Arquivo de fevereiro de 2016
23 fev 2016

Um apê cheio de colores

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Como passei recentemente pelo Urugas e adjacências 😀 😀 fiquei com o sangue latino pulsando pra mostrar algum lar dessa América pra lá de curiosa e colorida. Te contei em mais de um post como essa viagem foi boa. Inesquecível mais uma vez. E claro que prestava muita atenção na estética do lugar, desde casas às roupas…

Daí topei com o lar da Andi, uma socióloga da Argentina. Repara que lar!

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A Andi mora neste apê há seis anos no bairro Caballito em Buenos Aires.

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Um piso escuro de tacos impecáveis, paredes claras, muitos detalhes coloridos e plantas a gente encontra no apê da Andi. Mas talvez uma coisa tenha me chamado atenção neste canto da Andi nasce de um questionamento que vem justamente de uma onda que observo há tempos pela redes: de casas entulhadas, entupidas de detalhes, sem nenhum “respiro”. Pra quem gosta é ótimo, mas por mais adepta das lembranças e decor com afeto, gosto de um ambiente equilibrado, principalmente se ele for pequeno, no meu caso. Observa que a casa dela é mesmo cheia de coisinhas, mas tudo tem um lugar, não sinto o lugar poluído.

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E essa estante de livros… Prestes a construir uma aqui <3

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Lâmpada como vaso de planta, caminho de mesa de rolinho de papel (ou tecido), bastidores na lateral do móvel..

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Os móveis são todos usados e ela conta que todos os quadros são imagens de internet que ela mandou imprimir. O quarto afirma uma postura de Andi, de amar cores e ter horror ao preto, até em pequenas partes quase imperceptíveis como no viés de um tapete do quarto que foi retirado justamente por não gostar da cor.

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Há plantas por todos lados e claro, pelo quarto também.

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Retrô, vintage, um quê de kitsch se misturam por aqui com equilíbrio e beleza.

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E ela também tem um cantinho da costura.

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E todo cantinho, todo mesmo, há uma planta. E ela diz que não abre mão do ritual matinal sagrado: o de molhar as plantas. Te entendo, migs, também amo regar as plantas e ó que tenho poucas…

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A cozinha pequena, com toques de cores fortes e sem bagunça.

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Apaixonada pela cozinha! E saca as luvas reaproveitadas? Só é costurar tecidos ou viés nas bordas e aplicar imãs pra virar porta-treco, genial!

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Além de adorar regar as plantas, a Andi não se incomoda em varrer, mas não suporta lavar os copos que estão expostos, por isso o cuidado. Como são mais de 300 apartamentos neste prédio, ela topa com todos os tipos de vizinhos e que o do andar de cima dá o maior trabalho. Também te entendo, colegue, tenho vizinhos péssimos, ô azar. Mas nada que uma rotina pra lá de gostosa não melhore e também, cozinhar pasteis e tortas de berinjela, humm…

O banheiro é outra coisa fofa cheia de cor:

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O apê da Andi é maravilhoso e conta por meio de tantos detalhes, um pouco da história e dos hábitos de quem mora. E ainda, te convida pra brincar, já que muitos dos objetos que estão espalhados pelo lugar, são brinquedos retrôs que atrai todo mundo que a visita pra um clima de descontração e permissividade. Porque é bom se perguntar ” Porque não?” de quando em vez! Beijo!

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Fotos e informações via Casa Chaucha.

 

 

 

 

 

 

19 fev 2016

Móveis de madeira coloridos. Muitas inspirações!

Fonte: Woon Inspirate Tie

Há tempos recebi uma mensagem da Roberta Querido. Ah, pelo sobrenome nem preciso dizer como é o nosso papo… A Querido tá lá no Rio com móveis em madeira, herdados dos avós (tãão foféénhos, ela me mostrou a foto <3) e é cada móvel mais bonito que o outro. De madeira antiga, bem acabada e de boa qualidade. Ela queria algumas ideias do que fazer com alguns deles, mas a moça é toda criativa e já estava dando cores em alguns deles. Pelo celular, ela fez fotos me enviou pela Fanpage.

Reformar um móvel dá trabalho sim, mas o resultado fica único e vale muito à pena. A Roberta precisou “descascar” a peça, tá vendo? Às vezes é melhor retirar a folha do tampo a depender da idade do móvel. Depois daí a Roberta lixou bem, bem, aplicou tinta em spray branca pra fazer a base, esperou secar e aplicou a tinta em spray azul. Olha que graça!

