a impressão. Enquanto fazia uma coisa ali, esperava secar aqui, pintava cantoneiras, bastão de cortina e seus suportes com tinta em spray vermelha. Também rodamos atrás de ganchos de plástico pra cortina de banheiro pra pendurar a futura fruteira com cestinhas de bike, que compartilhei aqui há mais de um ano.

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Ah uma dica que gosto: é medir, furar tudo antes de aplicar qualquer pintura. Com os furos feitos antes de tudo, alturas e medidas definidas, a pintura entra em segundo plano escondendo qualquer imperfeição da etapa anterior e o acabamento fica melhor. E assim ficou, gente! A fruteira com a abertura dos ganchos pra dentro e aqueles que vão os acessórios, com abertura pra frente pra facilitar o manuseio.

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Evitei colocar ganchos com adesivo porque eles  são muito fortes, grudam muito bem e descascam qualquer parede, inclusive as com massa corrida como acontece comigo direto. Então, o pano de prato ficou em um gancho móvel muito usado em portas pra pendurar bolsas e roupas.

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Tive que fazer muita panorâmica com o cel o que altera o sentido da foto. Então, essa emenda bem fora da horizontal que aparece nos tijolinhos foi efeito da panorâmica e não da colagem, tá bom? Te garanto que tá tudo muito certinho 😀

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Em frente à bancada da pia, mais apoio pra cozinha com prateleirinhas em pínus. Sempre busco furar, no caso de parede de azulejo, no rejunte e não em cima da pedra como minha irmã adora.

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Instalei cantoneiras dobráveis e aproveitamos a bancada que ela já tinha pra fazer a nova bancada de apoio.

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É isso, gente! No final o investimento não foi muito maior que o da sala e a transformação foi bem boa. Saiu quase tudo como quis. Quase porque queria ter coberto os furos da cerâmica com massa corrida, mas venderam o produto errado pra minha irmã e não deu tempo trocar. Também não deu tempo furar no horário permitido e instalar o varal retrátil que vai acima da janela da área de serviço, por toda extensão dela. Mas eles vão fazer isso ou faço da próxima vez que for visitar meu povo.

Já já volto com muita novidade por aqui, mesmo, me aguardem! Têm coisas lindas ganhando forma por aqui, mas demoram como quê, ô!

Um beijo e um abraço carinhoso!

 

01 jun 2016

Uma nova sala e como usar estêncil na parede

Um sala acabada, paredes meladas e super mal pintadas, sofá velho, menos de um dia e meio de trabalho e orçamento de R$ 500 contos pra um reforma geral no cômodo. Operaria milagres, sentia.

Gente querida, como vamos todos, hein? Compartilho agora uma reforma bacanuda com um baita resultado no apê da minha irmã, tô morta de amor! Viajei tipo cometa pra minha cidade natal pra socorrer a sala do apê dela que gritava no estilo Maradona: “Aii, mamita querida! Yo no quiero ser asi!” Pra não xingar sangue do meu sangue em rede virtual, digo que minha irmã é… hum… xô vê….digamos… “desapegada”. O marido também. O filho também. O animal de estimação também. Todo mundo não é de cuidar muito da decor e da organização do ambiente. E aí o bicho pegou quando o casal começou a trabalhar em casa além de fora. Os dois são zootecnistas e tem uma empresa que presta, entre outro serviços, assistências às fazendas da região. Viajam muito, a rotina é puxada e a sala servia pra tudo: era espaço de almoço, estudo do filhote, escritório e descanso em frente à TV. Aí só recebia as mensagens: “Dinhaaa, vem aqui! Dinhaaa isso, dinha aquilo, dinha acolá…” E a dinha caçula aqui, correu pra salvar a irmã. Poderia me vingar, confesso, depois de anos sendo tratada como brinquedo, uma boneca que recebia osso de galinha pra comer. Mas tenho amor no meu coração, né, migues 😀

Fiz uma mala enorme com ferramentas, tintas e o material comprado com os R$ 500. Fiz o dinheiro render comprando tintas, corantes, objetos diversos de decor, tecido, plástico, almofadas, enfim, o necessário pra sala voltar à vida. Prateleiras totalmente tortas, inseguras, cadeiras rasgadas, paredes sujas e por aí vai… Sintam o drama:

