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17 abr 2015

Parc De La Villette e Le Free Market de Paname

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Tava de bode. É. De bode aqui em Paris. “Ooo mulher malagradecida” Eu sei, ouvi teu pensamento. Ahh minha gente, cansei de ficar rodando pelos roteiros turísticos em pouco tempo. Depois de um mês aqui, já tava na fissura por descobrir outros lugares e querendo saber, o que um ou uma parisiense da minha idade, digamos, na mesma situação financeira lascada faz pra curtir? Onde, que horas? Comé que é o esquema? Já tinha alguns destinos na lista antes de sair do Brasil por conta de um blog que, sem dúvidas, é um dos meus preferidos sobre a cidade luz, o Paris Lado B. Ele andava desatualizado, mas voltou agora em abril, para a nooossa alegria. Mas até acostumar com tudo, ficamos por onde já conhecíamos e adiamos os roteiros diferenciados. Por pouco tempo, confesso.

Sabia que precisava começar a rodar pelos 19º, 20º arrondisement. Mais afastados e longe dos principais roteiros. Já tinha visto no Paris Lado B que uma feirinha itinerante ia acontecer e ainda dentro um parque muito massa. Duas boas opções de vez. Corri pro 19º e encontrei o Parc de La Villete. O metrô é quase dentro do parque, quase mesmo. Só é descer virar pro lado e tá dentro do parque. No início, estranhei essa coisona moderna, meio industrial, cheia de concreto, ferro e flores minúsculas brancas brotando na grama.

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Mas foi questão de segundos pra minha empolgação chegar e tomar conta do meu ser. O esquema é arrojado, com ateliês espalhados pelo lugar e em alguns o título “WIP Villette” onde artistas expõem seus trabalhos. Conheci a Mademoisselle Maurice pelo Instagram e me deparei ao vivo com o trabalho dela feito só com papel. Lindo!

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Soube que antigamente, a região onde hoje é o Parc de la Villete se concentravam os maiores matadouros de Paris. Construídos por Napoleão III por volta de 1870 foram totalmente destruídos cem anos depois, pois o lugar deveria passar por um novo plano de urbanização. Em 1982, depois de um concurso, o arquiteto Bernard Tschumi ganhou a parada e assim nasceu o Parc.

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É o maior parque entre muros da capital francesa, com 55 hectares (Um hectare corresponde a 10 mil m², ou seja, o trem é enorrrme) Dentro dele há vários espaços tão incríveis quanto a natureza que o cerca. É no Parc de La Villette onde ficam a Cité des sciences et de l’industrie ou Cidade das Ciências e Indústrias, a Cité de la Musique (onde Lenine muso mor gravou o dvd dele!) o Conservatório Superior de Música e Dança, a Filarmônica de Paris, salas de cinema, espaços para diversos tipos de arte como os ateliês em estrutura industrial chamados de “Folie”.

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Duas grandes pontes ligam as duas áreas do Parc cortadas pelo canal l’Ourcq. O canal liga o La Villette a outros lugares e quando tá quente, o que se vê é passeio de barco que sai dali mesmo. Muito bom!

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É muita gente fazendo piquenique, praticando diversos tipos de esportes e tipos de arte ao ar livre! Uma delícia!

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Da ponte dá pra ver outra construção incrível do lugar. Essa bolona de cristal gigantesca aí é o Geode, mais um projeto arquitetônico de tirar o fôlego.

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O Geode é uma sala de cinema e também é onde se situa uma distribuidora de filmes e o Sindicato de Distribuição Independente. Deixa o Parc ainda mais sensacional.

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Caminhando mais um pouco, a gente topa com outros espaços, como os jardins temáticos, teatros, salas de apresentação e um local de espetáculo, o Cabaret Sauvage. Bem ao lado dele, a feirinha que te falei no início do post!

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A Le Free Market de Paname é uma feira que acontece a cada dois meses em diferente pontos da cidade. Geralmente em lugares mais escondidos, longe dos pontos turísticos. São poucos e bons expositores. Artistas independentes da moda, da arte manual, da escrita, enfim, tudo ali reunido mostrando o que produzem. Esse artista trabalha com materiais descartados. Tudo ganha significado e utilidade.

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Olha as luminárias! Olha a de telefone?!

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Conheci também o trabalho da Trentie Accessoires. Muito minha cara a mistura de couro, metal e cor.

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Todo mundo em cima e a designer feliz da vida! Quem não gosta de ter seu trabalho reconhecido, hein?

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Mas não tinha só gente vendendo, mas doando. Ó que legal?