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Este carrinho é outra coisa linda, meu sonho!! Humm… deixa pensar no que faria… Eu acho que pintaria em uma cor só, que fosse harmônica com este tom de marrom, talvez um cenoura mais fechado, puxado pra cor de tijolo, sabe? Não pintaria as rodas, pernas e alça, talvez mesmo só os tampos… Ou aplicaria algo, tecido, adesivo no tampo e colaria vidro pra proteger… Talvez… É tão lindo…

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Esta cadeira da Querido também é uma coisa de louco, cadeira de diretor de cinema, nem preciso dizer que vou lá no Rio, esperar a Roberta sair de casa e pegar pra mim (Querido, tramando planos mirabolantes…) Como eu gosto de uma estampa, acho que mudaria só o tecido, algum geométrico, talvez, mas a madeira é tão bonita, mas tão bonita, não pintaria.

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Aí diante do papo que tive com a Roberta, pensei em buscar opções pra quem também tá pensando em reformar móveis. Eu e a maior galera sempre, né? Inspiração nunca é demais e os exemplos são possíveis e adaptáveis. Lá no final compartilho algumas dicas de como pintar que venho aprendendo durante este tempo.

 

PINTURA COM COR ÚNICA

Acho que é o básico e não tem como errar depois de escolher a cor que mais nos agrade. Não precisa de detalhes, o móvel por si só, sendo bonito e estando de forma harmônica em um ambiente, já fica perfeito. O que pode fazer cena junto como móvel são os elementos ao redor, sendo estes com base neutra ou não. Amarelo é aquela cor que pouco se erra, penso. Quarto infantil, cozinha, ambiente masculino, sala, enfim, ele vai mesmo bem com quase tudo.

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Foto: Woonispiratie

Uma base neutra das paredes e pisos mais esta cama reinando lindamente e a colcha de crochê. Outro exemplo super atraente.

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Fonte: Mammamia

E móvel com cor uniforme não depende mesmo do tamanho. O que sinto é que fica bem quando os elementos ao redor (parede, piso e etc) são mais neutros…

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Fonte: Bloglovin’

Mas mesmo quando não, quando a parede já tem muita cor e outros detalhes também, fica incrível. Sou louca por este chapeleiro da Ana Sinhana! Foi pintado com compressor.

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Se há peças separadas ou soltas, como um banco + futton, fazer um complemento de cores pode ser uma boa. Aí o que fiz aqui em casa. O banco era branco, velho, com futton floral. Apliquei esmalte sintético à base de água na cor Mundo Verde da Suvinil e encomendei o forro cenoura pra o futton.

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A poltrona ficou incrível, hein? Vermelho + P&B sempre casa bem. E ainda ganhou mais uma almofada pra o assento.

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Fonte: Some Little Lovlies

 

PINTURA COM COR PARCIAL

Se não pintar um móvel todo, por exemplo, deixar partes na cor original também é interessante como foi feito nesta peça adaptada pra cozinha com seu tampo natural.

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Fonte: Desing Sponge

O aparador teve parte das pernas isoladas e o resto ganhou cor.

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Fonte: The Sweeteast Blog

Assim como as cadeiras que brincam com as cores por elas.

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Fonte: HeyThereHome

A porta reformada virou painel pra cozinha com ganchinhos adesivos e a pintura parcial, estilizada deu ou não deu uma charme a mais?

 

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Fonte: Design Sponge

 

PINTURA COM EFEITO

O efeito degradê é um queridinho há um tempo e pode ser feito ao adicionar tinta branca ou preta às partes da tinta base enquanto pinta o objeto.

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Fonte: Hometalk

Listras no tampo frontal da gaveta mais puxadores coloridos. Pra quem curte móveis mais discretos, mas não menos bonitos.

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Fonte: Little Super Heroes

O stencil dá outra cara incrível pra o móvel! Sou fã deste projeto da Erika Karpuk, do Estúdio DeKor. O tampo da mesa não foi pintado, na verdade a Erika, assim como a Roberta, retirou a folha. A Erika lixou bem o móvel, aplicou tinta em spray com o stencil que ela mesma imprimiu e também usou spray azul na base. Ficou simplesmente lindo.

