17 mar 2017

Reformando uma cozinha corredor e usando tinta epóxi

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Ei gente boa, como vamos, hein?

Mais uma cozinha miúda, corredor e cheia de branco ganhou vida, cor e claro, uma decor com carinho. Tenho trabalhado muito (Êêê!) e o que bem tem aparecido são clientes que compartilham dos mesmos ideais de decoração que busco em meu trabalho. Com mais economia, criatividade, possibilidades, memória, afeto e significado.

Corri pro apê da minha irmã mais uma vez, com a roupa da corpo e uma mala de ferramenta. Abri o guarda-roupa dela, roubei uma muda de roupa velha pra trabalhar e assim fiz com esta combinação um tanto estranha de roxo com verde fluorescente. Resolvi quase tudo em um dia e meio. O cômodo da vez era a cozinha dela que estava mais acabada que a sala. Como falei lá no Instagram o casal trabalha viajando, usava muito pouco o cômodo que além de ter sido quase abandonada, não era nada funcional. As soluções foram bem poucas, mas já funcionou. A questão não era, aliás, não é colocar o cômodo abaixo, refazer tudo, quebrar tudo… É fazer dentro do que a gente tem e pode muitas vezes. Então bora lá, olhem como era essa coisinha branca demais e com cara de que ninguém passa por aí:

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Ah, não vai ter foto de boa qualidade, tudo pelo cel capenga mesmo :/ A primeira coisa que fiz foi botar geral pra limpar tudo que estava sujo, principalmente as paredes. Elas foram limpas com álcool. Aproveitei um menino magricelo e comprido que apareceu por lá pra explorar sua energia juvenil 😀 Melll dellls, meu bebê tá crescendo muito rápido!!

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Com tudo tinindo e brilhando parti pra primeira ideia: delimitar uma faixa na parede oposta à pia onde iam as novas prateleiras. Eu não gosto de paredes tooodas brancas, com muita largura e objetos espalhados por ela. Acho que fica tudo um pouco perdido e por isso lancei mão do truque da faixa com uma cor. Delimitei o espaço com fita crepe comum mesmo. E claro, aproveitei pra fazer o batismo de tinta do meu Zequinha.

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A tinta que usei foi a tinta Epóxi da Tintas Suvinil na cor “Piscina Natural” (É mais clara que na foto, pastel mesmo). Escolhi duas cores, um tom de azul e este verde pra minha irmã escolher e ela preferiu o verdinho. Excelente pra trabalhar, a tinta é à base de água, acetinada, cheiro não tão forte como os produtos à base de solvente. Pode ser aplicada em paredes de cozinhas e banheiros, mas não indicada pra pisos com alto tráfego e bancadas de pia, por exemplo, onde facas, garfos e outros objetos ficam e vão arranhar, descascar. A Epóxi à base de água não é indicada pra área dentro do box, onde tem contato com água constante. Pra isso é bom usar a tinta base solvente. Ela é super fácil de trabalhar, seca rápido, cerca de 3, 4 horas entre uma demão e outra. Pra cura total o ideal é esperar sete dias. Muita gente me pergunta se pode aplicar a tinta Epóxi em apês e casas alugadas com o intuito de retirar a pintura depois. É o seguinte: pra epóxi à base de solvente existem produtos químicos específicos pra isso como o Striptizi Gel, mas requer muito cuidado já que libera vapor tóxico e inflamável durante o uso. Já a tinta base água pode ser removida com muito esforço com lixa, jateamento de areia ou espátula. Tudo com muito trabalho, atente. Acho mesmo que, decidindo pintar com tinta epóxi, o ideal é não remover depois, então, pensa direitinho, beleza?

Seguindo. Pintei também acima da bancada e a parte da pedra de mármore.