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E também pintando ao vivo <3

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Tinha comidinhas e bebidinhas também. Alguns drinks, café e chocolate “chaud” vinham daí, deste micro bar em três rodas.

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Parte do Le Free Market de Paname foi montada em um barco à beira do canal. O barco é um cinema, por sinal, o Le Péniche Cinema que toda semana divulga as exibições em sua Fanpage. No outro extremo, uma dupla tocava só coisa legal e se dizia internacionalmente desconhecida, adorei! Dancei um tiquinho e claro, parei pra tomar uma de leve 😀

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Adorei ter conhecido o Parc, a feira e o despojamento do evento. Se tiver curiosidade, o Le Free Market vai atualizando a Fanpage deles também e já tem um novo local e data definidos. Eu já tô lá, né? E se quiser acompanhar e conhecer também o Parc de La Villette aí todos os serviços. Um beijo, genten!

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10 abr 2015

Feirinhas, brocantes e vendas de garagem – Roteiro Artesanal em Paris

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Peeense numa coisa que eu piro duplamente? Só falto dar um twist duplo hardcore carpado de tanto que eu adoro 😀 Feirinhas, bazares, vendas de garagem.. ai <3 amo demais estes eventos e o clima todo que envolve isso. Por onde viajo, faço questão de ir atrás de alguma. E sendo aqui em Paris, tudo se torna novidade quando este é o tema, né? Eu não vou poder compartilhar tooodas as feiras, brocantes que existem pela cidade, néamm? Mas ao final do post te passo links pra tal. Vou te mostrar o que encontrei no último final de semana, e se não conhece, tenho certeza que vai gostar.

Como moro por enquanto em um arrondisement bem central, saí caminhando e passando pelos pontos onde os eventos aconteciam. O sol deixou tudo mais gostoso. As ruas e praças lotadas, mais nos pontos turísticos. O que foi bom porque não tinha muita gente pelas feirinhas. Aqui é muito comum os Brocantesque são feiras onde vendem antiguidades e são organizadas por profissionais. Podem ser fechadas ou em locais aberto. Você encontra raridades com preços bons. Eu adoro uma coisa véa, adoro mesmo.  Há também as Vide-Greniers, que são as vendas de garagem, onde qualquer um pode vender o que quiser. Além desses existem os Marchés, mas que rende um post só pra esses porque são muitos. Passei pelo Brocante du Pont Alexandre III aquela ponte linda que já postei lá no Instagram. Fica assim, toldos organizados à beira do Sena.

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Antes de terminar de descer a escada meu zoião já começou a flagrar belezuras. Bati nas coisas lindas como esta luminária com base de máquina de costura e o apoio de livro em porcelana com duas mergulhadoras vintages!!

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Todos os objetos possíveis, a gente encontra. Louças, prataria e muita coisa pra cozinha. Almofadas, mesinhas, cadeiras, poltronas e váários outros itens pra sala, quarto, enfim, um mundo. Máquinas, luminárias, vitrolas, gramofones..ai.. <3 Perfumeiras, bibelôs e mais, muito mais.

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Ei.. tu tá aí ainda? Então repara nessas máquinas lindas, que funcionam e na fofuuuura desse urso dentro do baldinho flora pra planta?? Só eu garrei amor nele?

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E ó essa? Bota antiga nisso, hein… E gaveteiro de metal com fechadura..

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E em alguns Brocantes como este, a gente não fica babando só pelos objetos, né… Tudo conspira pra nossa baba bater no pé.

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Saí dali e fui pra o outra margem e almocei por ali mesmo. Há barcos que são bares e barraquinhas com mesas e bancos onde você almoça tranquilo. Há até alguns que montam cadeiras e fazem uma “praia temporária” onde a galera deita e se cobre pra olhar o rio. Curioso pra gente acostumado com tanta praia. Saindo dali, fui pra feirinha de primavera montada em frente à Torre Eiffel.

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Esta é artesanal e variada. É bem organizada e a estrutura é muito boa, contando ainda com uma pracinha de alimentação bacana aos fundos.

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São vendidos acessórios feitos à mão, roupas, calçados, objetos pequenos de decor, pra mesa, banho.

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A barraquinha de acessórios peruanos com suas cores e linhas é um xodó. Cheias de filtros do sonho, tanto para pendurar quando pulseirinhas com mini filtro pra amarrar no braço.

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Você é bem atendid@ e é difícil não levar uma coloridinha amarrada no braço.

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A  Village du Printemps fica bem em frente à torre, mas não vive cheia, ao menos quando fui. Mesmo debaixo da torre estando este formigueiro. Lotada.