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Outro exemplo com stencil, mas com tinta. Uma base de uma cor e o stencil de outra. Pra trabalhar com tinta no rolinho e stencil não é preciso deixar o rolinho tão úmido, tão carregado de tinta, na verdade, quase seco pra não vazar e borrar, tá bom?

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Fonte: Nicolette Tabram Design

Fita adesiva pode salvar e muito! Este aparador aqui do apê foi produzido em pínus. Pintei por dentro de uma cor e por fora, este efeito com fita adesiva e tinta de outra cor. Atenção, o rolinho deve está quase seco também, assim como o uso do stencil, com bemmm pouca tinta pra pintura ficar mais uniforme.

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Quer cor e ainda outra função pro móvel? Tinta lousa pode ser a sua! As tintas acrílicas que vão em parede também podem ir em um móvel de madeira. Pra riscar, giz ou caneta giz (gosto mais da última opção porque não tem pó, né…)

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Fonte: Hello There a House

 

PINTURA MAIS APLICAÇÃO DE TECIDO

Um das minhas opções preferidas pela facilidade e infinita possibilidade. Em partes dos móveis, harmonizando com a tinta ou contrastando, fica mesmo muito bom. Este móvel azul da Aneenha do A Casa Que A Minha Vó Queria é um xodó! As portas receberam o tecido e a gaveta novos puxadores.

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A gente pode impermeabilizar o tecido com cola branca mesmo, passando por cima ou com uma sprayzada de verniz também. E a aplicação com cola branca é a mais indicada. Se quer fazer um detalhe, que tal laterais de gavetas? Só cuidado com o acabamento pra gaveta não emperrar. Penso que os de algodão, tricoline são melhores. Tecidos mais encorpadinhos, porém não grossos. Os tecidos adesivos são uma mão na roda também.

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Fonte: A Girl with a Gluegun

Não quer dentro da gaveta? Então uma corzinha por fora delas também vai bem.

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Fonte: The Design Tabloid

 

PINTURA MAIS APLICAÇÃO DE PAPEL

Outra opção tão boa quanto tecido. A depender de onde coloque, aplicar de leve verniz em spray ajuda a proteger. A aplicação pode ser feita com cola branca diluída em água, em camadas fininhas. A pecinha lateral de cama ficou adorável, amo cores vibrantes com P&B.

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Fonte: Cutequo

Um opção bacana com papel é você criar uma estampa que quiser. Há sites especializados pra isso como o Colour Lovers E o papel também pode ser aplicado colando fita dupla face no verso. Só é retirar uma das faces da fita e aplicar na peça. A depender de onde esteja o papel, é preciso um vidro por cima. Essas dicas bacanas aprendi há um bom tempo com a Thalita, do Casa de Colorir . Aqui todos estes exemplos nesta penteadeira divina.

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Aqui os papéis foram parar no fundo dos nichos. Super alegre e ainda dá pra gente reaproveitar sobras dos papéis que a gente tem por aí.

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Fonte: Mommo Design

 

 APLICAÇÃO DE ADESIVO

Se não quiser pintar, aplicar adesivo de formas diferentes já muda o visual de um móvel. Olha este exemplo que fofo?

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Fonte: Pinjacolada

Mas pintando é possível aplicar o adesivo diretamente nas partes escolhidas. E o bacana é que eles costumam ser mais resistentes.

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Fonte: Blayblayablog

Depois de taaaaanta inspiração, algumas dicas que aprendi e compartilhei aqui há tempos, tempos. O tipo de pintura você escolhe, com pincel, rolinho, tinta em spray, compressor… Como eu faço tudo no apê, uso rolinho e pincel fino em algumas partes em peças maiores e spray em menores. Os esmaltes sintéticos podem ser à base de água, meu preferido ou à base de solvente. Pra este último, é preciso usar Aguarrás pra limpar ou diluir parte da tinta como manda a embalagem. Já o esmalte à base de água, só água mesmo pra diluir. Há quem goste de usar tinta acrílica pra pintar madeira também ou PVA, mas eu prefiro o esmalte sintético à base de água. É vendido em latinha e a depender da marca, a gente produz a cor.