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Com a tinta secando comecei a colar os adesivos usando o truque de sempre: passando espuma de sabão na parede ao longo da aplicação. Sentamos eu e o short balão fluorescente da minha irmã trabalhando noite a dentro 😀

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No dia seguinte seguimos com a aplicação do adesivo, a parte mais demorada sem dúvida, mas com resultado muito bom. Usei um rolo e meio dos adesivos tijolinhos da Papel na Parede que tem ótima qualidade, boa impressão e papel grosso, o que facilita a aplicação. É indicado pra áreas como banheiro, cozinha e tudo mais, mas não é todo modelo que vai em área de box, por exemplo. Ah e não vale passar pano com água sanitária, tá bom? Pois mancha a impressão. Enquanto fazia uma coisa ali, esperava secar aqui, pintava cantoneiras, bastão de cortina e seus suportes com tinta em spray vermelha. Também rodamos atrás de ganchos de plástico pra cortina de banheiro pra pendurar a futura fruteira com cestinhas de bike, que compartilhei aqui há mais de um ano.

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Ah uma dica que gosto: é medir, furar tudo antes de aplicar qualquer pintura. Com os furos feitos antes de tudo, alturas e medidas definidas, a pintura entra em segundo plano escondendo qualquer imperfeição da etapa anterior e o acabamento fica melhor. E assim ficou, gente! A fruteira com a abertura dos ganchos pra dentro e aqueles que vão os acessórios, com abertura pra frente pra facilitar o manuseio.

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Evitei colocar ganchos com adesivo porque eles  são muito fortes, grudam muito bem e descascam qualquer parede, inclusive as com massa corrida como acontece comigo direto. Então, o pano de prato ficou em um gancho móvel muito usado em portas pra pendurar bolsas e roupas.

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Tive que fazer muita panorâmica com o cel o que altera o sentido da foto. Então, essa emenda bem fora da horizontal que aparece nos tijolinhos foi efeito da panorâmica e não da colagem, tá bom? Te garanto que tá tudo muito certinho 😀

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Em frente à bancada da pia, mais apoio pra cozinha com prateleirinhas em pínus. Sempre busco furar, no caso de parede de azulejo, no rejunte e não em cima da pedra como minha irmã adora.

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Instalei cantoneiras dobráveis e aproveitamos a bancada que ela já tinha pra fazer a nova bancada de apoio.

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É isso, gente! No final o investimento não foi muito maior que o da sala e a transformação foi bem boa. Saiu quase tudo como quis. Quase porque queria ter coberto os furos da cerâmica com massa corrida, mas venderam o produto errado pra minha irmã e não deu tempo trocar. Também não deu tempo furar no horário permitido e instalar o varal retrátil que vai acima da janela da área de serviço, por toda extensão dela. Mas eles vão fazer isso ou faço da próxima vez que for visitar meu povo.

Já já volto com muita novidade por aqui, mesmo, me aguardem! Têm coisas lindas ganhando forma por aqui, mas demoram como quê, ô!

Um beijo e um abraço carinhoso!

 

28 dez 2016

Como decorar uma cozinha corredor (e muitas dicas)

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Gente querida! Como estamos?

O último post de 2016 desse blog que ficou tãoo paradinho esse ano só podia ser cheio de tutorial e antes & depois. Só assim pra compensar o ritmo lento das atualizações aqui. Mas eu não canso de dizer que tudo tem motivo, não é mesmo? E precisei focar na vida do lado de cá pra poder colocar um monte de planos em prática em 2017, por isso aqui precisou esperar. Mas não se enganem, não é porque aqui esmoreceu que as coisas vão parar. Esperem dias de muita lindeza em 2017! <3

Mas como o título do post diz, vamos falar da cozinha corredor! Ela ficou pronta desde setembro (Êê Eva ruim que não mostrou pra gente!) Riléquis, ou melhor, relax que foi por um bom motivo: havia fechado a publicação desta matéria na querida Revista Minha Casa, mas só pra edição de dezembro/2016. Compartilhei pelo Instagram, chegou a ver? Ainda dá tempo comprar a sua! Tá a coisa marrlinda desse mundo e claro, eu super felizona. Só que não deu pra postar tudo por lá e prometi mostrar cada detalhe por esse cantinho virtual que tanto adoro.

A cozinha corredor estava assim: pálida de doer o coração dessa amante das cores. Só com a geladeira já no ponto e pintada à mão, no rolinho mesmo. Já mostrei como fazer isso num tutorial todo explicadinho, clica aqui se quiser dar um saca.

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Além da geladeira amarela, a fruteira feita no início do ano com cestinhas de bicicleta também já estava dando as caras por ali, azul clarinh0 nesse momento. Também já mostrei como fazer uma dessas, super simples. Chega aqui pra ver.