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É claro que conhecia o apê, mas vi só por fotos como as coisas estavam. Cores, estado dos móveis e outros detalhes. Por conta deste sofá vermelho, que é desta cor a contragosto (meu) escolhi que esta seria a cor guia. O interessante de uma ambiente é escolher uma ou mais cores guias que fiquem em peças principais e depois, espalhar esta cor por detalhes. Vejam, não precisa combinar tudo, rola ser tom sobre tom também. O espaço pequeno merece mais atenção pra isso. O sofá vermelho, peça de maior destaque foi a origem da cor. Cadeiras, mãos francesas e outras miudezas seriam em vermelho. Mas não era necessário pesar a mão. Da mesma forma que não senti necessidade de cores fortes nas paredes. Era preciso neutralizar mais. Bem, diante do pouco tempo e tamanho trabalho, todo mundo botou a mão na massa. Enquanto a minha irmã organizava os novos quadros e fotos com ajuda de Bonnie Jr., o mascote coelho, marido acertava as novas medidas das prateleiras, meu cunhado tentava cortar as flores e pintar as mãos-francesas. Tentava, porque fez cagada 😀 Mas o que vale é a boa vontade, né? E isso ele tem de sobra. E meu sobrinho Zeca me ajudou por onde comecei: renovar as cadeiras.

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Com um tricoline simples, vermelho escuro e plástico tipo mica, retirei os assentos das cadeiras e forrei com grampeador de estofador.

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A cadeira de escritório que estava com o tecido rasgado recebeu esse tricoline estampado lindo com pitadas de vermelho, escolha de Felipe, meu cunhado. E as primeiras e consideráveis mudanças começaram a aparecer. Cadeiras lindas e novinhas em folha!

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Enquanto isso, marido preenchia os 456546 buracos da parede. Caraca! Ô povo da mão torta, minha gente. Carol e Felipe conseguiram fazer a parede de peneira e ainda, vários furos na diagonal, como isso?? Mão torta mesmo. Sendo assim, era preciso mesmo tampar tudo e refazer. Todos foram preenchidos com massa corrida e depois de seca, lixada e novos furos, com alturas refeitas. Tudo com a supervisão desse gotoso! O Bonnie Jr. coelho de estimação. Uma fofura, tá vendo? Espera até ficar uma horinha com ele e roer tuuuudo que tiver pela frente pra tu vê…

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Abre aspas pra o Bonnie (nome escolhi por Zeca). É uma coisa gotosa, fofa, peluda, mas é um capeta. Dentre todas as capetices de Junin tá entrar na bandeja de tinta e sair pela casa. Ele tentou se esconder pra não levar bronca e me senti na páscoa, perseguindo pegada de coelho. Mas a pata suja entregou o culpado 😀

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Voltando. Depois de escolher o vermelho como cor guia, a opção de neutralizar o resto do ambiente era primordial. E nas paredes, uma pintura original pooooodre. Bota podre nisso. Toda borrada, bege, pintada com uma tinta de quinta categoria, dava pra ver até as marcas do pincel. Decidimos que na parede iria a mistura de tinta que resultou num tom camurça lindo. No início achei que ficaria escuro, mas com tanta broca na parede era melhor um tom levemente mais escuro que claro pra poder esconder tudo. Num galão de 3,6L branco, misturei 12 tampas de corante em bisnaga cor ocre e mais 3 tampinhas de cor preta. Aí o tom, ainda mais escuro por não tá seca.