Antes de pintar qualquer móvel de madeira é preciso lixar muito até sair o verniz, se ele tiver ou qualquer outro material. Estando porosa, a madeira absorve bem os produtos a seguir e vai por mim, faz diferença. Há tempos quando comecei a pintar móvel ali, peça aqui, não lixava bem nem usava primer e a pintura não durava. O primer é um fundo nivelador especial pra melhorar aderência e acabamento da pintura. Mas tem uma regrinha que é bom seguir:

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Um só combina com o outro, viu? E depois de aplicar o fundo é bom lixar também, bem delicadamente com uma lixa fina (também conhecida como lixa d’água) pra só depois começar a pintar do jeito que você escolher. É isso! Só mesmo algumas dicas, há muito mais entre o céu e o reino da madeira do que julga nossa vã filosofia hahaha 😀 Roberta querida Querido! Obrigada por nosso papo e pela inpira em fazer o post <3 E quem pintar o quê aí me avisa? Ó que fico esperando, hein?

Beijo, gentes!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

18 fev 2016

Colônia del Sacramento pra encerrar o passeio pelo Uruguai

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Ai que saudade. De escrever mais sobre mais uma viagem sabendo que é o último post dela. Resolvi encerrar com Colônia del Sacramento por ser um lugar bem… hum… “coração”. Sei lá, criei esse conceito há pouco.

Ficamos em um apê dos deuses dentro do centro histórico de Colônia, pelo Airbnb. Como já não morrer de amores? Cadeiras Eames… <3

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A primeira impressão de Colônia é de se surpreender, até mesmo na entrada da cidade. É muito arborizada. Árvores plantadas com distâncias iguais e da mesma espécie.

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A gente vai caminhando pelas ruas de pedra e topando com construções e ruínas delas, dos fortes, das muralhas. Vamos entendendo um pouco da história do lugar.

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Ela é muito fofa. Assim que chegamos, descemos os quatro, direto pra rua, subindo e descendo as ladeiras. E bem pertinho do apê… o Rio da Prata.

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Aprendi que Colônia Del Sacramento é uma cidadezinha de encantar, capital do Departamento de Colônia. Fica às margens do Rio da Prata que mais parece um mar. A duas horas de Montevidéu e pertinho de Buenos Aires também. O centro histórico é patrimônio da UNESCO. Fundada em 1680, Colônia era alvo de disputas entre Portugal e Espanha devido a sua ótima localização. Tendo o Rio da Prata com saída/entrada pra o Oceano Atlântico, o comércio poderia ser facilmente escoado pra o resto do mundo por ali. O Brasil entrou muitas vezes nas batalhas porque era por ele que Portugal fazia as negociações.

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Foram décadas de disputas, de guerras. A cidade ia sendo construída e destruída. Algumas ruínas estão no lugar até hoje como as do Convento São Francisco Xavier e o Farol. Dá pra subir no Farol pelo equivalente a quatro reais e de lá observar a cidade liiinda! Se você tem medo de altura, repense, porque é alto mesmo e o topo final é bem apertadinho. Mas vale muito ir!

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O clima é gostoso, morno durante o dia, fresco à noite e adoro isso. Tudo no seu limite, mais que agradável. Pelo Rio da Prata se chega em Buenos Aires também, por meio de uma barca em pouco tempo de viagem.

Colônia, tão disputada, acabou virando durante tempos um grande ponto de contrabando também. De escravos e de produtos. Uma das ruas mais conhecidas do período é a Calle de los Suspiros e me lembrou muito Igatu, na Chapada Diamatina, aqui na Bahia. Outro lugar divino que todo mundo deveria conhecer.

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Pelos historiadores, há várias teorias pra origem do nome, uma delas é que a rua era o lugar onde os moçoilos iam satisfazer os seus prazeres, humm… Nela, também há construções, lado a lado, de casas portuguesas e espanholas. E todo mundo quer passar por lá.

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Mas se ela tem partes históricas bem antigas há tantas outras mais novas, bem fofas e com cada decor…

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Não tem como não morrer de amores por Colônia. Antes de ir, li sobre os carrinhos antigos que ficavam parados na rua, servindo de um tudo pro lugar. E servem mesmo. É como uma afirmação. Eles não são destruídos por estarem velhos, ficam ali, dizendo que já funcionaram e que fazem parte de história.

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A noite vem chegando e a cidade fica mágica… Luzinhas pelos restaurantes e pelas ruas do centro histórico.