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Ó que feiura?

A primeira ideia que tive, descartei em seguida. Eu tive uma ideia de primeira bem cômoda, na verdade, mas que não se parecia comigo: uma parede lousa. Não, defitivamente não sou fã de parede lousa, pra mim, não serviria muito. Mesmo assim, apliquei adesivo vinil preto e rabisquei, com Poska e giz, um coração que ficou bem lindão, por sinal.

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Mas não, não era mesmo parecido com a gente. Além de ter deixado a cozinha mais escura, pesada. Tirei dias depois. Até definir o que fazer e como fazer, desafoguei as gavetas cheias de utensílios e explorei as paredes e aí está a primeira e fundamental dica para uma cozinha pequena: aproveitar bem as paredes com prateleiras, ganchos e outras espaços de armazenamentos que não sejam só os armários. Pra isso, comprei uma chapa perfurada da Eucatex, recortei com um quadro e emoldurei na cor prata. O truque da moldura é pra não deixar a chapa encostar na parede, já que por baixo dela está a caixa de luz do apê, sendo assim, o painel seria útil duas vezes, tanto pra pendurar os objetos quanto pra esconder a caixa. Depois da moldura pronta, pintei a chapa com tinta metálica prata pra dar uma unidade maior no objeto.

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Além disso, defini uma cor mais forte pra cestinha azul claro: o vermelho, que em detalhes fica bem bom, mesmo num espaço pequeno. Como boa fã dos cenários de programas de culinária, painéis e cestas de paredes são sempre presentes e claro que quis ter pra mim também. Mas feito à mão e feito por mim 😀 E assim esse cantinho ficou pronto.

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Detalhe da foto: meu infusor de chá de coração garimpado em Paris <3 Lembrança mais que linda.

Foi o tempo de decidir o que fazer do outro lado. É claro que iria chover adesivo pra tudo quanto é lado, afinal, trocar revestimentos e pedras não era o foco. Além da parede lousa, estava cansada de azulejos com motivos portugueses, sou fã mesmo dos geométricos. Na minha rápida passagem como redatora publicitária, garimpei um arquivo vetorizado de formas geométricas nos arquivos da agência que joguei pra um programa de edição, alterei as cores e imprimi. Foram três folhas de 1m x 1m com azulejos de 15cm x 15cm. Cada folha custou R$ 60,00. Recortei um por um e comecei a colar. Mais dicas e essa não é nova: sempre que colar adesivo em azulejo é bom passar espuma na parede ao ir aplicando o adesivo. Isso evita bolhas. E pra fazer a espuma, só é pegar um recipiente com tampa, colocar água e algumas gotinhas de detergentes, chacoalhar e ir fazendo a espuma. Fui aplicando e recortando alguns com a forma do encaixe das coisas que não poderiam ser desinstaladas, ou ao menos que eu não sabia desinstalar como o filtro e torneiras, por exemplo. Eu, oxe… já pensou se tiro o filtro e afogo meus bichanos? Ah, esqueci! A cidade onde moro não tem água, rá!

23E tadahhh! Óó céus, óó que vida, ó que lindeza, ó que fácil!

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Lembra que tinha decidido pintas acessórios de vermelho? O escorredor entrou pro time. Antes era azulzinho também, como mostrei aqui. Mas lixei-o, tirei a cor antiga e apliquei o vermelho com tinta em spray. Lembrando que escorredor é o tipo de objeto que vai precisar, uma vez ou outra, de retoque, já que recebe facas e outros utensílios que podem riscar, descascar a pintura.Eu queria as cores quentes, mas ainda sim uma base mais suave como os armários brancos, por exemplo. Pra entender o que faria na outra parede foi rápido, como não tinha pensado nisso antes? Madeira! Ahh como amo esse material, sempre falo por aqui.