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Saindo dali fui pro Marais, pertinho do Pompidou que já te falei, lembra? A feirinha aqui é pequena e mais de gastronomia que de objetos ou acessórios.

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Também tinha gente, mas nada muito cheio, de incomodar. Provamos comidinhas deliciosas, doces, frutas mais diferentes na versão cristalizada.

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Mas esta barraquinha com todas as azeitonas possíveis é realmente irresistível. Tapenades, molhos, pão, tudo com os vários tipos de azeitonas vindas da Provença.

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Gostei do roteiro e foi muito bom poder ver como este tipo de evento aqui é organizado, muito bem organizado por sinal. Como em muitas que já fui no Brasil. É bom pra gente absorver, trocar ideia e aplicar no lugar onde a gente vive, enfim, mais conteúdo pro nosso HD. As Feiras, Brocantes e Vide-Greniers acontecem em datas e pontos específicos. Pra acompanhar é bom checar o Brocabrac. E se quiser saber sobre a lista de Marchés, Brocantes e mais, clica aqui do Dica de Francês e se esbalda. Volto já, viu? Um beijo!

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18 ago 2014

Chegou! A lojinha tá no ar!

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Minhas azamigues não aguentavam mais o verbo “ir” conjugado no presente do indicativo: Vou lançar a lujinha, vou organizar, vou fazer.. Eis que hoje ela tá no ar. Até que fim, minha gentchy!

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Montei a lojinha virtual Casa de Maria pra reunir o que faço e o que tenho pensado em desenvolver desde que montei o blog. Claro, que dentro das minhas possibilidades, limitações, tanto financeiras quanto geográficas. Como já falei aqui, foram cerca de quatro anos só pensando em um dia ter meu espaço virtual. O que nunca passou pela minha cabeça durante este tempo era trabalhar inteiramente nisso, aliando novos estudos e perspectivas. Há quase 9 meses terminei o curso de design de interiores, depois de ficar 8 anos no telejornalismo baiano e montei o blog. Foi tudo de vez, junto e misturado. Montei meu ateliê-escritório em casa quando lancei o blog, quando terminei o curso e quando saí da Tevê. Pá pum. Tenho mania de pensar muito, até demais antes de decisões, mudanças grandes e importantes como essas dos últimos anos. Mas quando a decisão é tomada é difícil querer voltar e me imaginar fazendo o que fazia antes. Desde então tenho vivido mergulhada neste novo universo com muitos aprendizados.

Quando vejo tanta gente depois de algum tempo blogando pra só depois investir numa lojinha virtual ou física, eu me acho super sem noção por fazer isso relativamente rápido. Mas cansei de pensar e só imaginar como isto seria. Quis botar na prática. Olhei tudo que juntei durante os anos e perguntei porque não, se já tá tem coisa só esperando a mão na massa? A máquina tá aqui, a estante cheia de tecido, a cabeçona continua inspirada, então não quis mais esperar.

Pra quem não sabia, a lojinha na verdade já existia em outra plataforma, com apenas dois tipos de produtinhos que costurava quando comecei a participar de bazares antes do blog. E é sobre isso que venho pensando quando comecei, sozinha, a montá-la. É que pra muita gente você só existe depois de uma rede social específica. Se posto uma foto das almofadas ou dos divinos no Insta é como se isso existisse só a partir dali. Não minha gente, ainda bem que não. Assim como eu, muitas crafters desde muito tempo já faziam trabalhos manuais e desenvolveram seu jeito particular de fazer suas coisinhas, seus produtos, já participavam de eventos e muitas, como eu, já comercializavam o que produziam. Esta janela virtual para muitas só surgem depois de tudo isso, afinal, quem vai mostrar o que não tem, o que não sabe fazer?

 

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Meus primeiros bazares há quatro anos <3

 

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A marquinha era toda rosa e marrom. Tudo bem diferente.

A lojinha chega em meio a isso tudo na humilde, montada por mim, com a ajuda do meu amigo programador do blog, dos inúmeros tutoriais de Photoshop 😀 e das diversas perguntas feitas às queridas amigas já experientes. Aos poucos novos produtos estão chegando. Espero mesmo que vocês gostem e que me ajudem a deixá-la ainda melhor com sugestões, conversas, ideias e tudo mais de bom <3

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Os planos são estes nesta nova etapa, o de seguir com o blog escrevendo o que gosto, compartilhando o que aprendo ou descubro e espero ter sempre coisa boa pra contar. Sei que sou uma caloura nesta nova vida e preciso correr muito trecho ainda. Tô numa região com pouca tradição em blogs deste estilo, as dificuldades são grandes, muitas vezes enormes, sei que o blog anda devagarinho, mesmo eu pensando acelerado. Mas a rotina trata de te dizer o que deve ser feito e na hora melhor pra ser feito. Então, posto o que amo, quem amo na melhor hora que posso e assim como quando era repórter de rua, faço questão de trazer algo que considero bom e tento fazer da melhor forma. Não dá pra sentar e postar qualquer coisa só pra ter volume, então, tenha certeza que quando um post vai ao ar teve muito carinho e zelo envolvidos, mesmo ele chegando devagar. Sigo agora com a lojinha criando e me inspirando pra criar ainda mais.