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A cidade é pequenina, talvez no máximo dois dias sejam mais que suficientes pra conhecer Colônia. Esta noite foi muito, muito boa. As lojas que também são galerias de arte me deixaram sem palavras. Saí anotando nome de tanto artista pra ler, conhecer… Visitamos o Almacen La Carlota, lugar mais que recomendável pra voltar com as boas lembrancinhas.

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Depois das guerras, Colônia ficou um bom tempo sob o domínio Português e só em 1828, depois da Independência do Uruguai, virou parte desse país.

No outro dia, alugamos um carrinho elétrico, atravessamos a cidade. Pegamos essa dica com um casal de brasileiros e é super válida! O carrinho é muito massa, seguro e o trânsito o respeita, melhor ainda.

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No trajeto a gente cruza com a Colônia mais moderna. Foi assim que conhecemos o trabalho do artista Daniel Barbeito que fica pelos muros da cidade e por tantos outros lugares.

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Como neste Café onde paramos.

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Além do Barbeito, outros artistas deixam Colônia ainda mais atraente.

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De Colônia, voltamos pra Pelotas, ou melhor, pra famosa praia do Cassino, que beleza! E depois, nossa Baêa. E eu só posso agradecer a todos os amigos queridos e ao universo por dias tão bons de férias. Conhecemos pessoas bacanas que nos deram sorrisos e mais sorrisos! Dias pra lá de inesquecíveis!

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Em tempos de diálogos escassos e desse empobrecimento de escuta também, conhecer o outro é mesmo o melhor que podemos fazer pra sermos generosos, mais sábios, menos egoístas e menos cheios de estereotipias. Uma filosofa que adoro, a Márcia Tiburi, certa vez citou um livro em um dos seus textos que dizia que “Viajar é ler”. E ambas as formas são as melhores pra adquirir conhecimento, não? Mas é o conhecimento do outro que falo. O exercício de alteridade mesmo. Somos melhores porque somos diferentes, mas ainda não sabemos disso. E quando a gente se aproxima das nossas diferenças com respeito e amor, realmente nos tornamos mais.

Nossos anfitriões foram os melhores que podíamos ter! Fanzita e Brunão, dois corações sensíveis, abertos, inteligentes e alegres! Nos deram as melhores condições pra esta viagem, conforto, carinho, histórias… E ainda, a gente finge juntos que somos banda de rock pra tirar foto. Não dá muito certo, confesso… 😀

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São positivos, dispostos e bobos pra rir. Os pais, Antônio Sogrão, Márcia, Dona Bete e um pontinho de luz chamado Volmar passaram açúcar nestes dois. Tiram as nossas melhores fotos, com as melhores poses!

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E eu agarro mesmo. Aperto, cheiro e ainda dou beijo melado se tiver bêbada no elevador hahaha26

Digo que nos reencontramos em Paris e é daqui pra frente. Nossos queridos, obrigada por tudo e sempre! Agora esperamos vocês aqui na Baêa!

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E eu, mais uma fez, comemoro mais um passo nesse espaço. Sabendo que ele é miúdo e é meu. E quero muito continuar descobrindo mais sobre ele.

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Beijos e até já! Com muita decor, hein?

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

17 fev 2016

Montevidéu, decor das boas e mais do Uruguai

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Gente, ó, saquei uma coisa necessária nessa vida de autora de blog. Vou parar de dizer “volto amanhã” por motivos de: internet ruim pra caral…caramba. De novo. Ôôôô sofrência. Quando a gente pensa que tá tudo resolvido, a vida vai lá e pêêêi! No nosso lombo, fazendo a gente sofrer sem conexão. Mas vou aproveitar logo antes que a net dê tilte de nov… e…. e… a…conexã… t.. ruim….d…no…o.. Rá, mentira! 😀

Voltei com mais lugares lindos de viver depois da nossa passagem pelo Sul do Brasil e Uruguai. Depois de te contar como foi por Pelotas, La Paloma, La Pedrera, Punta Del Este, estoy aqui, queriéndote, pera, estou aqui pra te contar como foi em Montevidéu e detalhes de decor incríveis.

O primeiro contato com Montevidéu num final da tarde foi meio xoxo, não conseguimos ver direito a cidade, mas caminhamos bem pelo centro dela, pertinho do nosso hotel. Com o sol do outro dia foi melhor pra ver que ela é uma cidade bonitona e interessante!