Daí surgiu a QCola, marca super bacana que tem loja virtual de adesivos decorativos, pôsteres e espelhos pra uma parceria mais que bem-vinda. O material é excelente, encorpado, a cola adere que é uma beleza e a aplicação não foi difícil. Escolhi o papel de parede modelo Madeira 003 em adesivo vinil fosco, autocolante que sugere tábuas clarinhas, tipo Pínus e comecei a aplicar com a espátula que já vem com o adesivo. Foram três rolos no total. Usei o truque da espuma novamente e em alguns cantos que precisava estar bemmm esticado, pedi ajuda à marido, que esticava enquanto eu ajustava o adesivo. Pra retirar o excesso é só lançar mão de um estilete afiado. Eu amei a cor desse papel de parede da Qcola, de verdade <3

21Olha que contraste bonito ficou? A impressão é boa, próximo do real e adorei o resultado! Uma coisa que sempre me perguntam quando aplico adesivo é se vai ficar a marca do revestimento por baixo. Sim, fica. Se o revestimento não estive nivelado fica, se não esticar bem o adesivo fica. Aí na foto dá pra ver o lado que estiquei, sem marca do azulejo por baixo e o lado que não estiquei muito, com as marquinhas. Juro pra vocês que isso não me incomoda, mas se for um baita calo pra alguém, sugiro aplicar uma massa própria pra azulejo antes, pra ficar lisinho e depois colar o adesivo. Eu não queria mexer com nada que não fosse prático, mais limpo e que envolvesse a compra de materiais de construção, então, optei só mesmo pra aplicar o adesivo. E amei!

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A madeira clarinha deu a pitada de rústico e natural que queria pra o ambiente. Sendo assim, aproveitei pra instalar prateleiras estreitas em Pínus ainda na outra parede vazia. Instalei duas em tamanhos diferentes e só pintei as mãos francesas com tinta em spray amarelo. Ganhei mais local de armazenamento de coisas que preciso usar mais rapidamente e mais vezes. Coloquei os ganchinhos pra pendurar as canecas xodós e desafogar mais uma vez os armários. Além de deixar meus livros (que dobraram de quantidade, çocorr :D) ao alcance das mãos.15

A caixinha de Mdf com portinha, onde os ovos são colocados também foi pintada. E quem lembra desta pecinha vermelha ao lado? Ela era do ateliê e estava sem uso na bancada de trabalho (que já está passando por mudanças, depois mostro também!) Aí só fiz invertê-la, assim mesmo, com os desenhos pra baixo 😀 Coube boa parte dos vidrinhos de temperos que uso bastante.

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E só! Organizei a produção seguindo a linha natural/rústica como falei. Acrescentei cestinhos de palha garimpados na feira de São Joaquim entre as indas e vindas à Salvador ou às feiras aqui do interior mesmo. Copinhos de barro como porta treco, colheres miúdas de madeira e outros detalhes e presentes de lugares por onde a gente passou, por aqui, pelo mundo. Coleção de memórias podem mesmo se espalhar pela casa toda.

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Detalhe da foto: porta vela comprado em Colônia, Uruguay que virou porta flor. Mas se faltar luz, ele cumpre sua função <3

É isso, pessoá! Adorei a cara da nova cozinha e sei que muita gente gostou também. Muito obrigada pelo Feedback tão bom, carinhoso de quem comprou a revista e vibrou junto comigo por isso.

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Tem cor na medida certa pra gente, criação fácil, econômica e que atende ao que a gente quer no momento.

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Espero que vocês tenham gostado! E mais que isso, que tenham se inspirado pra entrar 2017 dando uma cara nova com carinho, economia, criatividade e cor em algum canto do lar de vocês. Cozinha, quarto, banheiro… Qualquer um. Vai por mim, um decor cheia de afetos muda muita, muita coisa por fora, claro e por dentro também. E se precisar de ajuda, corre aqui no bloguinho que três anos de conteúdo já ajuda, né?

Em janeiro eu volto doida pra compartilhar as coisas boas que estão sendo colocadas em prática, que foram trabalhadas com dedicação, tempo e muito esforço. Muita coisa vai mudar, mas vocês não, né? Estamos sempre juntos. Um beijo enorme, paz, sabedoria, trabalho criativo, saúde e muitos sorrisos em 2017 pra todos! Até já!

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13 set 2016

A salinha mudou (e parede nova com tijolinhos!)