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Enquanto esta parede era pintada por marido (que virou um adepto pra lá de talentoso do DIY) e por minha irmã, comecei a fazer o estêncil na parede vizinha com o mesmo tom camurça. Sempre fui apaixonada por estêncil na decor. Acho mais original, criativo e despojado. E desde que alguns produtos da Stencil Decor chegaram aqui em casa, apaixonei mais ainda! Escolhi o modelo Losango. A Stencil Decor é uma marca ótima pra este tipo de produto e você encontra um infinidade deles na loja virtual, tô amando de paixão! Escolhi o motivo pra parede, comecei a pintar e aí vão algumas dicas:

É bom começar sempre do canto de alguma parede, seja no topo ou na parte de baixo. Outra dica pra não borrar é usar o rolinho com pouca, pouca tinta mesmo. Você pode retirar o excesso em uma folha de jornal ou revista. Na primeira vez que usei molde pra pintar há alguns anos, o rolinho tava encharcado e foi um horror pra consertar. O estêncil precisa ser preso, uma fita crepe resolve, já que ela é porosa e não fixa tanto, não vai borrar a parede.

Outra dica. Eu optei por usar a tinta sem misturar com água, pra ela ficar mais grossa e eu fazer apenas uma demão do estêncil. Por isso, é bom lavar o estêncil no meio do processo pra camada de tinta não ir grudando ou secando. Depois dá o maior trabalho pra tirar. Dicas compartilhadas, bora pintar!

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Comecei no alto, da esquerda pra direita, de cima pra baixo. Olha que perfeição!

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A parte de cima mais seca, vai ficando mais clara…

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E aí a gente vai seguindo, fazendo devagar e com cuidado. É tããão bom ver a parede tomando forma e ficando linda! E uma última dica: não é difícil trabalhar com o estêncil. A gente só precisa encaixar os desenhos das bordas no desenho antigo pra não perder o sentido. De primeira é inevitável ficar tortinho ali e até borrar, mas o importante é fazer.

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Depois de fazer o estêncil na parede e esperar tudo secar, dei um jeito nas molduras. Lembra que estas amarelas ficavam aqui no apê com as primeiras fotos de marido? Pois é, como a parede daqui mudou (ainda muda, por isso não te mostrei) doei os quadros pra minha irmã e na cor preta, ficaria lindo.

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Paredes, quadros, mão francesas secas foi a hora de começar a produzir o ambiente, jogar coisas velhas e imprestáveis fora, as boas podiam ser doadas e um novo ambiente estava por nascer. Comecei a montar a parede de quadros acima do sofá com quadros antigos, os novos que comprei com orçamento curto e reaproveitando novas peças.

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Aí acima utilizei coisas que minha irmã já tinha como estes quadrinhos quadrados menores, que na verdade são porta-copos e com ajuda da fita banana viraram quadros. A molduras pretas casaram super bem com o camurça da parede. Adicionei almofadas novas, coloridas, ainda com pitadas de vermelho compradas por preços super justos. Como não rolou reformar o sofá, escondemos a feiura dele com estas belezuras.

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Ó pra isso?! Que lindeza!

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As prateleiras e bancada foram instaladas na nova altura, a 75cm do chão, ideal pra trabalhar e não forçar o corpo. A luminária que era do meu ateliê também foi doada e o cantinho começou a mostrar toda a sua lindeza!

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Organizei as papeladas de trabalho deles, mudei coisas de lugar e tadahhhh!

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Perdoaê a mão torta pra foto.

Um novo cantinho de trabalho, mais confortável e claro, mais bonito!

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Colocamos mais uma cadeira, encostei de leve a mesa de vidro na parede e o espaço do jantar ficou muito mais charmoso!

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A distância de 70cm da cadeira de trabalho foi suficiente pra minha irmã trabalhar com conforto sem bater na mesa de jantar.

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A-M-E-I num grauuu!

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Confere um antes e depois!

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A outra parte da sala onde fica a TV e corredor pra quartos e banheiros também recebeu atenção. No painel e peça da TV, mais organização e objetos novos. E claro, plantas novas que roubamos de mamainn! <3

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O violão que vivia jogado pra lá e pra cá foi pra parede, assim como o painel organizador. Mas aplicamos este tecido no fundo, pois o papel original era feio de doer. O relógio foi presente de aniversário nosso pra Felipe e feito pela marca TATAI, dos artistas  Van Dick e Shirley Ferreira, aqui da cidade. Feitos em vinis antigos, escolhi o modelo “Trem da Alegria”. Tem cada modelo mais lindo que o outro… (Quem quiser encomendar, fala com eles pela fanpage linkada!)