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Batemos bastante perna, entrando e saindo pelas ruas, vivendo um pouquinho da cidade. E como de costume, fomos conhecer o Mercado Central do lugar e o de Montevidéu é só com restaurantes dentro e banquinhas de arte por fora.

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Descobrimos que a noite no Uruguai só começa a partir da meia-noite, uma da manhã… A galera fica no virote mesmo curtindo a night pelas ramblas. Mas marido tinha descoberto um Café Bar antigo e tradicional de Montevidéu, o Tabaré e fomos pra lá. Aberto em 1919, o Tabaré era um armazém e hoje é tido como um lugar da boemia. Que delícia! Quem for à capital, pliss, passa lá porque vale muito à pena. O ambiente ganhou a gente logo de cara: boa música, aconchegante, discreto, ótimos vinhos e comida de salivar.

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Sorrentino ao molho de tomate seco e vinho Uruguaio. Ótima pedida!

A gente sempre faz isso quando viaja: sair meio sem roteiro por algum período e ir topando com os lugares, sentindo a cidade, as pessoas. Topamos com esta livraria! A Moebius tem uma decor maravilhosa, meio kitsch, vintage e criativa.

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Aí se quiser saber o endereço: neste livro velho você encontra.

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Vende livros, vinis e objetos de decor. A música ambiente é super bem selecionada e assim ficamos conhecendo alguns músicos do Uruguai e já ouço apaixonada 😀 É um misto de galeria de arte também, com quadros de artistas locais à venda.

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Depois que a gente comprou alguns livros, saímos passeando por ali e como disse antes, tem coisa bem boa de se ver pelas redondezas. Olhem esses cantinhos?

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E como a vibe que tomou conta do meu ser agora é a da decor, prometi compartilhar o hostel onde ficamos em Punta lá no Instagram, lembra? Nooossinhora, minha gente, prepara aí que vem coisa linda com dicas bem a nossa cara!

El Viajero é um hostel, na verdade, uma pequena rede de hostels presente no Uruguai, em Punta Del Este, Paraguay e Colômbia. Segundo a funcionária a proposta é sempre esta: uma casa antiga, reformada e repensada pra receber a galera viajante. A entrada tem um deck, móveis de pallet e este azul céu divino!

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A mesa: uma ex-gaveta que ganhou rodízios e pernas de outro móvel viraram objetos de decoração do centro da mesa.

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A noite os grupos se reuniam por aqui, as luzinhas se acendiam, uma galera na viola, outra jantando, outra bebendo e esse clima gostoso de hostel, super à vontade.

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Por dentro, espaço e mais opções boas de reaproveitamento e criatividade. Uma sala aberta, onde a galera dorme também,  a TV apoiada em uma antiga radiola e o Dumas, mascote do Viajero que, claaaaro, eu enchi de dengo e foi parar no nosso quarto, um bebê <3 <3

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A recepção é essa coisa de enlouquecer que já tinha mostrado no Insta: um balcão feito só com malas vintages! Lustres adaptados com utensílios de cozinha e instalados em trilhos e…ai…tô sem fôlego de amóór <3

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Do lado oposto, a área do café e do bar. À noite, sinuca, aula de dança e umas biritas e pela manhã, a mesa de sinuca virava a mesa do café.

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Páginas de revista em quadrinhos cobriam paredes e móveis, essa arte maravilhosa escrita “Viajero” e detalhes coloridos. Os tampos das mesas recebiam pinturas diversas. E observa onde as taças do bar estão penduradas? Uma prancha foi adaptada.. E o balcão do bar, sobras de móveis.

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No quarto, mais alternativas. Adorei o nosso, de casal com banheiro. Os tijolinhos, amor dessa pessoa que vos fala, foram pintados de branco, uma porta virou cabeceira, mesinhas laterais em madeira de demolição deram um tom rústico e aconchegante, ainda sinto uma pitada de industrial.

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O teto foi pintado de preto após os tijolinhos e uma lâmina de Mdf foi pendurada por cabos de aço e um spot foi embutido, adorei! Estilizou a iluminação de uma forma simples e despojada.