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A saudade é grande de passar por aqui mais de uma vez na semana como antes. Esse processo todo que envolve um post de um blog é uma delícia, mesmo demorado. Mas como tô há tempos falando por aqui, pelo Instagram, Fanpage, Newsletter, esses meses de maciota por aqui antecipam mudanças bem legais, podem confiar!

Mas enquanto isso, outras mudanças aqui pelo apê rolaram e eu tô há temmmpos pra te mostrar. Deixa só te lembrar de como as coisas acontecem. Antes mesmo de me formar como designer, era viciada em blogs de decor. O Brincando de Casinha, da Mari Mari <3 era um dos meus preferidos. E ainda é. Foi lá que apaixonei pela cor Berinjela Profundo e encuquei que queria essa cor na decor do nosso futuro apê. O mais certeiro e mais comum era pintar a parede e usar o sofá branco, na época bem novinho. Ficou a coisa marrrlinda no início. Mesmo a parede sendo difícil de pintar: seis demãos. Haja braço e sovaco com câimbra. Sério, já tive câimbra no sovaco devido aos movimentos repetitivos e viciantes de pinturas paredísticas. Também pintei o quadro (é, eu desenho desde pequena e pinto de vez em quando :D) e ficou assim:

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Eu, inspirada por Mari Mari <3 😀

Um apê próprio bem vazio, tudo aproveitado do outro alugado com móveis da minha época de estudante. Ai, que coisa gostosa relembrar… Massss (trilha de filme de drama) a parede começou a dar trabalho e ficar feiosa. Quando sujava, pra limpar era um horror e com dois gatos (que agora são três) pra sujar esta parede não era difícil. Depois de tentar limpar, ela sujar ainda mais, desbotar, descascar demos tchau ao sonho do Berinjela Profundo na decor. Por um tempo, confesso. Pensei que deveria transferir o berinjela da parede pra o sofá. Massss (volta a trilha) o sofá branco ainda servia, porque descartá-lo? Não precisava de outra reforma, então, segurei o fogo de ter algo berinjela e pensei uma alternativa temporária pra sala. Adiós, Berinjela. Mais câimbra no sovaco porque dei mais seis demãos de branco pra tirar a cor antiga.

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Defini a meia parede cinza como um truque de não deixar o sofá branco perdido no branco da parede. Já tinha começado a estudar design, tudo muito no início, mas o mesmo amor pela arrumação do cantinho. Meu e alheio.

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Aí, tadahh! Era a coisinha mais linda, confesso. Clean, colorida na medida certa, ajudava a clarear o ambiente. Fizemos molduras  das primeiras fotos de marido que saíram puuuodres e precisei pintá-las de amarelo. Comprei este lambe-lambe divo na antiga Leite.com que não funciona mais. Super lamentei, queria outros. Quem souber onde vende parecido, me avisa?? Pois bem, meu quadrinho diretamente da antiga lojinha da Aneenha, do A Casa Que A Minha Vó Queria assinado pelo J. Borges, ô coisa linda! Apitos que imitam sons dos passarinhos para as trilhas dos vídeos de marido e meu pôster woodstock garimpado na Benedito Calixto. Manta de crochê linda e colorida feita pela Marcinha da Temco, almofadas novas e só. Pronto. Ficou pronta a nova salinha.