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E foi isso, gente querida! O que vocês acharam? Gostaram? Olha o estêncil na parede mais um pouquinho…

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O tom da tinta ajudou demais o ambiente. Deu mais aconchego e fez a luz entrar mais amarelada na sala.

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Eu não consigo parar de ver tanta diferença bacana, mesmo com orçamento enxuto e em um dia e meio de trabalho.

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Depois desse mutirão intensivo de reforma, geral foi descansar e a gente pegou a estrada de volta pra nosso apê. Assim que der outra repaginada mostro por aqui, beleza? Me contem o que acharam! Beijo, gente!

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11 abr 2016

Home Tour: Um apê clean em Taiwan

Aiiii que saudade tenho sentido daqui, gente… Já voltei. Já voltei lá da rua, do meio fio onde estava sentada chorando 😀 Fico na maior agonia em deixar o blog tão parado como nos últimos meses. Mas se tá comigo nas redes (Instagram, Fanpage e Newsletter) há de saber que sigo trabalhando em meu negócio criativo depois que concluí o meu curso de coaching e empreendedorismo criativo, o DECOLA! LAB. Já falo dele por aqui por ele me ajudou a entender um monte de coisa que andava solta na cabeça e precisava de conexões. E te digo, criar um negócio a duas mãos não é fácil, não mesmo. Ô! Além disso, tenho projetos de cliente pra dar conta, afinal, como designer de interiores o que mais quero é criar lares por aí. Mas quando meu negócio for ao mundo, o que espero que seja no segundo semestre, prometo que o blog vai ganhar muito e muitas coisas boas! Ah, também tô mudando algumas coisas no apê: cozinha, sala, até o ateliê. Mas como o volume de trabalho tá enorme, os tutoriais vão saindo bem devagar, tá bom? Mas não deixa de passar aqui sempre que puder!

Antes de te mostrar o que rola aqui em casa, bora espiar esse apê lindo em Taiwan! Ele pertence a uma professora descrita como positiva e cheia de energia. O conceito clean foi a base do projeto. E a esquema de cores foi a alma. Elas, as cores, inspiradas nos tons pastéis dos famosos Macarons franceses. Procura pela Ladurée no Google, marca bem conhecida pela produções açucaradas e você vai ver os tons lindos e suaves dos doces. Vamos começar pela sala, ó que lindeza!

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Base bem neutra em branco, com azul e rosa suave. Madeira clara nos pisos e em parte dos móveis. Estes, de pouco volume, observem, em linhas mais retas. Tem o clean, tem o retrô (mesinha em pé palito) e também tem pitadas de clássico aí com os “boiseries” no teto. Boiserie (ou “boáserrí”) são originários da França do século XVI, XVII mais ou menos. São painéis em madeira aplicados na paredes e mais tarde, nos tetos. Já mostrei alguns por aqui diretamente da fonte quando visitei o Museu Carnavalet e contei lá na coluna que assino no A Casa Que A Minha Vó Queria, lembram? Então, depois os painéis foram evoluindo pra gesso e com menos detalhes, assim como estes do teto que foram pintados de azul do mesmo tom da parede.

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Morri de amor por essa luminária <3

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A sala divide espaço com a cozinha que têm tantos outros detalhes linnndos! A marcenaria planejada ficou toda em branco, me parecendo acabamento em laca branca. Acima da bancada um azul bem clarinho. Na parede oposta um “calor” no clima mais clean por meio desta estante maravilhosa de canos pintandos de amarelo! Ideia simples, despojada feita com lâminas de madeira tipo Pinus. E a mesa de almoço com pezinhos torneados e coloridos também em tom quente. Brilhos nos lustres e mais um espaço encantador deste apê.

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Nem preciso dizer meu amor pelas cadeiras Eames e por plantas trepadeiras, hein?

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Bora pro quarto? Passando por aqui pra chegar até ele… Tijolinhos pintados de rosa, móvel de canto que também serve pra armazenamento e armário pra roupa laqueado em outro tom de azul.

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No cômodo, também clean, outro painel atrás da cama. Inspiração vinda de novo da França, os “Lambris” que claro, foram ganhando novas interpretações ao longo dos anos. Luminárias lindas substituem os abajures com base.

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Pra finalizar, um outro cômodo com um closet bem confortável. Marcenaria clarinha e reta contrasta com o lustre clássico, mas também discreto, por ser todo translúcido. Esse projeto lindo e fotos são do escritório americano Home Design Studio. Não sei te dizer a área do lugar, porque a planta disponibilizada está em chinês, aí…. lascou-se 😀 Mas não é tão grande. A discrição nas cores e móveis é mesmo uma opção ótima pra deixar espaços menores mais confortáveis. Quem gostou levanta a mão! E deixa comentário por aqui pra gente sempre trocar aquela ideia marota sobre nosso vício de espiar lares alheios e bem decorados. Um beijo, gente!

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02 mar 2016

Piso vinílico ou de linóleo estampado

Não apenas como entusiasta, mas também como designer de interiores, penso que o piso é uma importante e em alguns projetos, uma das mais importantes partes da decoração. Atua como um elemento por ora neutro, por ora ator principal. Requer ser de um material bom, por motivos bem claros. Porcelanato, laminado de madeira, cerâmica, borracha, vinil, linóleo, cimento queimado… São diversos os tipos. Mas o piso também entra no grupo dos itens que podem ser substituídos por versões mais econômicas e tão resistentes quanto outras opções. O piso vinílico e o linóleo são os exemplos de hoje.

O piso vinílico não é recomendado para áreas molhadas porque é aplicado com uma cola, ou seja, água demais ou vapor podem ajudar a soltá-los. Mas tanto pra áreas residenciais e comercias, estes tipos de pisos são produtos já há bastante tempo utilizados em projetos, principalmente pra substituir o laminado de madeira ou cobrir aquele piso já velho, em porcelanato, cimento, estragados. Ou pode ser uma opção para espaços alugados já que pode ser retirado. Os vinílicos são feitos de resina de vinil (PVC) é um plástico reciclado que imita madeira. É bem prático, hipoalergênico, fácil de limpar, a acústica do lugar melhora com ele, é texturizado e não deixa mesmo a desejar. Podem ser encontrados em lâminas ou em mantas, peças mais largas e mais compridas.

Já os pisos de linóleo foram desenvolvidos há mais de cem anos na Inglaterra e diferente do vinílico é feito com matéria-prima renovável, como juta e até óleo de linhaça, são biodegradáveis. Podem ser encontrados do tipo adesivo em quadrados. São ótimos pisos pra área de dança.

Ambos não podem ser aplicados por cima de outro piso de madeira ou laminado e o bom é que contrate alguém especializado pra fazer a preparação adequada do piso que vai receber o material. Fazer um bom contrapiso é mesmo fundamental. Os padrões são já conhecidos por parecerem madeira, mas os estampados chegaram no mercado há um tempo e estão cada vez mais bonitos! Alguns modelos, só fora do Brasil mesmo. Mas fiz uma seleção pra gente, a partir de agora, dar mesmo muita atenção ao piso de um ambiente.

Este vinílico em quadrados são perfeitos <3 Um ambiente com ele pode ser bem neutro ou em tons pastéis pra ele reinar absoluto!

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Aqui um exemplo do que falo. Cozinha toda branca, madeira e toques de cor com um piso preto e branco saindo do tradicional dessa combinação.

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Esta marca tão colorida é nova iorquina, mas no Brasil se encontra padronagens bem legais. Talvez um tanto mais sóbrias ou próprias pra espaços infantis, mas há. Outro exemplo de preto e branco feito pelas meninas do A Beautiful Mess foi aplicar o vinílico em adesivo, quadrado, mas cortado na diagonal pra fazer este desenho. Além de bonito é econômico já que uma peça se divide em duas.

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Olha que lindeza! Paredes e quase tudo bem neutro e este pisto lindo. Super adotaria.

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E os mesmos pisos podem ser revestimentos e ir pra parede.

Julia Lynn Photography

Como também pra móveis. Só é aplicar com a cola especial como mando fabricante de cada marca quando ele não for do tipo piso adesivo.

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A depender da paginação (a posição e orientação de como o piso é colocado) um ambiente pode aumentar, alongar, diminuir.. E com o piso vinílico todas estas opções são bem possíveis também.

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Que charme este restô?

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Aqui neste banheiro foram usados tanto o vinílico em lâmina quanto o linóleo em desenhos hexagonais adesivos, olha que efeito bonito…

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Mais um efeito geométrico interessante.

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Estes imitando ladrilhos já nos são bem conhecidos e por aqui há também em outras opções como em porcelanato e cerâmica.

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A partir de agora vamos pensar na decor do piso ao teto, beleza? E me diz o que achou, esquece não, meu bloguéénho adora comentários, um beijo!

Fotos dos pisos da designer nova iorquina Mirth Smith

 

 

 

 

 

 

23 fev 2016

Um apê cheio de colores

Como passei recentemente pelo Urugas e adjacências 😀 😀 fiquei com o sangue latino pulsando pra mostrar algum lar dessa América pra lá de curiosa e colorida. Te contei em mais de um post como essa viagem foi boa. Inesquecível mais uma vez. E claro que prestava muita atenção na estética do lugar, desde casas às roupas…

Daí topei com o lar da Andi, uma socióloga da Argentina. Repara que lar!

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A Andi mora neste apê há seis anos no bairro Caballito em Buenos Aires.

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Um piso escuro de tacos impecáveis, paredes claras, muitos detalhes coloridos e plantas a gente encontra no apê da Andi. Mas talvez uma coisa tenha me chamado atenção neste canto da Andi nasce de um questionamento que vem justamente de uma onda que observo há tempos pela redes: de casas entulhadas, entupidas de detalhes, sem nenhum “respiro”. Pra quem gosta é ótimo, mas por mais adepta das lembranças e decor com afeto, gosto de um ambiente equilibrado, principalmente se ele for pequeno, no meu caso. Observa que a casa dela é mesmo cheia de coisinhas, mas tudo tem um lugar, não sinto o lugar poluído.

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E essa estante de livros… Prestes a construir uma aqui <3

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Lâmpada como vaso de planta, caminho de mesa de rolinho de papel (ou tecido), bastidores na lateral do móvel..

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Os móveis são todos usados e ela conta que todos os quadros são imagens de internet que ela mandou imprimir. O quarto afirma uma postura de Andi, de amar cores e ter horror ao preto, até em pequenas partes quase imperceptíveis como no viés de um tapete do quarto que foi retirado justamente por não gostar da cor.

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Há plantas por todos lados e claro, pelo quarto também.

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Retrô, vintage, um quê de kitsch se misturam por aqui com equilíbrio e beleza.

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E ela também tem um cantinho da costura.

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E todo cantinho, todo mesmo, há uma planta. E ela diz que não abre mão do ritual matinal sagrado: o de molhar as plantas. Te entendo, migs, também amo regar as plantas e ó que tenho poucas…

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A cozinha pequena, com toques de cores fortes e sem bagunça.

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Apaixonada pela cozinha! E saca as luvas reaproveitadas? Só é costurar tecidos ou viés nas bordas e aplicar imãs pra virar porta-treco, genial!

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Além de adorar regar as plantas, a Andi não se incomoda em varrer, mas não suporta lavar os copos que estão expostos, por isso o cuidado. Como são mais de 300 apartamentos neste prédio, ela topa com todos os tipos de vizinhos e que o do andar de cima dá o maior trabalho. Também te entendo, colegue, tenho vizinhos péssimos, ô azar. Mas nada que uma rotina pra lá de gostosa não melhore e também, cozinhar pasteis e tortas de berinjela, humm…

O banheiro é outra coisa fofa cheia de cor:

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O apê da Andi é maravilhoso e conta por meio de tantos detalhes, um pouco da história e dos hábitos de quem mora. E ainda, te convida pra brincar, já que muitos dos objetos que estão espalhados pelo lugar, são brinquedos retrôs que atrai todo mundo que a visita pra um clima de descontração e permissividade. Porque é bom se perguntar ” Porque não?” de quando em vez! Beijo!

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Fotos e informações via Casa Chaucha.