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O banheiro teve os azulejos pintados de um verdinho quase branco, em tinta epóxi e a partir deles, esmalte berinjela escuro, ficou bem bacana. No encontro da pintura com o azulejo, pastilhas foram coladas. E outro detalhe que adorei do banheiro foram os bicos de renda de algodão costurados diretamente na cortina de plástico pra tirar a feiura dela.

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O corredor segue a linda rústico/industrial com fiação aparente em canos de alumínio, teto cinza escuro, tijolinhos pintados e pitadas de cores vibrantes.

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Ao descer as escadas, uma moldura varal.

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Animou com as ideias, meu povo? Massa, hein? Espero que estejam gostando desse passeio por cantos tão legais deste país que já me é muito querido. Amanhã vol… eita, pera, não. Prometi. Com essa net meio aqui e acolá, tipo Mestre dos Magos, posso te dizer que vou trazer o último post, inteirinho sobre o meu lugar xodó: Colônia del Sacramento. Até já, se a net não me podar! Rimou!

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha

 

15 fev 2016

Rio Grande do Sul e Uruguai: Férias!

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Eii gentes!

Tudo beleza com vocês? Ô vontade de voltar aqui pra contar tudinho, ou melhor, quase tudo das nossas férias delícias. Mas por motivos de: internet ruim pra caral… caramba, não consegui fazer nada, sumi. Não, não foi o carnaval. É. Existem baianos que não pulam/curtem trio e afins 😀 Mas agora tudo resolvido, vamos papear.

Tiramos onze dias de férias antes do carnaval e fomos encontrar os amigos queridos do Sul. Lembra que falei deles aqui? E fiz um mimo pra casa nova deles? Então, a Stefânia e o Bruno, ou melhor nossa Fanzita e Brunão são mais que queridos, nos deram uma família no Sul de tanto amor com que nos recebeu. Foi tanto carinho e cês nem imaginam o quanto de soluço rolou na hora de voltar #snif #snif. Não foi a primeira vez que visitamos o estado. Há seis anos conhecemos a Serra Gaúcha e claro, a viagem foi linda. Voltamos doidinhos pelo Rio Grande do Sul.

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Um dos passeios na região de Gramado

Dessa vez fomos pra Pelotas, a famosa Satolep e adoramos a cidade. Arborizada, limpa, com casarões antigos lindos, bares legais e clima gostoso. E o lago? Maior do Brasil? Se passa por praia direitinho e é assim que os moradores e visitantes o tratam. Todos levam suas cadeiras de praia, ficam lá se bronzeando e tal… Achei o lugar lindo e claro, rendem fotos mais bonitas ainda!

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Tá, quando o vento deixa…

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Mas sai e ainda, recheada de amor!

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Depois de conhecer mais da cidade, das famílias queridas dos nossos amigos, de comer a comida perfeita de Dona Bete (ainnn <3) e dá umas bandas por Satolep, seguimos de carro pra o Uruguai. Mais um carimbo e on the road!

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Gente, que incrível! O Negones, irmão da Fanzita (é, eu invento apelidos, só meus) alugou uma casa pelo Airbnb em La Paloma no departamento de Rocha, o equivalente ao nosso estado. E fomos em um grupo maior, com gente boa e do bem. As praias são diferentes do que a gente tem no Nordeste, claro, a começar pela água gelada (e super revigorante!) e quase nada de árvores, mas são tão gostosas quanto. E com violão, amigos, novos amigos tudo fica especial.

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A casa em La Paloma, toda em madeira, tipo chalé, rendeu noites tranquilas, super descontraídas e muita, muita risada, melll dellss, ria de chorar por muitas vezes, adoro! Mas antes, conhecemos a famosa Parrilla, comemos também os melhores rangos feitos por Brunão 2, outro Brunão do grupo, tomamos a Patrícia e tocamos muito com direito a um violino perfeito da Lys, mais uma integrante deste grupo viajante inesquecível <3 Adorei!

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Ainda curtimos um pouco a noite, com o centro de artesanato, conhecendo a produção local, tendo ideias e claro, nos divertindo muito. De La Paloma, metade do grupo voltou pra Pelotas e nós quatro seguimos para La Pedrera, que lugar fooofo!