 

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Eu não poderia terminar este post sem agradecer a pessoas que me ajudaram muito e ainda me ajudam nesta nova fase: a dona das banquetas mais lindas dessa net: minha Amora querida. Sem ela tanta coisa seria pior, sem graça e sem amor! A dona das coisinhas mais fofas e singelas da rede: Zi querida, meu abraço apertado, um beijo enorme e obrigada por tanta generosidade! A dona das costuras tão bem acabadas e delicadas do mundo virtual: Marcinha, um beijo carinhoso, meu bem, obrigada pelo apoio! A dona dos acessórios lindos de quem sou fã: Vivi Higa japa linda, obrigada  por tantos esclarecimentos, um beijão grandão! E a dona dos produtos de decor mais delis de todos, mãe dos pioios mais fofis da net: Aneenha, quanto carinho tenho por ti, obrigada! A vocês queridos e queridas que eu conheci por este meio. Yarinha, Tici e as demais vizinhas queridas que sempre passam por aqui, meu muito, muito obrigada! Para quem quiser chegar junto, as portas tão sempre abertas! Me faz uma visitinha!

Clica aqui! www.lojinhacasademaria.com.br e pra novidades, besteiras e afins, chega aqui Fanpage e aqui também Instagram @ateliecasademaria

Um bjbj!

 

 

 

 

08 maio 2014

Feirinha Craft – Parte II

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Voltei com mais gente massa pra te apresentar. Ontem postei a primeira parte sobre a Feirinha que participei. Leu não? Então vai. Mas volta 😀

Esta outra queridona também depositou na criação manual todo o aperto que tava em seu peito depois de uma baita tristeza. Só que em pouco tempo a Gi Decrescenzo virou artista das maiores. Eu olho pros bonecos da Gi e minha cabeçona dói imaginando o trabalho minuncioso, cuidadoso. São roupinhas bem trabalhadas, cheias de detalhes, bochechas rosadas, olhinhos pintados, cabelos trançados, uma lindeza sem fim! Parabéns, Gi querida, trabalho fantástico! Não é à toa que a meninada cercou a bichinha que quase ela nem respirava 😀

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E quem tá pelo Insta comigo viu que postei botões SURREAIS de tão lindos! Mas eu fiquei embasbacada com a quantidade e variedade de desenhos! Não é pintado, tá na parte interna, de uma lado do outro.Tudo feito artesanalmente com uma resina alemã por uma fábrica do Rio de Janeiro. Só que o que não sabia era que os donos eram da minha cidade. Deixaram a agonia da cidade grande, a fábrica na mão dos filhos e voltaram pra viver tranquilos no interior. Mas nem por isso ficam parados. Em toda Feirinha, dona Lena e seu Djalma tão lá, firmes e fortes vendendo seus botões lindos. A banquinha deles não parou! Prometo uma matéria só sobre eles.

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Também adorei conhecer o trabalho do Cristian . Ele é daqui de Sampa (te falei que tô por aqui, né?) e faz animais só, eu disse, só com papel e cola. Até a estrutura é feita com rolinhos e aí ele vai revestindo tudo com fita adesiva e mais papel. Pra o Cristian, o melhor papel é o da Revista Caras (Ó menino bom pra humanidade :D) Isso é apenas parte do que ele cria:

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Além dos expositores, oficinas de tricô, crochê e criação em barro foram oferecidas. O Marcos, artesão há 30 anos matou a curiosidade de grandes e pequenos que paravam pra criar suas peças. E sabe o que é melhor? Todas as oficinas foram gratuitas.

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E no fim, não teve como não ficar com um sorriso de todo tamanho! Eu fico muito agradecida, orgulhosa e satisfeita em saber que tem gente cheia de garra e que promove encontros assim. É ótimo sair da sua aldeia e ir pra uma maior, onde tudo já tá pronto. É mais cômodo, né? Mas é lindo ver gente com esta relação de pertencimento com o seu lugar. Que ajuda e renova a realidade ao redor. Em dezembro tem mais uma. Vamos que vamos! Vida longa à FEARC!

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07 maio 2014

Feirinha Craft – Parte I

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Gentchy!! Que saudade daqui!

“Quá, tava nada..” cê pode pensar, mas te juro que tava! Fiquei doida pra conversar horrores por aqui e te contar o que tava rolando, mas justamente por isso, pelo o que tava rolando que deixei o Casinha pegando poeira. Quem acompanha a Fanpage viu que aconteceu na Bahia (é que agora tô em SP!!) nesta última semana um evento bem legal. Foi a 4ª FEARC – Feira de Artesanato Conquistense, edição Dia das Mães.

Quem organiza-o é uma querida amiga, artesã de mão cheia e mó guerreira. É que a gente sabe quão difícil e cansativo é organizar um evento envolvendo muita gente. A Feirinha, como apelidei carinhosamente é uma ideia da Edinéa Gusmão que colocou o sonho na prática: reunir gente que faz arte com as mãos, promover a arte pela cidade e valorizar a produção local. Conseguiu apoio de empresas comprometidas com esta ideia, correu pra lá e pra cá e na última semana deu início a mais uma Feirinha. Ó ela toda mexicana dando entrevista! Nem imaginava que a matéria iria em rede nacional e até os amigos do sul do país iriam ver o que acontecia por cá!

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Com o passar das edições, o evento foi crescendo, mudou de lugar, passou de uma pracinha central pra outra bem bacana, mas que tava meio xoxa. Cerca de 30 artesãos foram reunidos numa quadra de areia que deu todo um charminho pra Feira. Edinéa, ou Neinha pra mim fez questão de trazer uma cara bem gostosa pro lugar, com bancos, plantas, barraquinhas com toldos e a praça ficou uma delícia. O parque que tava meio parado foi a diversão pra criançada enquanto os pais passeavam pela Feira. Dá uma olhada no lugar no início do evento:

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E ela, além de botar tudo pra funcionar, ainda levou seus bordados incríveis pra Feira. Ela costura, borda, tricota, crocheta, assobia e chupa cana ao mesmo tempo.. ai.. cansei só de imaginar.

Fearc3Eu pude participar pela primeira vez desde que mudei de área. Montei meu pequeno tabuleiro como boa baiana e fiquei por dias com amigos queridos e faço questão de apresentar alguns deles pra vocês. O primeiro é o meu pretão básico 😀 É isso mesmo, meu amigo querido, o artista plástico Chico Salles. E não, ele não é sério assim. Tá todo cheio de onda na foto 😀

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O Chicão é um veterinário por formação e depois de momentos difíceis, achou na arte a melhor maneira de encará-los. O cara é sensacional e há anos já é reconhecido, vive pra lá e pra cá pelo Brasil mostrando sua arte em cerâmica. Ele desenvolveu traços próprios, identidade linda e a técnica de transferir seus rabiscos coloridos feitos com canetinhas pra canecas, azulejos e outras peças. Amo o Chicão e a Celinha, sua mulher. É desse tipo de gente que quando entra da minha vida, não quero que saia nunca!

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Outro trabalho que amo é o da Mitzi Correia, uma querida amiga também. Mas amiga mesmo, dessas de conversar horrores e rir até a bochecha não reagir <3 É artista plástica em tempo integral, produz o tempo todo como uma formiguinha e também trabalha com arteterapia. Os traços dela são lindos, coloridos, alegres e acho que tem uma essência Naif, com simplicidade e sem convenções. Fora que é fera no mosaico. Fiz alguns cliques do que ela levou pra Feirinha.

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Uma FOFURA chamada Catarina ou Dona Cata é mais uma artesã que tava por lá. Sabe aquela risada que você ouve de lá da esquina? Ela tem. E não tem quem fique xoxo perto dela. Conheci Dona Cata no Bazar Caladium, organizado pela Mitzi e bem conhecido na cidade. É uma mestre do Patchwork e toda criteriosa. Traz os tecidos do Sul e faz questão de deixar o trabalho com a cara do autêntico Patch. Um beijo, coisa linda!

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Amanhã eu volto pra te apresentar mais gente boa que passou pela Feirinha. Além de outras novidades. É que voltei aqui pra Sampa e vou tá lá no Bazar Ógente! CLARO que vou te trazer o que vir, conhecer, as oficinas que vou participar, o pessoal que vou encontrar, minhas amigas que vou apertar enfim, o que puder sobre o evento e mais sobre esta cidade que amo!

Beijo e até djá!