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Joguei com o que tinha e investi quase nada pra essa parte ficar assim. Masss (Ai, a trilha de novo) ideias se adaptam o tempo todo, né? Então, sobe e flagra o sofá estragado? Tá, tudo bem, a foto não mostra tanto, mas estava bem nas últimas. Já tinha sido reformado três vezes e na última, recebeu um corino, um plástico que imita couro. A sujeira não saía mais, rasgado dos gatos até não poder mais, além de desconfortável pra duas pessoas. E quando uma delas trabalha com Cinema e precisa ficar um bom tempo vendo/analisando filmes? Pobre de marido saia todo amassado e torto. E depois de cinco anos, adiós sofá branco. Foi novamente reformado e doado pra um lar menorzinho onde foi muito bem acolhido. Sendo assim, concretizei a ideia: o berinjela ia voltar, tcharannn! Pra um sofá. Rodamos semanas atrás de um com preço justo. Não valia à pena investir em algo super caro tendo três gatos em casa. Mas precisava ser bom, reforçado, espaçoso e roxo. Ah e fofão. Adoro sofá fofão. O único modelo encontrado não me agradou, mas compramos e claro, logo sofreu alterações. Novas almofadas pro encosto, por exemplo. O assento retrátil garantiria mais conforto também e espaço, mesmo sabendo que seria grande pra sala, mas não atrapalharia a circulação. Enfim, sofá berinjela!
Mas a parede não estava em harmonia. A parede simplesmente desapareceu em meio a cor do sofá, ao tamanho dele. Novos quadros, plantas e outras miudezas das nossas viagens chegaram e estavam só esperando a sua hora de briliarrrr. Sendo assim, separamos uma grana pra um desejo antigo: tijolinhos na parede. Gente, eu sou apaixonada. Sugiro sempre nos projetos dos clientes e claro, quando mudar pra nossa casinha, eles vão aparecer mais vezes. Traz aconchego, remete às casas, rusticidade que pode não pesar se bem equilibrado… ai, adoro. Então, pegamos os tijolinhos. Escolhi os mais queimadinhos, aqueles do fundo do forno.

 

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O rodapé foi retirado. E como os tijolinhos são em plaquetas, mais finos, muitos são tortos, com barriga e foram descartados. Além, claro, de aparados. E cortar plaqueta de tijolo é coisa do cão, gente. Haja pó! Sobrou pro banheiro social ser palco dos cortes.

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Agora estava tudo certo. Sofá berinjela, parede de tijolinhos queimados e tadahhh! Nossa nova sala do jeito que era pra ser <3

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Ficou “quentinha”, me sinto numa casa, sério. Sofá rechonchudo, paredes com novas memórias e muito amor pra garrar 😀

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Na parede quadros antigos e outras coisinhas novas: o quadro de mandala em azulejo, presente de um amigo querido, o artista plástico Chico Salles. As três canoinhas feitas por índios da tribo Sateré-Mawé do Amazonas, em madeira Mulungu. Tão leve que parece cortiça é esculpida ainda verde. Sapatinhos de Amsterdam, plaquinha com nossas iniciais em azulejo de Barcelona e a nova moradora, minha Columéia batom. Ainda estamos nos conhecendo, ela é um tanto sensível e ainda está se adaptando. Mas vem recebendo muito carinho e cuidado pra continuar bem linda. Tive uma ajuda e tanto com a Oficina online de jardinagem Amanda Mol, lembra? E tudo foi colocado mais acima, um pouco mais perto do teto pra equilibrar mais as proporções, já que o sofá é maior.

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A manta entra de vez em quando agora, principalmente quando a janela está aberta, pra proteger o sofá do sol e claridade que ajudam a desbotar a cor. As almofadas que ainda duram, mais novas, continuam por ali também quando a gente quer. No final da tarde, bate uma luz amarela linda e a salinha fica a coisa mais incrível com esses novos tons.

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Com manta jogada.

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Sem manta jogada e janela fechada.

Uma dica além dessa de proteger sofás escuros da claridade é para paredes com tijolinhos. Prefira sempre usar pregos entre os encontros das plaquetas, tá bom? Porque o prego trinca o tijolo se usado no meio dele, quebra na verdade. Mesmo não ficando 100% linear é melhor pendurar as coisas assim, penso eu. Se não tiver jeito, usa a furadeira com broca fina pra parede, caso precise fixar algo muito pesado. Por mais que tenha cara de grosseiro e resistente, o tijolinho mais queimado é fácil de se desfazer.

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O sofá é em camurça. Dá mais trabalho pra limpar? Sem dúvida. Os bbs bichanos o fazem de cama? Sem dúvida. E recebem sprayzada de água quando pensam em afiar a unha nele? Sem dúvida. Ele ainda segue resistindo. Além do spray de água no focinho pra espantar o trio, aparo as pontinhas das unhas (mas não por maldade, tá? Por recomendação da vet deles, já que um deles já machucou o olho depois de limpá-lo com a patinha e quase causou uma úlcera) Ah e os pelos saem fácil com luva de borracha pra limpeza que venha com aderência na palma.

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E é isso, minha gente. Vai ficar assim por um bom tempo, quem sabe pequenas mudanças (quero pintar o suporte de planta de cobre) e mais lembranças, trocando quadros por outros… E o sofá, claro, só muda quando precisar ser reformado. Quem sabe roxo ainda ou outra cor… Bora se permitir, né? Plisss, evitemos regras, tendências, cartilhas de estilo… Apenas um bom senso e algumas regras pra nossa segurança. Mas decor não pode vir com manual. Antes de tudo é afeto, reunião de afetos. E o lar, como sempre falo é união de memórias e construção de muitas delas. Aí na parede há lugares e pessoas queridas, experiências únicas, inesquecíveis e muitas outras ainda virão. Um lar é vivo. Muda com a gente. Meu beijo!

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E aí? Bora trocar uma ideia por aqui? Bora fazer na tua casa também? Êêêê bora!

30 mar 2016

Como pintar um telefone antigo

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Não. Não. Eu não quero. Eu não qu… ok, mas eu vou. Vou dar razão pra minha irmã. Quem tem irmã mais velha sabe como elas/eles fazem vários “agrados” com a gente, né. É apelido aqui, outro ali… E minha irmã adora me chamar de anta. Tadinho do animal, todo lindo, nem merece isso. Mas ó, eu fui mesmo a maior cabeça de vento. Só essa semana topei com estas fotos de quase cinco, cinco anos atrás. Tô trocando de computador, daí é backup aqui, backup acolá e toinn! Encontrei essa pasta. Nem pensava em blog, mas seguia por aqui em off fazendo minhas artes desde sempre. E justamente por esta falta de compromisso, vai faltar foto desse processo, mas eu te digo como pintei meu telefone antigo <3

Ganhei da família do meu pai que tá em Sampa. Eles tinham este Ericsson oitentão funcionando perfeitamente, mas não usava o bichinho. Nesta época, há quase cinco anos, pai e mãe estavam por lá cuidando da saúde do velho Mota (Meu pai já teve um câncer :/) Mas tudo bom, tudo bem, eis que o telefone chega aqui em casa e quase mooorrro de amor! E claro, ele ia cair na tinta.

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Não lembro exatamente, mas já tinha um restinho desse esmalte sintético. E não adianta, tentei lembrar o nome específico desse azul e não consegui. Mas então, vou puxar da memória o que eu fiz. Desmontei o telefone quase todo pra poder limpar alguns cantinhos. Primeiro com um pano úmido com sabão neutro e depois, um algodão com um pouquinho de álcool.

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Ah e pincel pra tirar a poeira de aaaanos encostado.

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Depois daí, lembro que apliquei com rolinho de espuma, um primer pra metais e plástico. Super baratinho e comprei em papelaria mesmo, recordo. Algumas marcas vendem 7 em 1, tipo, um produto pra sete aplicações em superfícies diferentes, desde cerâmica à resina. Então, apliquei nele todinho. E em algumas partes, com pincel. Ia alternando, lembro bem, porque o rolinho vai tirando os desenhos que o pincel faz e eu queria a superfície mais lisa possível.

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O primer fica parecendo uma camada de plástico mesmo, então nem deu pra lixar pra ter um acabamento bem lisinho. Lembro que vi esta dica em um blog de costura bem fofo, mas não lembro mais de quem era, tem tempo… A menina tinha pintado de vermelho e tinha ficado lindo. Mas o que me agoniava era mesmo a marca de pincel/rolinho. Mesmo assim, fiz a primeira camada.

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Depois daí não teve mais fotos. Eu sei, eu sei, vacilona eu… Mas seguinte: depois de dar a primeira camada de tinta, levei a lata ainda suja de tinta pra Seu Carlos, parceiro do laqueamento de móveis. Ele fez a mesma cor, mas com outra base, já que pra laquear móveis e objetos a base é outra: Laca, tinta automotiva ou P.U (base de poliuretano). Como já havia feito uma base espessa na peça, ele disse que não teria problema aplicar por cima e não teve mesmo! Protegi as partes que não seriam pintadas com fita adesiva e Seu Carlos aplicou mais duas demãos pra mim no telefone. Ficou tooodo bonitinho.