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As ruazinhas de La Pedrera, com seus restaurantes, banquinhas de artesanato, arte em suas diversas formas… Ai, é de suspirar…

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Cada detalhe da decor…

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A praia é uma delícia: depois de um sol punk na cabeça, a gente mergulha na água gelada e volta cinco anos mais xóofemm e com a buzanfa na nunca, minina! 😀 Mentira. A gente volta sem sentir direito certas partes do corpo. Sério, muito gelo. Mas não vou mentir, adorei! Dá uma revigorada, refresca e o sol fica ainda mais gostoso na pele. Fanzita não botava muita fé na baiana aqui, achava que não ia entrar no gelo, toda acostumada com águas mornas… Mas ô mulher frouxa eu seria, depois de tanta viagem, morrer na praia não rola, né… Caí na água!

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E as lojinhas de decor? M o r r i…. Pera, gente, esse post tá ficando altamente “infartante”…

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A noite em La Pedrera é realmente muito boa. As ruas vão enchendo, os showzinhos pelas calçadas e outras apresentações. Dá pra gente se aproximar dos artistas locais, conhecer mais um pouco daquele outro universo que está mesmo bem perto da gente.

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E o que dizer de Cabo Polônio? Distante de tudo, no meio de um nada super interessante. É um povoado a pouco mais de 200 km de Montevidéu, ainda no departamento de Rocha, escondido entre dunas, rochas e santuários de lobos-marinhos. Cara, que lugar… As moradias, hostels, pousadas, baseadas no reaproveitamento, com sobras de madeira pintada e muita, muita cor. Nada de internet, água encanada, rede elétrica… Ó como é:

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A vibe boa, muitos hippies, pés descalços e arte, muita arte…

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E a gente vai seguindo até o Farol, pelas ruas de areia, até avistar as três ilhas que são santuários dos lobos-marinhos.

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E dá mesmo pra ficar bem perto! Que coisa linda, gente, eles são enooormes, gordos, barulhentos e brigões! Mas ainnnn, quelia apertáá! <3

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O dia em Cabo Polônio estava frio, não deu pra ver aquele céu “Azul Uruguai” … acabei de inventar essa cor pra um dos céus mais lindos que já vi. Pra chegar ao Cabo é preciso pegar um transporte especial pra o trajeto na areia, um caminhão 4×4 todo aberto, com andar, massa!

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Caímos da estrada de novo e chegamos à Punta del Este. Ahh Punta… Tudo isso e mais que sempre falaram! Que lugar interessante, lindo e claro, phyyyno até doer o olho. Punta já fica em outro estado, em Maldonado e é considerado o balneário mais luxuoso da América Latina… e o que eu fui fazer lá? Hahaha oxe, me jogar no mundo, mas quá… E falando do céu, olha esse céu? Punta nos recebeu com um baita sol se pondo… A cidade é linda, linda. Badalada, não muito a nossa cara, vai, mas vale demais, demais a visita.

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E logo depois daí, desse clique, marido, que tinha ido fotografar entre as pedras, me volta toooodo cortado, todo tirado pedaço, desde os dedos, as mãos, perna e pé. Sangue aqui e ali e eu na maior preocupação, enquanto os amigos riam…. Ok, eu também. Resultado: tinha caído nas pedras. Aí conferindo o estrago…

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E eu dando bronca: “Ô, menino! Cadê a unha do dedão do pé? E o dedo? Ficou por onde? Ai….aquil…aquilo é san… sangue… morri… poft…”

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Mas nada que água do mar não cure, farmácia e carinho, nhoimmm <3 Nos dias seguintes, mais praia, mais céu lindo e lugares mágicos pra conhecer!

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Pertinho de Punta, tem Punta Ballena, península onde fica a Casa Pueblo,residência do artista plástico Carlos Páez Vilaró. É um misto de museu, resort e galeria de arte atualmente. Ninguém podia entrar no dia, pois estava reservado pra um evento, mas ir lá pra admirar a vista do lugar é ordem, plissss, quem for ao Uruguai, não deixa de passar por lá!

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O lugar fica bem no alto mas a gente tem acesso tranquilo às serras e um mar enooorme na tua frente te deixa encantada! Além de render fotos lindas pra porta-retrato e pra guardar pra sempre.

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Os amigos nos apresentaram estes e outras lugares lindos que te mostro amanhã! Volto com decoração das boas do hostel que ficamos em Punta, sobre Montevidéu e um post inteirinho sobre Colônia! Beijo, gentes!

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha.