Arquivo de junho de 2016
01 jun 2016

Uma nova sala e como usar estêncil na parede

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Um sala acabada, paredes meladas e super mal pintadas, sofá velho, menos de um dia e meio de trabalho e orçamento de R$ 500 contos pra um reforma geral no cômodo. Operaria milagres, sentia.

Gente querida, como vamos todos, hein? Compartilho agora uma reforma bacanuda com um baita resultado no apê da minha irmã, tô morta de amor! Viajei tipo cometa pra minha cidade natal pra socorrer a sala do apê dela que gritava no estilo Maradona: “Aii, mamita querida! Yo no quiero ser asi!” Pra não xingar sangue do meu sangue em rede virtual, digo que minha irmã é… hum… xô vê….digamos… “desapegada”. O marido também. O filho também. O animal de estimação também. Todo mundo não é de cuidar muito da decor e da organização do ambiente. E aí o bicho pegou quando o casal começou a trabalhar em casa além de fora. Os dois são zootecnistas e tem uma empresa que presta, entre outro serviços, assistências às fazendas da região. Viajam muito, a rotina é puxada e a sala servia pra tudo: era espaço de almoço, estudo do filhote, escritório e descanso em frente à TV. Aí só recebia as mensagens: “Dinhaaa, vem aqui! Dinhaaa isso, dinha aquilo, dinha acolá…” E a dinha caçula aqui, correu pra salvar a irmã. Poderia me vingar, confesso, depois de anos sendo tratada como brinquedo, uma boneca que recebia osso de galinha pra comer. Mas tenho amor no meu coração, né, migues 😀

Fiz uma mala enorme com ferramentas, tintas e o material comprado com os R$ 500. Fiz o dinheiro render comprando tintas, corantes, objetos diversos de decor, tecido, plástico, almofadas, enfim, o necessário pra sala voltar à vida. Prateleiras totalmente tortas, inseguras, cadeiras rasgadas, paredes sujas e por aí vai… Sintam o drama:

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É claro que conhecia o apê, mas vi só por fotos como as coisas estavam. Cores, estado dos móveis e outros detalhes. Por conta deste sofá vermelho, que é desta cor a contragosto (meu) escolhi que esta seria a cor guia. O interessante de uma ambiente é escolher uma ou mais cores guias que fiquem em peças principais e depois, espalhar esta cor por detalhes. Vejam, não precisa combinar tudo, rola ser tom sobre tom também. O espaço pequeno merece mais atenção pra isso. O sofá vermelho, peça de maior destaque foi a origem da cor. Cadeiras, mãos francesas e outras miudezas seriam em vermelho. Mas não era necessário pesar a mão. Da mesma forma que não senti necessidade de cores fortes nas paredes. Era preciso neutralizar mais. Bem, diante do pouco tempo e tamanho trabalho, todo mundo botou a mão na massa. Enquanto a minha irmã organizava os novos quadros e fotos com ajuda de Bonnie Jr., o mascote coelho, marido acertava as novas medidas das prateleiras, meu cunhado tentava cortar as flores e pintar as mãos-francesas. Tentava, porque fez cagada 😀 Mas o que vale é a boa vontade, né? E isso ele tem de sobra. E meu sobrinho Zeca me ajudou por onde comecei: renovar as cadeiras.

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Com um tricoline simples, vermelho escuro e plástico tipo mica, retirei os assentos das cadeiras e forrei com grampeador de estofador.

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A cadeira de escritório que estava com o tecido rasgado recebeu esse tricoline estampado lindo com pitadas de vermelho, escolha de Felipe, meu cunhado. E as primeiras e consideráveis mudanças começaram a aparecer. Cadeiras lindas e novinhas em folha!

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Enquanto isso, marido preenchia os 456546 buracos da parede. Caraca! Ô povo da mão torta, minha gente. Carol e Felipe conseguiram fazer a parede de peneira e ainda, vários furos na diagonal, como isso?? Mão torta mesmo. Sendo assim, era preciso mesmo tampar tudo e refazer. Todos foram preenchidos com massa corrida e depois de seca, lixada e novos furos, com alturas refeitas. Tudo com a supervisão desse gotoso! O Bonnie Jr. coelho de estimação. Uma fofura, tá vendo? Espera até ficar uma horinha com ele e roer tuuuudo que tiver pela frente pra tu vê…

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Abre aspas pra o Bonnie (nome escolhi por Zeca). É uma coisa gotosa, fofa, peluda, mas é um capeta. Dentre todas as capetices de Junin tá entrar na bandeja de tinta e sair pela casa. Ele tentou se esconder pra não levar bronca e me senti na páscoa, perseguindo pegada de coelho. Mas a pata suja entregou o culpado 😀

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Voltando. Depois de escolher o vermelho como cor guia, a opção de neutralizar o resto do ambiente era primordial. E nas paredes, uma pintura original pooooodre. Bota podre nisso. Toda borrada, bege, pintada com uma tinta de quinta categoria, dava pra ver até as marcas do pincel. Decidimos que na parede iria a mistura de tinta que resultou num tom camurça lindo. No início achei que ficaria escuro, mas com tanta broca na parede era melhor um tom levemente mais escuro que claro pra poder esconder tudo. Num galão de 3,6L branco, misturei 12 tampas de corante em bisnaga cor ocre e mais 3 tampinhas de cor preta. Aí o tom, ainda mais escuro por não tá seca.

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Enquanto esta parede era pintada por marido (que virou um adepto pra lá de talentoso do DIY) e por minha irmã, comecei a fazer o estêncil na parede vizinha com o mesmo tom camurça. Sempre fui apaixonada por estêncil na decor. Acho mais original, criativo e despojado. E desde que alguns produtos da Stencil Decor chegaram aqui em casa, apaixonei mais ainda! Escolhi o modelo Losango. A Stencil Decor é uma marca ótima pra este tipo de produto e você encontra um infinidade deles na loja virtual, tô amando de paixão! Escolhi o motivo pra parede, comecei a pintar e aí vão algumas dicas:

É bom começar sempre do canto de alguma parede, seja no topo ou na parte de baixo. Outra dica pra não borrar é usar o rolinho com pouca, pouca tinta mesmo. Você pode retirar o excesso em uma folha de jornal ou revista. Na primeira vez que usei molde pra pintar há alguns anos, o rolinho tava encharcado e foi um horror pra consertar. O estêncil precisa ser preso, uma fita crepe resolve, já que ela é porosa e não fixa tanto, não vai borrar a parede.

Outra dica. Eu optei por usar a tinta sem misturar com água, pra ela ficar mais grossa e eu fazer apenas uma demão do estêncil. Por isso, é bom lavar o estêncil no meio do processo pra camada de tinta não ir grudando ou secando. Depois dá o maior trabalho pra tirar. Dicas compartilhadas, bora pintar!

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Comecei no alto, da esquerda pra direita, de cima pra baixo. Olha que perfeição!

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A parte de cima mais seca, vai ficando mais clara…

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E aí a gente vai seguindo, fazendo devagar e com cuidado. É tããão bom ver a parede tomando forma e ficando linda! E uma última dica: não é difícil trabalhar com o estêncil. A gente só precisa encaixar os desenhos das bordas no desenho antigo pra não perder o sentido. De primeira é inevitável ficar tortinho ali e até borrar, mas o importante é fazer.

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Depois de fazer o estêncil na parede e esperar tudo secar, dei um jeito nas molduras. Lembra que estas amarelas ficavam aqui no apê com as primeiras fotos de marido? Pois é, como a parede daqui mudou (ainda muda, por isso não te mostrei) doei os quadros pra minha irmã e na cor preta, ficaria lindo.

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Paredes, quadros, mão francesas secas foi a hora de começar a produzir o ambiente, jogar coisas velhas e imprestáveis fora, as boas podiam ser doadas e um novo ambiente estava por nascer. Comecei a montar a parede de quadros acima do sofá com quadros antigos, os novos que comprei com orçamento curto e reaproveitando novas peças.

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Aí acima utilizei coisas que minha irmã já tinha como estes quadrinhos quadrados menores, que na verdade são porta-copos e com ajuda da fita banana viraram quadros. A molduras pretas casaram super bem com o camurça da parede. Adicionei almofadas novas, coloridas, ainda com pitadas de vermelho compradas por preços super justos. Como não rolou reformar o sofá, escondemos a feiura dele com estas belezuras.

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Ó pra isso?! Que lindeza!

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As prateleiras e bancada foram instaladas na nova altura, a 75cm do chão, ideal pra trabalhar e não forçar o corpo. A luminária que era do meu ateliê também foi doada e o cantinho começou a mostrar toda a sua lindeza!

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Organizei as papeladas de trabalho deles, mudei coisas de lugar e tadahhhh!

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Perdoaê a mão torta pra foto.

Um novo cantinho de trabalho, mais confortável e claro, mais bonito!

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Colocamos mais uma cadeira, encostei de leve a mesa de vidro na parede e o espaço do jantar ficou muito mais charmoso!

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A distância de 70cm da cadeira de trabalho foi suficiente pra minha irmã trabalhar com conforto sem bater na mesa de jantar.

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A-M-E-I num grauuu!

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Confere um antes e depois!

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A outra parte da sala onde fica a TV e corredor pra quartos e banheiros também recebeu atenção. No painel e peça da TV, mais organização e objetos novos. E claro, plantas novas que roubamos de mamainn! <3

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O violão que vivia jogado pra lá e pra cá foi pra parede, assim como o painel organizador. Mas aplicamos este tecido no fundo, pois o papel original era feio de doer. O relógio foi presente de aniversário nosso pra Felipe e feito pela marca TATAI, dos artistas  Van Dick e Shirley Ferreira, aqui da cidade. Feitos em vinis antigos, escolhi o modelo “Trem da Alegria”. Tem cada modelo mais lindo que o outro… (Quem quiser encomendar, fala com eles pela fanpage linkada!)

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E foi isso, gente querida! O que vocês acharam? Gostaram? Olha o estêncil na parede mais um pouquinho…

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O tom da tinta ajudou demais o ambiente. Deu mais aconchego e fez a luz entrar mais amarelada na sala.

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Eu não consigo parar de ver tanta diferença bacana, mesmo com orçamento enxuto e em um dia e meio de trabalho.

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Depois desse mutirão intensivo de reforma, geral foi descansar e a gente pegou a estrada de volta pra nosso apê. Assim que der outra repaginada mostro por aqui, beleza? Me contem o que acharam! Beijo, gente!

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