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Isso de levar o telefone até ele foi só porque quis reaproveitar o restinho da tinta que tinha aqui pra fazer a base. Se o telefone chegasse hoje aqui na minha mão, já teria pintado diretamente com tinta em spray, sabe? Faria a base com tinta branca primeiro, depois viria com a tinta em spray da cor que escolhesse e pra finalizar, uma camadinha de leve de verniz também em spray. Mais prático, rápido e acabamento lisinho. Outra opção é pra quem já tem o compressor em casa e já se aventura pela pintura. Por enquanto este item-sonho vai ficar distante deste apê pequeno e sem varanda onde moro. Pera… seguraê… vou ali fora sentar no meio fio e chorarrrr 😀 Ainda tenho um espaço pra eu tocar o terror, sério.

No fim das contas, com poucas fotos e projeto de aaanos atrás, o telefone tá lindão ainda, funcionando super bem. De lá pra cá só passou por um revisão e segue firme por aqui, adoro demais! Bj, gente!

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23 fev 2016

Um apê cheio de colores

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Como passei recentemente pelo Urugas e adjacências 😀 😀 fiquei com o sangue latino pulsando pra mostrar algum lar dessa América pra lá de curiosa e colorida. Te contei em mais de um post como essa viagem foi boa. Inesquecível mais uma vez. E claro que prestava muita atenção na estética do lugar, desde casas às roupas…

Daí topei com o lar da Andi, uma socióloga da Argentina. Repara que lar!

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A Andi mora neste apê há seis anos no bairro Caballito em Buenos Aires.

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Um piso escuro de tacos impecáveis, paredes claras, muitos detalhes coloridos e plantas a gente encontra no apê da Andi. Mas talvez uma coisa tenha me chamado atenção neste canto da Andi nasce de um questionamento que vem justamente de uma onda que observo há tempos pela redes: de casas entulhadas, entupidas de detalhes, sem nenhum “respiro”. Pra quem gosta é ótimo, mas por mais adepta das lembranças e decor com afeto, gosto de um ambiente equilibrado, principalmente se ele for pequeno, no meu caso. Observa que a casa dela é mesmo cheia de coisinhas, mas tudo tem um lugar, não sinto o lugar poluído.

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E essa estante de livros… Prestes a construir uma aqui <3

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Lâmpada como vaso de planta, caminho de mesa de rolinho de papel (ou tecido), bastidores na lateral do móvel..

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Os móveis são todos usados e ela conta que todos os quadros são imagens de internet que ela mandou imprimir. O quarto afirma uma postura de Andi, de amar cores e ter horror ao preto, até em pequenas partes quase imperceptíveis como no viés de um tapete do quarto que foi retirado justamente por não gostar da cor.

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Há plantas por todos lados e claro, pelo quarto também.

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Retrô, vintage, um quê de kitsch se misturam por aqui com equilíbrio e beleza.

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E ela também tem um cantinho da costura.

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E todo cantinho, todo mesmo, há uma planta. E ela diz que não abre mão do ritual matinal sagrado: o de molhar as plantas. Te entendo, migs, também amo regar as plantas e ó que tenho poucas…

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A cozinha pequena, com toques de cores fortes e sem bagunça.

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Apaixonada pela cozinha! E saca as luvas reaproveitadas? Só é costurar tecidos ou viés nas bordas e aplicar imãs pra virar porta-treco, genial!

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Além de adorar regar as plantas, a Andi não se incomoda em varrer, mas não suporta lavar os copos que estão expostos, por isso o cuidado. Como são mais de 300 apartamentos neste prédio, ela topa com todos os tipos de vizinhos e que o do andar de cima dá o maior trabalho. Também te entendo, colegue, tenho vizinhos péssimos, ô azar. Mas nada que uma rotina pra lá de gostosa não melhore e também, cozinhar pasteis e tortas de berinjela, humm…

O banheiro é outra coisa fofa cheia de cor:

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O apê da Andi é maravilhoso e conta por meio de tantos detalhes, um pouco da história e dos hábitos de quem mora. E ainda, te convida pra brincar, já que muitos dos objetos que estão espalhados pelo lugar, são brinquedos retrôs que atrai todo mundo que a visita pra um clima de descontração e permissividade. Porque é bom se perguntar ” Porque não?” de quando em vez! Beijo!

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Fotos e informações via Casa Chaucha.